sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

As aparências enganam






















Elas [as pessoas] olham para a aparência, mas Eu vejo o coração. 1 Samuel 16:7.

     O profeta Samuel deve ter ficado animado quando viu o filho mais velho de Jessé. Ele era alto, forte e bonito. Certamente seria um ótimo substituto para o rei Saul. Contudo, a resposta de Deus foi rápida: “Não é este. O Senhor não vê como o homem”.
     Você já notou essa afirmação de Deus? Ela soa contrária ao costume humano, pois na maioria das vezes julgamos pelas aparências. Com Deus não é assim. Ele vê além do visível. Fico imaginando quantos problemas e mal-entendidos seriam evitados se tivéssemos essa capacidade.
     Certa vez, na Escócia, um pregador ficou perplexo diante do fracasso. Durante um ano inteiro, ele pregou sobre o evangelho e nenhuma pessoa aceitou a Jesus, senão um garotinho. Os líderes da igreja também estavam insatisfeitos e colocaram a culpa no pregador e em sua pregação. O pobre homem ficou desanimado e desencorajado. No último dia de reuniões, depois de todos irem embora, ele permaneceu ali, sentado, tentando descobrir onde havia falhado. Absorto em seus pensamentos, não percebeu a presença do garotinho que havia sido seu único converso. O menino colocou a mão sobre o ombro do velho pregador e disse:
     – O senhor acha que eu poderia me tornar um pregador?
     – Um pregador? – perguntou o ministro em sua tristeza.
     – Sim, e quem sabe um missionário – acrescentou o menino.
     Não contendo as lágrimas, o pregador disse:
     - Sim, meu filho, eu creio que você pode se tornar um pregador.
     Aquele garotinho era Robert Moffat, um dos maiores missionários que Deus enviou à África. Por influência de Moffat, Davi Livingstone aceitou ser missionário. Se aquele pregador frustrado tivesse idéia do que Deus faria com aquele simples menino!
     Para Deus não existe o mais bonito ou o mais forte. Ele vê o coração de cada um e o desejo de servi-Lo. Deus pode usá-lo se você se entregar a Ele.

 
Fernando Beier

Exercício físico...



Fonte: Yahoo.com.br

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Escolhas diárias














Eu pequei. [...] Desobedeci à ordens de Deus, o Senhor, e às instruções que você me deu. 1 Samuel 15:24.

     Segundo a Bíblia, o rei Saul se afastou tanto de Deus, que não lhe foi mais permitido continuar como líder de Israel. Que fim trágico. Nem mesmo suas palavras de arrependimento foram suficientes para livrá-lo. Na verdade, não havia arrependimento genuíno, e sim medo das consequências de seus erros.
     Quando Deus tirou o reino de Israel das mãos de Saul, não foi simplesmente por causa dos pecados que ele havia cometido. Foi o que antecedia o pecado que o destruiu: suas escolhas equivocadas.
     Quantas escolhas temos de fazer diariamente? Muitas, certamente. Elas serão uma bênção ou uma maldição. Entretanto, podemos ter plena certeza de que não erraremos, se seguirmos aa orientações de Deus, deixadas em Sua Palavra.
     Certa mulher africana de cultura pagã tomou a decisão de se tornar cristã. Procurou um missionário nas localidades e, após alguns meses de estudo, foi batizada.
     Contudo, aquela mulher não encontrava a paz que notava em outros cristãos. Foi conversar sobre isso com o missionário. Após ouvi-la atentamente, disse-lhe:
     – Você está certa de que abandonou todos os seus antigos costumes pagãos?
     A mulher africana abaixou a cabeça e soltou um suspiro profundo. Olhou então para o missionário e sacudiu a cabeça.
     – Não, irmão, não abandonei – admitiu envergonhada.
     – Você sabe que Deus não nos pode abençoar a menos que renunciemos a tudo em favor dEle. Não pode haver nada que lembre a velha vida – insistiu o missionário.
    Nesse momento, a mulher levantou-se, dirigiu-se ao outro lado da sala onde havia cinco jarros grandes de barro. Ela pegou um deles e tirou de dentro um grande talismã pagão e o entregou ao missionário. Eles oraram juntos e o talismã foi levado embora. A partir daquele dia, a mulher não se sentiu mais infeliz. Ela percebeu que nossa vida só tem sentido se Cristo estiver em primeiro lugar.

 
Fernando Beier

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Tiro no pé



Por Stephen Kanitz

 
Muitos leitores perguntam porque nunca escrevo artigos ridicularizando um governante, ou desancando o governo PT ou ridicularizando as bobagens ditas por algum de nossos senadores.
Não faço este tipo de colunismo porque é ilimitada a quantidade de bobagens feitas por seres humanos.
Estaríamos destruindo todo o papel do planeta se comentássemos cada besteira feita.
Depois, o tempo do leitor é curto, um jornalismo construtivo deveria também divulgar possíveis soluções e não ficar somente na crítica dos erros dos outros.
Leitores são presas fáceis desta forma de crítica jornalística, porque ela insinua equivocadamente que somos superiores aos nossos semelhantes, governantes e amigos.
Noventa por cento das nossas conversas é para se comentar gafes e fracassos dos amigos, nunca suas conquistas e realizações, por isto nunca sou o primeiro a sair de uma festa de amigos.
O jornalista do deboche sabe que o sucesso do outro incomoda, e se aproveita disto.
O jornalismo do deboche não somente mostra que somos supostamente mais inteligentes do que os que estão no poder, mas tem uma outra coisa “freudianamente” muito importante: mostra que o colunista é mais inteligente do que todos nós juntos.
Não pelas suas ideias originais, critério único para se medir inteligência, mas pela burrice dos outros que o jornalismo do deboche tem o prazer de desancar. Como o debochador sempre trata do passado, quando os erros já são óbvios e evidentes, ele tem sempre a vantagem da onisciência, algo que o governante não teve na hora da sua decisão.
Não faço referência àqueles que escrevem uma crítica de forma construtiva, precisamos ser informados das mazelas e erros do governo. Um artigo debochado de vez em quando nos faz rir e permite aguentar o fardo da incompetência alheia. Mas muitos fazem do deboche a sua especialidade, sua razão de ser.
O jornalismo deve criticar e ao mesmo tempo propor soluções para serem discutidas, inclusive correr o risco de ver a ideia debochada.
Só que aí, o artigo teria de ser inovador, competente, criativo, sensato, conciliador, persuasivo e corajoso.
A crítica barata é muito mais fácil do que a análise profunda. A análise requer pesquisa, números e estatísticas, o deboche só precisa de uma língua afiada.

Se você adora o jornalismo do deboche, porque ele é engraçado, lembre-se que você está rindo de si mesmo, e embora autocrítica e umas risadas sejam sadias, limitar-se a isto é dar um tiro no pé.
O Brasil está diariamente dando tiros no pé, e achando graça.
Num congresso de estudantes colocaram-me para falar em penúltimo lugar, e o encerramento foi feito pelo Arnaldo Jabor.
Ele simplesmente destruiu o meu discurso otimista anterior, dizendo que o Brasil jamais daria certo, de que estávamos condenados pelo gene do patrimonialismo português, que o fracasso estava no nosso sangue, e assim por diante. Para a minha grande surpresa, a plateia simplesmente adorou.
Riram a valer, e no final aplaudiram de pé. Inacreditável para mim!
Se um grande intelectual prevê que o Brasil jamais dará certo, não precisamos nos esforçar.
Pode-se justificar o nosso fracasso pessoal, nossa mediocridade individual, como sendo inevitável, é nosso destino.
“Não preciso melhorar, a culpa não é minha, a culpa é do Brasil, a culpa é dos portugueses”.
Muitos de nossos intelectuais jogam para a plateia, curvando-se à força do mercado, um discurso de que jamais daremos certo, quando a função do intelectual seria justamente mostrar as soluções, mostrar o caminho, mostrar o que nós pobres mortais não vemos.
Onde estão os poetas que antes nos inspiravam e motivavam, onde estão os filósofos que nos mostravam a essência do que está ocorrendo, onde estão os padres com seus sermões edificantes, onde estão os visionários que nos mostravam o caminho?
Eles estão presentes como sempre estiveram, mas hoje estão sem plateia, porque o jovem brasileiro está encantado com o discurso do deboche, é sempre mais fácil culpar os outros.
O jornalismo do deboche é um fenômeno mundial, atingiu até o New York Times.
Se acabou acreditando que você é mais competente que Dilma e Obama, consulte um especialista.
O mundo não é tão simples nem tão ridículo quando lhe fizeram imaginar.
Graças a Deus!

fonte: stephenkanitz.com

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Incoerências ateístas?




Um ataque comum dirigido à infalível, inspirada e autoritativa Palavra de Deus é que, segundo algumas pessoas, ela estaria cheia de contradições. Claro que após análise mais pormenorizada essas “contradições” não são mais do que textos retirados do seu contexto. Em contraste, existem alguns slogans ateus que são claramente contraditórios. Os ateus dizem uma coisa, mas, depois, contradizem o que haviam afirmado. Eles guardam enorme quantidade de slogans sem se aperceber de que são incompatíveis uns com os outros. Creio que existem pelo menos cinco slogans contraditórios que os ateus usam. Claro que nem todos os ateus dizem todas essas coisas e o ateísmo não alega ser inerrante. No entanto, é interessante ver os erros básicos de lógica que os ateus são culpados de cometer sem se aperceber de que estão fazendo isso.

1. Os ateus dizem:

(a) A religião é maligna.
(b) Não existem valores morais absolutos.

É sempre interessante ver o que os ateus estão dispostos a alegar em favor da sua filosofia pessoal. Quando são confrontados com o fato de sua visão ateísta do mundo não justificar a existência de valores morais objetivos, eles respondem de modo nervoso: “E daí?!”Mas essa não é a posição dos antigos filósofos ateus que reconheceram a existência de um fundamento firme de desespero inflexível sob o qual a habitação da alma deve ser comodamente construída. Os ateus atuais, motivados por sua filosofia de vida pessoal, alegam que não existem valores ou deveres morais absolutos, mas eles não vivem dessa forma.

Os mesmos ateus que por um lado alegam que não existem valores morais absolutos, por outro dirão que “a religião é um dos maiores males do mundo. A religião causa a mutilação genital, a opressão e o sofrimento em larga escala”. Mas acho que, segundo a visão ateísta do mundo, a mesma questão levantada por eles pode ser devolvida: “E daí?!” E daí que a religião cause sofrimento? Segundo o ateísmo, não existem valores morais objetivos ou deveres.

Os ateus não se apercebem de que defendem ambas as posições ao mesmo tempo: “O mal é apenas uma construção da mente humana, e a religião é maligna.”

2. Os ateus dizem:

(a) Todos nascem ateus.
(b) Desconfio daqueles que afirmam ser ex-ateus.

Tradicionalmente, os filósofos reconheceram que (1) o ateísmo é a crença de que Deus não existe, (2) teísmo é a crença de que Deus existe, e (3) o agnosticismo é a falta de fé na existência de Deus. Tanto o teísmo como o ateísmo requerem algum tipo de justificação, e temos que dizer: “Eu acredito em Deus porque...” ou: “Eu acredito que Deus não existe porque...”.

Uma vez que os ateus nunca foram capazes de oferecer algum argumento convincente, eles inventaram uma nova definição de “ateísmo”, e dentro dessa definição o ateísmo já não é a crença de que Deus não existe, mas sim a “ausência de crença em Deus”. Dessa forma, todas as pessoas, até bebês, são “ateístas”. Devido a isso, eles dirão que todos nós nascemos ateus.

Mas, por outro lado, eles dirão que ficam céticos com respeito àqueles que afirmam ser ex-ateus. Se eu digo: “Eu era um ateu, mas agora sou cristão”, os ateus vão imediatamente ficar céticos quanto a essa alegação. Mas como é que eles podem ficar céticos se, segundo sua visão de mundo, todos nascemos ateus? Ficar com dúvidas da alegação de que alguém é um ex-ateu é uma admissão de que os ateus não acreditam que todos nós nascemos ateus.

Apesar disso, e sacrificando a racionalidade, os ateus defendem ambas as posições.

3. Os ateus dizem ao mesmo tempo:

(a) O que pode ser afirmado sem evidências, pode ser rejeitado sem evidências.
(b) Eu afirmo isso sem qualquer tipo de evidência em seu favor.

Esse slogan de que o que pode ser alegado sem evidências pode ser rejeitado sem evidências foi usado inicialmente por Carl Sagan, se não me engano, e foi popularizado nas últimas décadas por Christopher Hitchens. Deixe-me dizer que, como princípio científico, isto é, no geral, verdadeiro. Se alguém faz uma alegação científica sem qualquer tipo de evidência, essa alegação pode ser devidamente rejeitada sem qualquer evidência. Olhando para as coisas segundo esse prisma, os ateus podem estar certos, se aplicarem essa lógica aos princípios científicos.

Mas não é isso o que eles fazem. Eles pensam que esse slogan se aplica de forma universal, com uma exceção, obviamente: eles fazem essa afirmação, mas não oferecem qualquer tipo de evidência. Normalmente, eles dizem: “O que pode ser afirmado sem qualquer evidência pode ser rejeitado sem se oferecer qualquer tipo de evidência”, mas afirmam isso sem fornecer qualquer tipo de evidência. Logo, se usarmos o padrão de evidências deles, seremos forçados a rejeitar essa frase.

Isso é uma proposição autocontraditória se ela for dita sem qualquer tipo de evidência em seu favor. Apesar disso, os ateus continuam a afirmar essa frase sem
oferecer qualquer tipo de evidência.

4. Os ateus dizem:

(a) Deus é maligno por permitir tanta injustiça no mundo atual.
(b) Deus é maligno por não permitir a injustiça na Bíblia Hebraica (Antigo Testamento).

Um dos argumentos mais comuns contra a existência de Deus é o problema do mal e o sofrimento. Existem pessoas no mundo que parecem sofrer desnecessariamente e, segundo os ateus, Deus nada faz nada para disponibilizar algum tipo de conforto. Essencialmente, essa é a alegação de que, se Deus é bom, Ele deveria parar o mal, e se Ele é Poderoso, ele seria capaz de parar o mal; mas como o mal existe, então, dizem os ateus, isso significa que ou Deus não é bom, ou então Ele não é poderoso, ou então Ele não existe. Já demonstrei em meu artigo “5 razões que mostram como o mal não desqualifica Deus” que esse argumento é espúrio. Mas, tal como eu disse, os ateus queixam-se de que Deus não impede o mal.

No entanto, na Bíblia Hebraica há relatos da forma como Deus parou com o mal. Deus está constantemente trazendo justiça sobre a geração maligna, visto que Ele é um Deus santo e justo e essas são vidas que Lhe pertencem. Essencialmente, Deus está dando aos homens o que eles merecem, impedindo o mal no mundo. Apesar disso, os ateus dizem que Deus está sendo “maligno” ao executar Seus juízos. Mas no seu argumento do mal, os ateus a afirmam que Deus é “maligno” porque Ele não faz justiça!

Aparentemente, os ateus estão um bocado indecisos no que acreditar em relação a Deus. Eles estão zangados com Deus por fazer justiça, mas, ao mesmo tempo, zangados por Deus não fazer justiça. Com essas queixas flutuantes, ficamos com a clara ideia de que a posição ateísta não se baseia na racionalidade, mas, sim, na emotividade.

5. Os ateus dizem:

(a) O Universo não tem causa.
(b) Deus tem que ter uma causa.

Os ateus têm a tendência de fazer alegações grandiosas sobre o Universo: “O Universo pode ter se criado a ele mesmo”; “O Universo é autossuficiente”; “O Universo é eterno”; “De qualquer das formas, o Universo existe e pode até ter tido um início absoluto, mas em circunstância alguma o Universo precisou de uma causa e, especialmente, o Universo não precisa de um Movedor Inicial. Não, não, não. Em circunstância alguma isso será permitido!”

Apesar disso, eles são rápidos em afirmar que Deus tem que ter uma causa. Se Deus existe, dizem eles, então claramente Ele tem que ter uma causa. Muitos ateus que fazem essa pergunta, pensam que estão agindo como pensadores de elite: “Ah, sim, mas quem criou Deus?” Eles são bastante rápidos para dizer que Deus exige uma causa – “a própria existência de Deus exige uma causa para além dEle”, – mas quando se chega à questão do Universo, o argumento muda por completo.

Claramente, esse padrão duplo demonstra que os militantes ateus são intelectualmente desonestos, que usam a lógica da “defesa especial”, em que o padrão de casualidade é aplicado a Deus não é aplicado ao Universo.

Fonte: darwinismo.com