quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Cristãos são brutalmente martirizados na Síria

    

     Amir, 55 anos, é um comerciante que vive na Síria. “A vida aqui é muitas vezes bem difícil”, lamenta. Durante uma entrevista ao Washington Post, ele contou como morteiros atingiram repetidamente o bairro al-Qassaa, na capital Damasco. A grande maioria de seus moradores é cristã.     
     Pelo menos 32 pessoas morreram e dezenas de outras ficaram feridas somente nas últimas duas semanas. A situação de Amir, e de milhares de cristãos como ele, tem se tornado cada vez mais perigosa. Enquanto a guerra civil continua arrasando o país, multiplicam-se os relatos de ataques de muçulmanos jihadistas a cidades predominantemente cristãs. O país está vendo a tentativa de extermínio do cristianismo ser o alvo principal dos guerrilheiros rebeldes.
     Youssef Naame e sua esposa Norma, um casal cristão de Maaloula, contaram como tiveram que fugir de sua cidade após a chegada de extremistas islâmicos no início do mês passado. “Os jihadistas gritavam: convertam-se ao Islã ou vocês serão crucificados como Jesus.” O casal se escondeu, junto com outros cristãos, em uma pequena casa ao lado da igreja da cidade. Ficaram três dias sem comida nem eletricidade.
     Agora, Youssef está refugiado no apartamento de sua filha, em al-Qassaa, mas teme que em breve precisará fugir de novo. Os cristãos são minoria, menos de 10% dos 23 milhões de habitantes da Síria.
     O missionário Tom Doyle faz um apelo: “Nós ouvimos de líderes da região que os jihadistas estavam crucificando os cristãos no norte da Síria. Sabemos que as pessoas têm fotos disso. Os pastores estão clamando por ajuda, frustrados por que nada disso é divulgado pela mídia ocidental.”
As áreas cristãs passaram a ser recentemente o maior foco da luta armada. Há uma semana, os rebeldes do grupo Jabhat al-Nusra atacaram a cidade cristã de Sadad, ao norte de Damasco. Após violentos combates, foram expulsos dias depois por forças do governo. De maneira similar, milhares de pessoas fugiram da antiga cidade de Maaloula, também de maioria cristã. Ali, um número grande de não muçulmanos foram decapitados e tiveram suas casas e igrejas incendiadas ou destruídas.
     Os cristãos de Damasco estão convencidos de que os extremistas estão deliberadamente alvejando seus bairros para enfraquecer os aliados do presidente sem atingir outros muçulmanos. Como é comum em vários países do Oriente Médio, muçulmanos e cristãos vivem em áreas diferentes, por isso para os rebeldes é fácil identificar os alvos preferencias.
     “Todos os domingos, eles lançam mais de 15 morteiros ao longo do dia”, disse Amir. “Eles estão bombardeando as áreas especificamente cristãs.” Os líderes da Igreja da Síria temem que a queda de Assad transforme o país em um Estado islâmico, o que significaria o fim da existência milenar de cristãos em solo sírio.
    Quase todos os 50 mil cristãos da cidade de Homs tiveram que fugir. Outros 200 mil foram expulsos da cidade de Aleppo. Em todas as cidades que invadem, os rebeldes exigem que os cristãos se convertam, caso contrário, morrerão.  Mais de um terço dos cristãos da Síria estão refugiados ou mortos.
Fonte: Gospel Prime

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

C. S. Lewis e seu legado






























"Alegria (no sentido que dou à palavra) tem de fato uma característica, e só uma, em comum com outros dois termos; o fato de que qualquer pessoa que já vivenciou vai querer novamente senti-la".
"É importante desenvolver o mais cedo possível a capacidade de ler onde quer que você esteja".
"Nada, desconfio eu, é mais desconcertante na vida de qualquer homem do que descobrir que existem pessoas  muitíssimo parecidas com ele".
"A dureza de Deus é mais suave que a suavidade dos homens, e Sua coerção é nossa libertação".
C. S. Lewis em sua autobiografia "Surpreendido pela Alegria".



Comentário: Há exatamente 50 anos morria este escritor irlandês que em vida revolucionou a apologética cristã e construiu um mundo de imaginação juvenil sem precedentes. Nunca me esquecerei quando tive meu primeiro contato com seus escritos. Eu tinha vinte e poucos anos, e o livro chamava-se Cristianismo Puro e Simples. Minha visão da singularidade do cristianismo nunca mais foi o mesmo. Desde então, quando quero que algo ainda me surpreenda na doutrina de Cristo, volto correndo e pego na estante o livro de Lewis. Ele tornou-se para mim uma espécie de mentor espiritual. A perspicácia de suas observações, aliada a seu incomparável poder argumentativo, ainda me deixam perplexo e incontrolavelmente saciado. Sempre penso em quão feliz eu ficaria se pudesse conversar alguns minutos com meu mentor. Ainda bem que os livros não morrem...
Fernando Beier

Enquanto isso...



Fonte: Yahoo.com.br

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Quando começa errado...



E ele [Saul] era o mais alto de todos, aparecendo do ombro para cima no meio do povo. 1 Samuel 10:23.

      Antes de Saul ser apresentado ao povo como o novo rei de Israel, o profeta Samuel tratou de lembrá-los de que ao pedirem um rei estavam rejeitando a liderança de Deus. Pouco adiantou.
      Existe um perigo muito grande ao tentarmos mudar aquilo que Deus delineou como o correto. Ele sabia que não era o melhor para Seu povo ter um rei como as demais nações. Contudo, na maioria das vezes, o ser humano só aprende da pior maneira.
      Conta-se que um fazendeiro tinha um irmão jardineiro que possuía um belíssimo pomar com as melhores árvores frutíferas. Um dia, enquanto visitava o irmão jardineiro, recebeu dele um presente – uma macieira.
      A árvore foi retirada pelos auxiliares do jardineiro e levada para a fazenda com muito cuidado. Porém, o fazendeiro ficou indeciso sobre o melhor lugar para plantá-la.
      “Se eu plantar no morro”, dizia para si mesmo, “o vento forte pode arrancar as frutas ainda verdes. Se eu plantar perto da estrada, os pássaros vão vê-la e roubar as deliciosas maçãs. E se eu plantar muito perto de casa, meus empregados vão pegar todas as frutas.”
      O fazendeiro então resolveu plantar a árvore atrás do estábulo, dizendo consigo mesmo: “Nenhum ladrão sorrateiro vai pensar em olhar lá atrás.”
     Aconteceu que a árvore não deu frutos naquele ano, nem no ano seguinte. Furioso, o fazendeiro mandou chamar o irmão jardineiro e lhe disse:
     – Você me enganou! Já é o terceiro ano, e a única coisa que brota são as folhas.
     Quando o jardineiro viu onde a árvore fora plantada, disse:
      – Você plantou a pobre árvore num local com ventos frios, sem sol, nem calor. Como quer que ela dê frutos? Você fez tudo errado, e como espera uma rica colheita?
     Com essa história em mente, sugiro que você inicie o dia da melhor forma possível, ou seja, conversando com Deus!

Fernando Beier

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Eternidade ao alcance da... fé.

 

         Parece não haver dúvidas que viver eternamente é um sonho acalentado pelo coração humano. Seja na literatura ou no cinema, nos quadrinhos ou na conversa de bar, o tema é recorrente. Alguns até mesmo partem para a ação: famílias entregam seus mortos para serem congelados em empresas de criogenia, na esperança de que um dia a ciência alcance o triunfo definitivo sobre a morte. Outros, não encontrando solução possível para esta vida, esperam uma resposta vinda do espaço, de onde quem sabe um dia apareçam extraterrestres mais desenvolvidos do que nós.
         A Bíblia também tem algo a dizer a respeito. As Escrituras falam de uma vida eterna possível. Não da forma como os homens desejam, para continuar vivendo sem fim num mundo de sofrimento e dor. Trata-se da vida eterna sem a possibilidade da maldade e seus frutos. Afinal, que espécie de felicidade alguém poderia encontrar em eternidade onde as lágrimas de tristeza ainda fossem realidade?
          Jesus afirmou: “Ora, a vida eterna é esta: que te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo. 17.3). Portanto, a eternidade só pode ser sonhada ao lado de Deus. Não é algo para este mundo, com suas fileiras intermináveis de ingratas provações prontas a nos assaltar. Jesus veio a este mundo abrir a porta da esperança. Porta para um mundo melhor do que o nosso. E Ele não deixou dúvidas sobre onde encontrar tal porta: “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á” (Jo. 10.9).
          Não é fácil a mente humana reconhecer que depende de outro para ter vida. Mas que opções nós temos? Certo filósofo ateu expressou sua aguda agonia, ao sentir-se próximo da morte, com as seguintes palavras: “Estou assustado e confundido ao ver a triste solidão que minha filosofia produziu. Onde estou? O que sou? Para onde vou? Tantas perguntas me confundem e começo a perceber que estou em condição deplorável, envolto em trevas densas e impenetráveis”.
          Podemos encontrar em Jesus o caminho para a eternidade, mas antes, teremos inevitavelmente que obter o ingrediente necessário para que a vida eterna seja verdadeiramente de paz. Precisamos de transformação, a ponto de tornar-nos “novas criaturas”. E essa transformação ninguém mais pode realizar se não Ele.

Fernando Beier 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Teologia da Revelação

   


          A matéria de Teologia da Revelação, do programa de mestrado em Teologia, sob a supervisão do Dr. Roberto Pereyra, trouxe-me a tona o interesse em conhecer melhor os aspectos da Revelação-Inspiração no contexto da teologia bíblica e sistemática.
       Nos últimos séculos, centenas de sinceros estudiosos cristãos buscaram na Bíblia a origem do conhecimento sobre Deus e a vida. Desde a honesta fé na Bíblia como a exata Palavra de Deus até o ceticismo declarado (passando pelo agnosticismo e misticismo), o ser humano percorreu um longo caminho, e dezenas de métodos de interpretação foram propostos para depois serem abandonados.
          No que diz respeito a revelação e inspiração das Escrituras, teólogos e filósofos sempre margearam em torno de três modelos de compreensão da origem bíblica: o clássico, o moderno e o evangélico.

Histórico

          No modelo clássico, a influência foi a cultura e filosofia grega, principalmente os escritos de Platão – uma interpretação atemporal do mundo natural. O modelo moderno, baseado principalmente nas idéias filosóficas de Emmanuel Kant, impôs a razão uma incapacidade de compreender o atemporal. Por sua vez, o modelo evangélico partiu para uma batalha apologética contra o modernismo, e pousou sobre a crença na inerrância da Bíblia.
          Foi então que aconteceu uma virada inesperada. Enquanto a maioria dos teólogos – os que ainda trabalhavam com o tema da revelação-inspiração – ocupava-se com conceitos que visitava os modelos clássico, moderno e evangélico, um jovem filósofo alemão optou por outro caminho. Em 1927, Martin Heidegger publica sua obra O Ser e o Tempo, e lança as raízes do pós-modernismo. Este movimento cultural acabou afetando também a filosofia e a teologia, pois o “relativismo cultural substituiu a visão unificada da sociedade, predominante no período clássico e moderno”.[1]
          Ao afirmar que a realidade não é atemporal, mas sim temporal, Heidegger rompeu com os modelos anteriores, oferecendo a oportunidade para o desenvolvimento de um novo modelo de interpretação da revelação-inspiração. Um modelo que extrai suas pressuposições hermenêuticas diretamente do pensamento bíblico e não mais da dogmática filosófica.

O Novo Modelo

          O novo modelo, chamado de “histórico-cognitivo”, parte do princípio que a natureza temporal de Deus é auto-evidente na Bíblia; ou seja, Ele age dentro do tempo, sem estar preso ao tempo. Isso acontece para que a mensagem divina atinja a capacidade cognitiva do homem, que é uma criatura temporal. Tendo tal princípio em vista, podemos crer que Deus se revela de maneira invisível (interferindo no fluxo normal das causas históricas e naturais), ou de forma visível, tendo na vida de Jesus o exemplo mais contundente.

Um Processo Divino-Humano

          Tudo isso me faz pensar na maneira como a Palavra de Deus chegou até nós. Em resumo, Deus primeiro escolhia o veículo humano para receber a mensagem. Em seguida transmitia tal verdade através de sonhos ou visões. Esta revelação era então codificada em linguagem humana pelo processo de inspiração, onde a atuação do profeta era transmitir a mensagem ao povo dentro de sua capacidade intelectual e cultural.
        Foi interessante perceber o quanto nossas pressuposições interferem na maneira como compreendemos a revelação-inspiração de Deus. Nossa hermenêutica acaba sendo afetada. Mas o modelo histórico-cognitivo resgata a Bíblia como a base inconteste da verdadeira teologia cristã.
          Pude compreender melhor, através do modelo histórico-cognitivo, a verdadeira realidade quanto a Bíblia – ela é de fato a Palavra de Deus. Sem dúvidas, o Dr. Fernando Canale, com sua obra O Princípio Cognitivo da Teologia Cristã, realizou um grande trabalho. Um trabalho que vai além dos meios acadêmicos e atinge o coração espiritual do leitor.
      

Fernando Beier

[1] CANALE, Fernando, O Princípio Cognitivo da Teologia Cristã, Engenheiro Coelho: SP, Unaspress, 2011, p. 207.


A rosa de Hiroxima




Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa, sem nada


Vinícius de Moraes

Cientistas "provam" a existência de Deus





Dois cientistas formalizaram um teorema sobre a existência de Deus, escrito pelo renomado matemático tcheco Kurt Gödel (1906-1978). O nome de Gödel pode não significar muito para alguns, mas entre os cientistas ele possui reputação semelhante à de Albert Einstein - de quem era um amigo próximo. Os cientistas da Universidade Livre de Berlim, Christoph Benzmüller e Bruno Woltzenlogel Paleo, realizaram um trabalho que teve como base o argumento ontológico (ciência do ser em geral) de Kurt Gödel, que propôs um teorema matemático para a existência de Deus. Por conta disso, a notícia foi veiculada, na última semana, pelo diário alemão Die Welt, sob a manchete “Cientistas provam a existência de Deus”.

Obviamente, uma ressalva significativa deve ser feita sobre a afirmação. Na verdade, o que os pesquisadores em questão dizem ter realmente comprovado não é a existência de um “Ser Supremo” em si, mas como o uso de uma “tecnologia superior” pode resultar em avanços em vários campos científicos.

Quando Gödel morreu, em 1978, ele deixou uma teoria tentadora baseada nos princípios da lógica modal - que um ser superior deve existir. Os detalhes da matemática envolvidos na prova ontológica de Gödel são complicados, mas, na essência, o matemático argumentou que, por definição, Deus é aquele para o qual não poderia ser concebido um ser maior. E, enquanto Deus existe conceitualmente falando, Ele poderia ser concebido como “o maior”, se Ele existisse na realidade. Portanto, para Gödel, Deus deveria existir.

Apesar de essa argumentação não ser exatamente nova na época que foi formulada pelo matemático, ele inovou ao escrever teoremas - pressupostos que não podem ser comprovados - como equações matemáticas sobre o assunto. E, a partir daí, isso poderia ser comprovado. 

Aí entram Christoph Benzmüller e Bruno Woltzenlogel Paleo. Com o uso de um MacBook comum, eles mostraram que a prova de Gödel está correta - pelo menos em um nível matemático - por meio da lógica modal superior. Sua apresentação inicial, na publicação científica arXiv.org, recebeu o título de “Formalização, mecanização e automação de prova da existência de Deus de Gödel”.

E, a partir do fato de que um teorema complicado foi comprovado com uso de um equipamento tecnológico de acesso ao público, isso abre “todos os tipos de possibilidades”, declarou Benzmüller ao jornal Spiegel. “É totalmente incrível que, a partir desse argumento liderado por Gödel, tudo isso pode ser provado automaticamente em poucos segundos, ou até menos em um notebook padrão”, disse ele.

Fonte: History

terça-feira, 5 de novembro de 2013