domingo, 27 de novembro de 2016

Meu esplendor espiritual se foi?


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
"Quando a vida espiritual não vai bem, muitas perguntas surgem no horizonte. Começamos a questionar nossas escolhas e ações. A experiência da conversão parece uma luz que ficou para trás, não aquecendo mais o coração. Então, o desânimo pode nos levar a um distanciamento ainda maior, fazendo-nos ficar tão longe de Deus que, quando nos damos conta, um pequeno abismo se abriu e parece impossível retornar.

“Meu esplendor já se foi, bem como tudo o que eu esperava do Senhor?”4 - afirmou o profeta Jeremias em certo momento de sua vida. Quantos cristãos frustrados não se identificam com suas palavras? Como na história de Sísifo, parece às vezes que nossa experiência com Deus se resume a uma rotina monótona e desgastante, onde a oração e o estudo da Bíblia convivem com períodos de aridez espiritual completa. Quando uma pessoa enfrenta uma crise espiritual e, por fim, resolve desistir, quem teria condições de condená-la?"
 



4 Lamentações de Jeremias 3:18.


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Ossos... e nova confusão



















        Um grupo de cientistas brasileiros descobriu, no Rio Grande do Sul, três fósseis que poderão mudar as teorias atuais sobre a origem e evolução dos dinossauros. Os pesquisadores descobriram pela primeira vez, lado a lado, dois esqueletos de dinossauros e um esqueleto de lagerpetídeo - um animal considerado um precursor dos dinossauros. De acordo com os autores do estudo, publicado neste sábado (12/11) na revista científica Current Biology, a descoberta de que dinossauros e lagerpetídeos chegaram a conviver indica que os grandes lagartos pré-históricos podem ter evoluído de forma mais gradual do que se imaginava [mesmo com descobertas como essa, a teoria da evolução é mantida a ferro e fogo]. “Sabemos agora, com certeza [como tinham certeza antes, também], que os dinossauros e seus precursores viveram lado a lado e que a ascensão dos dinossauros foi mais gradual do que imaginávamos - e não uma rápida substituição de outros animais que viveram na época”, disse um dos autores do estudo, Max Langer, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da Universidade de São Paulo (USP).

        O novo lagerpetídeo, Ixalerpeton polesinensis, e os dois dinossauros da espécie Buriolestes schultzi foram encontrados em Santa Maria, uma formação geológica localizada na região de Agudo, no centro do território gaúcho. A formação, com rochas de 230 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], é considerada uma das mais antigas do mundo com a presença de fósseis de dinossauros.

        Os pequenos dinossauros pesavam aproximadamente sete quilos, tinham cerca de 1,5 metro de comprimento, 50 centímetros de altura e um crânio de apenas 13 centímetros. De acordo com Langer, trata-se do único representante estritamente carnívoro do grupo dos sauropodomorfos, que inclui dinossauros gigantes do Jurássico, como o Diplodocus e o Apatosaurus. O lagerpetídeo, um bípede, é ainda menor, com cerca de 25 centímetros de altura.

       Segundo Langer, a descoberta mostra que o Ixalerpeton e os Buriolestes foram contemporâneos durante os primeiros estágios da evolução dos dinossauros. Segundo ele, o novo espécime de lagerpetídeo tinha preservados elementos do crânio, da escápula - um osso do quadril - e de membros anteriores, além de algumas vértebras. [...]

Fonte: Estado de Minas


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

A alma precisa respirar



 
 
 
 
Daniel abriu as janelas, ajoelhou-se e orou, dando graças ao Seu Deus. Ele costumava fazer isso três vezes ao dia. Daniel 6:10.

       As ondas batiam ferozmente contra seu corpo, mas ele não podia desistir. Da praia, a multidão acompanhava a tentativa do salva-vidas de resgatar o nadador que se afogava. Todos se perguntavam se ele teria forças para trazer o rapaz de volta.

       Após alguns minutos, que pareceram uma eternidade, o salva-vidas começou a nadar de volta com o rapaz em um dos braços. Foi uma luta dura e cansativa. Ao aproximar-se da praia, um espectador resolveu ajudar. Tirou os sapatos e a camisa e correu para o mar, avançando entre as ondas na direção do salva-vidas. Quando se encontraram, levantaram o corpo aparentemente sem vida do nadador e o trouxeram para a praia.

       – Depressa! – gritou o salva-vidas. – Abram caminho para que eu possa cuidar dele.

       Ele se ajoelhou diante do corpo, pôs a boca sobre a do rapaz e lançou o ar vivificante em seus pulmões.

       – Por que ele está fazendo isso? – perguntou uma menininha à mãe. – Ele já está fora da água, deve estar bem.

       – Não, querida – respondeu a mãe. – Ele deve respirar por si mesmo antes de poder ser considerado salvo. Se ele não respirar, nenhum oxigênio chegará ao seu cérebro. Se isso acontecer, ele poderá perder a capacidade de usá-lo.

       Todos observaram em silêncio, até que o rapaz voltou a respirar e abriu os olhos. As pessoas voltaram admiradas para casa, pela forma como o salva-vidas salvou o rapaz.

       A oração é descrita muitas vezes como a respiração da alma. Como o corpo necessita de oxigênio para sobreviver, a alma sem oração também poderá morrer. A oração é tão essencial para o cristão quanto o ar para a vida física.

       Daniel sabia disso muito bem, pois a Bíblia descreve que ele tinha o hábito de orar pelo menos três vezes por dia. E não creio que suas orações contemplavam apenas as dificuldades que enfrentava no ambiente pagão de seus pares. Tudo indica que ele orava para encontrar o companheirismo com Deus que lhe trazia a alegria e esperança. Sem dúvida, foi a vida de oração que o tornou tão íntegro e vencedor.

       Não há dúvidas: a oração faz tão bem à alma quanto o oxigênio para o corpo.
 
 

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Apenas uma maçaneta



 
 
 
 
 
Tirarei deles o coração de pedra, desobediente, e lhes darei um coração humano, obediente. Ezequiel 11:19.

      Você já ouviu falar da pintura de Holmam Hunt chamada “A luz do mundo”?

      Na conhecida tela do artista, há uma casa em ruínas, abandonada há muito tempo por seus donos. Em frente à janela existe um enorme espinheiro com toda sorte de ervas daninhas que cobrem todo o caminho. A porta está suja e coberta por uma espécie de musgo.

      Diante da porta com dobradiças enferrujadas, na penumbra, encontra-se a figura de um homem alto e forte, cujo semblante revela fadiga e desconforto. Com o corpo inclinado, ele está com uma das mãos levantadas para bater à porta, enquanto a outra segura uma lâmpada, cujo raio de luz penetra as frestas da velha porta.

      Tal homem representa Jesus, o unigênito filho de Deus, batendo à porta do coração do pecador. Ele bate e aguarda.

      Quando Holmam Hunt terminou sua obra sobre o Cristo misericordioso que bate à porta, resolveu mostrar sua tela para um de seus melhores amigos. Chamou-o até a oficina, pois não queria que o público a visse antes do amigo. Após olhar demoradamente o Cristo do lado de fora da porta, o amigo disse:

      – Mas, você cometeu um grande erro!

      – Que erro seria? – perguntou o artista.

      – Você pintou uma porta sem maçaneta.

     – Não é um erro – disse Hunt. – Esta porta não tem maçaneta por fora, ela só abre por dentro.

      A porta de nosso coração também só abre por dentro. Jesus não pode entrar sem nosso consentimento. Ele não vai derrubá-la para entrar. Ele bate mansamente (às vezes até insistentemente) e espera que abramos. Se fizermos isso, Ele promete transformar nosso coração de pedra num coração de carne.

      Talvez Ele esteja batendo neste exato momento á porta do seu coração. Você vai abrir?