sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Oração Sem Nome




“Meu Deus escuta; jamais falei contigo. Hoje quero saudar-Te. Bom-dia! Como vais? Disseram-me que não existes. E eu, tolo, acreditei.

Nunca havia admirado a tua obra. Ontem à noite, da trincheira destroçada por granadas, vi o Teu céu estrelado. E compreendi então que me enganaram.

Não sei se me apertarás a mão.Vou te explicar e hás de compreender. É curioso: neste hediondo inferno achei a luz para enxergar Teu rosto.

Dito isto, já não tenho muita coisa a contar: Só que... tenho muito prazer em conhecer-te. À meia-noite, iremos ao ataque. Não sinto medo, meu Deus, sei que tu velas...

Ah! Eis o clarim! Bom Deus devo ir-me embora. Gostei de ti, vou ter saudades... Quero dizer: será cruenta a luta, bem o sabes. E esta noite pode ser que eu vá bater à tua porta!

Muito amigos não fomos, é verdade. Mas... sim, estou chorando! Como vês, Deus, penso que já não sou tão mal. Bem, tenho de ir. É coisa rara a sorte.
Juro, porém: já não receio a morte...



Oração encontrada em pleno campo de batalha no corpo de um soldado. Do rapaz estraçalhado por uma granada restava apenas intacta, esta folha de papel...

Orações na Dor e na Alegria, p. 61 (Certeza Editorial)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Espiritismo na Mídia
























Achei interessante a reflexão feita por Michelson Borges sobre o espiritismo atual na mídia. Eis o texto:

"Na semana passada, foi a vez da revista Épocadar sua contribuição para a disseminação da ideologia espírita, com a matéria de capa sobre o “tratamento” espiritual que o ator Reynaldo Gianecchini está buscando para seu câncer. Agora é a vez de a revista Superinteressante (outubro) incensar uma vez mais o espiritismo, com a matéria de capa “Ciência espírita” (sic). Conforme demonstro em meu livro Nos Bastidores da Mídia, não é de hoje que a imprensa secular de modo geral e aSuperinteressante, em particular, publicam textos/reportagens/documentários (sem contar os muitos filmes) com conteúdo de apologia à doutrina de Allan Kardec e suas variantes. O espiritismo e a parcialidade escancarada estão em alta na mídia – só não vê quem não quer.

O subtítulo da matéria da Super não esconde o jogo: “Espíritos existem? E reencarnação? Para alguns cientistas, sim. São pesquisadores sérios, do mundo todo, Brasil incluído, que buscam provas sobre a existência da alma. E eles já conseguiram resultados surpreendentes.”

Curioso: muitos cientistas sérios, do mundo todo, Brasil incluído, acreditam no criacionismo e muitos mais ainda duvidam da validade do darwinismo(especialmente da dita macroevolução), mas esses nunca mereceram uma capa simpática da Superinteressante. Um título como “Ciência criacionista”, então, só em sonhos! É exatamente isso que eu chamo de parcialidade e mau jornalismo. Pau na “subjetividade criacionista” e benefício da dúvida para as alegações sobrenaturais dos espíritas.

Super já abordou o tema algumas vezes, quase sempre na capa e sempre de maneira positiva (coisa que não pode ser dita das pautas sobre assuntos bíblicos). Desta vez, a revista cita pesquisadores fascinados pelo mundo dos espíritos e divulga alguns testemunhos impressionantes. O fato é que a cura existe, mas quem garante que o poder por trás dos “milagres” tem que ver com os supostos espíritos dos mortos? Por que a ciência (ou, pelo menos, a ciência apresentada pela revista), neste caso, aceita tão facilmente a metafísica espírita? E se o poder sobrenatural for de outra natureza? Como aferir/investigar isso?

Note o perigo nas palavras de Eurípedes Miguel, chefe do Departamento de Psicologia da USP: “A medicina está se movendo de um eixo (que tinha como meta combater a doença) para outro (que privilegia a promoção da saúde). Estamos interessados em qualquer método que possa ajudar as pessoas, mesmo que fuja aos nossos padrões.” Com o perdão da comparação um tanto forçada, Saul, no afã de vencer uma batalha contra os filisteus, também não se importou com os métodos e foi consultar uma feiticeira. Se você não conhece o fim dessa história, pesquise na Bíblia. Em nome da cura, valem quaisquer recursos? Mesmo que isso envolva flertar com o inimigo?

Depois de adular o espiritismo ao longo de dez páginas, a revista que parece não gostar de fazer perguntas dedica apenas pouco mais de 20 linhas para questionar a tal “ciência espírita”. Mesmo assim, conclui deste jeito: “Com tantas evidências contra, é difícil não acreditar que os pesquisadores de reencarnações [sim, a matéria também trata dessa ‘ciência’], EQMs e afins se movam mais pela fé do que pela curiosidade científica. Mesmo assim, continua sendo uma forma de ciência, já que a busca é por resultados concretos. Se um dia eles vão chegar a esses resultados? Quem viver verá. E quem morrer também.”

Quem morrer verá? Com essas palavras, a Super confirma sua vocação para o espiritismo e a crença na vida após a morte. Ah, se os criacionistas contassem com, pelo menos, dez por cento dessa boa vontade..."

Michelson Borges

Fonte: Criacionismo.com

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ninguém Tem Esse Direito

Não matarás. Êxodo 20:13, ARA.

Quando eu estava com 12 anos, morava numa casa que tinha um quintal cheio de árvores. Os passarinhos gostavam de descansar nos galhos da ameixeira, da goiabeira e do pessegueiro.
Um dia, avistei um pardal solitário num dos galhos e joguei uma pedra para espantá-lo. Ele voou para a casa dos fundos, e pousou sob a antena externa de televisão. Busquei uma nova pedra com a intenção de jogá-la o mais perto possível do passarinho. Mirei com muito cuidado e atirei.
Contudo, a pedrinha tomou um rumo diferente do que eu havia planejado. Acertou o pardal em cheio. Este caiu de uma altura de uns 3 metros. Fiquei observando e torcendo para ele se movimentar, mas nada. Estava morto, e eu havia causado aquilo. Senti o coração apertado e decidi não contar para ninguém.
“Era só um pardal. São tantos que existem e morrem todos os dias”, pensei comigo mesmo.
Esqueci-me do pardal até o dia em que aconteceu uma daquelas pequenas tragédias da infância de um garoto. Eu tinha um gatinho chamado Mimo e gostava muito dele. Uma tarde, enquanto eu estava na escola, minha irmã mais nova levou o Mimo para um passeio na casa do vizinho. O bichano escapou de suas mãos em determinado momento e tentou voltar para casa, atravessando a rua. Um carro passava naquele momento e...
Quando cheguei em casa, ao fim da tarde, minha mãe me deu a terrível notícia: meu gatinho estava morto. Fui até o quintal e, com lágrimas nos olhos, enterrei Mimo.
Naquele momento, lembrei-me do pardal. Agora eu entendia o que significava a morte de um simples bichinho. Compreendi por que Deus disse que ninguém tem o direito de tirar a vida. Até um pardal é importante para o Criador.

Fernando Beier

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Desenhos que Prejudicam as Crianças






















Crianças pequenas que assistem a programas de televisão com ritmo acelerado e com um enredo fantástico – como o desenho Bob Esponja – podem acabar desenvolvendo problemas de aprendizado e de comportamento. É o que afirma um estudo conduzido pela Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, e que será publicado na edição de outubro do periódico médico Pediatrics. Para chegar aos resultados, psicólogos da universidade analisaram crianças de quatro anos imediatamente após elas assistirem a nove minutos de Bob Esponja. Descobriu-se, então, que a função executiva dessas crianças (habilidade de prestar atenção, resolver problemas e de ter um comportamento moderado) havia sido seriamente comprometida, frente às crianças de quatro anos que passaram os nove minutos assistindo a um programa com ritmo mais lento e realista, ou desenhando.

De acordo com Angeline Lillard, pesquisadora chefe do estudo e professora na Universidade da Virgínia, pode haver duas razões pelas quais esses programas têm um impacto tão negativo no aprendizado e no comportamento infantil. “É possível que o ritmo acelerado, com personagens em movimento constante, e a fantasia prejudiquem a habilidade que a criança tem de se concentrar”, diz. Segundo ela, uma segunda possibilidade seria que, ao se identificar com os personagens sem foco e frenéticos, a criança acabe por adotar essas características.

Para Lillard, os pais devem considerar esses fatores quando forem decidir o que o filho pode ou não assistir. “Programas como o Bob Esponja podem comprometer a capacidade de aprendizagem e de comportamento”, diz. De acordo com a pesquisadora, aos quatro anos as crianças estão numa fase importante do desenvolvimento. Assim, assistir à TV, e suas consequências, podem ter efeitos duradouros – a pesquisa de Lillard, no entanto, estava focada apenas em efeitos imediatos.

“Crianças pequenas estão começando a aprender como se comportar e como aprender”, diz. “Na escola, elas devem se comportar adequadamente. Elas precisam se sentar, comer de maneira correta e serem respeitosas. Tudo isso requer funções executivas. Se uma criança assistiu apenas a um programa de TV que prejudicou essas habilidades, não podemos esperar que ela se comporte em seu nível normal em todas as situações do dia”, diz Lillard.

A especialista recomenda, então, que os pais usem atividades criativas de aprendizado, como blocos para construção e jogos de tabuleiro. “A função executiva é extremamente importante para o sucesso da criança na escola e na rotina”, diz Lillard. “É importante para sua saúde mental e física.”

Fonte: Veja

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

11 de Setembro - dez anos depois




     Eu estava em casa na manhã fatídica do 11 de setembro de 2001.  Folheava um livro quando recebi um telefonema de minha esposa. Do seu trabalho em Campinas, ela soube do assassinato do prefeito da cidade, conhecido como Toninho do PT. Corri para a televisão, para saber alguma coisa sobre o assunto, e não pude acreditar no que vi: uma das torres do WTC, em Nova Iorque, estava em chamas. Peguei o telefone para ligar de volta para a Lauren, e minutos depois, o impensável aconteceu, diante dos meus olhos (e de bilhões de pessoas): um avião atravessou a segunda torre.
      Eu não consigo lembrar direito o que senti: foi medo, pavor ou perplexidade? Provavelmente tudo junto. A partir daquele instante, eu não desgrudei os olhos da TV durante as quatro horas seguintes. Quando as torres desabaram, eu tive a única certeza possível diante de tamanha tragédia - o nosso planeta não seria o mesmo a partir dali.
      E realmente não foi. Percebeu-se que uma nova forma de guerra teve início. De um lado, um grupo de indivíduos dispostos a morrer em nome de sua religião, matando o maior numero de inocentes possível; do outro lado, nações tentando evitar a ação desse grupo. Aprofundou-se a cultura do apocalipse entre os americanos e também no lado ocidental do mundo. A "recessão" virou palavra do dia.
      Não que isso tenha afetado tanto assim a vida comum de milhões de pessoas. Na verdade, para a maioria dos habitantes do planeta, nada de mais aconteceu. Nenhuma novidade real. E aí reside, em minha opinião, o grande problema. Situações impensáveis como o Onze de Setembro deveriam confrontar nossa comodidade moral e espiritual. E como escrevo principalmente para cristãos, vou ainda mais longe. O Onze de Setembro deveria ter aberto uma nova etapa no cristianismo. Uma etapa de mudanças e renovações, de novo comprometimento com a missão e com a esperança da volta de Jesus. Mas depois de uma década, minha percepção é de que pouca coisa mudou na vida da igreja de Cristo.
      Não sou um mero pessimista. Sei muito bem que milhares de pessoas aceitaram a mensagem do evangelho nos dez últimos anos. Mas me pergunto: não poderíamos ter avançado mais? Creio que sim. Jesus deixou claro para os seus discípulos que alguns sinais (entre eles as guerras constantes) indicariam sua volta eminente. E se Jesus logo voltará, temos decisões importantes a tomar, e um trabalho a fazer - falar as pessoas (mesmo aquelas que jogam aviões contra prédios cheios de gente) que existe um mundo melhor. Um mundo onde não se luta para viver uma vida que logo termina. Mas sim uma vida de eterna paz.
       Quem sabe, alguns de nós, mais maduros depois destes dez últimos anos, aproveitemos devidamente o tempo que temos, e façamos o que devemos fazer como cristãos - aprofundar nosso reavivamento e reforma espiritual, e gritar ao mundo do breve retorno do Rei.


Fernando Beier
 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Quase 40% dos Europeus sofrem transtornos mentais























A notícia a seguir é extremamente reveladora:

"Um grande estudo publicado [na] segunda-feira, 5, revelou o impressionante dado de que 38% dos europeus – ou cerca de 165 milhões de pessoas – sofrem de uma desordem cerebral como depressão, ansiedade, insônia ou demência. O estudo, liderado por Ulrich Wittchen, diretor do Instituto de Psicologia Clínica e Psicoterapia da Universidade de Dresden, na Alemanha, foi feito ao longo de três anos em 30 países europeus – os 27 da União Europeia mais a Suíça, Islândia e Noruega – e envolveu um contingente de 514 milhões de pessoas. Um outro dado impressionante é que apenas cerca de um terço dos casos recebe o tratamento ou a medicação necessária para os transtornos mentais. “Os transtornos mentais se tornaram o maior desafio para a saúde da Europa do século 21”, afirmam os autores do estudo. Essas doenças implicam custos econômicos e sociais calculados em centenas de milhões de euros, uma vez que as pessoas afetadas muitas vezes se tornam incapazes de trabalhar e são prejudicadas em seus relacionamentos".

Fonte: Opinião e Notícia

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A Antífona de Miriam


E Míriam cantou para elas assim: Cantem ao Senhor porque Ele conquistou uma vitória gloriosa. Êxodo 15:21.

Antífona é um curto versículo recitado ou cantado por um celebrante, antes ou depois de um salmo. Foi exatamente o que Míriam fez ao liderar o coro de mulheres, por ocasião da travessia do Mar Vermelho.
Além do dom da música, Míriam também era profetisa. Perceba que Deus pode utilizar as mulheres para Sua obra da mesma forma que os homens. Assim como Míriam, as mulheres de hoje também têm uma parte importante a desempenhar. O único requisito necessário é querer ser usada por Deus.
Aos doze anos de idade, uma jovenzinha iugoslava chamada Agnes Bojaxhiu ouviu a respeito do amor de Deus e decidiu compartilhar esse amor com outras pessoas. Estudou num convento e se preparou para o trabalho em favor do semelhante.
Um dia, durante uma viagem de trem, sentiu-se chamada por Deus para ir viver nas favelas da Índia e cuidar dos pobres. Mas como começar? Ela decidiu então trabalhar com as crianças de rua. Como não tinha uma escola, ela as reuniu numa cabana de barro e sem carteiras, tendo que escrever no chão para ensiná-las.
Logo apareceram muitos doentes para ela cuidar. Pessoas que mal tinham alimento e roupa. Ela entregou-se sem reservas para salvar todos quanto podia. Fez o mesmo com as crianças que viviam em lixões, inclusive encontrando pais adotivos para elas.
Tempos depois, ela trabalhou com a classe mais rejeitada – os leprosos e as crianças retardadas. Deu-lhes todo o carinho que podia. Foi tal trabalho que chamou a atenção do mundo para aquela dedicada mulher.
Essa pequenina mulher ficou conhecida como Madre Tereza de Calcutá. Pessoas de todo o mundo vinham conhecê-la.
Em 1979, ela recebeu o Prêmio Nobel da Paz pelo seu trabalho incansável em favor dos famintos, desabrigados e aleijados. Mais tarde, ela diria: “Sou apenas uma caneta nas mãos de Deus.”
Você também pode ser uma caneta nas mãos de Deus! É só deixar que Jesus seja o Rei de sua vida.

Fernando Beier