quarta-feira, 29 de maio de 2013

Bom caráter

Também casarei com Rute [...] viúva de Malom, para que a propriedade continue com a família do falecido. Rute 4:10.

     O verdadeiro herói possui um caráter digno. Boaz era um sujeito assim. Ele era fiel às verdadeiras virtudes.
     Era costume naquela época, quando a mulher ficava viúva sem ter filhos, o parente mais próximo casar-se com ela, para poder garantir a descendência e o nome do falecido não ser apagado e esquecido. Noemi aconselhou Rute a procurar Boaz, crendo ser ele o parente mais próximo.
     No meio da noite, Rute foi deitar-se aos pés de Boaz. Alguns comentaristas afirmam que esse gesto tinha por objetivo descobrir os pés de Boaz para que ele acordasse e desse atenção à moça. Outros dizem que ao deitar-se aos pés de um homem, a moça estava lhe suplicando um pré-casamento. De qualquer forma, Boaz entendeu a mensagem e o pedido de Rute: ele deveria casar-se com ela, pois era o parente mais próximo.
     Boaz não fugiu da responsabilidade, mesmo sabendo que havia ainda um outro parente mais chegado, o qual tinha por direito o resgate de Rute.
     Quando o outro parente não quis resgatar Rute, com medo de perder sua atual herança, Boaz não esperou duas vezes e casou-se com ela, como havia prometido.
     Abraão Lincoln disse: “Quando faço o bem, sinto-me bem. Quando faço o mal, sinto-me mal. E essa é a minha religião.” Que bom seria se toda a humanidade agisse assim.

     Boaz é um exemplo de que o melhor caminho é a integridade. E o resultado de sua escolha está relatado na Bíblia. Ele teve um filho com Rute, chamado Obede, que mais tarde seria pai de Jessé, e este pai de Davi, do qual descenderia o Messias, o Senhor Jesus.

Fernando Beier

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Quando a recompensa vem mais tarde


 Por que é que o senhor reparou em mim e é tão bom para mim, que sou estrangeira? Rute 2:10.

     Depois de chegar em Belém, Noemi e Rute foram procurar seus parentes que ali habitavam. Rute aproveitou os dias seguintes para colher espigas, visto que era tempo de colheita de cevada. Lá, um parente muito rico do falecido marido de Noemi, chamado Boaz, ficou sabendo da lealdade de Rute e lhe favoreceu no trabalho da colheita. Ela nem esperava tal ato de alguém que não a conhecia.
     Sempre existe uma ótima recompensa para a bondade. Rute havia semeado o bem e agora colhia de igual modo.
     Uma pequenina história de Monteiro Lobato relata que um ratinho, ao sair do buraco, viu-se entre as patas do leão. De pêlos em pé, paralisado pelo terror, ficou imóvel. O leão, porém, não lhe fez nenhum mal.
     – Vá em paz, ratinho; não tenha medo do seu rei. – disse o felino.
     Dias depois, o leão caiu numa rede. Urrou desesperadamente, debateu-se, mas quanto mais se movia de um lado para o outro, mais preso ficava.
     Atraído pelos urros do leão, apareceu o ratinho.
     – Amor com amor se paga – disse ele e partiu rapidamente para roer as cordas. Num instante, conseguiu romper uma das malhas. Rompida a primeira malha, as demais se afrouxaram, e o leão pôde se soltar e fugir rapidamente.
     No seu dia-a-dia surgirão oportunidades para uma boa ação ou momentos especiais de retribuir um benefício. Esses momentos são importantes para uma vida cristã saudável e para beneficiar aqueles que o cercam. Não perca tais oportunidades. Assim como na história de Rute, você poderá se surpreender com os resultados.

Fernando Beier

terça-feira, 21 de maio de 2013

Lealdade a toda prova


O seu povo será o meu povo, e o seu Deus será o meu Deus. Rute 1:16.

      A história de Rute é um exemplo da verdadeira amizade. Sua sogra, Noemi, tinha dois filhos. Um deles era casado com Rute, e o outro com Orfa. Mas a tragédia acometeu aquela família quando o esposo de Noemi e seus dois filhos morreram. Então Noemi pediu a suas noras que voltassem para a casa materna. Orfa foi, mas Rute não. Ela gostava tanto de Noemi, que tomou a decisão de permanecer ao seu lado de qualquer jeito.
      A lealdade feminina pode se tornar muito forte em algumas ocasiões. Conta-se que na Alemanha da Idade Média, o duque da Bavária, Wolf, estava cercado em seu castelo de Weinsberg pelos exércitos de  Frederick, duque da Suábia, e pelo imperador Konrad. A rendição de Wolf era inevitável. Ele e seu exército estavam prontos a se entregar ao inimigo.
     Mas as mulheres dos soldados não estavam preparadas para a derrota. Enviaram uma mensagem a Konrad, clamando por suas vidas e pedindo permissão para levarem os bens que pudessem carregar.
A permissão foi concedida e os portões foram abertos. As mulheres saíram, carregando nas costas uma estranha carga. Não traziam ouro nem jóias. Na verdade, cada uma carregava o marido, na esperança de salvá-lo do inimigo.
     O imperador Konrad comoveu-se ante a atitude extraordinária daquelas mulheres. Garantiu a liberdade delas e a segurança dos maridos. Convidou a todos para um grande banquete e fez as pazes com o duque Wolf, numa atitude quase inacreditável.
     Desde aquele dia o monte do castelo passou a ser chamado Monte de Weibertreue, que quer dizer “lealdade feminina”.
     A lealdade de Rute é um dos fortes motivos pelo qual o livro que leva seu nome está na Bíblia. Vale a pena imitar seu exemplo.

Fernando Beier

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Qual o problema com a carne de frango?



     Você sabia que graças ao uso excessivo de antibióticos na pecuária você está ingerindo arsênico cancerígeno? Um novo estudo conduzido por pesquisadores da Johns Hopkins Center por um futuro habitável, da Escola Bloomberg de Saúde Pública, descobriu que galinhas criadas com medicamentos à base de arsênico acabam tendo arsênico tóxico, inorgânico em sua carne. Infelizmente, isso significa que inúmeros consumidores estão ingerindo essa substância cancerígena. Para o estudo, que foi publicado na revista científica Environmental Health Perspectives, os pesquisadores estudaram amostras de carne convencional, a carne sem antibiótico convencional, e frango orgânico de dez áreas diferentes. Especificamente, 116 amostras cruas e 145 amostras cozidas foram testadas para o arsênico total, enquanto 78 amostras foram submetidas à especiação. O prazo para o estudo foi de dezembro de 2010 a junho de 2011, dando tempo suficiente para o teste.

     Tido como o primeiro estudo a identificar e examinar as formas de arsênico específicas, a pesquisa constatou que galinhas alimentadas com antibióticos à base de arsênico representam um risco para a saúde pública. Os autores do estudo ainda dizem que a Food and Drug Administration tem o dever de tirar as drogas como roxarsone do mercado para proteger os consumidores, como é o trabalho da organização.

     Mais preocupante sobre esses resultados podem ser as concentrações de arsênico inorgânico dentro da carne. Embora a FDA não estabeleça um “nível seguro de exposição” para o arsênico inorgânico presente nos alimentos, a quantidade de arsênico na carne, onde a droga roxarsone foi encontrada, muitas vezes estava duas a três vezes acima do sugerido pela FDA em 2011, e essas concentrações deveriam ser inferiores a um micrograma por quilo de carne.

     Além disso, os pesquisadores descobriram que cozinhar carne crua contendo roxarsone resultou em diminuição dos níveis da droga roxarsone, mas um aumento nos níveis de arsênico inorgânico.

     O resumo do estudo concluiu: “A carne de frango convencional apresentou concentrações mais elevadas de iAs do que amostras de carne de frango orgânico sem antibióticos convencionais. A cessação do uso de drogas arsênicas poderia reduzir a exposição e a carga de doenças relacionadas com arsênico nos consumidores de frango.”

     A exposição a níveis elevados de arsênico inorgânico pode resultar em câncer de pulmão, bexiga e pele, e tem sido associada com outras condições também.
Fonte: Natural Society 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

A fraqueza tornada em força


"Ó Senhor, meu Deus, peço que lembres de mim. Por favor, dá-me força só mais esta vez". Juízes 16:28.

     A vida de Sansão se tornou um verdadeiro inferno. Cego e amarrado com cadeias de bronze, ele trabalhava como escravo, empurrando um moinho no cárcere. O pior era ouvir os escárnios: “E aí, fracote! Onde está o grande Sansão agora?”
     Muitas vezes ouviu os comentários sobre Dalila, aclamada agora como a grande heroína do povo filisteu. Tudo isso machucava grandemente o coração de Sansão, fazendo-o pensar em seus erros. Em meio ao sofrimento e humilhação, Sansão aprendeu mais acerca de sua fraqueza do que jamais percebera antes. Sua aflição o levou ao arrependimento.
     Sansão, mesmo cego, conseguiu enxergar agora a origem da sua verdadeira força. Seus olhos não enxergavam, mas a visão de Deus se tornou clara. Quando seguimos a visão divina, os objetivos são conquistados.
     O homem que matou um leão com as próprias mãos, que soltou 300 raposas nas plantações dos filisteus, que matou 1.000 homens com uma queixada de jumento, entendeu finalmente que a verdadeira vitória é do Senhor Deus. As vitórias passadas glorificaram sua própria força. Agora era diferente.
Sansão então ora. Enquanto conversa com Deus, torna-se forte novamente. Não é mais por causa dos seus cabelos, mas sim porque ao orarmos com confiança em Deus, nos tornamos invencíveis.
     Os filisteus não perceberam a força voltando a Sansão. Nem adiantaria. Não poderiam fazer nada diante de um homem possuído pelo Espírito de Deus. Ninguém pode!
     Antes do nascimento de Sansão, o Anjo disse aos seus pais: “Ele começará a livrar a Israel.” Na lápide de Sansão, bem que poderia estar escrito assim: “Enfim, Deus livrou!”
     Você concordaria com tal inscrição?

Fernando Beier

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Falsa Força


Sansão não sabia que o Senhor o havia abandonado. Juízes 16:20.

     Não havia mais volta. Sansão foi longe demais com sua condescendência e o resultado não podia ser outro – derrota e vergonha. Sua imensa força o deixara.
     Note que a fraqueza física de Sansão foi conseqüência de sua fraqueza moral e espiritual. O cabelo comprido era só um símbolo de sua força. A garantia do verdadeiro poder estava em Deus e na confiança nEle. Todo homem, mesmo o mais forte, revela-se fraco quando está longe de Deus. Alguns nem percebem isso, como aconteceu com Sansão.
     Há muitos anos, um moço andava pelas ruas de Londres, quando viu um anúncio na porta de uma igreja. Era um convite para as reuniões que ali se realizavam. Ele entrou e escutou o apelo feito pelo pregador. Pensou em aceitar a Jesus. Porém, se assim o fizesse, teria dificuldade de seguir a carreira de jornalista. Ele decidiu, portanto, viver como antes.
     Os anos se passaram e ele se tornou um famoso editor de um grande jornal. Mas, depois de se afastar do que é direito e justo, foi parar na prisão. Um jovem cristão foi visitá-lo e lhe disse:
     – Você não acha que deveria fazer as pazes com Deus?
     – É tarde demais. Quando eu era jovem como você, entrei numa igreja e Deus falou diretamente a mim, mas eu era ambicioso e desejava fazer fama no mundo. Agora estou acabado e na prisão.
     O jovem cristão saiu e um amigo preso entrou. Perguntou então:
     – O que você está fazendo?
     Desviando o olhar da bolsa que estava fazendo, aquele homem disse:
     – Estou colhendo! Uma vida sem Jesus é um fracasso.
     Esta é uma grande verdade, você não acha?

Fernando Beier

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Frequentar a igreja faz bem?


    

     Uma das descobertas científicas mais impressionantes sobre religião nos últimos anos é a de que ir à igreja uma vez por semana faz bem. Frequentar a igreja – e, no mínimo, a religiosidade – melhora o sistema imunológico e diminui a pressão arterial. Isso pode acrescentar até dois ou três anos de vida. A razão para isso não está inteiramente clara. O apoio social é sem dúvida uma parte da história. Nas igrejas evangélicas que estudei como antropólogo, as pessoas realmente parecem cuidar umas das outras. Elas apareciam com o jantar quando os amigos estavam doentes e se sentavam com eles quando estavam tristes. A ajuda às vezes era surpreendentemente concreta. Talvez um terço dos membros da igreja pertencesse a pequenos grupos que se encontravam semanalmente para falar sobre a Bíblia e suas vidas. Uma noite, uma jovem de um grupo no qual eu tinha entrado começou a chorar. Seu dentista tinha dito que ela precisava de um procedimento de US$ 1.500, e ela não tinha o dinheiro. Para meu espanto, nosso pequeno grupo – cuja maioria era de estudantes – simplesmente cobriu os custos com doações anônimas.

     Um estudo realizado na Carolina do Norte descobriu que fiéis frequentes tinham redes sociais maiores, com mais contatos, mais afeição e mais tipos de apoio social do que as pessoas que não frequentavam igrejas. E nós sabemos que o apoio social está diretamente ligado a uma saúde melhor.

     O comportamento saudável é, sem dúvida, outra parte. Certamente muitos fiéis lutam com comportamentos que gostariam de mudar, mas, em média, os frequentadores regulares de igrejas bebem menos, fumam menos, usar menos drogas recreativas e são menos sexualmente promíscuos do que os outros.

     Isso corresponde às minhas próprias observações. Numa igreja que eu estudei no sul da Califórnia, a história de conversão mais comum parecia ser ter encontrado Deus e nunca mais ter tomado metanfetaminas. (Uma mulher me disse que ao esquentar sua dose, ela desencadeou uma explosão no apartamento de seu pai que estourou as portas de vidro. Ela me disse: “Eu sabia que Deus estava tentando me dizer que eu estava indo pelo caminho errado.”) Na igreja seguinte, lembro-me de ter ido a um grupo que ouvia uma mulher falar sobre um vício que ela não conseguia largar. Assumi que ela estava falando sobre sua própria batalha contra a metanfetamina. No fim, ela achava que lia romances demais.

     No entanto, acho que pode haver outro fator. Qualquer religião demanda que você vivencie o mundo como algo mais do que é apenas material e observável. Isso não significa que Deus seja imaginário, mas que, como Deus é imaterial, os que creem nEle precisam usar a imaginação para representar Deus. Para conhecer Deus numa igreja evangélica, você deve experimentar o que só pode ser imaginado como real, e você deve experimentar isso como algo bom.

     Quero sugerir que essa é uma habilidade e que pode ser aprendida. Podemos chamá-la de absorção: a capacidade de se envolver em sua imaginação, de uma forma que você goste. O que eu vi na igreja como um observador antropológico foi que as pessoas eram incentivadas a ouvir a Deus em suas mentes, mas apenas para prestar atenção às experiências mentais que estavam de acordo com o que elas considerassem ser o caráter de Deus, que elas consideram bom. Vi que as pessoas eram capazes de aprender a vivenciar Deus dessa forma, e que aquelas que eram capazes de vivenciar um Deus amoroso de forma vívida, eram mais saudáveis – pelo menos, julgando por uma escala psiquiátrica padronizada. Cada vez mais, outros estudos confirmam essa observação de que a capacidade de imaginar um Deus amoroso vividamente leva a uma saúde melhor.

     Por exemplo, num estudo, quando Deus era experimentado como algo mais remoto não  amoroso, quanto mais alguém rezava, mais sofrimento psiquiátrico parecia ter; quando Deus era experimentado como próximo e íntimo, quanto mais alguém orava, menos doente ficava. Em outro estudo, numa faculdade cristã particular no sul da Califórnia, a qualidade positiva de um apego a Deus diminuiu significativamente o estresse e fez isso de forma mais eficaz do que a qualidade das relações da pessoa com outras pessoas. [...]

Fonte: T. M. Luhrmann, UOL