sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O que Deus deseja para você em 2012?



Cada vez que um novo ano desponta no horizonte, muitos de nós somos levados por um sentimento de expectativa. O que acontecerá de novo? Minha vida vai melhorar? Conseguirei fazer o que não fiz nos últimos meses? Meus sonhos se realizarão? A ansiedade nesses casos é saudável se nos empurrar para a certeza de nossa constante e irremediável dependência de Deus.
Algumas semanas atrás, minha filha me perguntou onde iríamos passar as férias. Impaciente, eu disse que só Deus sabia. Ela então resmungou: "Ele bem que poderia contar para nós". Sua lógica infantil me pegou de surpresa e me fez pensar no quanto eu realmente desejo saber a vontade de Deus para o futuro. O que Ele deseja para mim no novo ano? Enfim, uma pergunta que, como cristão, não posso ignorar.
Obviamente, a resposta não vem tão fácil como eu gostaria. Deus não vai falar através de um trovão ou terremoto. E se o fizesse, suspeito que não conseguiria assimilar tudo tão rápido. Creio que seria mais saudável se recebesse o que preciso em doses homeopáticas. A Bíblia diz que "as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã". Bem, se cada dia é um horizonte desconhecido, necessito que tal promessa se torne realidade. E não consigo pensar em outra reação mais natural para o cristão que buscar a presença de Deus no início de cada manhã e dizer: "Estou pronto. Dê-me a benção que prometeste para esse dia". Quem sabe então, dia após dia entregando-se pela fé, conseguirei entender melhor o plano divino para minha vida.
Que assim seja em 2012. Para mim e para você.
Um abraço...

Fernando Beier

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

SexxxChurch?

Por Marcelo Brasileiro
“Eu levo uma vida dupla. Sou pastor em período integral, mas na maior parte do tempo fico sozinho no escritório da igreja, baixando vídeos pornô na internet. Sinto-me simplesmente incapaz de conter isso”. A confissão, contundente em sua sinceridade, está na página virtual do ministério SexxxChurch (www.sexxxcurch.com), uma iniciativa que mistura muita originalidade, uma boa dose de ousadia e alguma polêmica. O site se propõe a socorrer almas perdidas no universo da pornografia, uma cadeia que a cada dia prende mais pessoas, inclusive crentes. Pelo menos um em cada dez evangélicos tem coragem de assumir problemas nesta área. Contudo, a quantidade deve ser bem maior, já que o receio dos efeitos de uma confissão perante a família e a igreja faz com que muitos prefiram ocultar o desvio de comportamento.
Mantido por uma equipe ligada à Igreja Projeto 242, uma comunidade evangélica que fica no centro da cidade de São Paulo, o SexxxChurch não foi feito para crentes, já que tinha uma proposta evangelística. Mas em pouco tempo percebeu-se que a demanda principal estava situada do lado oposto da trincheira. “A maioria dos e-mails que recebíamos eram de pessoas que se identificavam como cristãos, membros de igrejas ou líderes, e que tinham enormes problemas com o vício da pornografia”, relata João Mossadihj, 25 anos, conhecido como Jota, um dos idealizadores da página deste ministério evangélico nada ortodoxo.
Em pouco tempo, a idéia transcendeu o ambiente virtual. Praticamente todo fim de semana, o grupo da 242 visita alguma igreja com o projeto Pornix, voltado a palestras sobre sexualidade e pornografia. A procura pelo serviço é grande, o que demonstra a extensão do problema nos arraiais evangélicos. Mas o ministério também costuma evangelizar em regiões como a da Rua Augusta, no centro da capital paulista, conhecido reduto de prostíbulos. SexxxChurch também marca presença na Parada Gay, ostentando camisetas com dizeres como “Jesus ama os atores pornôs”. Numa demonstração prática do conselho de Paulo, que recomendou que os cristãos fizessem de tudo para, de alguma forma, ganhar alguns, a equipe já faz planos para alugar um estande na Erótika Fair, feira especializada do mercado erótico que acontece em outubro em São Paulo. O evento é uma prova do gigantismo de um setor que movimenta cerca de 500 milhões de reais ao ano apenas no Brasil – no mundo, são 60 bilhões de dólares anuais. “Vamos distribuir bíblias estilizadas durante a feira”, planeja Jota.
Mas é mesmo no mundo virtual que o SexxxChurch alcança números estratosféricos. Segundo Jota, são 600 mil acessos mensais e duzentos e-mails por dia. As mensagens são enviadas por gente nas mais diversas situações – algumas fazem confissões das mais indecorosas possíveis. No entanto, apenas 10% das mensagens são respondidas, contabiliza a psicóloga Sâmara Gabriela Baggio, 28, que acompanha boa parte desses casos. “Nós ouvimos e estabelecemos metas para a recuperação. Mas, para isso, é preciso que o viciado esteja realmente arrependido”, destaca a terapeuta. Para ela, não há limite seguro para o consumo de pornografia. “A partir do momento que uma pessoa entra em contato com isso, as imagens recebidas ou geradas na mente alimentam fantasias. Não demorará muito para que se tente colocar em prática tudo o que foi visto e fantasiado”, opina.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Feliz Natal!




       Aos leitores do Blog PENSANDO LIVREMENTE um feliz Natal e um novo ano cheio de bençãos. Obrigado pelo seu apoio.

Fernando Beier

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Desconfiança nos Ateus



Pesquisa realizada em novembro pela Universidade de British Columbia, no Canadá, e pela Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, concluiu que as pessoas em geral tendem a confiar mais nos cristãos do que nos ateus, gerando certo preconceito para com os cidadãos que não acreditam em Deus. Para isso, fez-se uma simples pesquisa com mais de 300 americanos de idades entre 18 e 82 anos. Os autores apresentavam aos participantes alguns tipos sociais, como ateus e homossexuais, e colhiam alguns dados que resumiam sentimentos e pensamentos relacionados a esses tipos, como nível de confiança e nível de aversão. O estudo descobriu que os entrevistados não tinham problemas relacionados a pessoas em geral – o que demonstra que eram voluntários normalmente sociáveis –, mas tinham menos empatia por homossexuais e ainda menos por ateus – mostrando haver preconceito contra ambas as condições. 

O preconceito contra ateus estava mais relacionado a uma falta de confiança nessas pessoas – os participantes relataram que não achavam os ateus confiáveis. Já em relação ao preconceito contra gays, foi notado entre os entrevistados um grau de revolta com o comportamento em público das pessoas com essa opção sexual.

Fonte: Galileu

Comentário: Os ateus, quem diria, também sofrem preconceitos. E quem melhor pode entendê-los? Os cristãos! Não é interessante? (F. Beier)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sofrimento dos mais fracos




Mais um caso de de maus-tratos contra cães caiu na web. Vídeo postado no YouTube nesta quarta-feira (14) mostra uma enfermeira agredindo violentamente seu Yorkshire - as imagens não deixam claro se o cão morreu. A brutalidade foi cometida na presença do filho dela, de aproximandamente 3 anos de idade, na cidade de Formosa, em Goiás. 

No último dia 8, um cachorro foi enterrado vivo pelo próprio dono, na cidade paulista de Novo Horizonte. Quatro dias depois, outro cão foi amarrado no para-choque de um carro e arrastado por 500 metros em Guarulhos, na Grande São Paulo.


Fonte: Yahoo.com.br


Comentário:  A maldade do ser humano é tanta que não conhece limites. A medida que a loucura de certas pessoas cresce, os mais fracos pagam a conta - animais, idosos e crianças. Quanto sofrimento e dor a humanidade ainda é capaz de produzir? (F. Beier)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O Pão que Verdadeiramente Alimenta



“À vista disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com Ele. Então, perguntou Jesus aos doze: Porventura, quereis também vós outros retirar-vos? Respondeu Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus”. João 6:66-69.


       Era mais um dia de sol na Galiléia.  As notícias sobre os últimos acontecimentos correm por todas as cidades e aldeias. Dizem que Jesus alimentou mais de cinco mil pessoas. O povo está em comoção, pois pensam ter chegado a hora da sua tão sonhada libertação. Aquele que andou sobre o mar e mandou a tempestade se acalmar deveria ser coroado rei. Não há dúvidas que o momento crucial chegou.
       Jesus, obviamente, sabia de tudo. Sabia que no gráfico de sua vida, a multiplicação dos pães foi o ponto alto na euforia de sua nação. Sabia que se somente fizesse um aceno afirmativo, todo o povo o arrebataria e o proclamaria Rei. Sabia, acima de tudo, que o interesse das pessoas era temporal.
       Por isto Jesus está triste. Há algo errado em tudo aquilo. Aos olhos humanos, Jesus havia alcançado o máximo que um líder, político ou revolucionário jamais havia sonhado. Nunca se viu alguém com tamanha popularidade. Jesus era mais conhecido que o próprio Rei da nação!
       Contudo, a missão de Jesus continha algo de misterioso que as pessoas não conseguiam entender -– nem mesmo seus discípulos.
       Ao multiplicar os pães, Cristo tinha contemplado a alegria e satisfação no rosto daquela gente. Olhou todos com amor, “como ovelhas que não tem pastor”. Entretanto, viu algo mais: incredulidade e a falsa esperança de um reino terrestre.
       Em várias ocasiões, Jesus afirmou a seus seguidores para não colocar a esperança nas coisas desta vida. De nada adiantou. Na euforia da alimentação multiplicada, o reino espiritual ficou eclipsado. Na verdade sempre foi assim.
       O ser humano em geral está preocupado em encontrar alguém que resolva seus problemas. E de preferência o mais rápido possível. Em geral, não importa quem seja, de onde vem, sua filosofia de vida ou mediante o quê se realiza o milagre. As pessoas seguem em geral aquele que oferece mais.
      Talvez você ache um exagero o que vou afirmar, mas creio que se Josef Stalin, por exemplo, aparecesse novamente -– com o mesmo caráter que o fez enviar milhares de pessoas para as prisões soviéticas -– e alimentasse pequenas multidões, curasse outro tanto e pregasse apaixonadamente uma reforma social, logo dezenas de pessoas estariam seguindo-o. Até mesmo alguns dariam a sua vida por ele!
       Este era o motivo da tristeza de Jesus. As pessoas não o seguiam por causa dEle. O próprio Criador talvez tenha se assustado ante o duro coração humano. Os homens pareciam não compreender suas palavras.
       Então Jesus tomou a decisão de mudar tal expectativa. Pregaria o mais claro e doloroso de seus sermões. Faria isso dois dias após a multiplicação dos pães.
       Estando em Genesaré, logo grande multidão apareceu a sua procura. Jesus escolheu uma sinagoga para a sua pregação. Todos estavam ali aguardando mais manifestações milagrosas. Mais pães e peixes. Porém o que ouviriam ali, mudaria o rumo de suas próprias vidas. Cristo deixaria claras as expectativas que todos deveriam ter perante a sua missão.
       Por favor, não pense que foi simples para Jesus ter de falar o que falou. Seu coração com certeza chorava. Quando Ele começou a falar, estavam todos sorrindo e felizes. Ao final, o povo estava silencioso e de cabeça baixa. O assunto do sermão ainda era a multiplicação dos pães, e o título: “Eu sou o pão da vida”. Na verdade, o povo ficou confuso.
       Você já pensou seriamente nestas palavras? Quando o povo comeu o pão multiplicado, se alimentavam do que era material e passageiro. E o Reino de Deus não tem nada a ver com isso. Ele não é terrestre. Não é conquistado com a força das armas ou com o uso da violência. A condição para entrada no Reino de Deus é uma só. Aceitação de uma pessoa -–  Jesus Cristo.
       Isto significa que quem busca o cristianismo como uma forma de obter o sucesso material nesta vida, vai ter uma grande decepção. Eis o motivo de muitos saírem da igreja e abandonarem a religião. Aguardam algo que Jesus nunca prometeu dar.
       Quando o sermão terminou, aconteceu o que Jesus já esperava. As pessoas se levantaram e começaram a sair murmurando: “Duro é este discurso, quem o pode ouvir?” O relato Bíblico expressa tragicamente aquele momento: “Á vista disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele”.
       É difícil imaginar a tristeza de Jesus ao ver todos saindo pela porta da sinagoga para nunca mais voltar. E o pior: muitos daqueles pseudo-discípulos futuramente gritariam: “Crucifica-o!”.
       A sinagoga ficou vazia. Jesus contempla doze homens atônitos e assustados. Com os olhos lagrimejantes, Ele pergunta: “Porventura quereis vós outros retirar-vos?”
       Eis uma pergunta que Jesus poderia fazer a mim e a você toda vez que achamos que as coisas espirituais são complicadas demais. Toda vez que os problemas se avolumam sobre nossa cabeça. Toda vez que alguém nos magoa dentro da igreja.
       A vida neste mundo de pecado oferece apenas lutas e provas. Temos a impressão as vezes que o sofrimento não quer nos deixar. Ficamos desanimados com nossas imperfeições e com as imperfeições dos outros. Talvez nesses momentos a vontade seja desistir de tudo. Perceba que a única coisa que Jesus pode fazer é perguntar qual a sua decisão, pois ele não força a ninguém a aceitá-lo. Foi o que Ele fez com os discípulos.
       Agora, note a resposta de Pedro: “Senhor, para quem iremos?”.
       Amigo, esta pergunta é muito significativa. Perceba que a ênfase não é para “onde” e sim para “quem”. Se você algum dia desistir de Jesus, para quem você se voltará? Onde vai encontrar ajuda para enfrentar suas lutas? Quem vai te ajudar a carregar teus fardos? Quem vai lhe entender nos momentos de dor?
       Quando penso num mundo dentro de uma realidade sem Jesus, me pergunto: será que conseguimos resolver nossos próprios problemas apenas confiando em nós mesmos? Sinceramente, depois de estudar um pouco a história e contemplar a capacidade humana para o mal, eu creio que não.
       Os discípulos podiam abandonar a Jesus e todo aquele papo de “reino de Deus”. Podiam muito bem voltar para as vidas simples que tinham antes de conhecerem o tal Nazareno. Podiam continuar a ser manipulados pelos líderes judaicos. Entretanto, eles não teriam aquilo que mais ansiavam: “Tu tens as palavras de vida eterna”.
       Isso faz toda a diferença, você não acha?
       Há muitos anos, um moço andava pelas ruas de Londres, quando avistou um anúncio na porta de uma igreja. Era um convite para as reuniões que ali se realizavam. Ele entrou e escutou o apelo feito. Pensou em aceitar a Jesus em seu coração, mas se assim o fizesse, teria dificuldade em seguir a carreira de jornalista, carreira que tanto sonhava ter. Decidiu viver como antes. Os anos se passaram e ele se tornou um famoso editor de um grande jornal. Mas, depois de se afastar do que é direito, foi parar na prisão. Um jovem cristão foi visitá-lo e lhe rogou: “O sr. não acha que deveria fazer a paz com Deus?”
       “É tarde demais. Quando eu era jovem como você, entrei numa igreja e Deus falou diretamente a mim, mas eu era ambicioso e desejava fazer fama no mundo. Agora estou acabado e nesta prisão”.
       O jovem não soube o que dizer e foi embora. Um amigo do jornalista entrou e perguntou: “O que está fazendo? Costurando?”
       Desviando o olhar da bolsa em suas mãos, aquele homem disse tristemente: “Não, agora eu estou apenas colhendo! Uma vida sem Jesus é um fracasso”.
       Se algum dia você pensar em desistir de Jesus, lembre-se que Ele é o único que pode lhe oferecer o que ninguém mais pode --- salvação e vida eterna.

Fernando Beier

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Igreja Luterana Realiza" Missa Tecno".


O reverendo de uma igreja luterana de Estocolmo, na Suécia, criou um tipo de missa diferente na tentativa de atrair os jovens para as reuniões religiosas. Olle Idestrom, líder da Igreja de Todos os Santos (que, apesar do nome similar, não tem ligação com a fé mórmon), começou a realizar “missas tecno” nas noites de sexta-feira.

Fonte: G1 Notícias

Comentário: Pois é, na tentativa de atrair as pessoas para Cristo, muitas denominações cristãs acabam aproximando os cristãos do mundo secular. Será que vale a pena tanto risco? (F. Beier)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Liderança Corajosa



Sinopse: No mais importante livro que já escreveu, Bill Hybels compartilha o que aprendeu sobre liderança cristã nos quase 30 anos em que lidera a Willow Creek Comunity Church. Liderança Corajosa é um presente pra você, líder de igreja local, pois, como Bill declara, a igreja local é a esperança do mundo, e o seu futuro reside essencialmente nas mãos de seus líderes.

Comentário: O autor escreveu um livro para líderes espirituais, sobretudo aqueles que trabalham diretamente na igreja. A maioria dos conselhos de Hybels vem de sua jornada como pastor de grandes congregações. Suas experiências mais marcantes são expostas para aprendizado do leitor. Não é uma obra sistematizada sobre liderança, mas acima de tudo uma conversa franca sobre as bençãos e os espinhos no caminho daquele que lidera. (F. Beier).

Nota: 7

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Irã x EUA: A Crise Pode Piorar

























O ministro da Defesa do Irã, Ahmad Vahidi, avisou aos Estados Unidos que seu país está preparado para ensinar “o que significa uma verdadeira guerra”. “O Irã é muito forte neste momento e está preparado para mostrar aos EUA o que significa uma autêntica guerra, se eles realizarem um ato de loucura”, disse Vahidi perante uma multidão de Voluntários Islâmicos na cidade de Bushehr, informaram a imprensa local. As frequentes notícias sobre armas e preparação bélica e os desafios às potências “arrogantes”, especialmente EUA e Israel, aumentaram no Irã depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) demonstrou sua suspeita que o programa nuclear iraniano tem uma vertente militar.

Vahidi advertiu neste domingo que “os que ameaçam a nação iraniana devem decidir até que ponto estão dispostos a se sacrificar e quantos deles estão dispostos a morrer”. “Também devem saber por quanto tempo poderiam suportar uma guerra e em que medida iriam tolerar assistir ao afundamento de seus navios de guerra e ter em mente como vão se proteger dos golpes destrutivos e poderosos dos mísseis e foguetes do Irã”, acrescentou.

O ministro advertiu ao Governo dos EUA que não devem crer que tem experiência em guerras, porque no Iraque o regime de Saddam Hussein “se rendeu” e no Afeganistão ocuparam o país porque “não havia ninguém para lutar”, mas, agora, “sua situação em ambos países é muito adversa”, com uma resistência crescente.

Além disso, os iranianos advertiram que não duvidarão em recorrer à guerra econômica e que, se forem atacados, podem cortar o Estreito de Ormuz, pelo qual sai um terço do petróleo que se consome no mundo. Isso poderia criar escassez de petróleo em muitos países, disparar ainda mais os preços e provocar uma hecatombe de consequências imprevisíveis em uma situação de crise que já afeta grande parte do mundo.

Fonte: Folha de S. Paulo

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O que acontecerá a Europa?
















Por Fernando Canzian


Os governos na Europa não agiram enquanto havia tempo. Agora, as saídas se fecham para os 17 países que têm o euro como moeda. Sobram duas: (1) o fim da união monetária entre alguns países, com recessões brutais; (2) a Alemanha autorizar o BCE (Banco Central Europeu) a financiar indefinidamente os países quebrados. A primeira saída é total incógnita. Nunca aconteceu. Haveria corrida a bancos para saques em euros nos países suspeitos de sair. Pois suas novas moedas nasceriam muito desvalorizadas. Já há saques fortes de correntistas nos bancos da Grécia, que mais se debate na atual crise. Haveria também um empobrecimento imediato nos países que deixarem o euro. E sua exclusão imediata do mercado de crédito global. 


Grécia, Irlanda e Portugal já foram socorridos. O mercado agora sufoca Itália e Espanha (e em menor grau a França) para rolar suas dívidas. Quanto mais tempo isso ocorrer, pior: maior será o aumento do endividamento, base da atual encrenca europeia. 

Isso ocorre com os países em crise tendo ainda o euro como moeda. Se tiverem de se refinanciar em dracmas, libras, escudos, liras (moedas anteriores ao euro), a rolagem de débitos será impossível. Por muito tempo. Esses países não acabariam, por óbvio. Mas sofreriam um colapso brutal. Um evento como esse arrastaria bancos em todo o mundo. São eles os credores dos governos ameaçados de deixar o euro e de quebrar. 

Se levarem um calote, emprestarão menos a empresas e consumidores. Agravando a crise global. Mesmo nos EUA, a exposição é enorme. Os bancos americanos têm quase US$ 700 bilhões a receber da Europa. Uma crise bancária dessa natureza congelaria boa parte do crédito global, levando o mundo a uma enorme recessão. O fim do euro (mesmo que restrito a alguns países) é uma saída tão caótica que é difícil especular sobre ela. 

O menos caótico, mas politicamente impossível até agora, seria repassar a conta dos países mais endividados e menos dinâmicos aos mais ricos da zona do euro: Alemanha e, em menor grau, França. Para isso, o Banco Central Europeu teria de se transformar em algo semelhante ao Fed (o BC dos EUA). E a zona do euro precisaria de um “Departamento do Tesouro da Europa” (que hoje não existe). Assim, o BCE faria o que o BC dos EUA faz: ligaria a máquina de imprimir euros e financiaria indefinidamente os endividados. O Fed já injetou US$ 2 trilhões nisso desde 2008. 

A conta futura na Europa seria então repartida entre os 17 países do euro. Alemanha e França seriam os grandes fiadores de um novo ciclo de endividamento. É isso o que está em jogo. 

Estima-se em US$ 3 trilhões o custo para o BCE garantir a compra de títulos de países em dificuldade na Europa. Os alemães não querem, mas empurrar com a barriga é algo possível. O exemplo americano: mesmo com uma dívida pública que pode dobrar nos próximos dez anos, o dólar continua servindo de refúgio a investidores. Isso porque o Fed pode imprimir dólares para sempre, desde que o mercado os aceite. Logo, o refinanciamento de dívidas é sempre possível. 

Na zona do euro, isso é impraticável hoje. Pois a Alemanha não quer que o BCE imprima euros indefinidamente para bancar os países quebrados. Nem que os alemães financiem um Tesouro conjunto europeu, que assumiria dívidas futuras de outros países. 

O máximo permitido pela Alemanha até aqui foi deixar o BCE comprar parte dos papéis que alguns países em dificuldade não conseguem vender no mercado. Essas intervenções vêm aumentando rapidamente, mas não resolvem. Elas não são como ter um Fed que pode imprimir quantos dólares quiser. E um Tesouro único por trás para dizer que garante as dívidas. É por isso que o mercado cobra juros cada vez maiores de Espanha e Itália para refinanciar seus rombos: não há “bons” garantidores por trás da rolagem. Nem a disposição do BCE de financiá-los. 

Agravante: há uma forte recessão se aproximando. Com vários países da Europa ameaçados. Até aqui, a aposta alemã foi a de que medidas de austeridade em vários países estancariam a crise. Sem que os alemães precisassem ser fiadores dos quebrados. Não funcionou. 

O inacreditável fim euro pode levar a Alemanha a ceder finalmente. A endossar um BCE que financie sem limites a região. As alternativas parecem piores. Por incrível que pareça, é a Alemanha de novo. 


Fonte: Folha de S. Paulo

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Pare de Queixar-se!


As suas reclamações são contra Ele e não contra nós. Êxodo 16:8.

Esta pequena história de Laura Richards nos ensina que reclamar diante do problema não ajuda em nada.
– Não consigo subir neste morro – disse o menino. – É impossível. O que vai me acontecer? Será que vou ter que passar a vida inteira aqui no pé do morro? É terrível demais!
– Que pena! – disse a irmã. – Mas, olhe meu irmão! Descobri uma brincadeira legal. Dê um passo e veja se consegue deixar uma pegada bem visível na terra. Olhe só a minha pegada! Será que você consegue fazer uma tão boa assim?
O menino deu um passo:
– A minha está igual à sua!
– Você tem certeza? Olhe a minha de novo. Eu faço mais forte que você, porque sou mais pesada e a pegada fica mais funda. Tente novamente.
– Agora a minha está tão funda quanto a sua! – gritou o menino. – Olhe! Esta, esta e esta, estão o mais fundo possível!
– É, está muito bom mesmo – disse a irmã –, mas agora é a minha vez, deixe-me tentar novamente e vamos ver!
Eles continuaram passo a passo, comparando as pegadas e dando gargalhadas da nuvem de poeira que ficava para trás.
Minutos depois, o menino olhou para cima.
– Ei – disse ele –, nós chegamos ao alto do morro!
– Nossa! – exclamou a irmã. – Chegamos mesmo.
Pior que reclamar constantemente é perder a visão do objetivo. Muitas vezes perdemos tanto tempo reclamando da vida que, se tivéssemos apenas prosseguido normalmente, teríamos vencido o problema.
Como disse Matthew Henry: “As pessoas que se queixam são as que mais dão motivo de queixa.”
Pense nisso!

Fernando Beier

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O Papa não gostou...



 Sob o pretexto de pregar a paz entre os povos, o grupo Benetton colocou (em montagem) líderes mundiais se beijando. Aí já é demais. Forçou a barra...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Amor Desinteressado




















Por favor, perdoa o pecado deles! Êxodo 32:32.

Que homem tremendo foi Moisés! Mesmo sabendo que Deus tinha razão em Se irar contra o povo de Israel, Moisés intercedeu por eles.
Mas note que foi um risco para Moisés. Afinal de contas, Deus falou como se a decisão já tivesse sido tomada. E quando Deus toma uma decisão, quem pode fazer algo contrário?
Porém, uma palavrinha que passa muitas vezes despercebida quando lemos a Bíblia, mudou a situação. Deus disse: “Deixa-Me, que os consuma” (Êxodo 32:10, ARA). Moisés entendeu que havia uma chance de interceder pelo povo. E foi o que ele fez.
Deus ouviu-lhe a oração, e atendeu sua súplica em favor do povo. De certa maneira, o Senhor provou a fidelidade de Moisés e viu o quanto era real seu amor por aquelas pessoas ingratas e pecadoras. E Moisés resistiu à prova como bom cristão. Ele preferia ver a prosperidade do seu povo do que a sua própria. O que significaria a vida dali para frente sem as ovelhas que ele pastoreara desde o Egito?
A forma como Moisés agiu em favor daquele povo errante é também a forma como Jesus intercede por nós pecadores. Já pensou se em algum momento Jesus desistisse de nós? Se Ele afirmasse que não nos quer mais? É um pensamento assustador, não é mesmo?
Agora veja: “Será que uma mãe pode esquecer o seu bebê? Será que pode deixar de amar o seu próprio filho? Mesmo que isso acontecesse, Eu nunca esqueceria você” (Isaías 49:15).
Você é muito importante para Deus para escapar aos Seus cuidados. Nunca se esqueça disso!

Fernando Beier

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Situação do Mundo preocupa ONU




O Portal Terra noticiou: "O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, advertiu nesta segunda-feira os líderes mundiais de que poderão enfrentar protestos de um mundo formado por 7 bilhões de pessoas, a menos que resolvam o problema da desigualdade. Fome no leste da África, conflitos na Síria e protestos em Wall Street: segundo Ban Ki-moon, há um “descontentamento crescente” e uma “perda de confiança em que os governos e instituições públicas farão a coisa certa”. “Nosso mundo tem contradições terríveis”, disse Ban Ki-moon numa entrevista coletiva sobre o anúncio da ONU de que a população mundial chegou a 7 bilhões. “Há muita comida, mas 1 bilhão de pessoas passam fome. Esbanjamento para poucos e pobreza para muitos outros.” O secretário-geral da ONU disse que levará seu alerta para a reunião do G-20 nesta semana, em Cannes. “Em que tipo de mundo nasceu o bebê de número 7 bilhões? Que tipo de mundo queremos para nossas crianças?”


É uma pergunta oportuna, sem dúvida. Mas pense: os problemas citados pelo líder da ONU não vem de hoje. Ao que parece, a visão de futuro do mundo moderno nunca foi tão nebulosa e assustadora. É como se todos estivessem esperando o pior. O que me chama a atenção é que a Bíblia, tão rejeitada e ridicularizada por  mentes privilegiadas, já traçava há séculos o perfil de nosso tempo. E mais: dias piores virão. Mas ainda existe esperança. Antes que a humanidade consuma a si mesmo e o mundo em que vive, Deus irá intervir. Bem, é isso que a Bíblia diz... Você vai dar uma chance para conhecê-la melhor?

Fernando Beier

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Mudanças Climáticas - Aumento das Catástrofes?






















Seca, inundações, ciclones e incêndios: os desastres climáticos estão mais frequentes e intensos com o aquecimento global provocado por atividades humanas [sic]. A tendência é que esta situação se agrave, alerta um relatório da ONU sobre o clima. Claro que o impacto do aquecimento climático sobre os eventos depende de sua natureza e de sua distribuição, muito desigual, entre as diferentes regiões do mundo. Além disso, o nível de certeza das previsões formuladas por especialistas varia com a quantidade e a qualidade dos dados disponíveis. Mas os centenas de cientistas que redigiram este relatório para o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) são contundentes: os eventos climáticos extremos serão, no geral, mais graves e mais frequentes nas próximas décadas, um risco a mais para a maior parte dos habitantes de nosso planeta.

“Este é o maior esforço já realizado para avaliar o modo como as catástrofes estão mudando”, afirmou Neville Nicholls, professor da Universidade Monash de Melbourne e coordenador de um dos capítulos desse relatório, que deve ser revisado pela ONU durante a reunião em Kampala, antes da publicação, programada para o dia 18 de novembro. Essa publicação coincide com uma série de catástrofes naturais devastadoras que suscitaram muitas interrogações e inquietações.

Em 2010, temperaturas recordes favoreceram incêndios que destruíram florestas da Sibéria, enquanto o Paquistão e a Índia sofreram com inundações sem precedentes. Neste ano, os Estados Unidos registraram um número recorde de desastres, desde o transbordamento do Mississippi e do Missouri até o furacão Irene, passando pela seca terrível que afeta atualmente o Texas. Na China, regiões inteiras sofrem com secas intensas, enquanto chuvas devastam a América Central e a Tailândia.

Trata-se apenas de anormalidades climáticas momentâneas ou são consequências, profundas e duráveis, do aquecimento global? A maior parte desses eventos é consequência do aquecimento climático produzido por ação humana [sic]: aumento das temperaturas, do teor de água na atmosfera e da temperatura dos oceanos, segundo o relatório. Todos eles são fatores propícios para agravar e provocar eventos climáticos extremos.

De acordo com o relatório, apoiado em centenas de estudos publicados nos últimos anos, é quase certo que, de 99% a 100%, a frequência e a magnitude dos recordes diários de calor vai aumentar em escala planetária neste século 21. E é também muito provável (90% a 100%) que a duração, a frequência e a intensidade das ondas de calor continuarão a aumentar em quase todas as regiões. Os picos de temperatura vão provavelmente (66% a 100% de certeza) aumentar em relação ao fim do século 20, até 3°C em 2050 e 5°C até 2100.

Muitas áreas, particularmente os trópicos e as latitudes elevadas, vão enfrentar chuvas e neves mais intensas. Paralelamente as secas vão se agravar em outros pontos do globo, em especial no Mediterrâneo, na Europa Central, na América do Norte, no nordeste do Brasil e na África austral.

O aumento do nível dos mares e da temperatura das águas vai provocar ciclones mais destrutivos, enquanto o derretimento das geleiras e do permafrost, combinada com mais precipitações, poderá provocar mais deslizamentos, diz o IPCC.

Fonte: Veja

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Papa reúne religiosos e ateus















O atual Papa, Bento 16, realizou ontem um culto ecumênico com representantes de 300 religiões e ateus. É a primeira vez em que pessoas que não acreditam na existência de Deus participam das cerimônias. O objetivo foi promover um dia de reflexão e fé, segundo o Vaticano. É o 25º aniversário do Dia Mundial de Oração pela Paz, que começou com o papa João Paulo II, em 1986. O papa fez um sermão, na Basílica de Santa Maria dos Anjos, e em seguida, houve a participação dos representantes de várias religiões e dos ateus. O Vaticano organizou ainda um almoço. 
Pois é, tudo indica que uma das prioridades do papado é manter a hegemonia religiosa sobre o cristianismo e as demais religiões. Será que um dia todos vão se ajoelhar diante da liderança papal?

Fernando Beier

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

População do Mundo chega a 7 Bilhões



A população mundial vai atingir a marca de 7 bilhões de pessoas na próxima segunda-feira (31), de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), que usou estimativas de demografia e selecionou a data de forma simbólica para debater o tema e discutir ideias de crescimento e sustentabilidade. O número será alcançado apenas 12 anos depois de um bebê nascido em Sarajevo ter sido nomeado pela ONU como o 6ª bilionésima pessoa a nascer, e 24 anos depois de o 5º bilionésimo ter nascido na Bósnia. Segundo o Departamento do Censo dos Estados Unidos, entretanto, o dado das Nações Unidas é precoce, e a população mundial é de “apenas” 6,97 bilhões no fim de outubro. A marca de 7 bilhões, segundo o dado dos demógrafos americanos, chegaria apenas em abril do próximo ano.

(G1 Notícias)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

terça-feira, 18 de outubro de 2011

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

John Wesley - Uma Vida Longa em Poucas Palavras






Por Christian History & Biography

A vida de um homem que com sua paixão por Deus mexeu com a vida espiritual dos ingleses e com a estrutura social de seu país.
John Wesley nasceu em 1703 e sua infância foi fortemente influenciada por sua mãe, uma mulher rígida e piedosa. Seu pai era um homem difícil de se agradar. Sua mãe acreditava que os desejos das crianças deviam ser subjugados e que eles deveriam ser disciplinados quando não se comportassem. John era o décimo quarto filho. Ele teria morrido em um incêndio em Epworth Rectory se não tivesse sido arrancado das chamas por um vizinho. Na época tinha sete anos e depois disso sua mãe o lembrou várias vezes que ele era “um tição colhido do fogo”. Mais tarde ele teve a certeza de que tinha sido poupado por um propósito, servir a Deus.
Samuel, o pai de John, era um erudito, que por muitos anos trabalhou em uma obra monumental sobre o livro de Jó. Um pregador severo, para não dizer implacável, uma vez exigiu que uma adúltera andasse nas ruas em sua vergonha. Ele também forçou o casamento de uma de suas filhas depois que ela tentou fugir com um homem que não era o escolhido de seu pai. Com seu pai e sua mãe, John Wesley desenvolveu excelentes hábitos de estudo e também se acostumou com o sofrimento físico.


John Wesley foi para Charterhouse School em 1714, para Christ Church College, em 1720, e em 1726 foi eleito membro na Lincoln College em Oxford. Depois de ser pastor auxiliar em Wroote, Lincolnshire, de 1727 a 1729, ele voltou à Oxford não apenas para continuar seus estudos, mas também para começar a viver uma vida mais devota e santa. Muitos outros jovens brilhantes tinham um curriculum como o de Wesley, mas poucos tinham a sua dedicação. Ele dominava pelo menos sete idiomas e desenvolveu uma visão verdadeiramente abrangente em todas as áreas da investigação. Quando ele voltou de Wroote para Oxford, ele assumiu a liderança de um grupo chamado Holy Club (Clube Santo), iniciado por seu irmão Charles. Lá era onde eles reforçavam a fé através do estudo das Escrituras e buscavam a santidade na vida de cada membro.
O Clube Santo fazia muito mais do que refletir e orar. Eles iam às prisões levar a palavra de salvação aos prisioneiros. Embora eles fossem ridicularizados por seus companheiros de Oxford, de seu grupo de uma classe social mais baixa saíram homens que se tornaram importantes para aquele tempo, particularmente os irmãos Wesley, além de George Whitefield. O modo de vida de John Wesley exigia jejuns periódicos, encontros regulares para estudo e auto-avaliação pessoal. Somente muito tempo depois foi que ele percebeu que seu grupo seguia mais a letra do que o espírito do cristianismo.
Em 1735 grandes mudanças atingiram John e Charles Wesley. O seu pai morreu e ambos foram para a colônia da Georgia, nos Estados Unidos, com a bênção e encorajamento de sua mãe. Lá foi uma prova para John, que entendeu que realmente não gostava muito dos índios e sua rigidez não era muito apreciada pelas pessoas da Georgia. Mas importante que isto, foi o contato de John na sua viagem com um pequeno grupo de morávios. Estes homens e mulheres destemidamente cantavam hinos durante terríveis tempestades no mar, ao mesmo tempo em que o próprio Charles se desesperava. Isso o fez querer conhecer mais sobre a fé que eles demonstravam ter. Em 1737 ele retornou à Inglaterra.
Devemos apreciar a humildade de John Wesley, pois ele podia ser crítico o bastante consigo mesmo para parar suas atividades religiosas naquele momento e pensar que era um ministro experiente demais para examinar sua falta de fé. Peter Boehler, um morávio, deu-lhe a chave – pregar a fé até que ele a tivesse, e então ele pregava a fé. John Wesley lutou com sua falta de fé até 24 de maio, uma quarta-feira, em 1738, no famoso encontro de Aldersgate, foi quando ele teve uma conversão, uma profunda e inconfundível experiência de fé. Seu “coração foi estranhamente aquecido”. Então seu verdadeiro trabalho começou.


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Dia das Crianças: Uma Reflexão Espiritual

          


“Senhor dos céus, se olhar para o meu sofrimento e responder a minha oração dando-me um filho, então eu darei esse filho de volta ao Senhor”. I Samuel 1:11 (Viva)

          Poucas coisas são mais esperadas na vida de um casal do que o nascimento de um filho. As crianças são como as flores de um jardim cuidadosamente cultivado.  Não era diferente na vida de Elcana e Ana. Este casal, segundo o relato bíblico, tinha um casamento sólido, mas sofriam com a impossibilidade de gravidez de Ana.
          Para Ana, a situação era especialmente torturante. Naquela época, a importância da mulher estava diretamente ligada a sua fertilidade. Mas o pior era vivenciar o sonho da maternidade frustrado mês após mês. Seu casamento apresentava uma rachadura de infelicidade. Então ela tomou uma decisão: colocaria a situação na mão de Deus. Foi ao templo e orou.
          Quantas vezes enfrentamos dificuldades ou decepções que provam nosso otimismo na vida e nossa fé em Deus? Em muitas dessas situações, tentamos resolver as coisas do nosso jeito. Não demora muito para percebermos quão limitado é nosso controle sobre os detalhes da vida. Para alguém sem crença ou fé num Poder superior, isto pode ser frustrante, e até mesmo desesperador. Mas para alguém que crê na direção da Deus em sua vida, como lidar com isso? A Bíblia nos orienta a buscar na fé e na esperança a força para prosseguir. Pode ser que não tenhamos as respostas imediatas para todas as perguntas, mas isso não significa que Deus não está completamente interessado em nossos problemas. Pelo contrário. A Bíblia afirma que até o número de fios de cabelo em nossa cabeça Ele conhece. Ele sabe tudo sobre nós. Ele conhece tudo sobre você. Da próxima vez que uma dificuldade aparentemente sem solução aparecer em sua vida, faça como Ana. Ajoelhe e converse com seu Criador. Ele certamente lhe ajudará.
          Ana orou e decidiu que, não importasse qual fosse a situação futura, com filho ou sem filho, ela honraria a Deus com sua vida. Mas Deus já estava trabalhando por ela, e a gravidez por fim aconteceu. E depois do nascimento do menino, ela não se esqueceu de seus votos de fidelidade ao Senhor. Ainda menino, Samuel foi levado ao Templo, para servir ao Deus de seu povo.
          Não há nada que mais almejamos para nossos filhos que sua felicidade. Mas também sabemos que não há felicidade alguma longe dos caminhos de Deus. Por isso devemos, desde cedo, colocar nossos filhos nas mãos do Senhor. Nenhum pai ou mãe deve se esquecer, entretanto, que Deus vai trabalhar em união conosco. O que Deus fará por nossos filhos será um acréscimo àquilo que nós estamos fazendo por eles. As crianças formam seu caráter nos primeiros anos de vida, e os pais deveriam levar bastante a sério tal questão. As crianças recebem tudo como uma grande página em branco. A maneira como falamos com elas, nossa entonação de voz, os gestos de carinho ou ausência deles, as verdades ou mentiras que contamos, a maneira como encaramos a religião e o mundo, tudo está sendo registrado na alma infantil. Um pai ou uma mãe podem em grande medida, alimentar ou destruir a autoestima de seu filho. Alguma vez você disse ao seu filho que o colocou na mão de Deus como o fez Ana? Ele sabe que você ora por ele todos os dias?
          Tudo indica que desde cedo, Ana inculcou na mente de Samuel que ele pertencia ao Senhor e que deveria servi-lo. No momento certo, o pequeno Samuel não teve dificuldades em aceitar o chamado Divino.
          A infância de Samuel foi dentro do Templo do Senhor. Isso moldou sua vida e o futuro ministério como profeta de Deus. Quanto tempo seu filho passa dentro da igreja? Podemos achar que aquilo que acontece dentro da igreja não afeta muito a mente infantil, mas não é bem assim. O mesmo Espírito Santo que atua na mente e coração dos adultos, o faz sobre as crianças. O mesmo chamado que o Espírito faz para nós, faz também para elas. É desejo de Deus salvar as crianças das garras do pecado tanto quanto a mim e a você. Jesus sabia o quanto as crianças podem ser influenciadas para o bem ou para o mal. A Bíblia diz que um dia ele fez um convite para elas: “Deixai vir a Mim os pequeninos”. Ele estava apelando para seus corações infantis, e afirmando que elas também podem ser súditas do Reino do Céu.
          Não deveríamos perder a oportunidade de trazer nossos filhos à igreja. O ideal seria que elas aprendessem pelo nosso exemplo a importância de adorar a Deus em Seu Santo Templo. Pais que aparecem uma vez por semana na igreja não podem esperar que um dia seus filhos alcancem patamar superior. Pais que costumeiramente tem uma desculpa para não estar na igreja estão ensinando seus filhos a fazer o mesmo um dia.
            O esforço de hoje na educação espiritual de nossos filhos fará a diferença de amanhã. Muitas vezes fui procurado por mães que relatam do sofrimento de ver seus filhos afastados dos caminhos de Deus. Histórias de tristeza e solidão. 
          Veja: não estou dizendo que há garantias de que nossos filhos estando na igreja hoje não saírão amanhã. Mas uma coisa é certa: se não estiverem hoje, certamente não estarão no futuro.
          Quando seguirmos o exemplo de Ana quanto aos nossos filhos, dedicando suas vidas a Deus e ensinando-os no serviço do Mestre, Deus os chamará um dia para algo maior, e certamente eles terão a resposta pronta, como pequeno Samuel: “Fala, Senhor, que o Teu servo ouve.”
         Conta-se que por volta da meia-noite de nove de fevereiro de 1709, um incêndio teve início na casa de Samuel Wesley. O grito de alarme foi dado por uma garota de doze anos, despertada com as faíscas que lhe caíam aos pés.
          O fogo já havia bloqueado quase todas as entradas quando Samuel entrou no quarto em que dormiam as crianças e tirou-as pela janela. Suzana Wesley conseguiu escapar em meio às chamas, mas seu rosto e mãos ficaram queimados.
          Já estavam todos fora da casa em chamas, quando sentiram a falta de João Wesley, de apenas cinco anos. O pai, quando avisado sobre o fato, tentou várias vezes entrar na casa, mas teve que retroceder diante da fúria do fogo. Ajoelhando-se, então, rogou a Deus pela vida do filho. Nesse mesmo instante, o pequeno João acordou e correu até a janela. Logo o avistaram e correram para salvá-lo.
          Não havia tempo de buscar uma escada. Um homem subiu sobre os ombros de outro e retiraram o menino momentos antes de o teto em brasas ruir, seguido de um grande estrondo.
          Quando entregaram o pequeno João nos braços do pai, ele disse:
          – Deus me deu de volta meus oito filhos. Embora a casa esteja queimada, sou bastante rico.
          João Wesley se tornou um grande servo de Cristo, levando muitas pessoas a se entregarem a Jesus, sem reservas. Embaixo de um de seus retratos, mandou gravar uma casa tomada pelas chamas, com a seguinte inscrição: “Não é este um tição tirado do fogo?”.
          João Wesley também afirmou certa vez: “Deus não faz nada que não seja em resposta à oração.”
          Com certeza, Ana sabia disso, pois orou e entregou seu filho nas mãos de Deus. Você pode hoje fazer o mesmo.

Fernando Beier

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Pastor é condenado à morte no Irã






















Não há um só país de maioria cristã, e já há muitos anos, que persiga outras religiões. Ao contrário: elas são protegidas. Praticamente todos os casos de perseguição a minorias religiosas têm como protagonistas correntes do islamismo – ou governos mesmo. Não obstante, são políticos de países cristãos – e Barack Obama é o melhor mau exemplo disto – que vivem declarando, como se pedissem desculpas, que o Ocidente nada tem contra o Islã etc. e tal. Ora, é claro que não! Por isso os islâmicos estão em toda parte. Os cristãos, eles sim, são perseguidos – aliás, é hoje a religião mais perseguida da Terra, inclusive por certo laicismo que certamente considera Bento 16 uma figura menos aceitável do que, sei lá, o aiatolá Khamenei…



O pastor iraniano Yousef Nadarkhani foi preso em 2009, acusado de “apostasia” – renunciou ao islamismo –, e foi condenado à morte. Deram-lhe, segundo a aplicação da sharia, três chances de renunciar à sua fé, de renunciar a Jesus Cristo. Ele já se recusou a fazê-lo duas vezes – a segunda aconteceu hoje [28/9]. Amanhã é sua última chance. Se insistir em se declarar cristão, a sentença de morte estará confirmada. Seria a primeira execução por apostasia no país desde 1990. Grupos cristãos mundo afora se mobilizam em favor de sua libertação. A chamada “grande imprensa”, a nossa inclusive, não dá a mínima. Um país islâmico eventualmente matar um cristão só por ele ser cristão não é notícia. Se a polícia pedir um documento a um islâmico num país ocidental, isso logo vira exemplo de “preconceito” e “perseguição religiosa”.

Yousef Nadarkhani é um de milhares de perseguidos no país. Sete líderes da fé Baha’i tiveram recentemente sua pena de prisão aumentada para 20 anos. Não faz tempo, centenas de sufis foram açoitados em praça pública. Eles formam uma corrente mística do Islã rejeitada por quase todas as outras correntes – a sharia proíbe sua manifestação em diversos países.

Há no Irã templos das antigas igrejas armênia e assíria, que vêm lá dos primórdios do cristianismo. Elas têm sido preservadas. Mas os evangélicos começaram a incomodar. Firouz Khandjani, porta-voz da Igreja Evangélica do Irã, teve de deixar o país. Está exilado na Turquia, mas afirmou à Fox News que está sendo ameaçado por agentes iranianos naquele país.

Reinaldo Azevedo

Fonte: Veja