terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Feliz Ano Novo!



Feliz Ano Novo a todos!!!

Fernando Beier

Fantasmas na Biblioteca




Sinopse: As bibliotecas são seres vivos à imagem da nossa complexidade interior, e compõem um labirinto do qual poderemos não conseguir sair. Na verdade, os milhares de páginas que ocupam as nossas estantes estão povoadas de fantasmas que, uma vez encontrados, nunca nos largarão. Um livro para quem gosta de livros. Para bibliotecários. Para livreiros. Leitores fanáticos que perseguem livros quando são perseguidos pela fome de ler. Para devoradores de livros que nunca desistem. Para todos os que acham que os fantasmas se escondem na biblioteca.

Comentário: O autor não tem dúvidas: o "Paraíso", como definiu o grande escritor Jorge Luis Borges, "é uma biblioteca". Eis aí um livro para quem é apaixonado por livros. Na verdade, poucas coisas na vida podem dar tanto prazer para um apreciador de livros que se esparramar no sofá e degustar calmamente uma nova obra literária. Quando pensamos que algumas pessoas são capazes de acumular uma biblioteca pessoal de 10 ou 20 mil volumes, somos tentados a crer que tal pessoa não regula bem da cabeça. Mas apenas um amante da leitura poderia entender uma bibliomania como essa. Não importa o que digam, ler um bom livro ainda pode ser a viagem mais emocionante do nosso dia a dia. Venha conhecer a arte de viver entre livros. (F. Beier)

Nota: 9

A cultura-mundo




Sinopse: Um novo sistema de valores surge na esteira da “modernidade dilacerada e limitada”. Agora, os conflitos Igreja/Estado, liberalismo/comunismo, burguesia/proletariado não são mais centrais. O mundo que se anuncia supera os modelos anteriores de relação entre cultura e sociedade, baseados na aceitação ou no enfrentamento das ideias de hierarquia, autoridade e riqueza. A cultura passa a ser “um setor econômico em plena expansão”, com excesso de oferta de bens mercantis e simbólicos que vão dos livros à moda, das inovações tecnológicas ao design, da música à gastronomia.
Usando referências da história, da sociologia, da psicologia e da estética, Lipovetsky e Serroy defendem a tese de uma “cultura-mundo” cheia de nuances: embora imediatista, não despreza a herança do passado; embora individualista, estimula a participação social; embora racional, vê nascer em seu interior a religiosidade como bálsamo para o “indivíduo diante de si mesmo, sem rede de proteção”.

Comentário: A dupla de autores propõe uma resposta para a sociedade atual, que desorientada e em busca de rumo, desprende-se das amarras intelectuais dos que pregavam um "choque de civilizações". Muito foi conquistado pela ciência, pela tecnologia e pela educação. Mas ainda falta alcançar novos patamares. Enquanto a internet e a cultura dela advinda colocou todos no mesmo globo circulante, ainda parece necessário uma direção mais explícita. De quem é esta missão? Como chegar ao consenso? São perguntas pertinentes que os autores procuram responder. Por vezes as respostas parecem atingir o alvo, mas outras ocasiões a retórica não chega lá. (F. Beier)

Nota: 7

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Coração não dividido













Temam o Senhor e serviam a Ele fielmente, com todo o coração. 1 Samuel 12:24.

     Durante muitos anos, na Rússia, era proibido falar no cristianismo. Aqueles que desobedeciam às regras eram presos ou brutalmente mortos.
     Conta-se que um certo dia, um oficial do exército comunista avistou um pastor cristão e forçou-o a entrar na igreja. Assustado, o pastor obedeceu.
     – Muito bem – disse o militar, – estamos sós. Agora admita que Jesus foi apenas um homem comum!
     – Não posso! Jesus é meu Salvador. Ele é na verdade o Filho de Deus.
     O oficial cutucou duas vezes as costas do pastor com o cano da arma e disse com raiva:
     – Diga o que estou ordenando, ou isto pode custar-lhe a vida! Estou com o dedo no gatilho!
     – Não posso dizer outra coisa, mesmo que isto me custe a vida! – replicou o homem de Deus. – Eu creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus e meu Salvador.
      O oficial recuou a arma, abaixando-a. Lágrimas rolaram pela sua face avermelhada.
       – Eu também creio – gaguejou ele – mas até agora não tinha certeza de que houvesse pessoas capazes de morrer por Ele. Agora sei que também posso dar minha vida por Jesus.
     Quão poucos temem a Deus de todo o coração, a ponto de renunciar o que for preciso para servi-Lo. Quão poucos estão dispostos a mostrar ao mundo que vale a pena confiar em Jesus. Vivemos num mundo em que Deus em geral não é o primeiro no trono de muitos corações humanos. Um mundo onde o poder, as riquezas e a fama são as prioridades. Um mundo onde as criaturas fogem de seu Criador.
     Você confia no Senhor de todo o coração? Você O serve fielmente em todos os momentos?
     Eu convido você a dizer para Jesus hoje: “Senhor, ajuda-me a fazer de Ti o primeiro em minha vida.”

 Fernando Beier

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal!




Agradeço aos amigos que acompanharam nosso Blog ao longo de 2013. Desejo um Feliz Natal a todos. E um fraternal abraço!

Fernando Beier

Pedido de Natal....




Fonte: Yahoo.com.br

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O que o perdão pode fazer

Eles disseram a Samuel: Por favor, ore por nós ao Senhor, seu Deus. 1 Samuel 12:19.

     Muitas vezes tomamos decisões erradas em nossa vida, e só percebemos isso mais tarde. Infelizmente, nem sempre é possível consertar certas situações.
     Certa vez, um homem entrou num apartamento, decidido a roubar o que pudesse encontrar de valor. Deparou-se com a mulher que morava ali, e quando ela começou a gritar, ele a matou. Tudo o que encontrou foram três dólares e algumas bijuterias baratas.
     Então, algum tempo depois, ele entrou numa igreja para assistir às reuniões de reavivamento. Foi tocado pela mensagem e percebeu seu estado de pecado. Era um criminoso e assassino.
     Todos os dias, a sua consciência não o deixava em paz. Pensava constantemente naquele ato em que tirara a vida daquela mulher. Ele passava muitas noites em claro. O Espírito Santo o convencia cada dia mais de seus erros. Finalmente, aceitou o perdão que só Jesus pode dar.
     Contudo, aquele homem ainda tinha um passado que não conseguia esconder. Resolveu ir ao pastor da sua igreja e contar-lhe sobre sua vida, pedindo conselho. Uma semana depois, ele foi até o distrito policial e confessou o crime. Só então encontrou a paz de espírito.
     É um simples exemplo. Da mesma forma, o povo de Israel tinha cometido um grave erro. Perceberam isso e clamaram a Deus. A resposta divina veio através do profeta Samuel: “Não fiquem com medo![...] Embora vocês tenham feito uma coisa tão má, não deixem de adorar o Senhor, nosso Deus, mas sirvam a Ele com todo o coração” (1 Samuel 12:20).

     Todos os erros que cometemos trazem consigo suas conseqüências. Contudo, não é bom saber que com a ajuda de Deus podemos ter o perdão hoje e a vitória no futuro?

Fernando Beier

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Dez ensinos de Nelson Mandela



1. As distinções de raça, gênero e religião que caracterizam os seres humanos são menores do que seu estatuto comum de seres criados à imagem e semelhança de Deus

2. É possível sofrer o mal sem se tornar malvado

3. Valores como integridade, humildade e generosidade andam na contramão do mundo, mas apontam o norte verdadeiro

4. O amor é maior que o ódio, o perdão é maior que a vingança

5. A dignidade de um ser humano é seu patrimônio inalienável

6. Grandes mudanças políticas podem acontecer sem derramamento de sangue, e extraordinárias transformações sociais podem ser conquistadas pacificamente

7. O sofrimento se apequena diante de um coração alegre

8. Um espírito livre jamais pode ser encarcerado

9. O cuidado do pobre, do fraco e do que sofre não é um gesto de caridade, é um ato de justiça

10. O amor ao poder é maligno e promove a morte, o poder do amor é divino e promove a vida

Fonte: edrenekivitz

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Pessoas religiosas consomem menos drogas













Os jovens Suíços que afirmam acreditar em Deus são menos suscetíveis a fumar cigarros, usar drogas ou ingerir pílulas de ecstasy do que os homens Suíços da mesma idade que se descrevem como ateus. A crença [no Deus da Bíblia] é um fator protetor contra comportamentos viciantes. Essa foi a conclusão apurada após um estudo financiado pelo Swiss National Science Foundation. Karl Marx disse que a religião era o ópio do povo, mas os novos dados sugerem que a religião tem um papel na prevenção do consumo de substâncias. Uma equipe de pesquisa liderada por Gerhard Gmel (Lausanne University Hospital) demonstrou na revista Substance Use & Misuse que, na Suíça, menos homens religiosos consomem substâncias viciantes que os homens da mesma faixa etária que são agnósticos ou ateus.

Para o estudo em torno do uso de substâncias na Suíça, Gmel e seus colegas entrevistaram homens com quase 20 anos no centro de recrutamento militar em Lausanne, Windisch e Mels, entre agosto de 2010 e novembro de 2011. Os pesquisadores finalizaram a avaliação dos 5.387 questionários completados pelos jovens homens.

Com base nas repostas, os cientistas dividiram os homens em cinco grupos:

1. O “religioso”, que acredita em Deus e frequenta os cultos.
2. O “espiritual”, que acredita numa Força Superior, mas que não pratica qualquer tipo de religião.
3. O “incerto”, que não sabe o que acreditar em relação a Deus.
4. O “agnóstico”, que assume que ninguém pode saber se Deus existe ou não.
5. O “ateu”, que não acredita em Deus.

Os pesquisadores apuraram que esses grupos lidam de maneira diferente com as substâncias viciantes. Entre os 543 homens religiosos, 30% fumavam cigarros diariamente, 20% fumavam maconha mais do que uma vez por semana, e menos de 1% tinha consumido ecstasy ou cocaína no ano anterior.

Entre os 1.650 ateus, 51% fumavam cigarros, 36% fumavam maconha mais do que uma vez por semana, e 6% tinham consumido ecstasy ou cocaína no ano anterior.

Os três grupos restantes ficaram numa área intermediária no que diz respeito a sua devoção religiosa e ao seu consumo de substâncias viciantes.

Para Gmel, esses números indicam que as pesquisas em torno do comportamento viciante não se devem limitar ao estudo dos fatores de risco, mas também aos fatores protetores. Os resultados demonstram que a crença [em Deus] é um fator protetor quando se fala do consumo de substâncias viciantes.

O que ainda fica por se responder é se as diferenças registadas são o efeito dos seus valores morais ou do controle social existente nos ambientes onde vivem.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Cristãos são brutalmente martirizados na Síria

    

     Amir, 55 anos, é um comerciante que vive na Síria. “A vida aqui é muitas vezes bem difícil”, lamenta. Durante uma entrevista ao Washington Post, ele contou como morteiros atingiram repetidamente o bairro al-Qassaa, na capital Damasco. A grande maioria de seus moradores é cristã.     
     Pelo menos 32 pessoas morreram e dezenas de outras ficaram feridas somente nas últimas duas semanas. A situação de Amir, e de milhares de cristãos como ele, tem se tornado cada vez mais perigosa. Enquanto a guerra civil continua arrasando o país, multiplicam-se os relatos de ataques de muçulmanos jihadistas a cidades predominantemente cristãs. O país está vendo a tentativa de extermínio do cristianismo ser o alvo principal dos guerrilheiros rebeldes.
     Youssef Naame e sua esposa Norma, um casal cristão de Maaloula, contaram como tiveram que fugir de sua cidade após a chegada de extremistas islâmicos no início do mês passado. “Os jihadistas gritavam: convertam-se ao Islã ou vocês serão crucificados como Jesus.” O casal se escondeu, junto com outros cristãos, em uma pequena casa ao lado da igreja da cidade. Ficaram três dias sem comida nem eletricidade.
     Agora, Youssef está refugiado no apartamento de sua filha, em al-Qassaa, mas teme que em breve precisará fugir de novo. Os cristãos são minoria, menos de 10% dos 23 milhões de habitantes da Síria.
     O missionário Tom Doyle faz um apelo: “Nós ouvimos de líderes da região que os jihadistas estavam crucificando os cristãos no norte da Síria. Sabemos que as pessoas têm fotos disso. Os pastores estão clamando por ajuda, frustrados por que nada disso é divulgado pela mídia ocidental.”
As áreas cristãs passaram a ser recentemente o maior foco da luta armada. Há uma semana, os rebeldes do grupo Jabhat al-Nusra atacaram a cidade cristã de Sadad, ao norte de Damasco. Após violentos combates, foram expulsos dias depois por forças do governo. De maneira similar, milhares de pessoas fugiram da antiga cidade de Maaloula, também de maioria cristã. Ali, um número grande de não muçulmanos foram decapitados e tiveram suas casas e igrejas incendiadas ou destruídas.
     Os cristãos de Damasco estão convencidos de que os extremistas estão deliberadamente alvejando seus bairros para enfraquecer os aliados do presidente sem atingir outros muçulmanos. Como é comum em vários países do Oriente Médio, muçulmanos e cristãos vivem em áreas diferentes, por isso para os rebeldes é fácil identificar os alvos preferencias.
     “Todos os domingos, eles lançam mais de 15 morteiros ao longo do dia”, disse Amir. “Eles estão bombardeando as áreas especificamente cristãs.” Os líderes da Igreja da Síria temem que a queda de Assad transforme o país em um Estado islâmico, o que significaria o fim da existência milenar de cristãos em solo sírio.
    Quase todos os 50 mil cristãos da cidade de Homs tiveram que fugir. Outros 200 mil foram expulsos da cidade de Aleppo. Em todas as cidades que invadem, os rebeldes exigem que os cristãos se convertam, caso contrário, morrerão.  Mais de um terço dos cristãos da Síria estão refugiados ou mortos.
Fonte: Gospel Prime

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

C. S. Lewis e seu legado






























"Alegria (no sentido que dou à palavra) tem de fato uma característica, e só uma, em comum com outros dois termos; o fato de que qualquer pessoa que já vivenciou vai querer novamente senti-la".
"É importante desenvolver o mais cedo possível a capacidade de ler onde quer que você esteja".
"Nada, desconfio eu, é mais desconcertante na vida de qualquer homem do que descobrir que existem pessoas  muitíssimo parecidas com ele".
"A dureza de Deus é mais suave que a suavidade dos homens, e Sua coerção é nossa libertação".
C. S. Lewis em sua autobiografia "Surpreendido pela Alegria".



Comentário: Há exatamente 50 anos morria este escritor irlandês que em vida revolucionou a apologética cristã e construiu um mundo de imaginação juvenil sem precedentes. Nunca me esquecerei quando tive meu primeiro contato com seus escritos. Eu tinha vinte e poucos anos, e o livro chamava-se Cristianismo Puro e Simples. Minha visão da singularidade do cristianismo nunca mais foi o mesmo. Desde então, quando quero que algo ainda me surpreenda na doutrina de Cristo, volto correndo e pego na estante o livro de Lewis. Ele tornou-se para mim uma espécie de mentor espiritual. A perspicácia de suas observações, aliada a seu incomparável poder argumentativo, ainda me deixam perplexo e incontrolavelmente saciado. Sempre penso em quão feliz eu ficaria se pudesse conversar alguns minutos com meu mentor. Ainda bem que os livros não morrem...
Fernando Beier

Enquanto isso...



Fonte: Yahoo.com.br

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Quando começa errado...



E ele [Saul] era o mais alto de todos, aparecendo do ombro para cima no meio do povo. 1 Samuel 10:23.

      Antes de Saul ser apresentado ao povo como o novo rei de Israel, o profeta Samuel tratou de lembrá-los de que ao pedirem um rei estavam rejeitando a liderança de Deus. Pouco adiantou.
      Existe um perigo muito grande ao tentarmos mudar aquilo que Deus delineou como o correto. Ele sabia que não era o melhor para Seu povo ter um rei como as demais nações. Contudo, na maioria das vezes, o ser humano só aprende da pior maneira.
      Conta-se que um fazendeiro tinha um irmão jardineiro que possuía um belíssimo pomar com as melhores árvores frutíferas. Um dia, enquanto visitava o irmão jardineiro, recebeu dele um presente – uma macieira.
      A árvore foi retirada pelos auxiliares do jardineiro e levada para a fazenda com muito cuidado. Porém, o fazendeiro ficou indeciso sobre o melhor lugar para plantá-la.
      “Se eu plantar no morro”, dizia para si mesmo, “o vento forte pode arrancar as frutas ainda verdes. Se eu plantar perto da estrada, os pássaros vão vê-la e roubar as deliciosas maçãs. E se eu plantar muito perto de casa, meus empregados vão pegar todas as frutas.”
      O fazendeiro então resolveu plantar a árvore atrás do estábulo, dizendo consigo mesmo: “Nenhum ladrão sorrateiro vai pensar em olhar lá atrás.”
     Aconteceu que a árvore não deu frutos naquele ano, nem no ano seguinte. Furioso, o fazendeiro mandou chamar o irmão jardineiro e lhe disse:
     – Você me enganou! Já é o terceiro ano, e a única coisa que brota são as folhas.
     Quando o jardineiro viu onde a árvore fora plantada, disse:
      – Você plantou a pobre árvore num local com ventos frios, sem sol, nem calor. Como quer que ela dê frutos? Você fez tudo errado, e como espera uma rica colheita?
     Com essa história em mente, sugiro que você inicie o dia da melhor forma possível, ou seja, conversando com Deus!

Fernando Beier

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Eternidade ao alcance da... fé.

 

         Parece não haver dúvidas que viver eternamente é um sonho acalentado pelo coração humano. Seja na literatura ou no cinema, nos quadrinhos ou na conversa de bar, o tema é recorrente. Alguns até mesmo partem para a ação: famílias entregam seus mortos para serem congelados em empresas de criogenia, na esperança de que um dia a ciência alcance o triunfo definitivo sobre a morte. Outros, não encontrando solução possível para esta vida, esperam uma resposta vinda do espaço, de onde quem sabe um dia apareçam extraterrestres mais desenvolvidos do que nós.
         A Bíblia também tem algo a dizer a respeito. As Escrituras falam de uma vida eterna possível. Não da forma como os homens desejam, para continuar vivendo sem fim num mundo de sofrimento e dor. Trata-se da vida eterna sem a possibilidade da maldade e seus frutos. Afinal, que espécie de felicidade alguém poderia encontrar em eternidade onde as lágrimas de tristeza ainda fossem realidade?
          Jesus afirmou: “Ora, a vida eterna é esta: que te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo. 17.3). Portanto, a eternidade só pode ser sonhada ao lado de Deus. Não é algo para este mundo, com suas fileiras intermináveis de ingratas provações prontas a nos assaltar. Jesus veio a este mundo abrir a porta da esperança. Porta para um mundo melhor do que o nosso. E Ele não deixou dúvidas sobre onde encontrar tal porta: “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á” (Jo. 10.9).
          Não é fácil a mente humana reconhecer que depende de outro para ter vida. Mas que opções nós temos? Certo filósofo ateu expressou sua aguda agonia, ao sentir-se próximo da morte, com as seguintes palavras: “Estou assustado e confundido ao ver a triste solidão que minha filosofia produziu. Onde estou? O que sou? Para onde vou? Tantas perguntas me confundem e começo a perceber que estou em condição deplorável, envolto em trevas densas e impenetráveis”.
          Podemos encontrar em Jesus o caminho para a eternidade, mas antes, teremos inevitavelmente que obter o ingrediente necessário para que a vida eterna seja verdadeiramente de paz. Precisamos de transformação, a ponto de tornar-nos “novas criaturas”. E essa transformação ninguém mais pode realizar se não Ele.

Fernando Beier 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Teologia da Revelação

   


          A matéria de Teologia da Revelação, do programa de mestrado em Teologia, sob a supervisão do Dr. Roberto Pereyra, trouxe-me a tona o interesse em conhecer melhor os aspectos da Revelação-Inspiração no contexto da teologia bíblica e sistemática.
       Nos últimos séculos, centenas de sinceros estudiosos cristãos buscaram na Bíblia a origem do conhecimento sobre Deus e a vida. Desde a honesta fé na Bíblia como a exata Palavra de Deus até o ceticismo declarado (passando pelo agnosticismo e misticismo), o ser humano percorreu um longo caminho, e dezenas de métodos de interpretação foram propostos para depois serem abandonados.
          No que diz respeito a revelação e inspiração das Escrituras, teólogos e filósofos sempre margearam em torno de três modelos de compreensão da origem bíblica: o clássico, o moderno e o evangélico.

Histórico

          No modelo clássico, a influência foi a cultura e filosofia grega, principalmente os escritos de Platão – uma interpretação atemporal do mundo natural. O modelo moderno, baseado principalmente nas idéias filosóficas de Emmanuel Kant, impôs a razão uma incapacidade de compreender o atemporal. Por sua vez, o modelo evangélico partiu para uma batalha apologética contra o modernismo, e pousou sobre a crença na inerrância da Bíblia.
          Foi então que aconteceu uma virada inesperada. Enquanto a maioria dos teólogos – os que ainda trabalhavam com o tema da revelação-inspiração – ocupava-se com conceitos que visitava os modelos clássico, moderno e evangélico, um jovem filósofo alemão optou por outro caminho. Em 1927, Martin Heidegger publica sua obra O Ser e o Tempo, e lança as raízes do pós-modernismo. Este movimento cultural acabou afetando também a filosofia e a teologia, pois o “relativismo cultural substituiu a visão unificada da sociedade, predominante no período clássico e moderno”.[1]
          Ao afirmar que a realidade não é atemporal, mas sim temporal, Heidegger rompeu com os modelos anteriores, oferecendo a oportunidade para o desenvolvimento de um novo modelo de interpretação da revelação-inspiração. Um modelo que extrai suas pressuposições hermenêuticas diretamente do pensamento bíblico e não mais da dogmática filosófica.

O Novo Modelo

          O novo modelo, chamado de “histórico-cognitivo”, parte do princípio que a natureza temporal de Deus é auto-evidente na Bíblia; ou seja, Ele age dentro do tempo, sem estar preso ao tempo. Isso acontece para que a mensagem divina atinja a capacidade cognitiva do homem, que é uma criatura temporal. Tendo tal princípio em vista, podemos crer que Deus se revela de maneira invisível (interferindo no fluxo normal das causas históricas e naturais), ou de forma visível, tendo na vida de Jesus o exemplo mais contundente.

Um Processo Divino-Humano

          Tudo isso me faz pensar na maneira como a Palavra de Deus chegou até nós. Em resumo, Deus primeiro escolhia o veículo humano para receber a mensagem. Em seguida transmitia tal verdade através de sonhos ou visões. Esta revelação era então codificada em linguagem humana pelo processo de inspiração, onde a atuação do profeta era transmitir a mensagem ao povo dentro de sua capacidade intelectual e cultural.
        Foi interessante perceber o quanto nossas pressuposições interferem na maneira como compreendemos a revelação-inspiração de Deus. Nossa hermenêutica acaba sendo afetada. Mas o modelo histórico-cognitivo resgata a Bíblia como a base inconteste da verdadeira teologia cristã.
          Pude compreender melhor, através do modelo histórico-cognitivo, a verdadeira realidade quanto a Bíblia – ela é de fato a Palavra de Deus. Sem dúvidas, o Dr. Fernando Canale, com sua obra O Princípio Cognitivo da Teologia Cristã, realizou um grande trabalho. Um trabalho que vai além dos meios acadêmicos e atinge o coração espiritual do leitor.
      

Fernando Beier

[1] CANALE, Fernando, O Princípio Cognitivo da Teologia Cristã, Engenheiro Coelho: SP, Unaspress, 2011, p. 207.


A rosa de Hiroxima




Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa, sem nada


Vinícius de Moraes

Cientistas "provam" a existência de Deus





Dois cientistas formalizaram um teorema sobre a existência de Deus, escrito pelo renomado matemático tcheco Kurt Gödel (1906-1978). O nome de Gödel pode não significar muito para alguns, mas entre os cientistas ele possui reputação semelhante à de Albert Einstein - de quem era um amigo próximo. Os cientistas da Universidade Livre de Berlim, Christoph Benzmüller e Bruno Woltzenlogel Paleo, realizaram um trabalho que teve como base o argumento ontológico (ciência do ser em geral) de Kurt Gödel, que propôs um teorema matemático para a existência de Deus. Por conta disso, a notícia foi veiculada, na última semana, pelo diário alemão Die Welt, sob a manchete “Cientistas provam a existência de Deus”.

Obviamente, uma ressalva significativa deve ser feita sobre a afirmação. Na verdade, o que os pesquisadores em questão dizem ter realmente comprovado não é a existência de um “Ser Supremo” em si, mas como o uso de uma “tecnologia superior” pode resultar em avanços em vários campos científicos.

Quando Gödel morreu, em 1978, ele deixou uma teoria tentadora baseada nos princípios da lógica modal - que um ser superior deve existir. Os detalhes da matemática envolvidos na prova ontológica de Gödel são complicados, mas, na essência, o matemático argumentou que, por definição, Deus é aquele para o qual não poderia ser concebido um ser maior. E, enquanto Deus existe conceitualmente falando, Ele poderia ser concebido como “o maior”, se Ele existisse na realidade. Portanto, para Gödel, Deus deveria existir.

Apesar de essa argumentação não ser exatamente nova na época que foi formulada pelo matemático, ele inovou ao escrever teoremas - pressupostos que não podem ser comprovados - como equações matemáticas sobre o assunto. E, a partir daí, isso poderia ser comprovado. 

Aí entram Christoph Benzmüller e Bruno Woltzenlogel Paleo. Com o uso de um MacBook comum, eles mostraram que a prova de Gödel está correta - pelo menos em um nível matemático - por meio da lógica modal superior. Sua apresentação inicial, na publicação científica arXiv.org, recebeu o título de “Formalização, mecanização e automação de prova da existência de Deus de Gödel”.

E, a partir do fato de que um teorema complicado foi comprovado com uso de um equipamento tecnológico de acesso ao público, isso abre “todos os tipos de possibilidades”, declarou Benzmüller ao jornal Spiegel. “É totalmente incrível que, a partir desse argumento liderado por Gödel, tudo isso pode ser provado automaticamente em poucos segundos, ou até menos em um notebook padrão”, disse ele.

Fonte: History

terça-feira, 5 de novembro de 2013

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Fraternidade

Tenho uma pequena quantia de prata que posso dar a ele para que nos conte onde poderemos achar as jumentas. 1 Samuel 9:8.

      Alguns comentaristas dizem que o objetivo de Saul e seu moço ao reservarem um presente para o profeta Samuel era o de ganhar seu favorecimento. Outros dizem que era só um presente de gratidão. Seja como for, dar e receber presentes é algo que a maioria das pessoas gosta muito.
      Existe uma lenda judaica sobre fraternidade que fala sobre dois irmãos que viviam do trigo que colhiam nos campos de Sião. Certa noite, o irmão mais velho juntou parte de sua colheita e levou-a para o campo do irmão mais novo, dizendo a si mesmo: “Com seus sete filhos, meu irmão tem muitas bocas para alimentar. Vou deixar para ele uma parte do que colhi.”
      Algum tempo depois, o irmão mais novo saiu de sua casa e juntou parte de sua colheita, carregando-a para o campo do irmão mais velho. Disse para si mesmo: “Meu irmão vive sozinho, sem ter quem o ajude na colheita. Vou deixar uma parte do meu trigo para ele.”
      Quando amanheceu, cada um deles se admirou ao encontrar exatamente a mesma quantidade de trigo que antes.
       Na noite seguinte, os dois fizeram a mesma coisa. Ao raiar do sol, perceberam os estoques sem mudanças.
      Na terceira noite aconteceu de se encontrarem um com o outro, carregando seus presentes. Ao notarem a situação, abraçaram-se fortemente e derramaram lágrimas pelo amor que os unia.
      De fato, o amor é um presente maravilhoso e que não custa caro. Distribua tal presente o máximo que você puder.

Fernando Beier


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Preconceito fundamentalista na UNICAMP


A UNICAMP realizaria o "1º Forum Unicamp de Filosofia e Ciências das Origens" nos próximos dias. Realizaria? Pois é, não vai mais por causa do lobby anti-criacionismo dentro da própria universidade. Triste. O curioso é ler o comentário - sobre o cancelamento - do Dr. Eberlin, que é cientista na própria UNICAMP

Manifestação do palestrante Dr. Marcos Eberlin: “Interessante notar que em uma universidade pública, financiada com recursos públicos, por impostos de todos nós –agnósticos, teístas, deístas, politeístas, ateus e desinteressados –, cientistas pagos para e com a responsabilidade buscar sempre a verdade e a melhor explicação científica para as nossas origens, doa a quem doer, fira a quem ferir em termos de subjetividades, nessa universidade e nessas condições, grupos e pessoas que se autointitulam ‘grandes guardiões do saber’ cancelem palestras e fóruns em que a intenção é somente apresentar evidências científicas e reestabelecer o debate. Bem nas catedrais do livre pensar e debater, fecham as portas para o debate, o livre debater de ideias... Na universidade em que fazem o ‘portas abertas’ batem-nos a porta na cara, e as fecham, por quê? O que temem? Seria o perigo da exposição das falácias da teoria que defendem? Cancelam o jogo e levam a bola para casa, como meninos. E a bola que levam acham que é deles, mas é de todos, comprada com dinheiro público.

“Infelicidade é notar que a melhor universidade brasileira se deixa guiar pela opinião subjetiva de alguns e, mais uma vez, de última hora, impede a exposição de argumentos. Exposição de evidências sólidas, como as da ‘Química do Universo e da Vida’, que eu apresentaria, e que mostram como nunca antes a urgência de se reestabelecer o debate entre as duas causas possíveis e legítimas para a origem do Universo e da Vida – forças naturais ou um agente inteligente? É mais uma demonstração da falência geral, ampla e irrestrita de uma teoria que um dia foi quase um consenso, mas que hoje só se sustenta na academia – infelizmente – não mais pelos fatos e pelos dados, mas pelo cerceamento do debate, pelo abafar de opiniões contrarias, pela propaganda enganosa – fato mais fato que a gravidade, repetem à exaustão, na esperança de que a repetição torne isso uma verdade. Que se sustenta ainda pela inquisição que nelas se instalou – uma inquisição, desta feita, secular...

“Fica, então, mais uma vez a constatação do ‘perigo’ que o debate sobre nossas origens traz ao naturalismo filosófico, falido que está, e que se apoderou da ciência e desse osso não quer largar! Um naturalismo filosófico que fez dela seu monopólio exclusivo, e que nela quer também monopolizar o palanque. Financiados por recursos públicos, se escondem detrás do paradigma dominante e em lugar de combater o bom combate do debate de teses e evidências, desqualificam seus oponentes com desqualificações espúrias, inquisições descabidas, correlações infundadas com pretensos interesses não científicos.

“Quem tem medo de ouvir falar sobre a química do Universo e da vida? Quem tem medo de escutar o que as moléculas nos falam sobre nossas origens? Quem tem medo de analisar o DNA, as proteínas, a homoquiralidade de todos nós? O código da vida, as bases nitrogenadas, a ribose contra a desoxirribose? Qual o estrago que poderia causar a uma universidade pública um químico dessa própria universidade, formado em suas bases, falar sobre a química da Vida e do Universo? Qual o perigo de ele trazer ao debate a informação sobre as nossas origens que essa química revela? Qual a nossa semelhança molecular com os chimpanzés? Qual a probabilidade da nuvem gasosa de hidrogênio e hélio ter formado estrelas? E da poeira estelar ter formado planetas rochosos como a Terra? Qual o perigo e quem tem medo dele? Seriam os que defendem uma teoria sólida, sustentada em fatos, ao nível atômico e molecular? Ou os que se valem apenas da inércia cientifica de uma teoria falida e do sufocar de ideias e conhecimentos contrários para defender suas cosmovisões e paixões? Você decide!”

Fonte: Criacionismo.com

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

2º Motivo da Rosa


Por mais que te celebre, não me escutas,

embora em forma e nácar te assemelhes
à concha soante, à musical orelha
que grava o mar nas íntimas volutas.

Deponho-te em cristal, defronte a espelhos,
sem eco de cisternas ou de grutas...
Ausências e cegueiras absolutas
ofereces às vespas e às abelhas.

E a quem te adora, ó surda e silenciosa,
e cega e bela e interminável rosa,
que em tempo e aroma e verso te transmutas!

Sem terra nem estrelas brilhas, presa
a meu sonho, insensível à beleza
que és e não sabes, porque não me escutas...

Cecília Meireles