sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Encontrando Deus na prisão










Eu, porém, ponho a minha esperança em Deus, o Senhor, e confio firmemente que Ele me salvará. Miquéias 7:7.

       A cela escura da prisão era um verdadeiro martírio para Leo D’Arcangelo. Andando de um lado para o outro, ele sentia raiva por estar na cadeia novamente. Havia transgredido a liberdade condicional, e acabou pego.

       Estava na cadeia por ser um ladrão e traficante de drogas. Costumava furtar desde os 11 anos. Quando chegou aos 16, já traficava heroína. Seu primeiro crime foi roubar a bolsa de uma pacata senhora num bonde lotado.

       Enquanto caminhava pela cela, Leo pensava: “O que fiz da minha vida? Tenho um passado horrível e um futuro pior ainda. Do que adianta viver? Nunca estive num lugar pior do que este.” Olhando para a cela vazia, Leo sentia vontade de chorar. O colchão de sua cama estava todo retalhado. Sua roupa era esfarrapada. As paredes sujas continham todo tipo de rabisco deixado por outros presos.

       De repente, ele percebeu um poema escrito num canto da parede. Ele parou para ler:

       “Quando você chegar ao fim da jornada

        e esta aflição lhe ocupar os pensamentos,

        parecendo nada mais restar senão a reclamação,

        volte-se a Jesus, pois é Ele que você precisa encontrar.”

       Sim, é isso mesmo. Minha vida é uma grande aflição e estou no fim da jornada, refletiu Leo. “Jesus, preciso da Tua ajuda. Nada posso fazer com meu passado, a não ser pedir-Te que o apagues. Se podes transformar minha vida, por favor, faze-o. Ajuda-me a mudar o amanhã.”

       Leo deitou-se na cama e olhou para o teto durante alguns minutos. Algo aconteceu naquele instante em seu coração. A sensação de desespero acabara. Sentiu uma paz que nunca havia sentido antes.

       Leo cumpriu a pena, largou o crime, e depois estudou para tornar-se um ministro do evangelho. Ele é um bom exemplo de alguém que olhou para o Senhor e encontrou a salvação.

       Deus sempre está disposto a nos salvar. Muitas vezes, Ele espera apenas que o peçamos. Que tal pedir agora mesmo?

 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Assassinos de Cristãos?

 
 
 
 
 
 
      Há poucos dias, um cristão egípcio que também era médico cirurgião foi encontrado morto em seu apartamento. Ele foi a quarta vítima de uma sequência de assassinatos cristãos em apenas 10 dias. Bassam Safwat Atta tinha 35 anos, era casado e deixou dois filhos. Ele vivia na cidade de Dairut, província de Assiut.
       “Todos ficamos muito chocados. Bassam era um amigo muito próximo. Perdemos um homem bom. Ele tinha um ótimo relacionamento com todos no hospital. Aprendemos com ele a mansidão e a humildade. Ele era chamado de “médico dos pobres”, porque tratava das pessoas carentes em sua clínica particular, de graça. Ele sempre foi muito amado por todos”, lamenta um dos amigos de trabalho.
       O cristão foi encontrado por um vizinho que forçou a entrada no apartamento a pedido da esposa de Bassam. “Não havia nenhum sinal de violência, não houve roubo. Estava tudo no lugar”, disse Nageh. Outra vítima, Youssef Lamei, que também foi atacada, em Alexandria, no dia 3 de janeiro por um suposto “assassino profissional” foi antes ameaçado por muçulmanos salafistas (aqueles que fazem parte do Movimento Reformista Islâmico no Egito).
      No dia 6 de janeiro, o casal cristão Gamal e Nadia Sami também foi encontrado sem vida em sua própria casa. De acordo com o irmão de Nadia, nenhum objeto de valor foi retirado da residência e eles foram mortos por causa de sua fé. A polícia egípcia não parece estar interessada em rotular os incidentes como sectários e alegou que o casal havia morrido logo após um roubo. Todos os crimes, porém, parecem ter sido minuciosamente planejados.
 
Fonte: Portas Abertas

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O privilégio da oração


 


 
 
 
Na minha aflição clamei por socorro, e Tu me respondeste. Jonas 2:2.

      Faltavam poucos minutos para meia-noite, quando James Bryan voltava sozinho de uma visita a um amigo. As ruas de Birmingham estavam completamente vazias. Ouvia-se apenas o barulho do vento.

      Quando James atravessou uma rua mais escura, escutou um pequeno barulho atrás de si. Quando se virou para ver o que era, tomou um tremendo susto com um homem que lhe apontava um revólver. Ele disse:

      – Mãos ao alto! Não se mexa ou eu atiro!

      James ergueu os braços e tentou visualizar o rosto do rapaz, para ver se era alguém conhecido. O ladrão tirou dos bolsos de James um relógio e algumas moedas. Ficou irado com o pouco que conseguira e falou um palavrão.

      – Irmão, permita-me orar! – disse James.

      Perplexo, o ladrão abaixou a arma e observou o homem de barba branca orar, ainda de braços levantados.

      “Senhor, abençoa este rapaz. Não sei como ele se chama, mas sei que ele necessita de Ti, Senhor. Ele precisa saber que Tu o amas; portanto, abençoa-o. O Senhor está olhando para a cidade de Birmingham hoje à noite e vê todos os seus filhos neste lugar. Abençoa a todos nesta noite, Senhor. Abençoa os doentes, os pobres e aflitos, mas especialmente abençoa este meu irmão, que acabo de conhecer.”

      O ladrão colocou a mão em seu bolso e tirou o relógio de James. Devolveu-o junto com as moedas

      – Pode ir embora – disse o ladrão asperamente. Depois correu e desapareceu na escuridão.

      James Bryan sorriu e voltou para casa satisfeito com o acontecido, pois tinha cumprido uma promessa: oraria com qualquer pessoa que lhe desse a permissão de orar.

      Anos depois, os cidadãos de Birmingham mandaram esculpir uma estátua em homenagem a James Bryan. Ele foi retratado orando ajoelhado em favor dos habitantes de Birmingham.

      A oração é um privilégio. Espero que ela também faça parte da sua vida diária.
 
 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Desistir da vida espiritual?






       Durante o período em que cursava o Ensino Médio, eu não era um aluno devidamente, digamos, esforçado (ou deveria dizer motivado?). Trabalhava durante o dia e estudava a noite. Refiz uma mesma série durante três anos seguidos no início dos anos 1990. Eu iniciava os estudos em fevereiro, torcendo para que o ano acabasse o mais rápido possível; mas quando chegava por volta de agosto ou setembro, eu desistia e não aparecia mais na escola. Diante dos veementes protestos dos meus pais e da minha consciência pesada, eu procurava me justificar com pensamentos do tipo: “Eu estou muito mal nas matérias, não vou passar de ano de qualquer jeito!” Ou então: “Posso viver a vida sem completar os meus estudos!”. Eu não contava para ninguém que, no fundo, não aguentava mais toda aquela coisa sobre equações matemáticas, tabela periódica e verbos transitivos indiretos. Entretanto, inexplicavelmente, quando o novo ano letivo iniciava, lá estava eu, de volta à sala de aula.  

        Quando recordo aquele período de estudante, vem-me à mente a minha jornada espiritual. Muitas vezes eu iniciei um novo ciclo de espiritualidade, sentindo-me feliz e vitorioso, para logo depois, acabar desanimado e perplexo. Se, em algum momento, a espiritualidade do cristão atinge um estágio enjoativo semelhante ao que sentia naquela época na escola, por que simplesmente não desistir?