terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Deus e o Argumento Contra o Incesto

O post “Suíça considera legalizar o incesto” gerou algumas reações surpreendentes por parte dos esquerdistas. A ideologia cristã defende que quando se nega que Deus seja a Referência Moral Absoluta, o homem fica moralmente à mercê da arbitrariedade humana. A questão do incesto demonstrou-o de forma óbvia. As seguintes citações foram feitas por pessoas que negam que o Deus da Bíblia seja a Ponto de Referência Absoluto para comportamentos morais. Segundo esses “iluminados”, cada sociedade deve decidir por si qual o caminho moral que quer seguir. Tendo isso como pano de fundo, vejamos o que eles respondem quando pressionados a declarar se um pai que tenha relações sexuais consentidas com as filhas adultas age bem ou mal. À medida que vai lendo as suas respostas, lembre-se de que essas são as mesmas pessoas que geralmente usam o que eles chamam de “argumento do mal” contra o Deus que eles pensam que não existe.

Comecemos pelas perguntas que deixei no blog do militante ateu Ludwig Krippahl: Qual é o argumento ateu contra o que os suíços querem fazer? Se a homossexualidade é permissível na base de que ninguém tem nada a ver com o que dois adultos fazem em privado e em consentimento, então quais os argumentos “laicos” contra um pai ter relações sexuais com a filha maior, se ambos assim o quiserem?

P.S.: Antes que algum ateu tente desviar a conversa aludindo para eventos que ele não acredita terem acontecido: (1) Ló não teve a aprovação de Deus para o seu incesto. Reportar algo não significa aprovar algo; (2) veja este texto com a resposta sobre os filhos de Adão e Eva.

Eis as respostas dos esquerdistas:

“O incesto - consensual entre adultos, repito - é uma questão muito complicada, mas de foro moral e não legal. E como todas as questões de foro moral, penso que cabe ao indivíduo decidi-la” (Cristy).

“As pessoas não precisam de Deus para saber que o incesto é uma pratica a evitar” (jmoitacarrasco).

“O que me preocupa a mim o que decidem entre si dois adultos na plena posse das suas faculdades? Em que medida é mau para mim ou para a minha família, que tu gostas tanto de puxar à conversa?” (Cristy).

“Isso para te dizer que os casos diferem, não se pode avaliar todos pelo mesmo padrão. E, no fim, a decisão cabe ao indivíduo, porque este, repito, não é um assunto legal” (Cristy).

“E o que eu acho é que o código penal não tem nada que ver com isso. Objetivamente, a única razão para evitar o incesto é o perigo de problemas genéticos. [...] Por isso também me parece difícil aceitar que a polícia se intrometa no incesto entre adultos” ([Ludwig).

“Para quem está sempre a condenar o intervencionismo de Estado como prática esquerdista e socialista, acho estranho que agora já julge que esse mesmo Estado tem o direito de se intrometer nas famílias” (Sérgio Sodré).

“Livremente sem coação entre adultos é entre eles, ou entre eles e Deus (para quem acredita no Deus bíblico ou alcorânico), e mais ninguém…” (Sérgio Sodré).

“O problema não é se o comportamento é moralmente correto, o problema é se outrem (coletivo ou individual) tem o direito de se intrometer no seio das famílias pela força” (Sérgio Sodré).

“O Estado sem aspas que fique do lado de fora dos lares e das famílias se não houver crimes contra a liberdade individual de ninguém” (Sérgio Sodré).

“Não sei o que o Estado deve fazer apenas sei que não o quero a espionar a vida interna das famílias, nem acho que ele tenha esse direito” (Sérgio Sodré).

Resumindo: segundo os “laicos”, o incesto é (1) “uma questão complicada”, (2) do “foro moral e não legal”, (3) moralmente qualificável apenas pelos “adultos” envolvidos (ninguém - nem o Estado - tem nada que se meter entre um homem e sua filha adulta que decidam ter relações sexuais), (4) aceitável se não houver “problemas genéticos” mas, ao mesmo tempo, (5) “uma prática a evitar”.

Ficou mais uma vez patente o quão à deriva nós humanos ficamos quando removemos o Deus da Bíblia como a Autoridade Moral Suprema neste universo. As pessoas citadas acima estão mais do que cientes de que há algo de fundamentalmente errado no incesto, mas, sem Deus, elas não têm como classificar esse comportamento como moralmente errado (para além da sua subjetividade pessoal).

As palavras supracitadas são um lembrete poderoso do quão baixo podemos cair quando nós humanos nos colocamos no lugar de autoridade moral vigente. Sem Deus, o homem fica à mercê do maior tirano que existe sobre a Terra: o nosso pecado.

Fonte: Darwinismo

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Criação, Evolução e Suas Variantes


O falecido professor Newton Freire-Maia, geneticista da Universidade Federal do Paraná, tratando da questão “Criação e Evolução” (Editora Vozes, 1986), aponta a existência de cinco posições básicas envolvendo ambas as vertentes (o Tedeísmo ainda não havia se mostrado no debate) , a saber:
1. Os fixistas
Acreditam que Deus criou todos os seres vivos, inclusive o homem e os animais e plantas por ele domesticados, não tendo ocorrido mudanças evolutivas desde sua origem.
2. Os semifixistas
Acreditam que Deus criou o homem e todas as espécies animais e vegetais ditas selvagens, que se mantiveram fixas até hoje, todavia, as “raças” geográficas, incluindo a humana, surgiram mediante evolução intra-específica, ou seja, por meio de mudanças a partir do interior da própria espécie.
3. Os evolucionists materialistas
Acreditam que a matéria sempre existiu, ou surgiu por acaso, sendo a evolução o resultado apenas de mecanismos naturais, tais como o acaso e a necessidade.
4. Os evolucionistas agnósticos
Acreditam sem restrição na evolução, no entanto, não afirmam nem o materialismo (ateísmo) nem o teísmo (Criacionismo), por se considerarem incapazes de conhecer as razões prufundas de todos fenômenos relacionados.
6. Os criacionistas evolucionistas
Acreditam que a própria matéria possui propriedades evolutivas, mas foi Deus quem “deu o pontapé inicial”, daí aceitarem, por exemplo, as idéias de Teilhard de Chardin.

Fonte: humordarwinista

sábado, 18 de dezembro de 2010

O Ateu e o Teólogo

O ateu e o teólogo
Christopher Hitchens e Douglas Wilson debatem fé cristã, justiça de Deus e salvação do homem.
Por Christianity Today
A discussão acerca da conveniência da prática religiosa neste século 21 tem acirrado polêmicas. De um lado, aqueles que defendem que a tese elaborada por Karl Marx no século 19 – a de que a religião seria o “ópio do povo” – encontra cada vez mais eco nesta pós-modernidade; na trincheira oposta, os que entendem ser a fé um elemento cada vez mais fundamental para a humanidade. O teólogo Douglas Wilson e o ateu Christopher Hitchens, autores cujos livros já são parte de um debate maior sobre se a religião é ou não perniciosa, concordaram em discutir suas visões sobre se o cristianismo tem beneficiado o mundo. Wilson, apologista e pastor da Igreja de Cristo, nos EUA, é autor, entre outros, de Letter from a Christian Citizen (“Carta de um cidadão cristão”). Já o jornalista britânico Hitchens é nome de ponta do movimento conhecido como neoateísmo. Uma de suas obras tem o provocante título God is not great: How religion poisons everything (“Deus não é grande: Como a religião envenena tudo”).
As discussões entre ambos já renderam muita coisa, e também um livro, O cristianismo é bom para o mundo? (Garimpo Editorial). Os dois foram reunidos por Christianity Today para lançar um pouco mais de lenha na fogueira entre a fé e o secularismo, cujas labaredas são cada vez mais visíveis na sociedade ocidental. Acompanhar os argumentos de ambos é muito mais do que um mergulho nas dicotomias da alma humana; pode ser também um reforço para aqueles que querem ter sempre à língua a razão de sua fé.

O cristianismo é bom para o mundo?
Resposta do ateu:

Ao considerar a pergunta acima, tenho plena confiança em respondê-la negativamente. E pelas seguintes razões:
1)    Embora se credite à sua fé – ou ela credite a si mesmo – a propagação de preceitos morais tais como o “ame ao seu próximo”, não conheço nenhuma evidência de que tais preceitos derivem do cristianismo. Não consigo acreditar que os seguidores de Moisés, por exemplo, fossem indiferentes ao assassinato, ao roubo e ao perjúrio antes de chegarem ao Sinai. Já a parábola do bom samaritano é sobre alguém que, por definição, não pode ter sido um cristão. Essa regra de ouro é muito mais antiga que qualquer monoteísmo, porque nenhuma sociedade humana teria sido possível ou até mesmo concebível sem a solidariedade elementar entre seus membros. Eu diria também que nem a fábula de Moisés, nem as narrativas extremamente discrepantes sobre Jesus de Nazaré nos evangelhos podem reivindicar a virtude de serem historicamente verdadeiras. Mesmo que eu aceite que Jesus – como quase a maioria dos profetas registrados – nasceu de uma virgem, não consigo pensar que isso comprove a divindade de seu pai ou a verdade de seus ensinamentos. O mesmo seria verdade se eu aceitasse que ele ressuscitou. Há ressurreições demais no Novo Testamento para que eu coloque minha confiança em qualquer uma delas, muito menos as empregue como base para algo tão integral para mim como minha moralidade.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Soneto de Natal



Um homem - era aquela noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno, -
Ao relembrar os dias de pequeno,
E a viva dança, e a lépida cantiga,

Quis transportar ao verso doce ameno
As sensações da sua idade antiga,
Naquela mesma velha noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno.

Escolheu o soneto... A folha branca
Pede-lhe a inspiração; mas, frouxa e manca,
A pena não acode ao gesto seu.

E, em vão lutando contra o metro adverso,
Só lhe saiu este pequeno verso:
"Mudaria o Natal ou mudei eu?"

Machado de Assis
Toda Poesia de Machado de Assis, p. 324. (Editora Record)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Intra-Uterinos Não São Seres Humanos?


Se mais evidências precisássemos da desumanização que os aborcionistas fazem da vida, as palavras desta espanhola esclarecem tudo. De acordo com a Ministra da Igualdade espanhola, Bibiana Aído, bebés intra-uterinos não são seres humanos.
Em resposta a um inquérito formal feito em torno do assunto do aborto por parte de um parlamentar espanhol, Aído afirmou que “o Governo não pode partilhar da afirmação de que a interrupção de uma gravidez é a eliminação de uma vida humana.
Não se sabe que tipo de vida a sra Aído pensa que é, mas ficamos a saber que não é humana. Dez minutos antes de nascer o bebé não é humano, mas 3 minutos depois de nascer já e humano.
Ela acrescenta ainda:
Ter um aborto não implica que uma vida humana foi terminada uma vez que não há uma opinião unânime em torno do conceito de ser humano.
Quando seres humanos decidem quem é ser humano de facto não há uma opinião unânime. O nacional socialista Hitler achava que os judeus não eram humanos. Darwin pensava que os australianos e os africanos não eram tão humanos como ele. Algumas seitas japonesas viam os outros como sub-humanos.
O ponto que a sra Aído levante é em si ilógico: se não é unânime quando é que a vida humana começa, porque é que ela suporta o término da gravidez que pode estar a matar um ser humano? Se não há opinião consensual, não se deveria suspender o aborto até haver opinião unânime?
(…) a “vida humana” refere-se a um conceito complexo baseado em ideias ou crenças que são filosóficas, morais, sociais e, por fim. sujeitas a opiniões ou preferências pessoais.
Claro que isto exclui a posição que afirma: “matar um bebé não é matar um ser humano”. Esta posição já não é um conceito complexo baseado em ideias ou crenças filosóficas, morais, sociais e por fim sujeitas a opiniões e preferências pessoais. Não. A frase “terminar uma gravidez não é terminar uma vida humana” é um facto indisputável!
A chocante declaração de Aído foi feita em resposta a questões colocadas por Carlos Salvador do partido “União das Pessoas de Navarra”. Estas perguntas, por sua vez, foram feitas em resposta às declarações de Aído que afirmou “um país não é digno se uma só pessoa está a sofrer maus tratamentos.
Salvador perguntou “Considera que a eliminação da vida de um bebé intra-uterino é um acto de mau tratamento?” Ao mesmo tempo ele perguntou:
Se acto do aborto envolve a eliminação de uma vida humana – única e não reprodutível – com base em que etos é que você fundamenta a sua argumentação, como um direito da mulher, em suporte do maior mau tratamento que pode ser feito a um ser humano, nomeadamente, a sua eliminação?
Como isto era um assunto trivial (vidas humanas) a sra Aído “só” demorou seis meses a responder.

Conclusão:

Estas são as consequências de quem rejeita o Criador. Quando Ele é posto de parte como Autoridade Suprema na vida dos seres humanos, então quem passa a ser a lei somos nós. Quem passa a decidir quem é humano e quem não é somos nós. Agora imaginem o que tal “poder” pode fazer nas mãos de seres humanos caídos e imperfeitos.
Bem, não precisam de imaginar durante muito tempo porque nós já vimos o que aconteceu durante o século 20. Os campos da morte do socialista Adolf Hitler e os gulags to ateísmo político (comunismo) são a expressão máxima da rejeição do Criador.
Os abortos dos dias que correm (mais de 500 milhões de “não-humanos” foram mortos desde 1982) são apenas a continuação do trabalho de Hitler e Stalin.
Fonte: Darwinismo.com

terça-feira, 7 de dezembro de 2010