terça-feira, 30 de julho de 2013

Oração Intercessória

Então Samuel mandou que todos os israelitas se reunissem em Mispa. E prometeu que ali oraria por eles ao Senhor. 1 Samuel 7:5.

       Você já orou por alguém? Jesus orou muitas vezes pelas pessoas com quem convivia. Orou até mesmo por aqueles que um dia iriam crer nEle (João 7:20). O segredo da oração intercessória está no fato de, além de beneficiar aqueles por quem oramos, trazer bênçãos a nós também.
       Numa noite de domingo, em abril de 1912, o navio mais luxuoso do mundo, chamado Titanic, bateu num iceberg. Naquela trágica noite, havia um homem a bordo conhecido como coronel Gracie. Centenas de quilômetros dali, sua esposa, embora segura em seu lar, não podia dormir. Tinha o terrível pressentimento de que seu esposo estava em perigo. Começou a orar e não conseguiu parar até o amanhecer. Afinal, sentiu paz e adormeceu.
       O que ela não sabia era que durante a noite o coronel Gracie ajudava a tripulação do navio a lançar os botes salva-vidas e pôr neles as mulheres e as crianças. Porém, não havia botes para todos, e ele sabia que não haveria como se salvar. Permaneceu no navio até o momento em que teve de saltar nas águas geladas do Atlântico. Quando voltou à superfície, notou que estava próximo a um bote em retorno. Ele se agarrou ao bote e ali ficou até o amanhecer, quando chegou socorro.
      O coronel Gracie estava salvo. Quando voltou para casa e soube da vigília de oração de sua esposa, ficou convencido de que Deus responde maravilhosamente às orações.

      Convido você, a partir de hoje, a orar por uma pessoa diferente a cada dia. Comece com seus familiares. Depois ore pelos amigos que lembrar. Ore pelos membros de sua igreja e pelos enfermos. Ore pelo seu pastor. Enfim, ore por todos aqueles que você gostaria que se entregassem a Jesus.

Fernando Beier

terça-feira, 23 de julho de 2013

Nova Pesquisa sobre religião no Brasil







Nosso planeta visto de Saturno

Anéis de Saturno e o planeta Terra (marcado com uma seta)

Fonte: yahoo.com.br

Comentário: "O que é o homem para que dele Te lembres?", perguntou o salmista para Deus. De fato, quão pequeno é o planeta Terra - e aqueles que nele estão - comparado com o universo infinito. Mas não se esqueça: foi ao nosso mundo que Jesus Cristo veio, tornando-se um de nós. E o fez para resgatar nosso planeta da garras de nosso Inimigo, dando-nos oportunidade de salvação. Ele o fez porque nos ama...

Fernando Beier

Ídolos

Joguem fora todos os deuses estrangeiros e as imagens da deusa Astarote. Dediquem-se completamente ao Senhor e adorem somente a Ele. 1 Samuel 7:3.

     Nem sempre era fácil a missão de um profeta. Na verdade, havia muitos espinhos no caminho, principalmente quando ele tinha que reprovar o pecado do povo. Samuel pediu que os israelitas deixassem os ídolos e se voltassem para o Deus verdadeiro.
     Existem muitas coisas que podem tornar-se ídolos disfarçados em nossa vida. Tenha muito cuidado com eles. Eis alguns:
     • Televisão – Inegavelmente a TV interfere em nossa vida. Ela está presente em todos os lugares aonde vamos. Acabamos por assimilar quase tudo o que ela transmite. Muitos deixam de comer e dormir para poder ficar “ligado” nela. É claro que existem programas saudáveis; porém, a grande maioria é dispensável.
     • Jogos Eletrônicos – Gastar horas do dia em cima de um video game é comum entre os adolescentes. Muitas vezes, os estudos e a saúde ficam comprometidos.
     • Revistas em quadrinhos – Quem já não leu uma delas? Entretanto, existe o perigo de criar-se um vício e viver a realidade do personagem fictício. Tudo dá certo para o super-herói das revistas. Mas a vida real é bem diferente.
     • Time de futebol – É isso mesmo! Tem gente que é capaz de fazer qualquer coisa pelo seu time preferido.
     • Música – Poucos se apercebem da influência irresistível da música. A verdadeira música exalta a Deus e não o homem. As letras das músicas modernas se condenam por si só.
      Além destes, é bom lembrar que até mesmo a comida e a roupa podem tornar-se ídolos em nossa vida. Servir ao Senhor, como pediu o profeta Samuel, significa colocá-Lo em primeiro lugar no trono de nosso coração. Está você disposto a isso?

Fernando Beier


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Dinheiro traz felicidade?


Aos 16 anos, a britânica Callie Rogers ganhou uma "bolada" na loteria. Ela embolsou cerca de 1,9 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 6,5 milhões). Com 26 anos, ela tem apenas 2 mil libras no banco (cerca de R$ 7.800), conforme conta o diário britânico Daily Mail.
Mas o que aconteceu em 10 anos para Callie "torrar" essa pequena fortuna? Festas, viagens, drogas, presentes e tratamentos estéticos consumiram todo o dinheiro da moça. No entanto, na entrevista ao jornal, ela diz estar mais feliz atualmente, sem dinheiro.
"Era dinheiro demais para alguém tão jovem. Mesmo se você disser que sua vida não vai mudar, ela muda, e às vezes não para melhor. Eu fiquei perto de quebrar, mas agora estou mais forte. A vida de festas se foi. Prefiro assim", diz Callie.
Quando ganhou na loteria, Callie ganhava cerca de R$ 12 por hora num emprego de atendente em uma cooperativa. Semanas depois, ela estava vivendo em uma casa de R$ 600 mil com o pai do seu filho mais velho. Ao longo do relacionamento, ela gastou 260 mil libras (R$ 846 mil) em cocaína.
Callie largou o emprego, viajou, gastou em roupas e presentes para os pais biológicos. Mas a sensação de solidão causada pelo dinheiro fez a britânica tentar o suicídio. Aos 26 anos, ela estuda para ser enfermeira e compra em promoções da rede de varejo Tesco.
Trabalhando duas vezes por semana como cuidadora de idosos, Callie vive em uma casa de três quartos de 80 mil libras (cerca de R$ 271 mil) e se prepara para estudar enfermagem. "Tento esquecer os altos e baixos pelo qual eu passei e apenas tento me ver como uma pessoa normal", diz a moça.
Fonte: Yahoo.com.br

quarta-feira, 17 de julho de 2013

terça-feira, 16 de julho de 2013

A Viagem


"A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:“Não há mais o que ver”, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre."

José Saramago

Realidade que entristece...







segunda-feira, 15 de julho de 2013

Deus quer falar com você!

Fala, pois o Teu servo está escutando! 1 Samuel 3:10.

      O pequeno Samuel teve o privilégio que poucas pessoas tiveram: falar com Deus pessoalmente. Isso se torna mais marcante ainda quando percebemos o que diz 1 Samuel 3:1: “Naqueles dias poucas mensagens vinham do Senhor, e as visões também eram muito raras.”
Hoje, Deus não fala conosco como falou com Samuel, mas Ele fala de outro modo – através da Bíblia.
      Davi Livingstone, o grande missionário da África, lia certa vez um trecho da Bíblia para um grupo de nativos, quando um dos ouvintes exclamou: “Este livro fala!”
      Através da Bíblia você pode saber qual a vontade de Deus para sua vida, o que Ele deseja para sua família, quanta saúde quer que você tenha e até mesmo que tipo de namorado(a) você deve procurar.
      O apóstolo Paulo disse para o jovem pastor Timóteo: “E, desde menino, você conhece as Escrituras Sagradas, as quais lhe podem dar a sabedoria que leva à salvação, por meio da fé em Cristo Jesus” (2 Timóteo 3:15).
      Eis algumas dicas para o estudo da Bíblia:
      • Reserve um horário do dia para o estudo da Bíblia. Dê preferência a um local calmo e sem interferências.
      • Faça uma oração antes de iniciar a leitura. Deus prometeu que nos daria sabedoria para entender Sua vontade.
      • Não tenha pressa. A Bíblia não deve ser lida como se lê um simples jornal ou revista.
      • Se você não está acostumado a ler a Bíblia, inicie com os livros mais simples. Por exemplo: os Evangelhos e Atos.
      • Anote as dúvidas e pergunte depois a uma pessoa mais experiente.
      • Vez ou outra faça sua paráfrase de um trecho bíblico. Isso o ajudará a compreender melhor o texto.
      • Depois de ler, agradeça a Deus pelo que aprendeu.


Fernando Beier

sábado, 6 de julho de 2013

Os Braços da Graça



“Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para seus campos a guardar os porcos. Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada. Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. E levantando, foi para o seu pai”. Lucas 15:11-20.

          De todas as parábolas contadas por Jesus, provavelmente a mais conhecida seja a do filho pródigo -- a história do filho que queria a suposta liberdade para descobrir o mundo e acabou na escravidão, sendo salvo pelo amor do Pai.
         Certo adolescente perguntou a seu pai: “Quando terei idade suficiente para fazer o que quero?”. O pai respondeu: “Não sei, meu filho. Ninguém viveu o suficiente para isso”.
         Quase todo ser humano, em alguma fase da vida, se revolta contra as leis e regras que lhe são impostas, sejam elas importantes ou não. Também se descobre, mais cedo ou mais tarde, que a maioria das leis e regras são importantes afinal. A maior dificuldade se fixa no fato de que obedecer a regras parece nos tirar o senso de liberdade.
         O maior sonho do homem sempre foi viver a vida da forma que quisesse sem que tivesse que pagar pelas conseqüências. Só que até agora ninguém conseguiu isto. Mesmo que não houvesse leis e regras, existe uma lei universal imutável e inelutável. É a lei da causa para o efeito. Se alguém pular de um prédio de vinte andares, pode ter certeza que tal pessoa vai morrer, mesmo que se arrependa no meio do caminho. Mais ou menos o que o apóstolo Paulo quis dizer quando afirmou: “Tudo o que o homem semear, isto também ceifará”. (Gálatas 6:7).
         Provavelmente o filho mais moço da parábola não tinha isto em mente quando planejou sua auto liberdade. A vida na fazenda lhe parecia muito monótona e sem graça. Os amigos lhe contavam das coisas incríveis da cidade grande. Diziam que todos os sonhos podem ser realizados por aqueles que estão dispostos a desbravar as veredas a sua frente. O filho pródigo queria ir embora. Estava cansado da fazenda, do trabalho e de seu Pai.
        Em geral, a parábola contada por Jesus leva-nos a pensar bastante no filho fujão e em seus sentimentos de arrependimento e frustração. Mas e o Pai? O que sentiu? Será que o objetivo principal de Jesus não era enfatizar o modo como Ele se sente quando um filho querido foge e depois volta para seus braços?
        A Bíblia descreve muitos momentos em que Deus é rejeitado pelos seus filhos amados. Imagine a cena no Jardim do Éden. Deus vem para abraçar seus filhos, e eles não estão lá como de costume. Chama por eles e descobre que estão fugindo dEle. Como Ele deve ter se sentido?
        Depois de conduzir seu povo pelo deserto e guiá-los por muitos perigos, Deus foi trocado por deuses de madeira e pedra. Roga a eles que voltem, mas ninguém o quer. O que Ele pensou naquele momento?  Quando o Deus encarnado estava no tribunal de Pilatos, viu e ouviu as pessoas que foram alimentadas e curadas por ele clamando para que o crucificassem. O que se passou em seu coração?
        É isto que a parábola do filho pródigo (juntamente com a ovelha perdida e a dracma perdida) quer nos ensinar --- a forma como Deus reage a perda e o achado de seus filhos. É como se Ele exclamasse: “Quer saber como é ser Deus? Quando um dos seres humanos me dá atenção é como se Eu tivesse acabado de encontrar a minha propriedade mais valiosa, que eu considerava perdida para sempre”.
        Essa experiência nos dá uma ideia de como um pai deve se sentir quando recebe um telefonema da polícia dizendo que a filha sequestrada há meses foi achada com vida. Ou da mãe que recebe a notícia que o filho não estava dentro do prédio quando ele desabou. Como destaca Henri Nouwen: “Deus se regozija... não porque milhares de pessoas se converteram e estão agora louvando-O por sua bondade. Não, Deus se regozija porque um dos seus filhos que estava perdido foi achado”.
       No meu entendimento, o objetivo maior de Jesus ao contar a parábola do filho pródigo não era de nos ensinar o modo de vida mais correto, ou simplesmente demonstrar o perigo de fugir de casa. Creio que Ele queria que entendêssemos o que Ele é, e a forma marcante e grandiosa de como nos ama. A parábola do filho pródigo nos revela a graça maravilhosa de Deus. Quando se buscam as raízes da palavra graça no grego, descobre-se um verbo que significa “eu me regozijo, estou feliz”. A graça de Deus tem o poder de não permitir que alguém que entre em contato com ela fique impassível ou indiferente. Ou você aceita a graça ou não. O que não é possível é tentar mudá-la.
        Certa vez, uma mulher que há anos frequentava a igreja disse algo que me impressionou. Um homem havia sido excluído de sua igreja por um pecado público. Arrependido, decidiu voltar. Ela então afirmou: “Vocês não podem aceitá-lo. Ele errou e tem de sofrer”.
       O escritor Philip Yancey comenta em um de seus livros sobre como o pregador contemporâneo Fred Craddock uma vez brincou com os detalhes da parábola para destacar exatamente esse ponto. Em um sermão, ele fez o pai dar o anel e o manto para o irmão mais velho, depois matar o bezerro cevado em homenagem aos seus anos de fidelidade e obediência. Uma mulher lá atrás no auditório gritou: “É assim que deveria estar escrito!”.
        Sabemos que o filho pródigo errou, que colheu amargamente aquilo que plantou, mas temos dificuldade de entender como o Pai o recebe tão prontamente, sem mesmo lhe dar um “sermão” pelo seu erro. Foi por isso, talvez, que Jesus citou o filho mais velho no final. Ele sentiu o ultraje pela recompensa que o irmão irresponsável levou. Tal como o ladrão na cruz, que depois de uma vida inteira de crimes, recebe a certeza da vida eterna nos últimos instantes de vida.
        Yancey afirmou acertadamente: “O evangelho não é, de maneira nenhuma, o que nós sugerimos”. Você não tem de se purificar ou penitenciar para receber uma audiência com Deus. Ele quer que você vá exatamente como se encontra, como fez o filho pródigo.
        As pessoas costumam dizer que para ir para o céu você tem de “ser bom”. A história contada por Jesus contradiz esta ideia, afirmando que tudo que temos que fazer é clamar: “Socorro, me salve!”. Na verdade, a própria vida de Jesus neste planeta era a extensão da parábola. Ele veio por causa dos injustos, e não dos justos. Veio para os doentes e não pelos sãos. Em uma entrevista com o conhecido teólogo Karl Barth, perguntaram-lhe qual a verdade mais importante que descobriu em seus estudos. Ele disse: “Jesus me ama, a Bíblia assim o diz”.
         Existe algo acerca da parábola do filho pródigo que todos parecem concordar. A cena mais impressionante é o encontro do Pai com seu filho perdido. Encantadora não tanto pelo filho, mas pelos braços abertos do Pai. Braços que se levantavam sobre o rosto para melhor avistar o caminho, na esperança que talvez a silhueta do filho aparecesse. Braços que o aguardavam dia após dia.
         Eram os braços da graça.

Fernando Beier