segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A Teologia de Avatar


Christian Gillis

O sucesso de “Avatar” foi bilionário. Os efeitos visuais do filme de J. Cameron são mesmo incríveis -- assisti em 3D. A mensagem central é alinhada ao que tem sido considerado politicamente correto pelo paradigma socialoide, tanto antropológica como ecologicamente. Milhares de povos têm sido de fato destruídos ao longo da história por causa da ganância império-colonialista, que passa como um rolo compressor por cima de terras, casas, referências culturais, corpos e o que mais for preciso em nome do lucro. Tangencialmente somos informados que a Terra já teria seu habitat destruído -- e agora vemos os homens (machos brancos) exportando para os limites da galáxia a cultura de exploração destrutiva, garantida por tropas militares (mercenários sem bandeira, mas que se comunicam no idioma do mercado...), enquanto os frágeis (mulher e deficiente físico) salvam o mundo imaginado no espaço. Uma projeção na telona das angústias e anseios da humanidade.

Então, a mensagem de preservação de povos, culturas e o meio ambiente é bacana e necessária. Porém chamo a atenção para a teologia (o discurso sobre o deus, o divino, a deidade) que é sedimentada na mente dos expectadores "almiabertos" (boquiabertos). Não é questão de demonizar a produção e não assistir ao filme, mas de saber os corantes e conservantes que o compõem e aos quais somos expostos (e que não são informados na embalagem) e que, em alguns casos, colateralmente, poderão redundar nalgum câncer espiritual.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Estratégias da Mídia

O linguista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “Dez estratégias de manipulação” através da mídia:

1. Estratégia da distração. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).”

2. Criar problemas, depois oferecer soluções. Esse método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3. Estratégia da gradação. Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4. Estratégia do deferido. Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para se acostumar com a ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chega o momento.

5. Dirigir-se ao público como crianças de baixa idade. A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).”

6. Utilizar o aspecto emocional muito mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores e as classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).”

8. Estimular o público a ser complacente na mediocridade. Promover no público a ideia de que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9. Reforçar a revolta pela autoculpabilidade. Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de se rebelar contra o sistema econômico, o individuo se autodesvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo no qual um dos efeitos é a inibição da ação. E, sem ação, não há revolução!

10. Conhecer melhor os indivíduos do que eles mesmos se conhecem. No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto física quanto psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce controle maior e grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos sobre si mesmos.

Fonte: Instituto João Goulart

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O Cristianismo é Bom Para o Mundo?


Sinopse: Em 2007, uma revista norte-americana de circulação nacional promoveu um interessante debate entre dois pensadores brilhantes. O tema: até que ponto o cristianismo contribuiu para o progresso ou para o atraso do mundo? Que legados deixou para a sociedade moderna? Ele a ajudou no desenvolvimento da sociedade ou serviu apenas como obstáculo?


De um lado da discussão estava Douglas Wilson, apologista cristão, pastor da Christ Church, nos Estados Unidos, e acadêmico da Nova Faculdade Saint Andrews, além de bacharel em Estudos Clássicos e mestre em Filosofia. Do outro lado, Christopher Hitchens, jornalista britânico e analista político de prestígio, considerado um autêntico representante do movimento chamado "neoateísmo", autor de diversos livros, além de artigos para revistas como Harper's e The New Yorker. 





Comentário: Não é de hoje que o jornalista Christopher Hitchens desfere petardos ideológicos contra o cristianismo. Ele é do tipo que critica a religião, mas pede para não ser importunado pelos religiosos, em especial, os cristãos. Um debate entre ele e um defensor da religião de Cristo era esperado e acabou acontecendo. Seu oponente, o apologista Douglas Wilson, não teve medo de colocar as idéias mais acalentadas de Hitchens sob pressão, e o resultado foi transcrito para o livro. Um embate entre dois grandes pensadores, com um resultado apenas apreciado por aqueles que respeitam a opinião alheia, seja ela teísta ou não. (F.Beier)





Nota: 8,5



sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Oração de Um Astronauta

Dai-nos, ò Deus, a visão que pode enxergar o vosso amor no mundo, a despeito dos fracassos humanos;
Dai-nos fé para entregarmo-nos à Vossa vontade,
apesar da nossa ignorância e da nossa fraqueza;
dai-nos o conhecimento, para que possamos continuar dirigindo-nos a Vós com coração sensível, e mostrai-nos o que cada um pode fazer para apressar a chegada do dia da paz mundial.

Frank Borman

Prece feita da nave Apolo 8, quando completava sua terceira volta em torno da lua.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Servir é Sofrer?


Por Ajith Fernando


Se o apóstolo Paulo convivia com fadiga, frustração e medo em seu ministério, o quê nos faz pensar que podemos evitá-lo no nosso? A cruz deve ser um elemento essencial na nossa definição de realização pessoal. Medimos o sucesso de acordo com os padrões do mundo, e não para desafiá-los com a forma radicalmente diferente que a Bíblia ensina como caminho para a realização pessoal, profissional e espiritual. Esta pode ser uma razão pela qual a Igreja de hoje tem muita superficialidade.
Escrevo logo após participar de uma semana de ministração a pastores em meu país, o Sri Lanka. Eles atuam na região sul da Ilha de Ceilão, uma região marcada por sangrentas lutas separatistas e por muitas restrições ao exercício da fé cristã. Muitos deles trabalharam dez, 15 anos, antes de ver algumas conversões genuínas ao Evangelho, e a preço alto: foram agredidos, sofreram falsas acusações e ameaças de morte, tiveram templos apedrejados e filhos perseguidos na escola. Há aqueles que, infelizmente, desistem depois de alguns anos enfrentando toda sorte de dificuldades para tornar o nome de Cristo conhecido por seguidores do budismo e do hinduísmo, crenças professadas por mais de 80% dos cingaleses.
Sinto-me por vezes humilhado e envergonhado pela maneira como me queixo dos meus problemas, que são ínfimos em comparação com o daqueles irmãos. Quando faço ministrações no Ocidente, meus sentimentos são muito diferentes. Lá, sou capaz de “usar meus dons” e passo a maior parte do tempo fazendo coisas de que gosto. Tudo é mais fácil e prático! Mas, quando eu volto a ser líder em uma cultura como a do Sri Lanka, a frustração me assalta. A transição entre ser um palestrante diante de plateias cristãs em países da Europa ocidental ou dos Estados Unidos e ser um líder cristão em minha terra é difícil. Por isso mesmo, tenho pensado muito na questão do sofrimento na vida cristã. Como líder, segundo as Escrituras, eu sou servo das pessoas com que convivo. O cumprimento de minha vocação no Reino de Deus tem um caráter distinto, diferente do que significa satisfação perante a sociedade. O próprio Jesus disse: “Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e consumar a sua obra” (João 4.34). Então se fizermos a vontade de Deus, estaremos felizes e satisfeitos? Não, não é bem assim. Para Jesus, fazer a vontade do Pai significou enfrentar a cruz. Por que deveria ser diferente para nós?
A cruz deve ser um elemento essencial na nossa definição de realização pessoal. Tenho visto jovens cristãos que voltam ao Sri Lanka depois de estudar no Ocidente. Eles retornam altamente qualificados, mas a nossa nação pobre não pode dar-lhes o reconhecimento que suas habilidades adquiridas lá merecem. Então, eles se veem compelidos a lidar com a frustração ou abandonar de vez o país. Alguns montam suas próprias organizações, de modo a cumprir o que acreditam ser sua visão. Outros tornam-se consultores, dando treinamento e assessoria especializada a quem pode pagar por isso. E há, também, aqueles que pagam o preço de se identificar com o nosso povo e, finalmente, ter um profundo impacto sobre esta nação. Tento mostrar a eles que sua frustração poderia ser o meio para o desenvolvimento de uma mais visão profunda. Cito os exemplos de homens como Calvino e Lutero, que tiveram uma enorme variedade de ocupações e responsabilidades, de modo que só podiam usar os seus dons em meio ao cansaço. No entanto, os frutos de seu trabalho como líderes e escritores ainda abençoam a Igreja.

sábado, 4 de setembro de 2010

Mau Exemplo do "Harry Potter"



O ator Daniel Radcliffe, protagonista da série “Harry Potter”, afirma em entrevista ao jornal britânico Guardian, publicada esta semana, que após o fim da saga do bruxinho, gostaria de interpretar uma drag queen ou um travesti. “Adoraria atuar como uma drag queen ou um travesti, principalmente por causa dos figurinos. Mas não faria somente para me fantasiar, o roteiro teria que ser bom. Sei que fico bem com os olhos maquiados, e como não vou virar emo, a outra opção é interpretar uma drag Queen”, diz Radcliffe. O ator retorna às telas de cinema na próxima quarta-feira (15) no papel do bruxinho no sexto filme da série, “Harry Potter e o enigma do príncipe”. “O sexto número é um livro muito difícil, porque é essencialmente o que leva ao último. Acho que me saí bem, mas sei que tenho muito mais para mostrar do que mostro nesse filme”, diz o ator de 19 anos. [...]

Ainda na entrevista, o ator desmente um boato que surgiu durante as filmagens do novo longa-metragem da série e diz que não bebeu cerveja fabricada por monges no set de “Harry Potter”. “Eu não bebo cerveja, é uma regra”, afirma Radcliffe, que diz preferir tequila ou whisky sour. “Eu amo tequila, é uma bebida que deixa você embriagado de uma forma muito específica.”

Ele também conta que prefere os bares às boates, e que sua música favorita é indie rock – “de Radiohead a Hold Steady”, diz o astro. Mas Daniel - ou Dan, como é chamado por seus amigos - afirma que evita sair à noite sozinho por causa dos paparazzi. “Aprendi que não devo me deixar vulnerável”, diz. [...]

FONTE: G1 Notícias

Comentário: Gostar de uma bebida que deixa você "embriagado de forma muito específica"? É para rir ou chorar?