sexta-feira, 26 de abril de 2013

Como os dinossauros morreram?



     Esta pergunta (“o que matou os dinossauros?”) foi feita milhares de vezes, e foram fornecidas outras milhares de respostas. Devido à natureza fascinante dos dinossauros, os meios de comunicação encontram-se repletos de histórias acerca de fósseis de dinossauros e teorias em torno da sua extinção. Uma das mais recentes reportagens vem de Zhucheng, China. A cerca de 415 milhas (~ 667 quilômetros) a sul de Pequim, uma enorme ravina com 280 metros de distância encontra-se preenchida com mais de 15 mil ossos de dinossauros; crê-se que esse local seja o maior depósito de fósseis de dinossauros do mundo (Cha, 2010). O que fez com que tantos dinossauros fossem rapidamente enterrados no mesmo local? O técnico-chefe responsável pelo local afirmou: “É difícil entender o porquê de existirem tantos dinossauros mortos no mesmo sítio” (2010).
     Os pesquisadores teorizam que “os dinossauros foram mortos pela força da explosão de uma erupção vulcânica, ou o impacto de um meteorito, e foram posteriormente apanhados numa enchente, ou num desmoronamento, ou mesmo num tsunami que os teria colocado no mesmo local” (2010).
     Como ocorre com quase todos os fósseis de dimensões consideráveis existentes no mundo, os cientistas acreditam que grandes quantidades de água causaram a fossilização das amostras presentes em Zhucheng (ver Butt e Lyons, 2008). Que evento histórico pode ser a melhor explicação para as gigantescas quantidades de água responsáveis pelo enterro de centenas de milhares de dinossauros, e pela sua mistura em grandes ravinas e fendas? O dilúvio global de Gênesis ajusta-se perfeitamente às evidências (2008).
     Não só o dilúvio fornece a água necessária, como a Bíblia diz que as fontes do grande abismo “se romperam” (Gênesis 7:11). Esse “rompimento” quase com certeza foi um maciço movimento da crosta terrestre, que causou erupções vulcânicas, terremotos e tsunamis gigantescos.
     Quanto mais os cientistas analisam os fósseis de dinossauro, mais o dilúvio de Gênesis se afigura como a explicação perfeita para a formação deles.
     Visto que a fé na teoria da evolução não depende da ciência, obviamente que para o militante evolucionista essas evidências são totalmente irrelevantes. É importante não esquecer que o evolucionista é a pessoa capaz de afirmar, cheio de fé, que um réptil pode evoluir para um pássaro, e que um animal terrestre pode evoluir para uma baleia. Se alguém é capaz de fazer tamanho sacrifício intelectual como forma de manter intacta sua fé em Darwin, não é surpresa alguma saber que muitos deles rejeitam o dilúvio de Gênesis como a melhor explicação para a formação dos fósseis de dinossauro de grandes dimensões encontrados enterrados no mesmo local.
     Mas como já foi dito anteriormente, os evolucionistas são livres para acreditar que dinossauros evoluíram para colibris; eles não são é livres para qualificar essa posição religiosa de “ciência”.


Referências:

Butt, Kyle and Eric Lyons (2008), “What happened to the dinosaurs?
Cha, Ariana (2010), “China spends billions to study dinosaur fossils at sites of major discoveries”, The Washington Post, January 26.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Não brinque com o Pecado


Depois disso Sansão se apaixonou por uma mulher chamada Dalila, que morava no vale de Soreque. Juízes 16:4.

     Já ouviu a expressão “brincar com o pecado?” Foi o que Sansão fez. E isso causou sua ruína. Depois de se envolver com tantas mulheres de outras nações, ele foi enganado por uma delas. Seu nome era Dalila. Ela traiu Sansão por 1.100 siclos de prata. O homem mais forte do mundo foi derrotado por uma mulher pagã, ou melhor, derrotado por sua desobediência às instruções de Deus.
     Força física não significa muito quando se é fraco moralmente. Os músculos rígidos de Sansão não foram suficientes para vencer suas escolhas erradas. Ele brincou com o pecado e teve sua maior derrota.
     Conta-se que um menino viu sobre a mesa uma jarra cheia de nozes; porém, ele só poderia comê-las depois de haver terminado seu almoço. Por um bom tempo ficou a admirar a jarra cheia de nozes. Então, não agüentando a tentação e desobedecendo à sua mãe, colocou a mão na jarra e apanhou algumas delas.     Mas ao tentar tirar a mão cheia de nozes, percebeu que estava presa no bocal da jarra. Tentou, tentou e não conseguia tirá-la. Ele nem pensou em largar as nozes. Começou então a chorar. A mãe ouviu e correu para lá:
     – O que está acontecendo?
     – Não consigo tirar a mão da jarra.
     – Eu não disse que só podia pegá-las após o almoço?
     – Er... mas...
     – E ainda por cima é tão guloso. Solte as nozes que você ficará livre.
     O pobre menino abriu a mão, deixando as nozes caírem. Quando percebeu que finalmente podia tirar a mão da jarra, disse:
     – Puxa, eu não tinha pensado nisso!
     Lembre-se de que brincar com o pecado pode trazer amargas derrotas à sua vida. Não vacile!

Fernando Beier

terça-feira, 16 de abril de 2013

Rocha da Salvação



Então, na cidade de Lei, Deus abriu um buraco, e dele saiu água. Sansão bebeu daquela água e sentiu-se melhor. Juízes 15:19.

     Depois de se livrar das cordas que o prendiam, Sansão se viu diante de um exército pronto a matá-lo. Sem nenhuma arma nas mãos para lutar, mesmo sua força descomunal não seria suficiente para se livrar de tantos inimigos.
     Foi quando ele avistou no chão uma queixada de jumento. A Bíblia diz que a ossada do jumento estava fresca. Por que a Bíblia faz essa menção? Alguns comentaristas afirmam que o osso fresco é bem mais pesado e menos quebradiço do que o osso velho e seco. Dessa forma, a arma de Sansão se tornou muito mais eficiente.
     A Bíblia não relata como foi a luta de Sansão contra os filisteus. Não sabemos quanto tempo durou. Pode ter sido uma hora, duas ou mais. O fato é que depois da vitória, Sansão estava completamente exausto. Um consumo muito grande de energia foi requerido, e a sede era devastadora. Ali, sozinho, o grande Sansão corria o risco de morrer desidratado. Uma situação tipicamente humana. Quantos reis, imperadores e guerreiros conquistaram grandes vitórias, mas foram derrotados por uma simples doença?
     Isto nos ensina o quanto a vida é incerta e passageira. Durante uma vida, pode-se ganhar o mundo todo, mas quando ela acaba, o que se pode levar? Sansão lembrou-se de que tinha um Deus. Orou pedindo para não morrer. Milagrosamente, a água brotou da rocha.
     Deus prometeu estar sempre conosco. Sua presença é a rocha da fé e, mesmo quando nos sentimos fracos, nela podemos confiar. Os que se consideram fortes podem tornar-se em nada a menos que confiem no Salvador. Ele deve ser nossa eficiência.
     Que tal construir sempre sobre a Rocha verdadeira?

Fernando Beier

quinta-feira, 11 de abril de 2013

O ônus da prova para a Evolução





O ônus da prova. Quem afirma, prova. E quanto maior a alegação, maiores devem ser as provas. Esses são princípios básicos em qualquer lugar, ainda mais em ciência.
Mas na evolução temos o maior exemplo de inversão de ônus da prova que conheço, feita pelo seu “mestre”. Pois Darwin uma vez disse: “Se se pudesse demonstrar a existência de algum órgão complexo que não pudesse de maneira alguma ser formado através de modificações ligeiras, sucessivas e numerosas, minha teoria ruiria inteiramente por terra” (Charles Darwin, Origem das Espécies, p.161). Ou seja, Darwin propõe uma teoria, faz uma tremenda alegação – talvez a maior de todos os tempos –, usa exemplos morfológicos simplistas (leia o capitulo sobre os tentilhões de galápagos em meu web-book) “a la bico de passarinho”, e depois diz o quê? Eu não preciso apresentar provas, quem quiser derrubar minha teoria demonstre que não existem esses caminhos “ligeiros, sucessivos e numerosos” para os órgãos da Vida!

Mas caminhos como esses podem ser propostos aos milhares, infinitas alternativas, portanto, uma inversão de ônus tremenda, bem marota, que para os leigos o fez de bonzinho. E cada vez que alguém refuta uma proposta evolucionista, aparecem três diferentes. Por isso que eu concordo com a afirmação de que a única coisa que evolui mesmo é a teoria da evolução. As outras coisas se diversificam. A teoria da diversificação, pré-programada, essa eu aceito, pois se baseia em fatos. Por isso que você lê os reviews sobre a homoquiralidade e encontra lá propostas as mais diferentes; você refuta uma, aparecem duas...

Por isso que Michael Behe foi genial. Com a complexidade irredutível e com o flagelo bacteriano, o “mascote da TDI”, Behe reestabeleceu a verdade quanto ao ônus da prova, devolvendo-o a quem de direito: aos proponentes da TSE!

Se querem fazer a maior alegação de todos os tempos em ciência, que forças (eletromagnéticas) geraram e moldaram a Vida, aumentando sua complexidade, que provem devidamente, e com uma teoria só, um só caminho, por favor! Pois o órgão que Darwin pediu está agora aqui, diante de nossos olhos, o flagelo!

É interessante ver o total desespero (o desespero aqui é a minha avaliação como químico analisando as explicações naturalistas para a evolução do flagelo) que se abateu sobre os naturalistas com o [estudo do] flagelo. Pois tiveram que abandonar o blá blá blá retórico das explicações “a la bico de passarinho”, a la letras mitológicas A que formou B que formou C (Behe na Caixa Preta de Darwin) para se debruçar em explicar molecularmente, bioquimicamente, ao nível molecular, com Química e Bioquímica, o nanomotor mais espetacular e mais high tech do Universo, o “mascote da TDI”. E aí deu no que deu, coisas como a cooptação de partes “a la Macgyver” de K. Miller, como se com um alfinete e uma tábua de bater carne, ou coisas assim, se pudesse formar uma ratoeira, ou pior, um motor híper mega high tech sincronizado e exigente como o flagelo. Como a que sugere o sistema T3SS, ordens de grandeza menos complexo, como se ao encontrar um astro entre a Terra e a Lua facilitasse a minha tarefa de lá chegar, pulando...

O Flagelo bacteriano e a ratoeira de Behe entraram para a história do debate, e se mantêm firmes e fortes como mais um golpe mortal na cabeça da serpente. Behe tem respondido e desmascarado todas as falácias das refutações do flagelo bacteriano como irredutivelmente complexo, e proposto a la Darwin uma formula de refutá-lo experimentalmente e cientificamente: “Sobre a reivindicação de falseabilidade, um cientista pode colocar uma espécie bacteriana faltando um flagelo sob pressão seletiva, e alimenta-o por dez mil gerações, se o flagelo, ou qualquer material complexo for produzido, minhas reivindicações evidentemente seriam desmentidas.” (Leia aqui uma resposta de Behe sobre sua tese.)

Se quem afirma prova e tem o ônus da prova, quero então perguntar aos “experts” em homoquiralidade que usaram o Evolution Academy para me chamar de tolo – quero me ater a um único ponto e então perguntar – uma única pergunta – a quem afirmou o seguinte: “Pois bem, esta argumentação é falha porque não é necessário que o meio contivesse 100% de L-aminoácidos, já que se tivesse uma quantidade maior que 50% já seria suficiente para que a seleção natural fizesse o restante.”

A pergunta é simples: A seleção natural, ela, fizesse o restante, mas COMO? E na resposta deste COMO, que deve ser uma resposta grande, muito convincente, pois a alegação foi grande por demais (seleção natural fazendo o restante), será que somente 51% e a “super seleção natural” faria o restante? sugiro que se discutam os seguintes tópicos, que vou procurar resumir em “top 10” (eu teria dezenas):

1. Se a seleção natural é a que está agindo, pré-supomos que a Vida já está em operação, capturando ou produzindo energia, nutrientes e se reproduzindo, em um meio racêmico. Qual seria então em um meio racêmico o mecanismo de codificação para especificar os AA L ou D nas cadeias peptídicas, em cada uma das diversas posições ao longo da cadeia, e em cada síntese repetida e necessária para a Vida e sua reprodução?

2. Se o meio era racêmico, qual foi o fator que causou o desvio do meio dessa
situação, no planeta Terra, e como a Vida pode perceber isso? Qual o mecanismo e o ímpeto de uma Vida que opera já em meio racêmico perceber o pequeno excesso enantiomérico, e reagir a ele?

3. Qual a vantagem evolutiva de uma Vida que opera já em meio racêmico migrar para um ambiente homoquiral? Quem mudou primeiro, os aminoácidos que migraram de L/D para L ou a ribose (via nucleotídeos, eu suponho) que migrou para D?

4. Para a síntese de proteínas, os ribossomos já operavam provavelmente nesse meio racêmico, codificados de alguma forma no DNA desse bicho racêmico, ou a síntese de proteínas ainda era dirigida por fitas de RNA autorreplicantes? Não se esqueça aqui da seleção natural, que faria o restante.

5. Sabemos hoje que o código universal da Vida, que todos os seres vivos usam, com raríssimas degenerações, depende irremediavelmente de todo um sistema funcional interdependente de moléculas altamente sofisticadas e específicas onde suas formas 3D têm papel fundamental, primordial, e não podem de forma alguma ser corrompidas: o DNA com sua dupla hélice, os RNA mensageiros (m-RNA), um conjunto especifico de t-RNA que ajuda a coordenar a síntese proteica nos ribossomos, e vinte enzimas chamadas de aaRS que conectam cada um dos t-RNA a cada um dos L-aminoácidos específicos, e um ribossomo formado, por sua vez, de RNA homoquiral com ribose D e de proteínas homoquirais com AA do tipo L. Algum problema aqui na funcionalidade desse sistema em se mudar a quiralidade da Vida? Se tudo funciona bem em racêmico, por que migrar para homo? Algum problema em se incorporar, sem regras pré-definidas, um único AA D ou uma única ribose D nesse sistema, ou os dois?

6. Se os ribossomos não estavam ainda presentes e atuantes, as proteínas se formavam como? A la nylon, como tem sido proposto no modelo naturalista? Então como se evitar o caos completo que a entrada aleatória de AA L ou D causaria? Como se coordenar a formação exclusiva e repetitiva da mesma proteína, com os AA na sequência certa, e com a presença da quiralidade certa L ou D em cada uma das posições ao longo da cadeia? Com evitar as reações laterais, mortais às vidas, que, lógico, no nylon não são possíveis, mas para os AA, com seus grupos laterias, sim? Como evitar a hidrólise, meio anidro?

7. Como em um meio racêmico ou não enantiomericamente puro pode se garantir a formação da dupla hélice do DNA, essencial para a Vida, a única que conhecemos?

8. Sem Vida não há homoquiralidade e sem homoquiralidade não há vida, isto eu afirmo em meu web-book. Então, se estou errado, quem veio primeiro? A homoquiralidade ou a Vida? Não bastaria separar, teríamos que selecionar.

9. Por que, então, a Vida escolheu L para AA e D para a ribose, e como ela fez isso para dar a partida?

10. Em 2001, durante meu período de transição entre um evolucionista teísta para uminteligentistas, publiquei este artigo: “Chiroselective self-directed octamerization of serine: Implications for homochirogenesis” (R. G. Cooks, D. Zhang, K. J. Koch, F. C. Gozzo, and M. N. Eberlin, Anal. Chem. 2001, 73, 3646-3655), que alcançou amplo destaque na academia e na mídia. O artigo foi citado também para me criticar. Pergunto, então, se esse artigo, científico, amplamente aceito e muitas vezes citado em reviews de hipóteses naturalistas para a homoquiralidade, pode ser mesmo levado a sério?

Meu respeito a todos aí à procura despreconceituosa da Verdade!

Via Facebook

quinta-feira, 4 de abril de 2013

A primeira tarefa...



"No momento em que você acorda todas as manhãs, todos os seus desejos e esperanças para o dia correm para você como animais selvagens. E a primeira tarefa de cada manhã consiste em enxotá-los todos de volta; e ouvir aquela outra voz, observar aquele outro ponto de vista, deixando que aquela outra vida, maior, mais poderosa e mais calma venha fluindo para dentro".

C. S. Lewis

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Origem de Deus? - Ouvindo o outro lado



















A grande mídia quase não dá espaço para aqueles que discordam da teoria da Evolução. A entrevista feita em 2009 com John Lennox, professor de Oxford, é um dos casos raros. Ele escreveu o livro Por que a Ciência não consegue enterrar Deus?. Leia a entrevista:

Como o senhor contaria a história do Universo, com base no design inteligente?

Bem, no início, Deus criou o mundo. Quando isso aconteceu, eu não sei. A Bíblia não diz. A melhor estimativa hoje é em torno de 13 bilhões de anos atrás. Não vejo problema com isso. A descrição científica do Universo se expandindo a partir de um ponto inicial é fascinante, porque foi só a partir dos anos 60 que os físicos começaram a falar nisso. Por séculos, eles aceitaram a versão de Aristóteles, de que o Universo sempre existiu. Mas a Bíblia sempre disse que houve um início. É o que eu chamo de convergência. Ciência e teologia buscam respostas para perguntas muito diferentes, mas não totalmente diferentes.

Então o senhor não vê conflito entre a ciência do Big Bang e a teologia da Criação?

Não. O que o Big Bang nos diz é que houve um início, representado por uma singularidade (um ponto de massa e densidade infinitas). O que os cientistas fazem é apontar para trás e dizer sinto muito, não posso ir além desse ponto, porque aqui as leis da física deixam de funcionar. A pergunta lógica que se faz é: Qual é a causa dessa singularidade? Aí entram as Escrituras e dizem: Deus é responsável. Isso não é anticiência, é algo que faz sentido.

Mas a mesma pergunta pode ser feita sobre Deus: Se ele criou o Universo, quem criou Deus?

Se você me pergunta isso, significa que você pensa em Deus como algo que foi criado. A maioria de nós (cristãos) nunca acreditou nisso. A pergunta que não quer calar é outra, muito mais profunda: Existe algo eterno, que nunca foi criado? Deus é eterno, segundo a fé cristã; Ele não foi criado, sempre existiu. Perguntar quem o criou é absurdo. E o que dizer sobre a matéria e a energia? Os materialistas acreditam que elas são eternas. De ambos os lados do debate há uma realidade definitiva. Para mim, essa realidade é Deus. Para o materialista, é matéria e energia. Então, não venha discutir comigo sobre quem criou Deus. A verdadeira pergunta que devemos fazer é: Para que lado apontam as evidências?

O que diz o design inteligente?

É importante contextualizar isso, porque estou cansado das interpretações equivocadas que são feitas. A pergunta que está na base do assim chamado “movimento do designinteligente” é esta: Há evidências científicas de que o Universo não é um sistema fechado; de que houve um input de inteligência na sua criação? O que buscamos fazer com isso é separar a questão científica da questão teológica. Imagine o seguinte: você e eu voamos para Marte e encontramos lá várias pilhas de cubos de titânio. A primeira pilha tem dois cubos, a segunda três, depois 5, 7, 11, 13 e assim por diante, seguindo a ordem de números primos. O que você acharia disso? Certamente alguém esteve lá antes de nós, mas quem? Podemos concluir que aquilo é um arranjo inteligente, mesmo sem saber a identidade da inteligência que o criou. Agora, você acha que o fato de o Universo ser inteligível é evidência do quê? De uma inteligência superior que o criou, ou de um processo aleatório e despropositado?

Como é que a evolução se encaixa nesse modelo?

Temos que ter cuidado aqui, pois a palavra evolução é como a palavra criacionismo; ela pode ter várias definições, e não vejo problema com algumas delas. Não vejo problema com o que Darwin observou. Ele foi um gênio! A seleção natural faz algumas coisas, como mudar bicos de pássaros e coisas assim. O erro está em acreditar que a evolução faz tudo. A evolução pressupõe a existência de um organismo replicador mutante. Ela não pode explicar a existência daquilo que é mutado, não pode explicar a origem da vida. Não estou dizendo que processos naturais não estão envolvidos; estou dizendo que a inteligência tem que estar envolvida desde o início. Se você define a natureza como aquilo que a física e a química podem fazer, a vida parece ser algo sobrenatural. Processos naturais são ótimos para transmitir informação, mas não para criar informação.

O senhor acredita que Deus criou uma única forma de vida primordial, da qual todos os seres vivos evoluíram, ou que todas as espécies foram criadas por Deus da maneira como existem hoje?

Não quero ser dogmático sobre isso. Nós já conversamos sobre a singularidade que existia na origem do Universo. Os físicos concordam que houve um início, então eles estão em acordo com a Bíblia nesse aspecto. No primeiro capítulo da Bíblia está escrito: “E Deus disse: faça-se a luz.” Então eu imagino que Deus falou e criou o Universo. Depois Ele falou de novo, e houve outras singularidades. Talvez uma delas tenha sido a criação da vida.

Mas o que foi criado exatamente? Vou colocar a pergunta de outra forma: O senhor acredita na ancestralidade comum de todos os seres vivos, como propõe Darwin?

Ora, isso está sendo disputado profundamente pelos cientistas neste momento. Não sou geneticista, mas estou muito impressionado com as novas argumentações que estão surgindo nessa área. Elas mostram que a árvore da vida está morta. O que eu acredito é que houve pontos específicos na história em que Deus introduziu coisas novas, que não podem ser explicadas apenas pelos processos naturais que já estavam em curso. Os momentos mais importantes foram a criação do Universo, da vida biológica e da vida humana. Não acredito que os seres humanos evoluíram de alguma forma animal, puramente por processos naturais.

O ser humano, então, seria uma singularidade criada por Deus, como o Universo? Ele foi criado da forma como existe hoje?

Isso é o que eu acredito. O que você teria visto se estivesse lá no momento da criação, eu não sei dizer. O que sei é que os seres humanos são seres únicos em toda a criação. A Bíblia diz que eles foram feitos à imagem de Deus. Em resumo, minha atitude é muito simples: sem Deus, não se pode chegar do nada a alguma coisa. Sem Deus, não se pode chegar do material ao vivo. Sem Deus, não se pode chegar do animal ao humano. Acredito nisso não por uma questão de fé, mas porque é o que as evidências me levam a crer.

É justo que um materialista, como o senhor diz, exija provas de que Deus existe para acreditar nele?

Sem dúvida, desde que você me explique o que quer dizer por “provas”. Eu trabalho numa área - a matemática - em que “prova” tem um significado muito específico. É claro que eu não posso provar matematicamente que Deus existe. Mas eu posso dar evidências e fazer uma argumentação com base na ciência e em outras disciplinas. Assim como não posso provar que minha mulher me ama, mas tenho muitas evidências disso. Richard Dawkins diz que ter fé é acreditar em algo sobre o qual não há provas. Mas isso é a definição dele. Isso é fé cega. Eu sou um cristão, e a fé cristã é o oposto da cegueira. Ela é baseada em evidências, como a ressurreição de Cristo, sobre a qual há evidências históricas, diretas e indiretas.

Fonte: Criacionismo.com