terça-feira, 29 de julho de 2014

Um bom conselho nunca é demais



 
 
 
 
Mas Roboão não seguiu o conselho dos homens mais velhos. (1 Reis 12:8).

       Quando Roboão, filho de Salomão, começou a reinar, sentiu necessidade de buscar conselho para tomar as decisões corretas. Afinal, ser rei de uma grande nação não era uma atividade como qualquer outra. Além disso, seu pai tinha tido uma sabedoria sobrenatural que, infelizmente, não era hereditária.
       Entretanto, o relato bíblico nos conta que Roboão não seguiu os conselhos dos sábios. Na verdade, ele fez tudo ao contrário. E o resultado não podia ser pior: deu tudo errado na vida do pobre filho de Salomão.
       Pense que os bons conselhos são como uma luz e preste atenção na história a seguir:
       Um grande navio cruzava o oceano numa noite escura, quando o capitão notou uma luz piscando adiante, e exatamente em sua rota. Imediatamente, ele deu o sinal para avisar o capitão do outro navio.
       – Por favor, altere seu curso dez graus para leste – ele avisou.
       – Altere você seu curso dez graus para oeste – foi a resposta.
       O capitão ficou perplexo com tal atitude e transmitiu nova mensagem:
       – Eu sou o capitão deste navio; você está em minha rota.
       – Eu sou William, marinheiro, não posso mudar de rota – foi a resposta do ponto de luz.
      Indignado, o capitão resolveu assustar o marinheiro William:
       – Altere já seu curso dez graus para leste, pois estamos num navio de guerra.
       – Altere já seu curso dez graus para oeste – replicou William. – Estou num farol.
       Não é preciso nem dizer quem teve de mudar seu curso, não é mesmo? Nenhum capitão de navio gostaria de trombar em um farol!
       Quando deixamos de ouvir o conselho das pessoas mais experientes, corremos o risco de perder a luz que nos ajudaria a encontrar o caminho. E caminhar no escuro é um risco muito grande.
       Jesus, que é a Luz do mundo, nos deixou muitos mandamentos e conselhos que podem fazer-nos mais felizes. Nós podemos obedecer-lhes, ou agir como Roboão, fazendo tudo errado. A escolha é nossa.

 Fernando Beier

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Tem gente de olho em você



Acontece que não tinham me contado nem a metade. A sua sabedoria e a sua riqueza são muito maiores do que ouvi dizer. 1 Reis 10:7.

      A fama do rei Salomão ultrapassava fronteiras e percorria as nações da Terra. Sua sabedoria e riquezas eram tão grandes que muitos reis o temiam, enquanto outros o admiravam. A rainha de Sabá, por exemplo, não conseguiu simplesmente acreditar em tudo o que ouvia; ela quis ver pessoalmente. E sua reação foi: “A sua sabedoria e a sua riqueza são muito maiores do que ouvi dizer.”
      Sempre que leio essa história, fico imaginando que a experiência da rainha de Sabá deveria ser a experiência de todos os que ouvem o evangelho. Não basta ouvir as bênçãos da salvação, é preciso ir a Jesus e se entregar a Ele. Afinal, ouvir é uma coisa, experimentar é outra bem diferente. Contudo, para chegar ao ponto de se entregar, o exemplo de alguém fala muito alto. Por isso, temos que nos lembrar constantemente da responsabilidade que pesa sobre nós cristãos: zelar pelo nosso nome e pelos nossos atos.
      Certo dia, Alexandre, o Grande – o famoso líder grego que conquistou quase todo o planeta em apenas três anos – passava em revista seu exército quando seus oficiais lhe trouxeram um soldado acusado de se portar indevidamente.
      – Qual é o seu nome? – perguntou o grande líder.
      – Alexandre – respondeu o soldado.
      – Rapaz – interrogou novamente o comandante grego. – Qual é o seu nome?
      – Alexandre – foi a resposta.
      – Escute rapaz – disse Alexandre, o Grande, em tom ameaçador. – Ou você muda esse seu jeito de ser, ou terá de mudar de nome.
      O soldado rebelde entendeu a responsabilidade que seu nome carregava diante do grande comandante.
      Nunca podemos nos esquecer de que as pessoas ao nosso redor estão de olho em nós, para ver se realmente estamos vivendo aquilo que cremos. E muitas vezes, curiosos por contemplar a maneira como vivemos, essas mesmas pessoas sentem o desejo de perguntar o que temos de diferente. Não perca a oportunidade de testemunhar para elas do maravilhoso amor de Deus.

Fernando Beier

terça-feira, 15 de julho de 2014

Busque ser o melhor



 
 
 
 
Que vocês sejam sempre fiéis ao Senhor, nosso Deus. 1 Reis 8:61.

      Há muito tempo, vivia numa pequena cidade um ferreiro. Dia após dia, ele trabalhava martelando na bigorna uma grande corrente de ferro. Muitos o admiravam pela dedicação de seu trabalho, enquanto outros riam dele e diziam que não levasse o ofício tão a sério. O velho ferreiro, porém, não dava muita atenção para essas coisas e continuava trabalhando rumo à perfeição. Cada elo tinha de ser o melhor da grande corrente.
      Passou-se algum tempo e o ferreiro faleceu, sendo sepultado com honras por aqueles que o respeitavam. A grande corrente foi então vendida e colocada junto à âncora de um navio. Ficou lá por longo tempo, sem nunca ser notada por ninguém.
      Até que, numa noite de inverno, o navio que viajava pelo oceano foi acometido por uma tempestade. Os ventos eram tão fortes que foram necessários três homens para virar o leme. As ondas batiam com violência na proa do grande barco. Finalmente, resolveram lançar a âncora, e esta mergulhou nas águas escuras do mar.
      Quando chegou ao fundo, a corrente feita pelo velho ferreiro esticou-se, ficou firme e segurou o navio em meio às ondas bravias. A pergunta que todos faziam era: a corrente suportaria? Se somente um dos elos fosse imperfeito, todos pereceriam.
      Mas o velho ferreiro havia feito cada elo com o máximo de dedicação. Aprendera a sempre buscar a perfeição em seu trabalho, e agora o resultado de seu esforço se fazia notar no momento crítico. Quando finalmente a tempestade passou e as ondas se acalmaram, os tripulantes puderam perceber que a corrente do navio fora a responsável pela sua salvação deles.
      Foi realmente a corrente que os salvou? Nós sabemos quem estava por detrás de tal façanha – a fidelidade e perfeição de um ferreiro.
      Não gostaria você de seguir o exemplo daquele homem? Basta que ao receber uma responsabilidade, você faça o seu melhor, lembrando-se de que a recompensa sempre vem mais adiante.

Fernando Beier
 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Pelas Mãos do Artista Maior













Tu és tão grande, que não cabes nem mesmo no céu. 1 Reis 8:27.

      Nicolau Copérnico nasceu em 1473, na cidade de Torun, na Polônia. Em sua época, as pessoas acreditavam que a Terra era o centro do Universo. A igreja apoiava essa idéia, pois ela colocava o próprio Deus como um ator dentro do palco humano.
      Até que Copérnico apareceu defendendo a mesma idéia do filósofo grego Aristarco de Samos (3º século a.C.), que dizia que a Terra era um planeta que girava em torno do Sol, e este era o centro de tudo.
      Foi com base nessa proposta que Copérnico chegou à conclusão de que os demais planetas também percorrem uma volta anual ao redor do Sol. Ele mediu o ano solar de Saturno em 30 anos; Júpiter em 12 anos; Marte em 1,9 ano; Vênus em 225 dias; e Mercúrio em 88 dias.
      Mas Copérnico teve de enfrentar algumas barreiras para tornar suas idéias conhecidas de todos.  Apesar de ser um sacerdote, a Igreja em sua época não gostava de suas idéias inovadoras. Para não se indispor com o papa, ele só apresentou suas crenças publicamente em 1533, aos sessenta anos de idade. Seu livro De Revolutionibus Orbium Coelestium foi publicado dez anos depois. Copérnico recebeu a primeira cópia no dia de sua morte, em 24 de maio de 1543. Sua obra foi colocada na lista de livros proibidos pela Igreja.
      Apesar da perseguição da igreja, Copérnico não desistiu de Deus e cria que Ele era o criador de todas as coisas. Suas idéias encontraram eco mais tarde na vida de Galileu Galilei e Isaac Newton, que também creram na Palavra de Deus. Os livros hoje chamam corretamente Copérnico de o pai da Astronomia moderna. Com certeza, ele conhecia o verso de hoje.
      Da mesma maneira que Nicolau Copérnico, podemos olhar a cada noite para o céu estrelado e maravilhar-nos com o poder de nosso Criador. Cada planeta existente ou estrela avistada revela a grandiosidade de um Artista que tudo fez com beleza e perfeição.
      É bom ter um Deus assim.
Fernando Beier