quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Irã x EUA: A Crise Pode Piorar

























O ministro da Defesa do Irã, Ahmad Vahidi, avisou aos Estados Unidos que seu país está preparado para ensinar “o que significa uma verdadeira guerra”. “O Irã é muito forte neste momento e está preparado para mostrar aos EUA o que significa uma autêntica guerra, se eles realizarem um ato de loucura”, disse Vahidi perante uma multidão de Voluntários Islâmicos na cidade de Bushehr, informaram a imprensa local. As frequentes notícias sobre armas e preparação bélica e os desafios às potências “arrogantes”, especialmente EUA e Israel, aumentaram no Irã depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) demonstrou sua suspeita que o programa nuclear iraniano tem uma vertente militar.

Vahidi advertiu neste domingo que “os que ameaçam a nação iraniana devem decidir até que ponto estão dispostos a se sacrificar e quantos deles estão dispostos a morrer”. “Também devem saber por quanto tempo poderiam suportar uma guerra e em que medida iriam tolerar assistir ao afundamento de seus navios de guerra e ter em mente como vão se proteger dos golpes destrutivos e poderosos dos mísseis e foguetes do Irã”, acrescentou.

O ministro advertiu ao Governo dos EUA que não devem crer que tem experiência em guerras, porque no Iraque o regime de Saddam Hussein “se rendeu” e no Afeganistão ocuparam o país porque “não havia ninguém para lutar”, mas, agora, “sua situação em ambos países é muito adversa”, com uma resistência crescente.

Além disso, os iranianos advertiram que não duvidarão em recorrer à guerra econômica e que, se forem atacados, podem cortar o Estreito de Ormuz, pelo qual sai um terço do petróleo que se consome no mundo. Isso poderia criar escassez de petróleo em muitos países, disparar ainda mais os preços e provocar uma hecatombe de consequências imprevisíveis em uma situação de crise que já afeta grande parte do mundo.

Fonte: Folha de S. Paulo

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O que acontecerá a Europa?
















Por Fernando Canzian


Os governos na Europa não agiram enquanto havia tempo. Agora, as saídas se fecham para os 17 países que têm o euro como moeda. Sobram duas: (1) o fim da união monetária entre alguns países, com recessões brutais; (2) a Alemanha autorizar o BCE (Banco Central Europeu) a financiar indefinidamente os países quebrados. A primeira saída é total incógnita. Nunca aconteceu. Haveria corrida a bancos para saques em euros nos países suspeitos de sair. Pois suas novas moedas nasceriam muito desvalorizadas. Já há saques fortes de correntistas nos bancos da Grécia, que mais se debate na atual crise. Haveria também um empobrecimento imediato nos países que deixarem o euro. E sua exclusão imediata do mercado de crédito global. 


Grécia, Irlanda e Portugal já foram socorridos. O mercado agora sufoca Itália e Espanha (e em menor grau a França) para rolar suas dívidas. Quanto mais tempo isso ocorrer, pior: maior será o aumento do endividamento, base da atual encrenca europeia. 

Isso ocorre com os países em crise tendo ainda o euro como moeda. Se tiverem de se refinanciar em dracmas, libras, escudos, liras (moedas anteriores ao euro), a rolagem de débitos será impossível. Por muito tempo. Esses países não acabariam, por óbvio. Mas sofreriam um colapso brutal. Um evento como esse arrastaria bancos em todo o mundo. São eles os credores dos governos ameaçados de deixar o euro e de quebrar. 

Se levarem um calote, emprestarão menos a empresas e consumidores. Agravando a crise global. Mesmo nos EUA, a exposição é enorme. Os bancos americanos têm quase US$ 700 bilhões a receber da Europa. Uma crise bancária dessa natureza congelaria boa parte do crédito global, levando o mundo a uma enorme recessão. O fim do euro (mesmo que restrito a alguns países) é uma saída tão caótica que é difícil especular sobre ela. 

O menos caótico, mas politicamente impossível até agora, seria repassar a conta dos países mais endividados e menos dinâmicos aos mais ricos da zona do euro: Alemanha e, em menor grau, França. Para isso, o Banco Central Europeu teria de se transformar em algo semelhante ao Fed (o BC dos EUA). E a zona do euro precisaria de um “Departamento do Tesouro da Europa” (que hoje não existe). Assim, o BCE faria o que o BC dos EUA faz: ligaria a máquina de imprimir euros e financiaria indefinidamente os endividados. O Fed já injetou US$ 2 trilhões nisso desde 2008. 

A conta futura na Europa seria então repartida entre os 17 países do euro. Alemanha e França seriam os grandes fiadores de um novo ciclo de endividamento. É isso o que está em jogo. 

Estima-se em US$ 3 trilhões o custo para o BCE garantir a compra de títulos de países em dificuldade na Europa. Os alemães não querem, mas empurrar com a barriga é algo possível. O exemplo americano: mesmo com uma dívida pública que pode dobrar nos próximos dez anos, o dólar continua servindo de refúgio a investidores. Isso porque o Fed pode imprimir dólares para sempre, desde que o mercado os aceite. Logo, o refinanciamento de dívidas é sempre possível. 

Na zona do euro, isso é impraticável hoje. Pois a Alemanha não quer que o BCE imprima euros indefinidamente para bancar os países quebrados. Nem que os alemães financiem um Tesouro conjunto europeu, que assumiria dívidas futuras de outros países. 

O máximo permitido pela Alemanha até aqui foi deixar o BCE comprar parte dos papéis que alguns países em dificuldade não conseguem vender no mercado. Essas intervenções vêm aumentando rapidamente, mas não resolvem. Elas não são como ter um Fed que pode imprimir quantos dólares quiser. E um Tesouro único por trás para dizer que garante as dívidas. É por isso que o mercado cobra juros cada vez maiores de Espanha e Itália para refinanciar seus rombos: não há “bons” garantidores por trás da rolagem. Nem a disposição do BCE de financiá-los. 

Agravante: há uma forte recessão se aproximando. Com vários países da Europa ameaçados. Até aqui, a aposta alemã foi a de que medidas de austeridade em vários países estancariam a crise. Sem que os alemães precisassem ser fiadores dos quebrados. Não funcionou. 

O inacreditável fim euro pode levar a Alemanha a ceder finalmente. A endossar um BCE que financie sem limites a região. As alternativas parecem piores. Por incrível que pareça, é a Alemanha de novo. 


Fonte: Folha de S. Paulo

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Pare de Queixar-se!


As suas reclamações são contra Ele e não contra nós. Êxodo 16:8.

Esta pequena história de Laura Richards nos ensina que reclamar diante do problema não ajuda em nada.
– Não consigo subir neste morro – disse o menino. – É impossível. O que vai me acontecer? Será que vou ter que passar a vida inteira aqui no pé do morro? É terrível demais!
– Que pena! – disse a irmã. – Mas, olhe meu irmão! Descobri uma brincadeira legal. Dê um passo e veja se consegue deixar uma pegada bem visível na terra. Olhe só a minha pegada! Será que você consegue fazer uma tão boa assim?
O menino deu um passo:
– A minha está igual à sua!
– Você tem certeza? Olhe a minha de novo. Eu faço mais forte que você, porque sou mais pesada e a pegada fica mais funda. Tente novamente.
– Agora a minha está tão funda quanto a sua! – gritou o menino. – Olhe! Esta, esta e esta, estão o mais fundo possível!
– É, está muito bom mesmo – disse a irmã –, mas agora é a minha vez, deixe-me tentar novamente e vamos ver!
Eles continuaram passo a passo, comparando as pegadas e dando gargalhadas da nuvem de poeira que ficava para trás.
Minutos depois, o menino olhou para cima.
– Ei – disse ele –, nós chegamos ao alto do morro!
– Nossa! – exclamou a irmã. – Chegamos mesmo.
Pior que reclamar constantemente é perder a visão do objetivo. Muitas vezes perdemos tanto tempo reclamando da vida que, se tivéssemos apenas prosseguido normalmente, teríamos vencido o problema.
Como disse Matthew Henry: “As pessoas que se queixam são as que mais dão motivo de queixa.”
Pense nisso!

Fernando Beier

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O Papa não gostou...



 Sob o pretexto de pregar a paz entre os povos, o grupo Benetton colocou (em montagem) líderes mundiais se beijando. Aí já é demais. Forçou a barra...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Amor Desinteressado




















Por favor, perdoa o pecado deles! Êxodo 32:32.

Que homem tremendo foi Moisés! Mesmo sabendo que Deus tinha razão em Se irar contra o povo de Israel, Moisés intercedeu por eles.
Mas note que foi um risco para Moisés. Afinal de contas, Deus falou como se a decisão já tivesse sido tomada. E quando Deus toma uma decisão, quem pode fazer algo contrário?
Porém, uma palavrinha que passa muitas vezes despercebida quando lemos a Bíblia, mudou a situação. Deus disse: “Deixa-Me, que os consuma” (Êxodo 32:10, ARA). Moisés entendeu que havia uma chance de interceder pelo povo. E foi o que ele fez.
Deus ouviu-lhe a oração, e atendeu sua súplica em favor do povo. De certa maneira, o Senhor provou a fidelidade de Moisés e viu o quanto era real seu amor por aquelas pessoas ingratas e pecadoras. E Moisés resistiu à prova como bom cristão. Ele preferia ver a prosperidade do seu povo do que a sua própria. O que significaria a vida dali para frente sem as ovelhas que ele pastoreara desde o Egito?
A forma como Moisés agiu em favor daquele povo errante é também a forma como Jesus intercede por nós pecadores. Já pensou se em algum momento Jesus desistisse de nós? Se Ele afirmasse que não nos quer mais? É um pensamento assustador, não é mesmo?
Agora veja: “Será que uma mãe pode esquecer o seu bebê? Será que pode deixar de amar o seu próprio filho? Mesmo que isso acontecesse, Eu nunca esqueceria você” (Isaías 49:15).
Você é muito importante para Deus para escapar aos Seus cuidados. Nunca se esqueça disso!

Fernando Beier

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Situação do Mundo preocupa ONU




O Portal Terra noticiou: "O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, advertiu nesta segunda-feira os líderes mundiais de que poderão enfrentar protestos de um mundo formado por 7 bilhões de pessoas, a menos que resolvam o problema da desigualdade. Fome no leste da África, conflitos na Síria e protestos em Wall Street: segundo Ban Ki-moon, há um “descontentamento crescente” e uma “perda de confiança em que os governos e instituições públicas farão a coisa certa”. “Nosso mundo tem contradições terríveis”, disse Ban Ki-moon numa entrevista coletiva sobre o anúncio da ONU de que a população mundial chegou a 7 bilhões. “Há muita comida, mas 1 bilhão de pessoas passam fome. Esbanjamento para poucos e pobreza para muitos outros.” O secretário-geral da ONU disse que levará seu alerta para a reunião do G-20 nesta semana, em Cannes. “Em que tipo de mundo nasceu o bebê de número 7 bilhões? Que tipo de mundo queremos para nossas crianças?”


É uma pergunta oportuna, sem dúvida. Mas pense: os problemas citados pelo líder da ONU não vem de hoje. Ao que parece, a visão de futuro do mundo moderno nunca foi tão nebulosa e assustadora. É como se todos estivessem esperando o pior. O que me chama a atenção é que a Bíblia, tão rejeitada e ridicularizada por  mentes privilegiadas, já traçava há séculos o perfil de nosso tempo. E mais: dias piores virão. Mas ainda existe esperança. Antes que a humanidade consuma a si mesmo e o mundo em que vive, Deus irá intervir. Bem, é isso que a Bíblia diz... Você vai dar uma chance para conhecê-la melhor?

Fernando Beier

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Mudanças Climáticas - Aumento das Catástrofes?






















Seca, inundações, ciclones e incêndios: os desastres climáticos estão mais frequentes e intensos com o aquecimento global provocado por atividades humanas [sic]. A tendência é que esta situação se agrave, alerta um relatório da ONU sobre o clima. Claro que o impacto do aquecimento climático sobre os eventos depende de sua natureza e de sua distribuição, muito desigual, entre as diferentes regiões do mundo. Além disso, o nível de certeza das previsões formuladas por especialistas varia com a quantidade e a qualidade dos dados disponíveis. Mas os centenas de cientistas que redigiram este relatório para o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) são contundentes: os eventos climáticos extremos serão, no geral, mais graves e mais frequentes nas próximas décadas, um risco a mais para a maior parte dos habitantes de nosso planeta.

“Este é o maior esforço já realizado para avaliar o modo como as catástrofes estão mudando”, afirmou Neville Nicholls, professor da Universidade Monash de Melbourne e coordenador de um dos capítulos desse relatório, que deve ser revisado pela ONU durante a reunião em Kampala, antes da publicação, programada para o dia 18 de novembro. Essa publicação coincide com uma série de catástrofes naturais devastadoras que suscitaram muitas interrogações e inquietações.

Em 2010, temperaturas recordes favoreceram incêndios que destruíram florestas da Sibéria, enquanto o Paquistão e a Índia sofreram com inundações sem precedentes. Neste ano, os Estados Unidos registraram um número recorde de desastres, desde o transbordamento do Mississippi e do Missouri até o furacão Irene, passando pela seca terrível que afeta atualmente o Texas. Na China, regiões inteiras sofrem com secas intensas, enquanto chuvas devastam a América Central e a Tailândia.

Trata-se apenas de anormalidades climáticas momentâneas ou são consequências, profundas e duráveis, do aquecimento global? A maior parte desses eventos é consequência do aquecimento climático produzido por ação humana [sic]: aumento das temperaturas, do teor de água na atmosfera e da temperatura dos oceanos, segundo o relatório. Todos eles são fatores propícios para agravar e provocar eventos climáticos extremos.

De acordo com o relatório, apoiado em centenas de estudos publicados nos últimos anos, é quase certo que, de 99% a 100%, a frequência e a magnitude dos recordes diários de calor vai aumentar em escala planetária neste século 21. E é também muito provável (90% a 100%) que a duração, a frequência e a intensidade das ondas de calor continuarão a aumentar em quase todas as regiões. Os picos de temperatura vão provavelmente (66% a 100% de certeza) aumentar em relação ao fim do século 20, até 3°C em 2050 e 5°C até 2100.

Muitas áreas, particularmente os trópicos e as latitudes elevadas, vão enfrentar chuvas e neves mais intensas. Paralelamente as secas vão se agravar em outros pontos do globo, em especial no Mediterrâneo, na Europa Central, na América do Norte, no nordeste do Brasil e na África austral.

O aumento do nível dos mares e da temperatura das águas vai provocar ciclones mais destrutivos, enquanto o derretimento das geleiras e do permafrost, combinada com mais precipitações, poderá provocar mais deslizamentos, diz o IPCC.

Fonte: Veja