sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Jesus Zumbi na Apelação de Um Desenhista

Criador de personagens dos quadrinhos como o mercenário Deadpool e o grupo de super-heróis Youngblood, o americano Rob Liefeld - aquele responsável por desenhos de perspectivas tão assustadoras que lhe renderam até um tumblr - resolveu revelar o que aconteceu nas 48 seguintes à morte de Jesus Cristo em uma HQ chamada “Zombie Jesus”. A história, que será publicada semanalmente no blog do autor, parte de um trecho da Bíblia, do evangelho de Mateus: “A terra tremeu, e as rochas se partiram. Os túmulos se abriram, e muitas pessoas do povo de Deus que haviam morrido foram ressuscitadas e saíram dos túmulos. E, depois da ressurreição de Jesus, entraram em Jerusalém, a Cidade Santa, onde muitos viram essas pessoas.” E Liefeld completa: “Após a crucificação, a guerra sobrenatural rasgou as províncias romanas. Hordas de zumbis atacaram Jerusalém em busca do corpo de Cristo. Os discípulos estavam cercados e um herói improvável surgiu para combater a legião de mortos: Lázaro, o imortal!”


Se a história em quadrinhos de Liefeld será um sucesso de crítica ou de público, não se sabe, o certo é que ele terá uma dor de cabeça dos infernos por mexer em um tema tão delicado.


Fonte: O Globo

Comentário: Veja como o mundo está cheio de oportunistas sem caráter. Depois de fracassos retumbantes, o desenhista acima usa a história de Jesus para ver se vende alguma coisa. A revista Super Interessante deste mês faz a mesma coisa, usando a suporta história de Deus como matéria de capa. Eles odeiam a religião, mas não vivem sem ela...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Agressão em Universidade

Um grupo de alunos da Universidade Estadual Paulista, uma das mais importantes do país, organizou uma “competição”, batizada de “Rodeio das Gordas”, cujo objetivo era agarrar suas colegas, de preferência as obesas, e tentar simular um rodeio – ficando o maior tempo possível sobre a presa. A agressão ocorreu no InterUnesp 2010, jogos universitários realizados em Araraquara, de 10 a 13 de outubro. Anunciado como o maior do país, o evento esportivo e cultural, que reuniu 15 mil universitários de 23 campi da Unesp, virou palco de agressão para alunas obesas. Roberto Negrini, estudante do campus de Assis, um dos organizadores do “rodeio das gordas” e criador da comunidade do Orkut sobre o tema, diz que a prática era “só uma brincadeira”. 

Segundo ele, mais de 50 rapazes de diversos campi participavam. Conta que, primeiro, o jovem se aproximava da menina, jogando conversa fora – “onde você estuda?”, entre outras perguntas típicas de paquera. Em seguida, começava a agressão. “O rodeio consistia em pegar as garotas mais gordas que circulavam nas festas e agarrá-las como fazem os peões nas arenas”, relata Mayara Curcio, 20, aluna do quarto ano de psicologia, que participa do grupo de 60 estudantes que se mobilizaram contra o bullying.

No Orkut, os participantes estipulavam regras para futuras competições, entre elas cronometrar as performances dos “peões” e premiar quem ficasse mais tempo em cima das garotas com um abadá e uma caneca. Há relatos de gritos de incentivo: “Pula, gorda bandida.” [...]

As vítimas não querem falar. “Uma das meninas está tão abalada que não teve condições de voltar à faculdade. Teme ficar conhecida como ‘a gorda do rodeio’”, afirma a advogada Fernanda Nigro, que acompanhou, na última terça-feira, uma manifestação de repúdio. 

O grupo foi recebido pelo vice-diretor da Faculdade de Ciências e Letras, do Campus de Assis, Ivan Esperança. “Vamos ouvir os envolvidos e estudar as medidas disciplinares, mas não queremos estabelecer um processo inquisitório”, disse ele à Folha. 

Fonte: Folha.com



Comentário: A falta de moral e educação em nosso país atinge patamares cada vez mais perigosos. Para ser vítima de agressões "culturais", basta ser um pouco diferente. Fico pensando na regra de ouro de Jesus, que diz que devemos fazer aos outros aquilo que gostaríamos que fizessem a nós. Se isso fosse conhecido e vivido, alguém sugeriria uma brincadeira tola como perseguir as pessoas obesas? E se fosse você a vítima, ficaria satisfeito? 

Para Que Serve Deus

Sinopse: Este livro relata histórias de lugares como a China, onde a igreja está crescendo de rapidamente, apesar de ter um governo ateu; ou como o Oriente Médio, onde a outrora vicejante igreja da região central agora mal sobrevive; e ainda como a África do Sul, onde uma igreja multicolorida junta os cacos de seu passado racista. Nos Estados Unidos, o autor visitou não apenas VirginiaTech (escola onde houve o massacre de 32 alunos e professores provocado por um estudante coreano perturbado), e uma convenção de prostitutas (em Green Lake, no estado de Wisconsin, sobre a evangelização de mulheres prostitutas, com a participação de representantes de 45 organizações e trinta países), mas também um grupo de alcoólicos anônimos de Chicago e dois territórios do Cinturão Bíblico do Sul. As cicatrizes do racismo no sul dos Estados Unidos, sem falar na África do Sul, serão curadas algum dia? Uma minoria cristã será capaz de provocar alguma fermentação num ambiente hostil como o da China ou do Oriente Médio? 


Comentário: Philip Yancey iniciou sua carreira jornalística nos anos 1970 e logo descobriu-se seu talento para escrever livros. Sempre escolhendo temas difíceis e caros aos cristãos, o renomado autor nunca procurou disfarçar os defeitos do cristianismo, mas fez da graça de Deus sua mais alentada bandeira. Na nova empreitada literária, Yancey traz a tona suas principais palestras ao longo dos últimos anos. Em cada canto do mundo onde teve oportunidade de falar, a história e cultura local definiram a escolha das palavras. Sempre tendo em vista a busca da verdadeira fé, descobre-se nos escritos do autor momentos bastante pessoais, como o acidente automobilístico que sofreu e quase ceifou sua vida. (F. Beier).


Nota: 8,5

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Política e Religião

Entrevista Concedida Pelo Jornalista Michelson Borges a rádio Novo Tempo:


Qual a situação, força de atuação e influência que a religião tem sobre a política hoje?

A força é muito grande, não tanto da religião institucionalizada, como foi no passado e será no futuro, mas da religião popular. Os políticos, sabedores da força que a religião exerce sobre nações religiosas como o Brasil e os Estados Unidos, por exemplo, enveredam por esses temas tentando conquistar votos e apoio. Às vezes, até misturam temas que não são necessariamente religiosos, como aborto e ensino do criacionismo. Essa confusão e esse enfoque religioso trazem de novo a sombra ameaçadora da união entre Igreja e Estado. Essa união nunca foi boa e nunca será.

Por que os políticos de hoje em dia têm utilizado tanto a religião para atingir as grandes massas?

Políticos utilizam qualquer fonte de mobilização que estiver ao alcance deles. Pode ser a religião ou mesmo a identificação de um inimigo comum. Joseph Goebbels fez isso com terrível maestria nos tempos do nazismo, colocando muita gente em seu país contra judeus, negros e outras etnias. Goebbels se aproveitou do antissemitismo secular na Alemanha, agravado pelo ódio que Lutero promoveu contra os judeus ao perceber que eles não se converteriam em massa ao cristianismo. No caso do Brasil, país de maioria católica, é bastante vantajoso para os políticos e candidatos atrair para a arena política temas que envolvem fé e ética religiosa. Vencerá aquele que conseguir se identificar mais fortemente com as crenças do povo. Por isso é tão comum ver candidatos comparecendo a missas e a cultos religiosos nesta época de campanha eleitoral. Isso não é bom, pois o foco da discussão acaba sendo desviado das questões mais importantes num Estado laico, como educação, saúde e liberdade.

É importante que os cristãos participem da política?

Os cristãos devem ser sal da terra e luz do mundo, e creio que esse imperativo passa pelo exercício da cidadania. Votar faz parte disso. E se temos que votar, que o façamos com consciência e esclarecimento. Para o verdadeiro cristão, a solução definitiva de todos os problemas da humanidade é a volta de Jesus. Assim, o ponto mais importante a ser considerado nas propostas dos candidatos políticos é a postura deles com relação à liberdade religiosa e de expressão. Isso porque enquanto desfrutarmos dessa liberdade poderemos pregar sobre a vinda de Cristo e sobre as verdades bíblicas, sem nos esquecermos de que, evidentemente, enquanto estivermos neste mundo, temas como saúde, educação e justiça social devem ser tratados com muita seriedade.

Por que os cristãos devem participar da política?

Porque eles, talvez mais do quaisquer outras pessoas, devem ajudar a promover a ética e a honestidade em todas as esferas da sociedade. E devem não apenas fazer isso votando nos melhores candidatos possíveis, mas também cobrando deles depois de eleitos. Os profetas bíblicos anunciavam as verdades divinas, mas também denunciavam corajosamente os desmandos das autoridades, especialmente quando elas falhavam com os pobres e menos favorecidos. Isso deixava Deus triste, irado e inconformado, e deve nos entristecer e inconformar também.

Deixar de participar das decisões políticas não seria uma espécie de omissão ou conformismo?

Sem dúvida. E é bom lembrar que podemos pecar por ação e omissão. Como disse Edmund Burke: “Para que o mal triunfe basta que os bons fiquem de braços cruzados.” O temor que muitos cristãos têm de se envolver com questões políticas possivelmente seja herança dos anabatistas, que dividiam a realidade em “coisas sagradas” e “coisas profanas”. Tudo que dizia respeito à política se encaixava no segundo caso. 

Como explicar o poder que a política teve, através da igreja, para implantar movimentos tanto para o bem, como para o mal? Alguns exemplos: Inquisição, nazismo, fascismo, ditadura militar, etc.

Foi bom você ter dito “igreja” em lugar de “cristianismo”. Muita gente confunde as duas coisas. O verdadeiro cristianismo nunca assassinou ninguém. Nunca utilizou a violência e nunca fez concessões a poderes políticos para se favorecer disso. Pelo contrário, os verdadeiros cristãos sempre foram perseguidos e incompreendidos, pois entendem que o reino que almejam não é deste mundo e que devem prestar obediência e submissão, sobretudo a Deus. Igrejas sedentas de poder humano é que firmaram alianças espúrias que acabaram trazendo perseguição e morte a muitas pessoas. Com o poder estatal nas mãos, a igreja medieval condenou muitas pessoas à fogueira. E, quando se aliou a regimes como o fascismo, ela fez vistas grossas à crueldade e à injustiça. Claro que não devemos nos esquecer de que regimes ateus, como o da ex-União Soviética, levaram à morte muito mais pessoas do que a Inquisição e as Cruzadas juntas. Isso é mais uma prova de que o Estado deve ser laico (nem religioso, nem ateu); e que deve manter as liberdades de culto e de expressão, para que a democracia seja garantida.



Fonte: Criacionismo.com

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O Que Estão Fazendo Com a Igreja?


Augustus Nicodemus Lopes avalia a situação da Igreja hoje: “Infelizmente, estão fazendo muita coisa ruim com ela”.

“Não me acho xiita”, vai logo dizendo o professor, pastor e pesquisador presbiteriano Augustus Nicodemus Lopes em seu mais novo livro, O que estão fazendo com a Igreja (Mundo Cristão). “Mas muitos me chamam de fundamentalista”, acrescenta. “Não fico envergonhado quando me rotulam dessa forma, embora prefira o termo calvinista ou reformado”, explica. A quantidade de adjetivos expressa bem o universo desse intelectual protestante, nascido na Paraíba e que fez carreira no segmento acadêmico religioso. Graduado em teologia, mestre em Novo Testamento e doutor em Interpretação Bíblica – este último título, pelo Instituto Teológico de Westminster (EUA) –, Nicodemus já dirigiu diversos seminários ligados à sua denominação e hoje exerce o cargo de chanceler da respeitada Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Na mesma cidade, pastoreia a Igreja Presbiteriana de Santo Amaro.
O conjunto de sua obra já dá uma idéia de suas posições teológicas. Títulos como O que você precisa saber sobre batalha espiritualFé cristã e misticismo e Ordenação de mulheres: O que diz o Novo Testamento, todos publicados pela Cultura Cristã, entre diversos outros livros, são baseados na mesma teologia conservadora que ele não apenas abraça, como defende com unhas e dentes. O que não impede, é claro, que esteja aberto a outros pensamentos. “Desde que sejam comprometidos com as Escrituras”, ressalva. Nesta conversa com CRISTIANISMO HOJE, Augustus Nicodemus fala do livro recém-lançado na Bienal de São Paulo e avalia a situação da Igreja Evangélica hoje. “Infelizmente, estão fazendo muita coisa ruim com ela”, aponta.
CRISTIANISMO HOJE – É inevitável começar esta entrevista com a pergunta que dá titulo ao seu livro: o que estão fazendo com a Igreja? 
AUGUSTUS NICODEMUS LOPES – Infelizmente, muita coisa ruim – desde desfigurá-la, passando uma imagem ao público de que todos os evangélicos e seus pastores são mercenários que vivem para fazer barganhas com Deus em troca de bênçãos, até destruí-la internamente, trocando o Evangelho de Cristo por um outro evangelho. Um evangelho despido de poder, realidade histórica e eficácia salvadora, que é ensinado pelos liberais. Aqui entram também os hiperconservadores, às vezes chamados de neopuritanos, com sua visão radical de culto.
Quais os efeitos da pós-modernidade sobre a Igreja?
A pós-modernidade facilitou e aumentou a influência do liberalismo, do relativismo e do pragmatismo na Igreja brasileira, ainda que esses movimentos e tendências sejam tão antigos quanto a própria Igreja. A presente época, marcada pela pós-modernidade, facilita a penetração desses elementos na vida, liturgia e missão das igrejas evangélicas, como de fato temos presenciado. E por outro lado, existem líderes evangélicos que conscientemente constroem ministérios, igrejas e movimentos que se apóiam em métodos e ideologias liberais, relativistas e pragmáticas. O que essas coisas têm em comum é que sempre representam uma tentação para corromper o Evangelho bíblico, quer pelo apelo à soberba humana, quer por um tipo de Cristianismo descompromissado, ou ainda pela oferta enganosa de resultados extraordinários em curto espaço de tempo. 

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Aborto e Estado Laico

Recebi através do grupo de discussão da Red Iberoamericana por las Libertades Laicas um pretensioso manifesto contra o uso da religião nas eleições presidenciais de 2010. O texto desse manifesto é arrogante, tendencioso, dogmático e notadamente antidemocrático ao preconizar que “não é aceitável que essa questão [aborto] seja usada nos processos eleitorais com o objetivo de que prevaleça um Brasil arcaico, hipócrita e conservador sobre interesses republicanos e de promoção da igualdade entre os sexos”. Certamente a questão do aborto é de grande interesse da população; nesse ponto estou de acordo com o manifesto. Por esse mesmo motivo, entretanto, o tema não deve ser afastado dos debates neste momento da política brasileira. Será que o povo brasileiro não tem o direito de debater essa questão tão importante e de se posicionar contrariamente à institucionalização do aborto? Ora, a intenção de censurar a liberdade de expressão das igrejas e dos religiosos brasileiros nessa área é atitude sensivelmente despótica.

Não subscrevo esse manifesto em razão das flagrantes distorções do princípio constitucional do Estado laico apresentadas no texto. A defesa do estado laico não está atrelada necessariamente à legalização do aborto. De igual sorte, argumentos contrários a essa descriminalização não são exclusivamente religiosos. 

Quem é que está pretendendo fazer o uso antidemocrático para fins eleitoreiros? Ora, o fato é que a maioria dos brasileiros, independentemente de classe social ou crença religiosa, não admite a descriminalização do aborto. Assim, esse debate (aborto) só se tornou relevante em razão da iniciativa popular. 

Ironicamente, como observa o Pe. Paulo Ricardo, quando a Igreja Católica ajudou o PT a chegar ao poder, ela era elogiada e até mesmo chamada engajada, crítica e pujante. Mas agora, quando a Igreja passa a criticar esse mesmo partido, ela é acusada de praticar ingerência da religião no Estado laico. 

Ademais, quando essa instituição religiosa apoiou o surgimento do MST por meio da Pastoral da Terra e das Campanhas da Fraternidade, ninguém rechaçou tal comportamento sob alegação de violação do Estado laico. O inconformismo só aparece agora, no momento em que alguns de seus padres tomam a iniciativa de mostrar a pretensão totalitária do Partido dos Trabalhadores de eliminar a liberdade de expressão e de religião e, também, de levar a cabo a revolução comunista na América Latina. 

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sarney e a Evolução

Por Iba Mendes


O lema central do darwinismo resume-se no silogismo “sobrevivência do mais apto”. O nosso “Aurélio” define “apto” como aquele “que tem aptidão inata ou adquirida”.

O coronelismo no Brasil, muito bem tipificado na figura de José Sarney, já se mostrou ser um fenômeno “inato”, ou seja, “passado de pai para filho”. Durante séculos de nossa história, os coronéis ditaram as leis e as impuseram ao povo à base da coerção e do refreamento. Até 1930, o Brasil foi conduzido por presidentes todos oriundos de uma tradição coronelista, por meio da chamada “política do café-com-leite”. Sarney pertence a essa tradição de políticos. E assim como tantos outros coronéis, ele também governou a nação brasileira, não pelo voto do povo, mas por uma dessas coincidências aleatórias bem típicas da teoria de Darwin. Em 1985, com a morte de Tancredo Neves, que tinha sido eleito pelo voto indreto, Sarney assumiu a presidência, governando a nação até a eleição de Fernando Collor de Mello. Porém, mesmo sem a “coroa real”, ele continuou inteferindo ativamente na política nacional, e até hoje exerce forte influência no Palácio do Planalto, encontrando inclusive forte apoio do nosso popular “Maquiavel de Garanhuns”.

Pois bem. Ontem em sua coluna publicada no 
Jornal do Brasil, José Sarney escreveu:Com Khomeini, o estado teocrático se instalou no Irã e passou a ser um dado determinante da política internacional. Com Bush a questão religiosa chegou à política dos países democráticos, levantando as religiões conservadoras americanas como arma para atingir objetivos políticos. Os neoconservadores defendem ideias primitivas, como a do criacionismo, tese que rejeita a evolução das espécies e considera Darwin um demônio.”
Sarney (assim como toda turba dos devotos de Darwin) acredita
que questionar a evolução darwiniana significa defender o criacionismo. Na mente dessas pessoas, contestar certos dogmas da Teoria da Evolução implica necessariamente em tomar o rumo da religiosidade, em ser fundamentalista etc. e tal, como se a simples mudança observada na Natureza fosse sinônimo de Seleção Natural e de seus coadjuvantes evolutivos.

José Sarney é o mais evolucionista dos políticos. Sua habilidade em sobreviver à custa do “mais fraco” mereceria até mesmo uma destacada nota de rodapé numa nova edição do “A Origem das Espécies”. Ele é uma demonstração real de que os “mais aptos, os mais fortes, os mais espertos, os mais sorrateiros e os mais matreiros” de alguma maneira sobrevivem...



Fonte: HumorDarwinista

domingo, 17 de outubro de 2010

Oração do Abandono

Em tuas maos, oh Deus, eu me abandono
Vira e revira esta argila como barro nas maos do oleiro
Da-lhe forma e depois, esmigalha-a
como esmigalhou a vida de John, meu irmao.

Manda, ordena. Que queres que eu faca?

Elogiado e humilhado, perseguido e incompreendido, caluniado, consolado, sofredor, inutil para tudo, nao me resta, senao, dizer a exemplo de sua mae.

Faca em mim segundo a tua vontade.

Da-me o amor por excelencia, o amor da cruz

nao a da cruz heroica que poderia nutrir o amor proprio

mas a da cruz vulgar que carrego com repugnancia, 
daquela que se encontra cada dia na contradicao
no esquecimento, no insucesso, nos falsos juizos, na frieza, nas recusas e nos desprezos dos outros, no mal estar e nos defeitos do corpo, nas trevas da mente, na aridez e no silencio do coracao.
Entao tu saberas que te amo, embora mesmo nada saiba, mas isto basta.




(Oracao escrita de proprio punho e recitada diariamente pelo Senador Robert Kennedy. Foi encontrada em seu paleto, por ocasiao de seu assassinato)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Falso Deus

Joguem fora todas as imagens dos deuses estrangeiros que vocês têm. Gênesis 35:2.

Quando John Brown estava com sete anos de idade, gostava de correr sozinho pelas campinas. Certo dia, enquanto ele corria pelo campo, um garoto índio se aproximou silenciosamente e correu ao seu lado. Era seu amigo Leesolu, da tribo dos Sênecas.
O pequeno índio correu mais depressa que John, e subiu uma pequena colina. Quando John chegou ali, os dois contemplaram o vale, onde estava acontecendo uma festa da tribo de Leesolu.
– É meu povo! – disse Leesolu. – Vamos para bem longe, no Oeste.
Então, Leesolu pôs a mão dentro de uma sacola de couro e tirou uma pedra brilhante.
– Para John! – disse ele, e correu em direção da tribo que já ia embora.
John olhou para a pedra em sua mão. Era uma dádiva que ele decidiu guardar a vida toda. Ficou ali com a pedra na mão até os índios desaparecerem atrás da montanha.
A pequena pedra acompanhou John por onde quer que ele ia. Ele até fez uma bolsa de couro semelhante à de Leesolu para carregar a pedra. Estudando, trabalhando ou brincando, ele constantemente olhava para a pedra e se lembrava de seu amigo.
– É só uma pedra – diziam os outros garotos. – Você quer trocar? – John sempre dizia não. Ela significava muito para ele.
– Ela é só um objeto – disse seu pai certa vez. – Você não deve amar tanto essa pedra. Vejo veneração em seus olhos quando olha para ela. Somente Deus deve receber a adoração que você está dando a esta pedra.
Então, certo dia, a pedra se perdeu. John a procurou desesperadamente em todos os lugares possíveis, mas não a encontrou. Subiu até a colina onde havia recebido o presente de seu amigo e chorou muito. Finalmente, entendeu a verdade sobre amar demais aquela pedra. Depois do ocorrido, John resolveu amar mais a Deus do que as coisas materiais.