sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Removendo telhas e encontrando o perdão




“Dias depois, entrou Jesus de novo em Cafarnaum, e logo correu que ele estava em casa. Muitos afluíram para ali, tantos que nem mesmo junto à porta eles achavam lugar; e anunciava-lhes a palavra. Alguns foram ter com ele, conduzindo um paralítico, levado por quatro homens. E, não podendo aproximar-se dEle, por causa da multidão, descobriram o eirado no ponto correspondente ao que ele estava e, fazendo uma abertura, baixaram o leito em que jazia o doente. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: filho, os teus pecados estão perdoados”. S. Marcos. 2:1-5.



       Apesar de ter nascido na pequena Belém, e crescido na distante Nazaré, Jesus fez da vila pesqueira de Cafarnaum o seu lar durante praticamente todo o seu ministério. Cafarnaum também era o lar de um de seus discípulos mais íntimos -- Pedro. E ao que parece, Jesus utilizou muitas vezes a casa de Pedro como salão de conferências.
       Em um determinado dia, enquanto Jesus pregava ali para um auditório repleto e atento, fora da casa acontecia algo um tanto inusitado e curioso. Um homem queria entrar. Não era um homem comum. Não era alguém que as pessoas gostam de ter por perto. Tratava-se de um paralítico.
       Lembre-se que na época de Jesus as pessoas acreditavam que toda doença era resultado direto do pecado. Um doente ou aleijado era considerado um “tremendo pecador” pela sociedade. Isto bastava para aquele indivíduo ser rudemente rejeitado e abandonado por todos.
       Você pode imaginar sua luta, acordando todo dia e olhando para seu miserável corpo. Seus membros paralisados eram uma testemunha de sua vida de pecado. Era o que cochichavam quando o viam. Sua família o ajudava, mas somente a certa distância. Os líderes religiosos, aos quais ele procurou ajuda, apontaram-lhe o dedo acusando-o de miserável pecador. Diante desta realidade, o sentimento de culpa e rejeição destruía o interior daquele homem mais do que a doença o fazia por fora.
       Infelizmente, não é difícil encontrar pessoas com a mesma carga de culpa e miséria daquele paralítico. Muitas vezes estas pessoas estão bem próximas de nós. Certa vez um amigo meu, que era líder jovem em sua igreja, confessou-me algo que eu nunca esperaria ouvir: “Sabe, estou pensando em me matar”.  Eu pergunte-lhe o motivo e a resposta foi: “Não consigo vencer o pecado em minha vida. Sou um infeliz. Estou acabado”.
       Quando lembro do meu amigo (que ainda bem acabou mudando de ideia) me pergunto onde estava a graça de Deus para impedi-lo de pensar daquela maneira?
       Creio que aquele paralítico, diante de tanta falta de graça, pensava assim também. “Para que viver? Para que continuar o sofrimento? Não tenho solução mesmo!”.
       Conhece pessoas que se sentem assim?
       Eu não sei se você já passou por isso, mas saiba que a história daquele paralítico contém uma incrível boa nova.
       O pobre homem ouvira falar de Jesus. Disseram-lhe que até leprosos foram curados por ele. Ficou um tanto inseguro, pois se nem os líderes religiosos o ajudaram, por que Jesus o faria? Contudo, animou-se que também poderia receber algo de Jesus, caso fosse levado a Sua presença.
       Ele jaz agora a beira da porta. Já foi um tremendo sacrifício se arrastar até lá. E se isso não bastasse, ele não pôde entrar por causa da multidão eufórica.
       Não é trágico notar que essa mesma multidão que se apertava para ouvir Jesus foi à mesma que mais tarde gritou: “Crucifica-o?” Parece que seguir a maioria nem sempre foi seguro, não é mesmo? E agora, o pobre aleijado não pode ir a Jesus por que a multidão o bloqueia.
       Quantas pessoas podem querer que nunca cheguemos a Jesus? A esposa? O marido? Um filho? Parentes? Amigos? Quantos conselhos ouvimos por aí?
       “Igreja? Você vai virar crente? Deixa disso!”.
       “Estudar a Bíblia não coloca dinheiro dentro de casa, viu?”.
       “Olha, quem ora demais acaba ficando com enxaqueca!”.
       Apesar do bloqueio da multidão, o que fez a diferença naquele momento foram duas coisas. Primeiro, o paralítico não queria simplesmente juntar-se à multidão, ele queria atravessá-la para encontrar Jesus. Não queria ser simplesmente mais um em meio à massa humana. Segundo, ele ainda tinha amigos.
       E não é incrível que ele possuísse amigos? Você sabe muito bem que amigo de verdade é aquele que permanece ao nosso lado, seja na dor ou na alegria. E o paralítico de nossa história possuía pelo menos quatro amigos. Homens que não o abandonaram apesar de tudo.
       Já que não havia maneira de entrar na casa, o próprio aleijado tem a hilária idéia de descer pelo telhado. Parece uma manobra e tanto, não é? Perceba que quando alguém quer ter de fato um encontro com Jesus, sempre há uma saída. Seja o que for que digam por aí, o único fato real é que para Deus não há impossibilidades. Os amigos o carregam até o telhado e de alguma forma -- a Bíblia não diz como -- o descem lentamente até os pés de Jesus.
       O homem nem havia chegado ao chão, quando começaram os murmúrios:
       “Ei, o que ele pensa que está fazendo?”.
       “Deve ser mais um desses malucos que não tem o que fazer!”.
       “É muita ousadia desse vagabundo!”.
     Mas o mais importante desta história é saber o que sentiu Jesus naquele momento. A Bíblia diz simplesmente que “Jesus viu a fé deles”. Ou seja, não foi apenas a fé do moribundo que chamou a atenção de Jesus, mas a fé dos amigos também. Jesus percebeu que eles não estavam simplesmente fazendo um favor ao paralítico, mas de fato criam que Jesus poderia curá-lo.
       Jesus iria curá-lo, no entanto Ele queria dizer algo antes. Enquanto a audiência segurava a respiração, ouviu-se as confortantes palavras: “Filho, perdoado estão seus pecados”.
       Não é maravilhosos saber o quanto Jesus conhece de nós? Sabia que a necessidade espiritual daquele aleijado era maior que a necessidade física. Sabia que a dor de alma machucava mais que a do corpo. E ainda por cima o chamou de “Filho”. Fico imaginando como a paz e a alegria fizeram os olhos daquele sofrido homem brilhar.
       Amigo, quando a doença da culpa quiser paralisar você, lembre-se que Jesus oferece a cura perfeita -- o perdão. Quando você achar que ninguém em meio à multidão lhe dá algum valor, saiba que Jesus te chama de “filho”. Como expressa uma parte do poema de Dorothe Day:

                   Não temo, embora estreita a porta,
                    Ele apagou do livro o castigo.
                    Cristo é o mestre do meu destino,
                    Cristo é o capitão da minha alma.

       Mas ainda não acabou. Deus nunca realiza um milagre pela metade. Na verdade, a graça divina pode ir muito além de nossas expectativas.  Olhando para o paralítico, o Mestre diz: “Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa”.
       A multidão atenta e atônita assiste a espetacular cena. O homem que vivia prostrado, rastejando-se pelas vielas da vida, agora está em pé. A multidão, que há poucos minutos atrás o impedia de entrar, agora abre silenciosamente o caminho para ele sair. Suas lágrimas o acompanham enquanto ele ergue as mãos em triunfante êxtase. Enquanto isso, ninguém consegue perceber que lá atrás está Jesus, com um leve sorriso no rosto. Sim, eu creio que Jesus sorriu, pois é impossível não se alegrar com a surpreendente transformação proporcionada pela graça de Deus.
       Sir Edward Burne-Jones, o proeminente artista inglês do século 19, foi um dia tomar chá na casa de sua filha. A pequena neta abraçou-o e sentou-se a mesa, mas por comportar-se mal durante a refeição, sua mãe a colocou de castigo, de pé para a parede. Edward, homem experiente, não interferiu na ridícula disciplina da neta. Pegou sua velha sacola com a paleta, pinceis e tinta. Foi até a parede onde a menina fora forçada a ficar e pintou majestosamente uma linda paisagem. Pintou um gatinho correndo atrás da própria cauda, cordeirinhos no campo, peixinhos dourados nadando no riacho, e muitas flores coloridas rente à grama. A cada pincelada, ele sorria carinhosamente para sua neta. Dali em diante, se a menina fosse obrigada a ficar de castigo de novo, ela teria pelo menos um quadro gracioso para se alegrar.
       Mesmo na tela escura da vida, que as cores do perdão e da graça de Deus sejam suficientes para alegrar seu coração.

Fernando Beier

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Rejeitado, mas não por muito tempo


Você não vai herdar nada do nosso pai porque é filho de outra mulher. Juízes 11: 2.

     A rejeição é uma das piores coisas da vida. Jefté foi rejeitado e expulso de casa por seus irmãos simplesmente por não ser filho da mesma mãe que eles. Hoje em dia muitas pessoas são rejeitadas pela própria família. A história a seguir ensina uma lição grandiosa sobre isso.
     Conta-se que um certo velhinho muito doente, quase surdo e cego, mal conseguia segurar a colher quando se sentava à mesa para comer. Fazia a maior sujeira. O filho e a nora dele não gostavam daquilo e o colocaram num canto perto do fogão. Davam a ele somente um pouco de comida numa tigela de barro. Com lágrimas nos olhos, o velho olhava para a mesa farta.
     Um dia, ele deixou cair a tigela no chão e ouviu os gritos da nora. Depois disso, compraram uma vasilha de madeira e era nela que ele se alimentava.
     Em outra ocasião, quando estavam na cozinha se preparando para o jantar, o neto do velho, de quatro anos, estava brincando no chão com pequenos restos de madeira.
     – O que você está fazendo? – perguntou o pai.
     – Estou fazendo um cocho para você e a mamãe poderem comer quando eu crescer.
     O marido e a mulher se olharam e choraram juntos. Depois disso, trouxeram o avô de volta para a mesa e, mesmo quando ele derramava a comida, ninguém dizia nada.
     Ninguém merece ser rejeitado, mesmo quando existem diferenças de idade, etnia, cor ou cultura. Mas mesmo que isso aconteça entre as pessoas, devemos nos lembrar de que Jesus nunca rejeita ninguém. Ele ama a todos e gosta de estar perto de Seus filhos. Devemos agir assim também.

Fernando Beier

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Causas genéticas da homossexualidade







A sexualidade de um indivíduo é um importante componente de muitos tipos de relacionamentos humanos. Entre esses está a homossexualidade, que é definida como padrão sexual de atração erótica ou atividade sexual preferencial ou exclusiva entre pessoas do mesmo sexo, independentemente da disponibilidade de parceiros heterossexuais. Várias causas biológicas já foram apontadas para o comportamento homossexual. Vamos comentar rapidamente alguns estudos genéticos realizados com gêmeos. O estudo dos gêmeos pode ser utilizado tanto para a análise de distribuição qualitativa quanto para a de traços quantitativos. Em geral, essa análise inclui a estimativa do grau de determinação genética de uma característica, através da herdabilidade (h), que é a proporção da variação total do traço que resulta de variação genética.

Para características qualitativas ou descontínuas, a herdabilidade pode ser obtida a partir da frequência com que os pares de gêmeos são concordantes quanto às mesmas (ambos as possuem) ou discordantes (apenas um dos cogêmeos as apresenta). Se tais traços forem determinados geneticamente, a taxa de concordância será mais alta para os gêmeos monozigóticos (geneticamente idênticos) do que para os gêmeos dizigóticos. Quanto maior for a diferença entre essas taxas, maior deve ser o condicionamento genético da característica considerada.

Se, por outro lado, a concordância entre os gêmeos monozigóticos for menor do que 100%, certamente fatores não genéticos devem tomar parte na sua etiologia. A herdabilidade de uma característica pode ser calculada a partir dos dados sobre concordância entre os cogêmeos:
onde Cmz = concordância observada entre os pares de gêmeos monozigóticos e Cdz = concordância observada entre os pares de gêmeos dizigóticos.

Estudos de gêmeos mostram que há alguma influência genética na homossexualidade, uma vez que as proporções de concordância para gêmeos monozigóticos normalmente são maiores do que para gêmeos dizigóticos. No entanto, de acordo com o melhor estudo já realizado (BAILEY, 2000), as proporções de concordância para gêmeos monozigóticos são muito mais baixas do que nos estudos anteriores. De acordo com um grande estudo obtido a partir do Registro Australiano de Gêmeos, a herdabilidade para a homossexualidade em homens é de 26% e, em mulheres, de 43%.

Além disso, os dados obtidos por Bailey e Pillard (1993) mostraram que a coincidência de homossexualidade em irmãos adotivos de homossexuais (11%) é muito maior do que as estimativas de homossexualidade da população geral (2% a 5%), sendo parecida com a de irmãos biológicos não gêmeos (9%). Tais resultados, obviamente, desafiam a hipótese genética pura e simples e indicam que o meio ambiente contribui de modo significativo para a orientação sexual do indivíduo.

Existe uma série de limitações nesses estudos feitos com gêmeos, a começar pela impossibilidade de determinação do tipo de herança da característica estudada. Outro fator limitante é que os gêmeos monozigóticos são idênticos apenas quanto aos genes presentes nos gametas parentais de que se originam, podendo apresentar diferenças decorrentes de uma variedade de fatores: (a) mutações somáticas pós-zigóticas, como as que ocorrem durante a formação de imunoglobulinas; (b) anormalidades no desenvolvimento embrionário que podem acarretar alterações dismórficas; (c) anormalidades cromossômicas originadas após o evento da gemelaridade, resultando em gêmeos monozigóticos com cariótipos diferentes; (d) inativação desigual do cromossomo X em pares monozigóticos do sexo feminino, podendo resultar expressão fenotípica preferencial do cromossomo X de origem paterna em uma das cogêmeas e do cromossomo X de origem materna, na outra (por exemplo, distrofia muscular Duchenne apenas em uma das cogêmeas, sendo ambas heterozigotas quanto ao gene que a determina).

As condições intrauterinas ambientais peculiares (por exemplo: o desenvolvimento de dois embriões no mesmo espaço intrauterino, a inter-relação das membranas fetais e a anastomose vascular placentária causando a “síndrome da transfusão” que pode favorecer nutricionalmente um dos cogêmeos, bem como a extrapolação dos resultados obtidos por meio desse método a amostras de não gêmeos, especialmente em relação a características ambientais.

Existem várias situações após o nascimento que podem limitar o estudo de gêmeos. Por exemplo, a constituição de um grupo social a parte, inclusive com linguagem privada, que só os gêmeos compreendem; a pressão ambiental familiar em direção à uniformidade nos monozigóticos e a dissimilaridade nos gêmeos dizigóticos; o protesto gemelar contra a igualdade, encontrado principalmente em gêmeos monozigóticos do sexo masculino e levando à hostilidade entre os cogêmeos; a diferenciação na escolha de papéis sociais, mais detectável entre os idênticos do que entre os fraternos – são fatores que podem interferir na interpretação desses resultados.

Diante do que foi colocado, podemos tirar pelo menos duas conclusões. Para aqueles que acham que os estudos genéticos são conclusivos é preciso muita cautela. O que os estudos com gêmeos demonstram é que o ambiente ainda tem um papel muito importante na orientação sexual e que não pode ser negligenciado. Precisamos ter cuidado com o determinismo neurogenético. Um gene sozinho não determina nada. Finalmente, os cristãos devem empenhar-se por seguir a instrução e o exemplo de Jesus. Ele afirmou a dignidade de todos os seres humanos e estendeu a mão compassivamente a todas as pessoas e famílias que sofriam a consequência do pecado. Desenvolveu um ministério solícito e proferiu palavras de conforto às pessoas que enfrentavam dificuldades. Mas fez distinção entre Seu amor pelos pecadores e Seus claros ensinos sobre as práticas pecaminosas.

(Wellington Silva, biólogo e doutor em genética humana pela UNB)

Referências:

BORGES-OSÓRIO, M.R.; ROBINSON, W.M. Genética humana. Porto Alegre: Artmed, 2 ed. 2001.
TAY, J.S.H. Nascido Gay? Rio de Janeiro, 1ª ed. Editora Central Gospel, 2011.
BAILEY, J.M.; PILLARD, R.C.; NEALE, M.C.; AGIEL, Y. “Heritable factors influence sexual orientation in women” [Fatores hereditários influenciam a orientação sexual em mulheres], in: Archives of General Psychiatry, 50(3):217-23, março de 1993.
BAILEY, J.M.; DUNNE, M.P.; MARTIN, N.G. “Genetic and environmental influences on sexual orientation and its correlates in an Australian twin sample” [Influências genéticas e ambientais na orientação sexual e seus correlatos em uma amostra de gêmeos australianos], in: Journal of Personality and Social Psychology, 78(3):524-36, março de 2000.

Fonte: Criacionismo.com

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Sexo em Livro Didático?





















Existe uma idade certa para falar sobre sexo com os filhos? Um livro paradidático colocado à disposição de diretores e professores da rede pública e privada de ensino tem causado polêmica no Distrito Federal. A reclamação parte de pais que se escandalizaram com o conteúdo da publicação Aparelho Sexual e Cia., da Editora Companhia das Letras. A obra é alvo de abaixo-assinado, com o objetivo de retirá-la de circulação. Alguns pais falam que o conteúdo incentiva a homossexualidade e o sexo precoce. Com o uso de muitos recursos gráficos, o material é de fácil leitura e se assemelha a um gibi, o que chama a atenção das crianças. Em forma de pergunta e resposta, trata de temas como namoro, paixão, puberdade, relações sexuais e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. O conteúdo, segundo a editora, é recomendado para crianças a partir dos dez anos.
  
De acordo com o texto da autora francesa Héléne Bruller, por volta dos dez anos as crianças começam a pensar nesse assunto. Entretanto, ela faz uma ressalva, afirmando que nessa faixa etária o corpo não está pronto. E completa dizendo que há pessoas que transam pela primeira vez bem cedo, outras mais tarde. E faz um resumo: “Não há idade certa.” 

Os leitores têm acesso a um passo a passo de como é uma relação sexual. Na ilustração, há crianças fazendo gestos obscenos, outras em posições sexuais. A fim de sanar a curiosidade, a autora diz que a sensação é boa e dá dicas, por exemplo, da duração de um ato sexual.

Baseado nesses e em outros pontos polêmicos, o servidor público Rodrigo Delmasso, 32 anos, conta que comprou o livro como uma leitura complementar na lista de material escolar da filha de cinco anos. Porém, tomou um susto ao folhear o material. “Eu, como pai, não posso admitir que minha filha vá para a escola aprender algo desse tipo. Ela não tem idade para isso. Considero um absurdo”, protesta.