domingo, 30 de dezembro de 2012

Não tenha medo de Deus


Ai de mim, Senhor, meu Deus! Eu  vi o Anjo do Senhor face a face! Juízes 6:22.

     Certo garotinho perguntou ao seu pai porque Deus era invisível. Pensando como dar uma resposta satisfatória à mente infantil de seu filho, o pai respondeu:
     – Bem, filhinho, Deus possui uma luz muito forte para nossos olhos. Por isso, Ele fica invisível, para não nos machucar.
     Não sei se você concorda com a resposta daquele pai, mas o fato é que algo parecido passou pela cabeça de Gideão. Quando o Anjo do Senhor queimou a oferta trazida por ele, o fogo o impressionou tanto que ele achou que seria morto pelo resplendor de Deus. É muito provável que ele tenha lembrado quando   Deus apareceu para Moisés pelas costas, para não matá-lo, pois homem nenhum pode ver a Deus e sobreviver. Não é à toa que a Bíblia diz que “o nosso Deus é um fogo destruidor” (Hebreus 12:29).
     Foi por isso que Deus Se transformou em homem, para poder viver entre nós. Isso torna mais significativa a frase dita por Jesus: “Agora, Pai, dá-me na Tua presença a mesma grandeza divina que Eu tinha contigo antes o mundo existir” (João 17:5). Ou seja: Jesus deixou a glória do Céu, glória que o homem mortal não pode suportar, e Se tornou como um de nós, para nos entender e ser entendido também.
     Porém, o mais importante é saber que apesar dos nossos erros e pecados, podemos ir a Jesus sem temor de sermos rejeitados ou até mesmo fulminados. Podemos até ficar com medo, como Gideão. Todavia, a resposta de Deus é: “Paz seja contigo! Não temas! Não morrerás!”
    Isto não é tremendamente confortador? O seu Deus é um Deus de paz, de amor e de vida.
    Vá a Ele hoje e entregue seu coração sem medo. Apesar de detestar o pecado, Ele ama o pecador.
    Ele ama você!

Fernando Beier

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Você tem valor!




Você é corajoso, e o Senhor está com você! Juizes 6:12.

     Certa garotinha vivia reclamando à sua mãe sobre o fato de ser pobre. Um dia sua mãe lhe perguntou:
     – Por quanto dinheiro você venderia suas pernas, minha filha?
     – Minhas pernas? Eu nunca venderia minhas pernas!
     – E seus braços, quer vendê-los?
     – Não os venderia por nada neste mundo.
     – E os seus ouvidos? Quanto cobraria por eles?
     – Eu nunca venderia meus ouvidos, mamãe. Gosto tanto de ouvir o canto dos pássaros.
     – Venda então seus olhos; eles valem bom preço.
     – Por dinheiro nenhum venderia meus olhos – respondeu a menina um tanto contrariada.
     – Bem, filhinha. Nunca mais diga que você não tem valor. Pois, mesmo você sendo pobre, você é muito rica, pois a saúde e o bem-estar valem mais que todo o dinheiro do mundo.
     Lembre-se dessa história quando você achar que não tem valor!

Fernando Beier

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Governo da Russia desmente o Fim do Mundo




Detentas de uma prisão perto da fronteira com a China teriam passado por uma “psicose coletiva” tão intensa que um padre teve de ser chamado para acalmá-las. Em uma fábrica no leste de Moscou, cidadãos em pânico limparam prateleiras de fósforos, querosene, açúcar e velas. Um imenso portal de estilo maia está sendo erguido – com gelo – na rua Karl Marx, em Chelyabinsk. Para os que não conhecem a profecia New Age, há rumores de que o mundo irá acabar em 21 de dezembro de 2012, quando um ciclo de 5.125 anos conhecido como Contagem Longa, nocalendário maia, irá supostamente acabar. A Rússia, um país com uma inclinação para o pensamento místico, está atenta.

Na semana passada, o governo russo decidiu colocar um fim nessa conversa de Juízo Final. Seu ministério de situações emergenciais afirmou [na] sexta-feira que teve acesso a “métodos de monitoramento do que está acontecendo no planeta Terra” e que podia afirmar, com certeza, que o mundo não vai acabar em dezembro.

Admitiu, entretanto, que os russos continuam vulneráveis a “nevascas, tempestades de neve, tornados, cheias, problemas de transporte e alimentação, além de falhas nos sistemas de aquecimento, eletricidade e água”.

Comunicados similares foram lançados nos últimos dias pelo chefe de medicina sanitária da Rússia, por um alto oficial da Igreja Ortodoxa Russa, por congressistas e por um ex-DJ da Sibéria que recentemente ganhou um programa de TV chamado “Batalha dos Videntes”. Uma autoridade propôs querussos que espalhem o boato sejam processados.

“Não dá para falar sem parar sobre o fim do mundo, e falo disso como médico”, afirma Leonid Ogul, membro da comissão de ambiente do Parlamento. “Cada um tem um sistema nervoso diferente, e esse tipo de dado os afeta de forma diferente. Informação age subconscientemente. Algumas pessoas são levadas ao riso, algumas a ataques cardíacos, e algumas a ações negativas.”

Na semana passada, vereadores de Moscou enviaram uma carta aos três principais canais da Rússia pedindo que eles parem de levar ao ar informações sobre a profecia.

Fonte: Folha.com

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O Verdadeiro Louvor


Naquele dia Débora e Baraque[...] cantaram. Juízes 5:1.

     O verdadeiro louvor a Deus vem de um coração agradecido. Isso pode ser comprovado na experiência de Débora e Baraque. Após a vitória sobre Sísera e seu exército, em gratidão, ambos entoaram um cântico a Deus. Nesse cântico, o Deus de Israel é destacado como o Todo-poderoso sobre as nações. O verso final (31) reconhece a justiça divina diante da impiedade e Seu grande amor aos que O amam:
     “Assim, ó Senhor Deus,
     Morram todos os Teus inimigos,
     porém que os Teus amigos brilhem
     Como a forte luz do sol nascente!”
     Ludwig van Beethoven também era agradecido a Deus e fazia música para louvá-Lo. Todavia, ele tinha todos os motivos para não fazê-lo, pois ficou surdo muito jovem.
     Quando ainda escutava um pouco, Beethoven procurou os médicos. Eles deram-lhe pílulas e poções, na esperança de que o problema do rapaz fosse resolvido. Mas nada adiantou. Beethoven ficou deprimido e achava a vida sem nenhum sentido. Desejou até morrer.
     Então, um dia, ele mudou sua atitude diante da situação. Decidiu que não seria vencido pela doença. Mesmo não sendo capaz de ouvir a música com os ouvidos, ele ainda podia ouvi-la com a mente. Sua limitação foi transformada em beleza, e suas músicas em louvor a Deus.
     Na vitória ou na derrota, na tempestade ou na calmaria, sempre podemos ter um coração agradecido a Deus. E lembre-se: um coração agradecido é como uma linda canção.
     Débora, Baraque e Beethoven sabiam disso!

Fernando Beier

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Um estranho em nossa casa




     Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu um estranho, recém-chegado à nossa pequena cidade. Desde o princípio, meu pai ficou fascinado com esse encantador personagem e, em seguida, o convidou a viver com nossa família. O estranho aceitou e, desde então, tem estado conosco.

     Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar em minha família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial para ele. Meus pais eram instrutores complementares: minha mãe me ensinou o que era bom e o que era mau e meu pai me ensinou a obedecer. Mas o estranho era nosso narrador. Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias. Ele sempre tinha respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência. Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro! Levou minha família ao primeiro jogo de futebol. Fazia-me rir, e me fazia chorar.

     O estranho nunca parava de falar, mas meu pai não se importava. Às vezes, minha mãe se levantava cedo e, calada, enquanto o resto de nós ficava escutando o que ele tinha a dizer, só ela ia à cozinha para ter paz e tranquilidade. (Agora me pergunto se ela teria rezado alguma vez para que o estranho fosse embora.)

     Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas o estranho nunca se sentia obrigado a honrá-las. As blasfêmias e os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa, nem por parte nossa, nem de nossos amigos ou de qualquer um que nos visitasse. Entretanto, nosso visitante de longo prazo usava sem problemas sua linguagem inapropriada que, às vezes, queimava meus ouvidos e fazia meu pai se retorcer e minha mãe ruborizar.

     Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool. Mas o estranho nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente. Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem distinguidos.

     Falava livremente (talvez demasiadamente) sobre sexo. Seus comentários eram, às vezes, evidentes; outra,s sugestivos, e geralmente vergonhosos.

     Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante minha adolescência pelo estranho.

     Repetidas vezes o criticaram, mas ele nunca fez caso dos valores de meus pais; mesmo assim, permaneceu em nosso lar.

     Passaram-se mais de cinquenta anos desde que o estranho veio para nossa família. Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era no princípio. Não obstante, se hoje você pudesse entrar na guarida de meus pais, ainda o encontraria sentado em seu canto, esperando que alguém quisesse escutar suas conversas ou dedicar seu tempo livre a fazer-lhe companhia...

     Seu nome? Nós o chamamos televisor...

     Obs.: Agora esse televisor tem uma esposa que se chama computador, e um filho que se chama celular! Devemos ter muito cuidado com esses dois novatos, já que o primeiro foi a lareira da sala de visitas de nossa vida, na qual queimamos nossas raízes.

 autor desconhecido

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Perigo para as jovens




Menina de saia curta,
- de juízo curto também -
Você não sabe que furta
a vida Eterna de alguém?

Furta a dele e perde a sua
Com esse vestido seu.
Que em vez de andar pela rua
devia estar no museu

De nossos dias lembrança.
Triste lembrança e escarmento:
da mais infeliz herança
O mais torpe documento!

Sábia na Gaiola, p. 23

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Rapidez com as coisas de Deus


Então os israelitas pediram outra vez socorro ao Senhor, e Ele mandou outro homem para libertá-los. Juízes 3:15.

     A história de Eúde contém particularidades que nos lembram muito o enredo de um filme. Eúde, o mocinho, se encontra com o rei Eglom, o vilão, e depois de um rápido diálogo, o liquida.
     Tudo fazia parte dos planos de Deus para libertar o povo da servidão aos moabitas, que já durava dezoito anos. É claro que para a situação chegar a este ponto, é porque Israel havia se afastado de Deus novamente (infelizmente, isto se repetiria por séculos!).
     Quando Deus pediu para Eúde realizar o plano de libertação contra o rei Eglom, ele o fez o mais rápido possível. Não esperou uma segunda oportunidade. E nós, como cristãos, devemos agir também com rapidez quando se trata das coisas de Deus.
     No 3º século d.C. viveu um homem chamado Sebastião. Ele nasceu na Gália e recebeu sua instrução religiosa em Milão, na Itália. Tornou-se militar romano, nomeado comandante da tropa de elite de Roma. Mesmo assim, nunca se contaminou com a idolatria.
     Um dia, Sebastião ouviu a história de Jesus contada por um cristão e se converteu ao cristianismo. Logo estava pregando para os outros soldados romanos. O imperador soube e não gostou nem um pouco. Mandou prender Sebastião e amarrá-lo a um poste, onde seria transpassado por flechas.
     Depois de ser flechado, todos imaginavam que Sebastião tivesse morrido. Uma viúva cristã estava preparando seu corpo para o sepultamento, quando percebeu que ele estava vivo. Depois de cuidados médicos, Sebastião se recuperou. Adivinhe a primeira coisa que ele fez? Correu até o imperador e pediu para que houvesse mais tolerância para com os cristãos. Sua agilidade e vontade de falar do cristianismo impressionaram muitos romanos. Alguns até acreditaram que ele havia ressuscitado.
     Vivemos em um tempo que pede urgência na pregação da palavra de Deus. Não podemos deixar para depois o que Deus pede que façamos hoje. Como Eúde, seja rápido!

Fernando Beier

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Nossa pequenez diante do universo...




















      Há poucos dias, astrônomos aumentaram a precisão da constante de Hubble, que mede a taxa de expansão do Universo. Agora, uma equipe de astrônomos japoneses fez novas medições de nossa própria galáxia, o que levou a um refinamento da massa da matéria escura presente na Via Láctea. Eles chegaram a duas conclusões principais. A primeira é que a distância do nosso Sistema Solar até o centro da galáxia é de 26,1 anos-luz - um ano-luz é uma medida de distância, que equivale a aproximadamente 9,5 trilhões de quilômetros. A segunda conclusão é que a velocidade imposta ao Sistema Solar pela rotação da galáxia é de aproximadamente 240 km/s. Isso significa que leva 200 milhões de anos para que o Sistema Solar complete uma “órbita” em torno do centro da galáxia.

      O valor agora medido de 240 km/s é conhecido como V0. O valor atualmente aceito para o V0 é de 220 km/s, tendo sido estabelecido pela União Astronômica Internacional em 1986. Em geral, a velocidade de rotação da galáxia é determinada pelo equilíbrio com a gravidade galáctica - assim, medir a rotação da galáxia equivale a medir a massa da galáxia.

      Quando os dados da nova pesquisa foram usados para recalcular o valor de V0, os astrônomos verificaram que a massa de matéria escura na Via Láctea é 20% maior do que o valor aceito hoje. Segundo os pesquisadores, esse valor tem impacto direto sobre os experimentos que vêm tentando, até agora sem sucesso, detectar partículas de matéria escura.

      Mareki Honma e seus colegas do Observatório Nacional do Japão usaram o projeto VERA (VLBI Exploration of Radio Astrometry) para medir as distâncias precisas e o movimento de 50 objetos celestes para obter o ganho de precisão.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O acaso e sua complexidade




“Passo por cima das inúmeras páginas bastante confusas nas quais Dennett se exprime com deleite, porque essa é a sua especialidade, a filosofia, e vê-se claramente que assim é! Há apenas um aspecto, contudo essencial, que não parece ter sido suficientemente estudado: a noção de acaso. E aqui que se deve apelar aos físicos... E se o acaso não existisse sob a forma ingênua que lhe dão os darwinistas? O físico não observa o acaso puro, apenas tem perante si leis matemáticas muito precisas. Renunciemos, pois, de uma vez por todas à ideia democriteana dos átomos que caem no vazio, chocando-se uns com os outros ao acaso; justamente, não é ao acaso que eles chocam... Pensa o leitor que é ao acaso que o oxigênio se liga ao hidrogênio, formando a água? Não há nada tão preciso nem tão estritamente delimitado como as ligações químicas. E, mesmo quando se trata dos átomos que se procura fazer chocar nos grandes colisores, pensa o leitor que os produtos da colisão equivalem, indiferentemente, seja ao que for? Desde a união dos dois primeiros átomos que apareceram as leis, e sem essas leis não haveria ciência, nem física, nem o universo (pode se reconhecer aqui a posição ‘platônica’, cara a grandes espíritos, como Penrose)... Mas os darwinistas serão os últimos a renunciar ao acaso democriteano ao qual o gradualismo se assemelha furiosamente... O acaso? Não é de modo nenhum simples!”


Rémy Chauvin
O Darwinismo ou o Fim de um Mito, Instituto Piaget, Lisboa, 1997, p. 34; 
via Humor Darwinista)

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Não Arrisque demais


O Senhor ficou muito irado com Israel. Juízes 3:8.

     Após a morte de Josué, o povo de Israel se afastou dos planos de Deus. Os costumes e tradições dos povos inimigos foram assimilados pelos israelitas. A adoração aos deuses pagãos se tornou comum e a apostasia cresceu. A bênção de Deus foi retirada e, como resultado, Israel sofreu a perseguição do rei da Mesopotâmia.
     Josué bem que tentou advertir o povo antes de sua morte. Ele disse: “Decidam hoje a quem vão servir. Resolvam se vão servir os deuses que os seus antepassados adoravam na terra da Mesopotâmia ou os deuses dos amorreus, na terra de quem vocês estão morando agora. Porém eu e a minha família serviremos a Deus, o Senhor.” Adivinhe qual foi a resposta do povo? “Nunca poderíamos pensar em abandonar o Senhor para servir outros deuses!” (Josué 24:15, 16).
     Só que entre a teoria e a prática existe um grande abismo. Os israelitas “casaram com essa gente [os pagãos] e adoraram os seus deuses” (Juízes 3:6).
     Não há segurança longe dos caminhos de Deus. Talvez você esteja sendo tentado hoje a abandonar a igreja, ou a usar alguma espécie de droga oferecida por um colega. Por favor, pense duas vezes antes de tomar tal decisão. Lembre-se de que toda atitude traz consigo uma conseqüência. A apostasia de Israel custou oito anos de escravidão. Perceba que é extremamente fácil cometer erros; o difícil é remediá-los.
     Ainda bem que Deus é misericordioso conosco. Israel clamou pela ajuda de Deus e Ele escolheu um homem chamado Otoniel, que significa “Deus é poderoso”, e libertou seu povo. Israel viveu em paz nos quarenta anos seguintes.
     Quando nos afastamos de Jesus, colocamo-nos em um terreno onde as bênçãos de Deus não podem nos atingir. Mesmo Deus sendo poderoso para nos salvar, é melhor não arriscar.

Fernando Beier

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O que a Fé pode realizar?



O psiquiatra americano Harold Koenig afirma que as pesquisas são claras ao relacionar as diversas formas de religiosidade com a prevenção de doenças cardiovasculares e da hipertensão. Koenig é professor da Universidade Duke, na Carolina do Norte, e há 28 anos se dedica a estudos que relacionam religião com saúde. Tem 40 livros publicados e mais de 300 artigos sobre o tema. Sua tese é que a fé religiosa ajuda as pessoas em diversos aspectos da vida cotidiana, reduzindo o stress, fazendo-as adquirir hábitos saudáveis e dando-lhes conforto nos momentos difíceis, entre outros benefícios. A entrevista a seguir foi publicada na Revista VEJA desta semana:

Como o senhor chegou à conclusão de que a religiosidade aumenta a sobrevida das pessoas em até 29%?

Há uma relação significativa entre frequência da prática religiosa e longevidade. Acredito que o impacto na sobrevida seja até maior, algo em tomo de 35%. Três fatores influenciam a saúde de quem pratica uma religião. O primeiro são as crenças e o significado que essas crenças atribuem à vida. Elas orientam as decisões diárias e até as facilitam, o que contribui para reduzir o stress. O segundo fator está relacionado ao apoio social. As pessoas devotadas convivem em comunidades com indivíduos que acreditam nas mesmas coisas e oferecem suporte emocional e, às vezes, até financeiro. O terceiro fator é o impacto que a religião tem na adoção de hábitos saudáveis. Tanto os mandamentos religiosos quanto a vida em comunidade estimulam a boa saúde. Os religiosos tendem a ingerir menos álcool, porque circulam em um meio onde ele é mais escasso e com pessoas que bebem menos. Eles também têm inclinação a não fumar. É menos provável que adotem um comportamento sexual de risco, tendo múltiplos parceiros ou parceiros fora do casamento. Tudo isso influencia a saúde e faz com que vivam mais e sejam mais saudáveis.

Também se beneficiam da fé os adeptos de religiões que proíbem cuidados médicos, como é o caso das testemunhas de Jeová com a transfusão de sangue?

A maioria dos estudos comprova que os benefícios de ser adepto de urna religião são maiores que os malefícios. No caso das testemunhas de Jeová, há pesquisas que mostram que a longevidade deles não é diferente da dos católicos ou dos protestantes. Outro ponto importante é que não há tantas testemunhas de Jeová no mundo. Os grupos religiosos que se opõem a cuidados médicos são muito pequenos em comparação à grande maioria que se beneficia de suas crenças religiosas.

Quem se toma religioso tardiamente também se beneficia?

Quem se toma religioso numa idade mais madura também se beneficia, especialmente dos aspectos psicológicos e sociais. A vida passa a ter mais sentido, a pessoa ganha apoio da comunidade, esperança e interlocutores afinados com o seu jeito de ver o mundo. A consequência é a melhora da qualidade de vida. A saúde física, no entanto, não será tão influenciada porque não dá para apagar os anos de maus hábitos e os estragos feitos pelo excesso de stress.

Ter fé não é o mesmo que seguir uma religião. Do ponto de vista dos benefícios, isso também faz diferença?

Não adianta só dizer que é espiritualizado e não fazer nada. É preciso ser comprometido com a religião para gozar seus benefícios. É preciso acordar cedo para ir aos cultos, fazer parte de uma comunidade, expressar sua fé em casa, por meio de orações ou do estudo das escrituras. As crenças religiosas precisam influenciar sua vida para que elas influenciem também sua saúde.

Como as diferentes religiões se comparam nesse efeito positivo sobre a saúde e a longevidade que o senhor detectou?

Não há estudos confiáveis comparando as religiões. Até porque as mesmas religiões se desenvolvem em ambientes completamente diferentes e são influenciadas por esses ambientes. Um credo cujos benefícios são óbvios no Brasil pode não ter o mesmo efeito positivo sobre as pessoas nos países árabes.

Algumas enfermidades respondem melhor à prática religiosa do que outras?

As doenças relacionadas ao stress, como as disfunções cardiovasculares e a hipertensão, parecem ser mais reativas a uma disposição mental de cunho religioso. O stress influencia as funções fisiológicas de maneira já muito conhecida e tem impacto em três sistemas ligados à defesa do organismo: o imunológico, o endócrino e o cardiovascular. Se esses sistemas não funcionam bem. Ficamos doentes. A religiosidade põe o paciente em outro patamar de tratamento. Pacientes infartados que são religiosos, por exemplo, têm menos complicações após a cirurgia, ficam menos tempo internados e, claro, pagam contas hospitalares mais baixas.

O senhor diz que quem vê Deus como uma entidade distante e punitiva tem menos benefícios para a saúde do que quem o vê como um ser compreensivo e que perdoa. Por quê?

A religião pode virar uma fonte de stress se aumentar o sentimento de culpa ou gerar um mal-estar na pessoa por ela não conseguir cumprir com o que a doutrina considera que são suas obrigações religiosas. Não existem pesquisas que constatem isso, mas certamente um Deus punitivo, que vigia e condena seus erros, vai elevar esse stress. Por isso, acho que faz bastante diferença acreditar em um Deus amoroso e misericordioso.

Existem estudos que ligam a religiosidade profunda à ausência da depressão psicológica. O senhor também registrou esse efeito?

Os pacientes que lidam melhor com suas doenças, perdas e incapacidades ficam menos depressivos. Os religiosos suportam melhor suas limitações porque a religião dá significado a essas circunstâncias difíceis. O sofrimento adquire um propósito. O indivíduo não sofre sem razão nem se sente sozinho. As religiões têm inúmeros exemplos de sofrimento: Jesus torturado e crucificado; Jó, que perdeu bens, família, saúde; Maomé, que passou por momentos difíceis na infância. Todos sofreram, e a fé os fez seguir adiante. Um estudo recente da Universidade Colúmbia demonstrou que, quando são religiosos, filhos de pai ou mãe depressivos têm menor risco de desenvolver depressão. Provar que pessoas com fatores genéticos de risco podem ser protegidas pela religião é sensacional.

Muitos pacientes terminais desenvolvem a espiritualidade mesmo sem ter fé durante a vida. O que sua experiência revela sobre essas pessoas?

O que podemos afirmar com segurança é que pacientes religiosos toleram melhor o processo da morte. Eles acreditam que não é o fim e, por isso, não ficam tão ansiosos. Sabem que vão para um lugar melhor, no qual não sentirão mais dor ou mal-estar. Isso afeta a qualidade de vida da pessoa no período terminal e melhora a relação dela com a família.

Qual sua opinião sobre as chamadas cirurgias espirituais?

Os charlatões tendem a se aproveitar de pessoas doentes e desesperadas. Os pacientes que frequentam esses centros, em geral, não recebem benefício algum e se sentem desapontados. Alguns chegam a se revoltar contra a religião. O sofrimento acaba sendo maior porque, a partir do momento em que a pessoa perde a confiança na sua fé, perde também a habilidade de se adaptar à sua condição.

Um estudo da Santa Casa de Porto Alegre mostra que 70% dos pacientes gostariam que o médico falasse sobre religião com efes, mas apenas 15% dos médicos o fazem. Por que isso acontece?

Os médicos não recebem treinamento apropriado sobre como fazer a abordagem religiosa. Eles não sabem trazer o assunto à tona, nem como responder a perguntas do paciente sobre religião. Nos Estados Unidos e também no Brasil, ainda são poucas as faculdades de medicina que tratam do tema. A medicina é considerada uma ciência e, historicamente, há uma grande divisão entre religião e ciência. A religião é muito mais vaga e nebulosa do que a medicina e, por isso, continua não levando muito crédito. Médicos tendem a ser menos religiosos do que a população em geral, então eles não conhecem muito bem o potencial da religião.

Como o médico deve falar de religião com o paciente?

É mais simples do que parece. Só de perguntar ao paciente quanto a religião é importante na vida dele, o médico está abrindo caminho para atender às suas necessidades espirituais. O paciente deve sentir-se confortável falando sobre esse assunto com seu médico. O médico pode, naquele momento mais especial, tentar saber das decisões que um paciente terminal espera dele em situações-limite. Pode descobrir se o paciente terminal quer ser ressuscitado em caso de parada cardíaca, se deseja receber tratamento extenuante prolongado ou se prefere não estender o sofrimento. Ajuda muito o médico puxar assunto com o paciente sobre o que ele pensa da existência dos milagres ou se quer receber orações. O paciente tem de estar seguro de que o médico não vai ignorar ou fazer pouco-caso de suas carências espirituais.

Como deve ser a abordagem com um ateu?

Eu não incentivaria nenhum médico a tentar converter um ateu. Simplesmente porque essa abordagem não funciona. O médico deve apenas conversar com o paciente e tentar compreender as causas que o levaram a ser ateu. Médicos não são pastores ou padres. Nosso trabalho não é catequizar ninguém, é tentar entender o paciente e como sua crença religiosa ou a falta dela influencia sua recuperação e as decisões que vão ter consequências em seu tratamento.

O que o senhor pensa sobre os ateus e os agnósticos?

Acho que eles estão mais adiante no caminho religioso do que muita gente que nunca questionou sua religiosidade. Algumas pessoas são religiosas simplesmente porque os pais são e nunca pararam para pensar sobre isso. Para decidir ser ateu ou agnóstico, o indivíduo tem de questionar a si mesmo e a religião. Refletir sobre isso é um progresso. Mas sugiro a essas pessoas que mantenham sempre a mente aberta. Apenas uma fração do mundo pode ser explicada pela ciência. Há muitas coisas que não são claras na vida para afirmar categoricamente que Deus não existe. Noventa por cento da população mundial acredita em Deus e, se você faz parte dos 10% que não exercem ou não têm certeza, ao menos mantenha a mente aberta. 

 Fonte: Legrand

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O Verme



Existe uma flor que encerra
Celeste orvalho e perfume.
Plantou-a em fecunda terra
Mão benéfica de um nume.

Um verme asqueroso e feio,
Gerado em lodo mortal,
Busca esta flor virginal
E vai dormir-lhe no seio.

Morde, sangra, rasga e mina,
Suga-lhe a vida e o alento;
A flor e cálix inclina;
As folhas, leve-as o vento,

Depois, nem resta o perfume
Nos ares da solidão...
Esta flor é o coração,
Aquele verme é o ciúme.

Machado de Assis

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A Lógica do Consumo




Sinopse: Estudos revelam que é preciso menos de dois segundos e meio para que um consumidor tome a decisão de comprar. As empresas sabem que têm menos de dois segundos para atrair seus olhos, capturá-lo e torná-lo um cliente. Em A lógica do consumo, o guru do marketing Martin Lindstrom leva o leitor aos bastidores das pesquisas que explicam por que determinado produto vende e mostra como o nosso cérebro responde aos muitos estímulos da propaganda. Num texto leve, Lindstrom apresenta casos reais de estudos de neuromarketing para desfazer mitos como, por exemplo, o impacto do sexo na mente do consumidor

Comentário: Tendo em vista o poderio moderno da mídia, e o apelo para o consumo que permeia seus mecanismos, o livro de Lindstrom desperta muito interesse. Algumas conclusões, amparadas na neurociência, são impressionantes, como aquela que diz que sexo na propaganda não faz vender mais. Contudo, um item me chamou a atenção e confirmou o que já suspeitava: a propaganda subliminar está em toda parte. Uma pena que o autor não se aprofunde mais nos comentários sobre o impacto das descobertas sobre a vida das pessoas. Talvez ele nem quisesse fazê-lo. Afinal, quantos estão realmente preocupados em saber mais sobre os frutos de seu consumo atual? Creio que todos deveriam saber! (F. Beier)

Nota: 7,5

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Israel guardando o domingo?













     





     O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deu sua aprovação tácita para experimentar a proposta do vice-primeiro-ministro Silvan Shalom para tornar o domingo um dia sem trabalho e escola; fontes próximas de Shalom confirmaram nesta quarta-feira. Shalom tem insistido há anos em sua proposta para uma semana de trabalho mais curta, mas até há pouco tempo parecia que um comitê nomeado por Netanyahu iria bloquear a iniciativa. Uma trégua política entre Netanyahu e Shalom durante o último mês deu nova vida à proposta. O primeiro-ministro e Shalom discutiram a ideia num encontro no dia 2 de setembro. As equipes continuaram o debate desde então e fizeram progressos.

     Representantes do comitê, liderados pelo diretor do Conselho Econômico Nacional, prof. Eugene Kandel, discutiram com os conselheiros de Shalom maneiras de testar a iniciativa, e devem se encontrar novamente já na quinta-feira.

     Uma possibilidade é estabelecer um domingo de descanso por mês. Mas os parceiros de Shalom disseram que esse projeto piloto é apenas uma forma de testar a iniciativa e implementá-la por fases. Esses testes e fases são vistos como cruciais para a obtenção da aprovação pelas organizações econômicas e entidades que se opõem ao encurtamento da semana de trabalho.

     Uma fonte próxima de Kandel disse que o comitê publicaria suas conclusões imediatamente após o fim das festas judaicas, no próximo mês. Disse que Netanyahu não emitiria sua opinião sobre o assunto antes de estudar as conclusões.

     “Estou feliz por qualquer progresso no sentido de implementar minha iniciativa para um fim de semana mais longo aos sábados e domingos em Israel”, disse Shalom. “Esse é outro passo que eventualmente permitirá implementar plenamente a proposta”. 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Fidelidade e vitória


Um só israelita pode fazer fugirem mil inimigos porque o Senhor, nosso Deus, está lutando por vocês, como prometeu. Josué 23:10.

     Quão bom é saber que Deus cuida carinhosamente daqueles que são fiéis a Ele. Prometeu-nos que na batalha de cada dia, lutaria ao nosso lado nos dando a vitória.
     Conta-se que na ex-União Soviética, um pequeno grupo de cristãos se reunia em uma casa toda semana, e num determinado dia receberam uma cópia do Evangelho de Lucas. Para alguns deles, era a única porção da Bíblia que já tinham visto. Eles decidiram dividir o Evangelho e distribuir entre o grupo. Cada um deveria decorar sua parte e na semana seguinte trocariam os textos.
     No dia marcado, os cristãos chegaram em horários diferentes, com o objetivo de não levantar suspeitas e chamar a atenção da KGB. No final do dia, estavam todos reunidos para mais um culto. Começaram cantando um hino bem baixinho, mas com profunda gratidão.
     Subitamente, gritos vindo de fora interromperam a adoração. A porta foi empurrada com violência e dois soldados entraram na casa agitando suas armas. Um deles gritou:
     – Todo mundo encostado na parede. Quem não quiser sofrer as conseqüências renuncie a Jesus e saia agora!
     Duas pessoas saíram correndo pela porta. Depois mais um. Segundos depois, outro se foi.
     – Esta é a última chance – disse o soldado. – Mais alguém?
     Outras duas pessoas saíram em silêncio e envergonhadas. Então ninguém mais se mexeu. Alguns pais seguravam seus filhinhos tremendo. Todos aguardavam o pior.
     Então, o outro soldado fechou a porta e, virando-se, disse:
     – Perdoe-nos, meus irmãos. Nós também somos cristãos. Entramos em outra casa algumas semanas atrás para prender um grupo de crentes, mas acabamos nos convertendo ao Senhor Jesus. Queríamos hoje ter certeza de que não havia um espião entre nós.
     Imagine a alegria e emoção daqueles nossos fiéis irmãos russos!

Fernando Beier

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Jesus foi casado?



Veja só como as coisas acontecem no que diz respeito aos críticos do passado cristão. A notícia dos últimos dias foi:

"A descoberta de uma pesquisadora da Universidade de Harvard (EUA) pode ajudar a esclarecer um dos aspectos mais controversos da vida de Jesus Cristo. Karen King, especialista em religião, encontrou um papiro do século 4 da nossa era cujo texto indica que Jesus Cristo foi casado".

Apesar de a própria Karen afirmar que o fragmento não prova que Jesus era casado, a suposta possibilidade de isso ser verdade já seria um absurdo. Ou seja, quando afirmamos na veracidade e autenticidade dos evangelhos (e cartas) do Novo Testamento, escritos algumas poucas décadas depois da morte de Jesus (por pessoas que conviveram com Ele), muitos estão prontos a questionar e criticar. Mas um fragmento do quarto século, com apenas oito linhas de texto, já pode ser o suficiente para alguns como se fosse a verdade sobre o assunto. 

No fim das contas, para algumas pessoas, o preconceito é maior do que a força da evidência. 

Fernando Beier