sexta-feira, 10 de março de 2017

Crise espiritual?



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
      Como um cristão em luta, reconheço que os caminhos que levam ao desânimo espiritual são (aparentemente) bem mais numerosos do que os que nos conduzem ao contentamento. Quando Deus parece distante, começo a pensar em como os heróis bíblicos lidavam com esse problema. Alguém com uma visão mais romântica diria que eles não tinham tempo para distúrbios espirituais. Mas tenho dificuldade em acreditar que, dentre os servos de Deus do passado, não tenha havido muitos que sentiram frustrações na experiência com Jeová. Pergunto-me, por exemplo, que pensamentos inundavam a cabeça de Moisés depois de uma semana em que Deus não tinha dado sinal de vida, e o povo o criticava duramente como a causa dos seus problemas no deserto? Como ficava o coração de Davi depois de uma madrugada inteira deitado na trincheira, junto ao seu exército, esperando um sinal do céu para avançar contra o inimigo ou fugir dele? E o apóstolo Paulo? Diante da oposição do seu próprio povo, mais o incômodo de ter duas naturezas lutando pela posse de sua vida (como ele mesmo confessou aos romanos), como seriam suas noites de sono?
 
 
 
 
 

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