terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Deus e o Argumento Contra o Incesto

O post “Suíça considera legalizar o incesto” gerou algumas reações surpreendentes por parte dos esquerdistas. A ideologia cristã defende que quando se nega que Deus seja a Referência Moral Absoluta, o homem fica moralmente à mercê da arbitrariedade humana. A questão do incesto demonstrou-o de forma óbvia. As seguintes citações foram feitas por pessoas que negam que o Deus da Bíblia seja a Ponto de Referência Absoluto para comportamentos morais. Segundo esses “iluminados”, cada sociedade deve decidir por si qual o caminho moral que quer seguir. Tendo isso como pano de fundo, vejamos o que eles respondem quando pressionados a declarar se um pai que tenha relações sexuais consentidas com as filhas adultas age bem ou mal. À medida que vai lendo as suas respostas, lembre-se de que essas são as mesmas pessoas que geralmente usam o que eles chamam de “argumento do mal” contra o Deus que eles pensam que não existe.

Comecemos pelas perguntas que deixei no blog do militante ateu Ludwig Krippahl: Qual é o argumento ateu contra o que os suíços querem fazer? Se a homossexualidade é permissível na base de que ninguém tem nada a ver com o que dois adultos fazem em privado e em consentimento, então quais os argumentos “laicos” contra um pai ter relações sexuais com a filha maior, se ambos assim o quiserem?

P.S.: Antes que algum ateu tente desviar a conversa aludindo para eventos que ele não acredita terem acontecido: (1) Ló não teve a aprovação de Deus para o seu incesto. Reportar algo não significa aprovar algo; (2) veja este texto com a resposta sobre os filhos de Adão e Eva.

Eis as respostas dos esquerdistas:

“O incesto - consensual entre adultos, repito - é uma questão muito complicada, mas de foro moral e não legal. E como todas as questões de foro moral, penso que cabe ao indivíduo decidi-la” (Cristy).

“As pessoas não precisam de Deus para saber que o incesto é uma pratica a evitar” (jmoitacarrasco).

“O que me preocupa a mim o que decidem entre si dois adultos na plena posse das suas faculdades? Em que medida é mau para mim ou para a minha família, que tu gostas tanto de puxar à conversa?” (Cristy).

“Isso para te dizer que os casos diferem, não se pode avaliar todos pelo mesmo padrão. E, no fim, a decisão cabe ao indivíduo, porque este, repito, não é um assunto legal” (Cristy).

“E o que eu acho é que o código penal não tem nada que ver com isso. Objetivamente, a única razão para evitar o incesto é o perigo de problemas genéticos. [...] Por isso também me parece difícil aceitar que a polícia se intrometa no incesto entre adultos” ([Ludwig).

“Para quem está sempre a condenar o intervencionismo de Estado como prática esquerdista e socialista, acho estranho que agora já julge que esse mesmo Estado tem o direito de se intrometer nas famílias” (Sérgio Sodré).

“Livremente sem coação entre adultos é entre eles, ou entre eles e Deus (para quem acredita no Deus bíblico ou alcorânico), e mais ninguém…” (Sérgio Sodré).

“O problema não é se o comportamento é moralmente correto, o problema é se outrem (coletivo ou individual) tem o direito de se intrometer no seio das famílias pela força” (Sérgio Sodré).

“O Estado sem aspas que fique do lado de fora dos lares e das famílias se não houver crimes contra a liberdade individual de ninguém” (Sérgio Sodré).

“Não sei o que o Estado deve fazer apenas sei que não o quero a espionar a vida interna das famílias, nem acho que ele tenha esse direito” (Sérgio Sodré).

Resumindo: segundo os “laicos”, o incesto é (1) “uma questão complicada”, (2) do “foro moral e não legal”, (3) moralmente qualificável apenas pelos “adultos” envolvidos (ninguém - nem o Estado - tem nada que se meter entre um homem e sua filha adulta que decidam ter relações sexuais), (4) aceitável se não houver “problemas genéticos” mas, ao mesmo tempo, (5) “uma prática a evitar”.

Ficou mais uma vez patente o quão à deriva nós humanos ficamos quando removemos o Deus da Bíblia como a Autoridade Moral Suprema neste universo. As pessoas citadas acima estão mais do que cientes de que há algo de fundamentalmente errado no incesto, mas, sem Deus, elas não têm como classificar esse comportamento como moralmente errado (para além da sua subjetividade pessoal).

As palavras supracitadas são um lembrete poderoso do quão baixo podemos cair quando nós humanos nos colocamos no lugar de autoridade moral vigente. Sem Deus, o homem fica à mercê do maior tirano que existe sobre a Terra: o nosso pecado.

Fonte: Darwinismo

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Criação, Evolução e Suas Variantes


O falecido professor Newton Freire-Maia, geneticista da Universidade Federal do Paraná, tratando da questão “Criação e Evolução” (Editora Vozes, 1986), aponta a existência de cinco posições básicas envolvendo ambas as vertentes (o Tedeísmo ainda não havia se mostrado no debate) , a saber:
1. Os fixistas
Acreditam que Deus criou todos os seres vivos, inclusive o homem e os animais e plantas por ele domesticados, não tendo ocorrido mudanças evolutivas desde sua origem.
2. Os semifixistas
Acreditam que Deus criou o homem e todas as espécies animais e vegetais ditas selvagens, que se mantiveram fixas até hoje, todavia, as “raças” geográficas, incluindo a humana, surgiram mediante evolução intra-específica, ou seja, por meio de mudanças a partir do interior da própria espécie.
3. Os evolucionists materialistas
Acreditam que a matéria sempre existiu, ou surgiu por acaso, sendo a evolução o resultado apenas de mecanismos naturais, tais como o acaso e a necessidade.
4. Os evolucionistas agnósticos
Acreditam sem restrição na evolução, no entanto, não afirmam nem o materialismo (ateísmo) nem o teísmo (Criacionismo), por se considerarem incapazes de conhecer as razões prufundas de todos fenômenos relacionados.
6. Os criacionistas evolucionistas
Acreditam que a própria matéria possui propriedades evolutivas, mas foi Deus quem “deu o pontapé inicial”, daí aceitarem, por exemplo, as idéias de Teilhard de Chardin.

Fonte: humordarwinista

sábado, 18 de dezembro de 2010

O Ateu e o Teólogo

O ateu e o teólogo
Christopher Hitchens e Douglas Wilson debatem fé cristã, justiça de Deus e salvação do homem.
Por Christianity Today
A discussão acerca da conveniência da prática religiosa neste século 21 tem acirrado polêmicas. De um lado, aqueles que defendem que a tese elaborada por Karl Marx no século 19 – a de que a religião seria o “ópio do povo” – encontra cada vez mais eco nesta pós-modernidade; na trincheira oposta, os que entendem ser a fé um elemento cada vez mais fundamental para a humanidade. O teólogo Douglas Wilson e o ateu Christopher Hitchens, autores cujos livros já são parte de um debate maior sobre se a religião é ou não perniciosa, concordaram em discutir suas visões sobre se o cristianismo tem beneficiado o mundo. Wilson, apologista e pastor da Igreja de Cristo, nos EUA, é autor, entre outros, de Letter from a Christian Citizen (“Carta de um cidadão cristão”). Já o jornalista britânico Hitchens é nome de ponta do movimento conhecido como neoateísmo. Uma de suas obras tem o provocante título God is not great: How religion poisons everything (“Deus não é grande: Como a religião envenena tudo”).
As discussões entre ambos já renderam muita coisa, e também um livro, O cristianismo é bom para o mundo? (Garimpo Editorial). Os dois foram reunidos por Christianity Today para lançar um pouco mais de lenha na fogueira entre a fé e o secularismo, cujas labaredas são cada vez mais visíveis na sociedade ocidental. Acompanhar os argumentos de ambos é muito mais do que um mergulho nas dicotomias da alma humana; pode ser também um reforço para aqueles que querem ter sempre à língua a razão de sua fé.

O cristianismo é bom para o mundo?
Resposta do ateu:

Ao considerar a pergunta acima, tenho plena confiança em respondê-la negativamente. E pelas seguintes razões:
1)    Embora se credite à sua fé – ou ela credite a si mesmo – a propagação de preceitos morais tais como o “ame ao seu próximo”, não conheço nenhuma evidência de que tais preceitos derivem do cristianismo. Não consigo acreditar que os seguidores de Moisés, por exemplo, fossem indiferentes ao assassinato, ao roubo e ao perjúrio antes de chegarem ao Sinai. Já a parábola do bom samaritano é sobre alguém que, por definição, não pode ter sido um cristão. Essa regra de ouro é muito mais antiga que qualquer monoteísmo, porque nenhuma sociedade humana teria sido possível ou até mesmo concebível sem a solidariedade elementar entre seus membros. Eu diria também que nem a fábula de Moisés, nem as narrativas extremamente discrepantes sobre Jesus de Nazaré nos evangelhos podem reivindicar a virtude de serem historicamente verdadeiras. Mesmo que eu aceite que Jesus – como quase a maioria dos profetas registrados – nasceu de uma virgem, não consigo pensar que isso comprove a divindade de seu pai ou a verdade de seus ensinamentos. O mesmo seria verdade se eu aceitasse que ele ressuscitou. Há ressurreições demais no Novo Testamento para que eu coloque minha confiança em qualquer uma delas, muito menos as empregue como base para algo tão integral para mim como minha moralidade.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Soneto de Natal



Um homem - era aquela noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno, -
Ao relembrar os dias de pequeno,
E a viva dança, e a lépida cantiga,

Quis transportar ao verso doce ameno
As sensações da sua idade antiga,
Naquela mesma velha noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno.

Escolheu o soneto... A folha branca
Pede-lhe a inspiração; mas, frouxa e manca,
A pena não acode ao gesto seu.

E, em vão lutando contra o metro adverso,
Só lhe saiu este pequeno verso:
"Mudaria o Natal ou mudei eu?"

Machado de Assis
Toda Poesia de Machado de Assis, p. 324. (Editora Record)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Intra-Uterinos Não São Seres Humanos?


Se mais evidências precisássemos da desumanização que os aborcionistas fazem da vida, as palavras desta espanhola esclarecem tudo. De acordo com a Ministra da Igualdade espanhola, Bibiana Aído, bebés intra-uterinos não são seres humanos.
Em resposta a um inquérito formal feito em torno do assunto do aborto por parte de um parlamentar espanhol, Aído afirmou que “o Governo não pode partilhar da afirmação de que a interrupção de uma gravidez é a eliminação de uma vida humana.
Não se sabe que tipo de vida a sra Aído pensa que é, mas ficamos a saber que não é humana. Dez minutos antes de nascer o bebé não é humano, mas 3 minutos depois de nascer já e humano.
Ela acrescenta ainda:
Ter um aborto não implica que uma vida humana foi terminada uma vez que não há uma opinião unânime em torno do conceito de ser humano.
Quando seres humanos decidem quem é ser humano de facto não há uma opinião unânime. O nacional socialista Hitler achava que os judeus não eram humanos. Darwin pensava que os australianos e os africanos não eram tão humanos como ele. Algumas seitas japonesas viam os outros como sub-humanos.
O ponto que a sra Aído levante é em si ilógico: se não é unânime quando é que a vida humana começa, porque é que ela suporta o término da gravidez que pode estar a matar um ser humano? Se não há opinião consensual, não se deveria suspender o aborto até haver opinião unânime?
(…) a “vida humana” refere-se a um conceito complexo baseado em ideias ou crenças que são filosóficas, morais, sociais e, por fim. sujeitas a opiniões ou preferências pessoais.
Claro que isto exclui a posição que afirma: “matar um bebé não é matar um ser humano”. Esta posição já não é um conceito complexo baseado em ideias ou crenças filosóficas, morais, sociais e por fim sujeitas a opiniões e preferências pessoais. Não. A frase “terminar uma gravidez não é terminar uma vida humana” é um facto indisputável!
A chocante declaração de Aído foi feita em resposta a questões colocadas por Carlos Salvador do partido “União das Pessoas de Navarra”. Estas perguntas, por sua vez, foram feitas em resposta às declarações de Aído que afirmou “um país não é digno se uma só pessoa está a sofrer maus tratamentos.
Salvador perguntou “Considera que a eliminação da vida de um bebé intra-uterino é um acto de mau tratamento?” Ao mesmo tempo ele perguntou:
Se acto do aborto envolve a eliminação de uma vida humana – única e não reprodutível – com base em que etos é que você fundamenta a sua argumentação, como um direito da mulher, em suporte do maior mau tratamento que pode ser feito a um ser humano, nomeadamente, a sua eliminação?
Como isto era um assunto trivial (vidas humanas) a sra Aído “só” demorou seis meses a responder.

Conclusão:

Estas são as consequências de quem rejeita o Criador. Quando Ele é posto de parte como Autoridade Suprema na vida dos seres humanos, então quem passa a ser a lei somos nós. Quem passa a decidir quem é humano e quem não é somos nós. Agora imaginem o que tal “poder” pode fazer nas mãos de seres humanos caídos e imperfeitos.
Bem, não precisam de imaginar durante muito tempo porque nós já vimos o que aconteceu durante o século 20. Os campos da morte do socialista Adolf Hitler e os gulags to ateísmo político (comunismo) são a expressão máxima da rejeição do Criador.
Os abortos dos dias que correm (mais de 500 milhões de “não-humanos” foram mortos desde 1982) são apenas a continuação do trabalho de Hitler e Stalin.
Fonte: Darwinismo.com

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

domingo, 28 de novembro de 2010

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Os Tais Genes Determinantes...

Por Iba Mendes
A imprensa “especializada” em ciência, com as poucas e boas exceções, parecem viver de ninharias. Um caso típico diz respeito às falácias genéticas, ou como diria Tognolli: “a ideologia do DNA”. Se os genes realmente determinassem tudo o que se noticia por aí, há muito seríamos meros títeres ou marionetes desses “seres egoístas e manipuladores”, como diria Richard Dawkins. ((rs))

Por simples curiosidade (e ociosidade) fiz uma ligeira pesquisa em alguns sites de notícias, e descobrir as seguintes proezas genéticas. São genes para todos os gostos e ocasiões: ((rs))

Genes determinam sexualidade precoce, indica estudo
"Pais ausentes podem esperar, sempre, uma saraivada de tiros. Eles já foram acusados pela emancipação sexual dos filhos, mas agora pesquisadores sugerem que os genes, e não necessariamente a ausência paterna, podem ser o fator principal da manifestação da sexualidade precoce."
Genes determinam o que você compra
"As preferências dos consumidores geralmente são influenciadas pela herança genética, revelou um novo estudo. Segundo a pesquisa, a genética pode ser responsável pelo que compramos e por quando o fazemos."
Genes determinam identidade sexual, diz estudo
"A identidade sexual de uma pessoa é determinada pelos genes, o que descarta a teoria de que a homossexualidade ou a mudança de sexo sejam uma opção, afirmaram pesquisadores norte-americanos na segunda-feira."
Dois genes determinam cegueira entre idosos
Três em cada quatro casos de uma doença que é considerada a causa principal de cegueira entre os idosos se devem à ação de dois genes, segundo as últimas pesquisas publicadas pela revista Nature Genetics".
Genes determinam infidelidade feminina, diz estudo
"Fatores genéticos influenciam a infidelidade feminina e o número de parceiros sexuais das mulheres, disseram hoje cientistas britânicos. Eles estudaram as respostas de 1,6 mil pares de gêmeas idênticas e não-idênticas numa pesquisa confidencial, para observar o impacto dos genes no comportamento."
Gene determina ousadia nos investimentos, diz estudo
"Quando você passa na frente da casa lotérica sente uma força maior que te compele a jogar? Ou, pelo contrário, não importa o que faça, compre uma casa ou vá viajar, tudo deve ter o seu seguro apropriado? Em um caso ou no outro, essas duas forças misteriosas podem ter forte influência dos seus genes. Pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém, Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong e da Universidade Nacional de Cingapura afirmam que nossas decisões financeiras obedecem a um gene chamado MAOA (monoamine oxidase A)."
Genes determinam pessoas 'imunes' a ginástica, diz estudo
"Um estudo da Universidade de Louisiana, nos Estados Unidos, chegou à conclusão de que os genes podem determinar a capacidade de uma pessoa de melhorar o seu preparo físico ao fazer ginástica."
Gene determina a preferência sexual, não a moral
"Pesquisadores do Instituto de Biologia Molecular da Academia Austríaca de Ciências de Viena publicaram esta semana um estudo na revista Cell que afirma: Um gene é responsável pela preferência sexual, não a moral."
Gene determina se cheiro de suor de homem é agradável
"Quando o assunto é o cheiro de um homem, a fragrância -ou fedor- está no nariz de quem cheira, afirmam cientistas dos EUA. Eles sugerem que um único gene pode determinar a percepção que cada indivíduo tem de odores corporais."
Gene determina propensão ao contágio pelo HIV
"Pessoas que carregam maior quantidade de um gene, chamado CCL3L1, estão menos propensas a ser infectadas pelo vírus HIV ou a desenvolver aids. A conclusão é de um estudo feito pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Contagiosas (INADC), ligado ao Departamento de Saúde dos Estados Unidos."
Gene determina quais os fumadores que vão ser afectados
"Investigadores norte-americanos identificaram cinco polimorfismos de nucleotídeos simples que apenas estão presentes no gene ADAM33 dos fumadores. Estas pessoas correm um maior risco de desenvolver DPOC."
Estudo diz que genes determinam quem será chefe
"Um estudo de gêmeos idênticos conduzido por pesquisadores da Inglaterra e dos Estados Unidos sugere que o ambiente familiar tem pouca influência sobre quem será empresário porque quase metade da propensão de uma pessoa para se tornar dona de um negócio próprio é vinculada aos genes."
Haja genes para tanto serviço! ((rs))

É isso!

Fonte: humordarwinista

terça-feira, 23 de novembro de 2010

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O Dia Enfim Chegou


O grupo Arautos do Rei tem conquistado ao longo das últimas décadas uma reputação de excelência poucas vezes vistas no meio da música religiosa brasileira. A qualidade das vozes e orquestração deste novo trabalho confirmam tal fato. Com letras que falam de fé e esperança, as canções conduzem o ouvinte a uma experiência profunda de religiosidade. Apesar da reclamação de alguns sobre o excesso de instrumentalização (o grupo iniciou sua história cantando acapella), o resultado foi para mim bastante salutar e merecedor de elogios.

Nota: 8,5

sábado, 20 de novembro de 2010

Respostas... Onde?



Fonte: VidaOrdinária

Comentário: Muita gente encontra as respostas da vida nos ensinos de Jesus, outras não. Mas para aqueles que não querem saber de religião, o Google é a resposta?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O Cuidado de Deus


O Senhor Deus estava com José. Ele morava na casa de seu dono e ia muito bem em tudo. Gênesis 39:2.

Quão difícil deve ter sido para José a experiência de ser abandonado pelos irmãos e viajar para uma terra desconhecida. Imagino quantas vezes ele deve ter chorado de saudades de sua família e seu lar.
Mas, na verdade, José não estava sozinho. O verso de hoje diz que Deus estava ao lado dele. Como é bom saber que Deus nos auxilia nos momentos mais difíceis de nossa vida.
Certa vez, num sábado à noite, John, de doze anos de idade, caminhava os seis quilômetros que separavam a estação do sítio em que morava, na Escócia. Ele fazia esse percurso todos os sábados, porém naquela noite a escuridão era fora do comum. Não se enxergava nem a lua nem as estrelas.
“Não há nada a temer”, dizia John consigo mesmo, enquanto caminhava em meio à escuridão. “Aquilo ali, parado, não são homens com espingardas. São apenas árvores. E aquilo que se mexe ali à frente é apenas uma vaca velha andando pelo matagal. Tenha confiança em si mesmo, John!”
Contudo, John estava assustado. De repente, um pássaro bateu asas na quietude da mata, e ele pensou que seu coração fosse parar. Em seguida, ele escutou algo muito parecido com passos. Parou para escutar, e percebeu que alguém vinha em sua direção. Seus joelhos tremiam. Não sabia onde se esconder.
– John, é você? – ele ouviu uma voz vindo da escuridão.
– Pai! – exclamou John, correndo em direção do vulto que sabia agora ser o seu pai.
– Percebi o quanto está escuro, e achei que você pudesse ficar com medo – disse o Sr. McNeil, tomando o filho pela mão.
– Agora não estou mais com medo! – respondeu John.
John McNeil cresceu e se tornou um grande pregador. Costumava contar essa história quando pregava sobre o cuidado de Deus.
Muitas vezes, você sentirá medo por alguma situação difícil ou um problema muito grande. Nessas horas, lembre-se de que o Deus de que estava com José, estará também com você.

Fernando Beier

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Darwin e Deus

Darwin e Deus

Em "A Origem das Espécies":"Não há uma verdadeira grandeza nesta forma de considerar a vida, com os seus poderes diversos atribuídos primitivamente pelo Criador a um pequeno número de formas, ou mesmo a uma só? Ora, enquanto que o nosso planeta, obedecendo à lei fixa da gravitação, continua a girar na sua órbita, uma quantidade infinita de belas e admiráveis formas, saídas de um começo tão simples, não têm cessado de se desenvolver e desenvolvem-se ainda!" (p. 554).
Em carta datada de 2 de abril de 1873:
"
Posso afirmar-vos que a impossibilidade de considerar este magnífico universo, que contém o nosso ‘eu’ consciente, como obra do acaso, é para mim o principal argumento em favor da existência de Deus”.

Em carta datada de 3 de julho de 1881:
Devo dizer-vos que em vosso livro Pretensões da Ciência expressastes a minha profunda convicção, e mesmo mais eloqüentemente do que eu saberia fazê-lo, isto é, que o universo não é e nem pode ser obra do acaso”.
M. Francis Darwin. La Vie et la Correspondence de Charles Darwin. 
Trad. de H. arigny. Reinwald, Paris, Vol. 1, p. 354, 365.

Fonte: Humordarwinista

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Teoria da Extinção dos Dinos

Briga Sobre Religião Acaba em Tragédia

Um homem morreu e outro foi baleado depois de uma discussão por causa de religião na madrugada de hoje, em Sapucaia do Sul (RS). Segundo a Polícia Civil, três membros da igreja Deus é Amor estavam em um local conhecido como Morro de Sapucaia, fazendo orações, quando viram um grupo de cinco umbandistas acendendo velas. Dois evangélicos foram em direção ao grupo de umbanda para, segundo a polícia, repreendê-los.
Houve discussão, e um dos membros da igreja acabou sendo esfaqueado no pescoço e morreu no local. 
Um outro foi esfaqueado no abdômen, virilha e na perna. Ele foi submetido a uma cirurgia e está internado em um hospital da região. O terceiro membro da Deus é Amor ficou à distância, vendo a confusão, de acordo com a polícia. O grupo de umbanda conseguiu fugir em um carro. O local, disse a polícia, é ermo e mal iluminado. Ninguém foi preso.
Fonte: Yahoo
Comentário: Infelizmente, a intolerância e falta de bom senso permeiam todas as atividades humanas. E com a religião não é diferente. Mas os cristãos têm um testemunho a dar sobre o que Jesus ensinou e viveu. Ele nunca usou a força ou a imposição para convencer as pessoas sobre a verdade que pregava. Alguns de seus professos seguidores necessitam aprender mais sobre o verdadeiro amor ao próximo. 

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A Função da Pena - Uma Aula de Verdade

























Professor – Caros alunos, hoje vamos discutir sobre a função da pena no direito penal. - Ajeita os óculos, arruma o terno, dá uma sonora e professora respirada.

Professor – Bom, como todo mundo já deve ter estudado, a pena tem por objetivo ressocializar o cidadão em conflito com a lei.

Aluno – Professor, posso fazer uma pergunta?

Professor – Já?

Aluno – ?

Professor – Tudo bem, diga.

Aluno – Achei que a pena era para punir...

Professor – Meu caro, os longos anos de evolução das teorias criminológicas estudaram o comportamento humano e concluíram que a pena deve servir para ressocializar.

Aluno – Deve servir ou serve? Ela é ressocializadora ou deve ser ressocializadora?

Professor – Hum... Ela é ressocializadora.

Aluno – Legal. E esses caras aí, que fizeram estes estudos, como eles pesquisaram?

Professor – Ah, com muitos livros, muito estudo, durante anos!

Aluno – Legal. E eles fizeram pesquisa de campo? Entrevistaram as pessoas? Ouviram vítimas e réus?

Professor – Acho que não, por quê?

Aluno – Sei lá, é que eu já sou formado em medicina, e lá a gente só diz que um remédio tem um determinado efeito se já foi testado e deu resultado mesmo. Queria saber se já foi constatado de algum modo isso, a pena ressocializa?

Professor – Acho que nunca fizeram essa pesquisa. Seria uma boa tese de doutorado, mas como você está apenas na graduação, não deve se arriscar a discutir isso. Nem no mestrado, onde você não pode ter ideias novas. Só longos anos de estudo num doutorado ou num pós-doutorado para chegar nessa conclusão. Bom, retornando...

Aluno – Legal. No doutorado tem pesquisa de campo?

Professor – Nunca vi. Só pesquisa bibliográfica.

Aluno – Por quê? Como é que se descobre que a pena serve melhor para isso ou para aquilo se não analisam dados reais? É mais fácil só ficar na biblioteca?

Professor – Não sei, pode ser.

Aluno – Ouvi falar da teoria das janelas quebradas. Nos EUA foi feita uma pesquisa de campo...

Professor – Essa teoria já é considerada ultrapassada.

Aluno – Ah, já fizeram outras pesquisas que infirmaram a hipótese? Conseguiram outros dados?

Professor – Que eu saiba não... Acho que a literatura da criminologia negou validade.

Aluno – Assim, só por literatura? Só por argumentação? Nenhum teste, nada?

Professor – Err... acho que não...

Aluno – Engraçado, né professor. A teoria da relatividade de Einstein só foi aceita quando foi demonstrada. Em Direito as teorias não precisam ser demonstradas?

Professor – Olha, grandes autores, de renome internacional, reforçam o argumento de que a pena é deve ter, ou tem, sei lá, tanto faz, um caráter ressocializador.

Aluno – Profe, gostei da aula. No direito, então, não se testam as teorias, descreve-se o objeto por aquilo que queremos que ele seja e não por aquilo que ele é, e usamos o argumento de autoridade como principal elemento de convencimento. É um pouco mais difícil que na medicina, mas estou gostando. Obrigado.

Fonte: Blog do Ministério Público

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Álcool é Tão Prejudicial Quanto Drogas

O álcool foi considerado a droga mais perigosa da Grã-Bretanha, à frente até do crack e da cocaína, segundo umranking que leva em conta, além dos prejuízos pessoais, os danos que ela pode provocar na sociedade. O estudo, publicado nesta segunda-feira pelo periódico médico Lancet, foi realizado pelo Comitê Científico Independente sobre Drogas, liderado pelo ex-consultor governamental David Nutt. Nutt foi demitido ano passado após fazer declarações contra a política antidrogas do governo, quando disse que andar de cavalo era mais perigoso que ingerir ecstasy, uma droga sintética bastante consumida na Grã-Bretanha. Também afirmou que a maconha fora promovida à droga classe B, a segunda classe mais perigosa segundo o Conselho Britânico sobre Abuso de Drogas, por causa de uma “decisão política”. No estudo publicado nesta segunda-feira, Nutt e seus colegas classificam as drogas pelos danos individuais, que vão desde a morte até danos mentais e perda dos relacionamentos, e pelos danos que podem provocar às outras pessoas. A pontuação vai de zero (inofensivo) até 100 (mais perigoso).

No ranking geral, o álcool ficou em primeiro lugar, com 72 pontos — a heroína ficou com 55 pontos, o crack com 54, a cocaína ganhou 27 pontos, a maconha ficou com 20, o ecstasy e os anabolizantes com nove e os cogumelos alucinógenos com cinco. Se levados em conta apenas os danos individuais, as drogas mais perigosas são o crack, a heroína e metanfetamina. A mais danosa aos outros foi o álcool, seguida pela heroína e o crack.

Os autores do estudo escreveram que a classificação atual é ultrapassada e é preciso chamar a atenção de forma agressiva para os perigos do álcool, em prol da saúde pública. Pelo sistema britânico de classificação atual, o ecstasy é considerado uma droga classe A, tão perigoso quanto metanfetamina.

Nutt é autor de outro estudo, publicado também no Lancet em 2007, afirmando que álcool e cigarro eram mais prejudiciais que a maconha e o LSD.

Fonte: Veja

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Jesus Zumbi na Apelação de Um Desenhista

Criador de personagens dos quadrinhos como o mercenário Deadpool e o grupo de super-heróis Youngblood, o americano Rob Liefeld - aquele responsável por desenhos de perspectivas tão assustadoras que lhe renderam até um tumblr - resolveu revelar o que aconteceu nas 48 seguintes à morte de Jesus Cristo em uma HQ chamada “Zombie Jesus”. A história, que será publicada semanalmente no blog do autor, parte de um trecho da Bíblia, do evangelho de Mateus: “A terra tremeu, e as rochas se partiram. Os túmulos se abriram, e muitas pessoas do povo de Deus que haviam morrido foram ressuscitadas e saíram dos túmulos. E, depois da ressurreição de Jesus, entraram em Jerusalém, a Cidade Santa, onde muitos viram essas pessoas.” E Liefeld completa: “Após a crucificação, a guerra sobrenatural rasgou as províncias romanas. Hordas de zumbis atacaram Jerusalém em busca do corpo de Cristo. Os discípulos estavam cercados e um herói improvável surgiu para combater a legião de mortos: Lázaro, o imortal!”


Se a história em quadrinhos de Liefeld será um sucesso de crítica ou de público, não se sabe, o certo é que ele terá uma dor de cabeça dos infernos por mexer em um tema tão delicado.


Fonte: O Globo

Comentário: Veja como o mundo está cheio de oportunistas sem caráter. Depois de fracassos retumbantes, o desenhista acima usa a história de Jesus para ver se vende alguma coisa. A revista Super Interessante deste mês faz a mesma coisa, usando a suporta história de Deus como matéria de capa. Eles odeiam a religião, mas não vivem sem ela...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Agressão em Universidade

Um grupo de alunos da Universidade Estadual Paulista, uma das mais importantes do país, organizou uma “competição”, batizada de “Rodeio das Gordas”, cujo objetivo era agarrar suas colegas, de preferência as obesas, e tentar simular um rodeio – ficando o maior tempo possível sobre a presa. A agressão ocorreu no InterUnesp 2010, jogos universitários realizados em Araraquara, de 10 a 13 de outubro. Anunciado como o maior do país, o evento esportivo e cultural, que reuniu 15 mil universitários de 23 campi da Unesp, virou palco de agressão para alunas obesas. Roberto Negrini, estudante do campus de Assis, um dos organizadores do “rodeio das gordas” e criador da comunidade do Orkut sobre o tema, diz que a prática era “só uma brincadeira”. 

Segundo ele, mais de 50 rapazes de diversos campi participavam. Conta que, primeiro, o jovem se aproximava da menina, jogando conversa fora – “onde você estuda?”, entre outras perguntas típicas de paquera. Em seguida, começava a agressão. “O rodeio consistia em pegar as garotas mais gordas que circulavam nas festas e agarrá-las como fazem os peões nas arenas”, relata Mayara Curcio, 20, aluna do quarto ano de psicologia, que participa do grupo de 60 estudantes que se mobilizaram contra o bullying.

No Orkut, os participantes estipulavam regras para futuras competições, entre elas cronometrar as performances dos “peões” e premiar quem ficasse mais tempo em cima das garotas com um abadá e uma caneca. Há relatos de gritos de incentivo: “Pula, gorda bandida.” [...]

As vítimas não querem falar. “Uma das meninas está tão abalada que não teve condições de voltar à faculdade. Teme ficar conhecida como ‘a gorda do rodeio’”, afirma a advogada Fernanda Nigro, que acompanhou, na última terça-feira, uma manifestação de repúdio. 

O grupo foi recebido pelo vice-diretor da Faculdade de Ciências e Letras, do Campus de Assis, Ivan Esperança. “Vamos ouvir os envolvidos e estudar as medidas disciplinares, mas não queremos estabelecer um processo inquisitório”, disse ele à Folha. 

Fonte: Folha.com



Comentário: A falta de moral e educação em nosso país atinge patamares cada vez mais perigosos. Para ser vítima de agressões "culturais", basta ser um pouco diferente. Fico pensando na regra de ouro de Jesus, que diz que devemos fazer aos outros aquilo que gostaríamos que fizessem a nós. Se isso fosse conhecido e vivido, alguém sugeriria uma brincadeira tola como perseguir as pessoas obesas? E se fosse você a vítima, ficaria satisfeito? 

Para Que Serve Deus

Sinopse: Este livro relata histórias de lugares como a China, onde a igreja está crescendo de rapidamente, apesar de ter um governo ateu; ou como o Oriente Médio, onde a outrora vicejante igreja da região central agora mal sobrevive; e ainda como a África do Sul, onde uma igreja multicolorida junta os cacos de seu passado racista. Nos Estados Unidos, o autor visitou não apenas VirginiaTech (escola onde houve o massacre de 32 alunos e professores provocado por um estudante coreano perturbado), e uma convenção de prostitutas (em Green Lake, no estado de Wisconsin, sobre a evangelização de mulheres prostitutas, com a participação de representantes de 45 organizações e trinta países), mas também um grupo de alcoólicos anônimos de Chicago e dois territórios do Cinturão Bíblico do Sul. As cicatrizes do racismo no sul dos Estados Unidos, sem falar na África do Sul, serão curadas algum dia? Uma minoria cristã será capaz de provocar alguma fermentação num ambiente hostil como o da China ou do Oriente Médio? 


Comentário: Philip Yancey iniciou sua carreira jornalística nos anos 1970 e logo descobriu-se seu talento para escrever livros. Sempre escolhendo temas difíceis e caros aos cristãos, o renomado autor nunca procurou disfarçar os defeitos do cristianismo, mas fez da graça de Deus sua mais alentada bandeira. Na nova empreitada literária, Yancey traz a tona suas principais palestras ao longo dos últimos anos. Em cada canto do mundo onde teve oportunidade de falar, a história e cultura local definiram a escolha das palavras. Sempre tendo em vista a busca da verdadeira fé, descobre-se nos escritos do autor momentos bastante pessoais, como o acidente automobilístico que sofreu e quase ceifou sua vida. (F. Beier).


Nota: 8,5

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Política e Religião

Entrevista Concedida Pelo Jornalista Michelson Borges a rádio Novo Tempo:


Qual a situação, força de atuação e influência que a religião tem sobre a política hoje?

A força é muito grande, não tanto da religião institucionalizada, como foi no passado e será no futuro, mas da religião popular. Os políticos, sabedores da força que a religião exerce sobre nações religiosas como o Brasil e os Estados Unidos, por exemplo, enveredam por esses temas tentando conquistar votos e apoio. Às vezes, até misturam temas que não são necessariamente religiosos, como aborto e ensino do criacionismo. Essa confusão e esse enfoque religioso trazem de novo a sombra ameaçadora da união entre Igreja e Estado. Essa união nunca foi boa e nunca será.

Por que os políticos de hoje em dia têm utilizado tanto a religião para atingir as grandes massas?

Políticos utilizam qualquer fonte de mobilização que estiver ao alcance deles. Pode ser a religião ou mesmo a identificação de um inimigo comum. Joseph Goebbels fez isso com terrível maestria nos tempos do nazismo, colocando muita gente em seu país contra judeus, negros e outras etnias. Goebbels se aproveitou do antissemitismo secular na Alemanha, agravado pelo ódio que Lutero promoveu contra os judeus ao perceber que eles não se converteriam em massa ao cristianismo. No caso do Brasil, país de maioria católica, é bastante vantajoso para os políticos e candidatos atrair para a arena política temas que envolvem fé e ética religiosa. Vencerá aquele que conseguir se identificar mais fortemente com as crenças do povo. Por isso é tão comum ver candidatos comparecendo a missas e a cultos religiosos nesta época de campanha eleitoral. Isso não é bom, pois o foco da discussão acaba sendo desviado das questões mais importantes num Estado laico, como educação, saúde e liberdade.

É importante que os cristãos participem da política?

Os cristãos devem ser sal da terra e luz do mundo, e creio que esse imperativo passa pelo exercício da cidadania. Votar faz parte disso. E se temos que votar, que o façamos com consciência e esclarecimento. Para o verdadeiro cristão, a solução definitiva de todos os problemas da humanidade é a volta de Jesus. Assim, o ponto mais importante a ser considerado nas propostas dos candidatos políticos é a postura deles com relação à liberdade religiosa e de expressão. Isso porque enquanto desfrutarmos dessa liberdade poderemos pregar sobre a vinda de Cristo e sobre as verdades bíblicas, sem nos esquecermos de que, evidentemente, enquanto estivermos neste mundo, temas como saúde, educação e justiça social devem ser tratados com muita seriedade.

Por que os cristãos devem participar da política?

Porque eles, talvez mais do quaisquer outras pessoas, devem ajudar a promover a ética e a honestidade em todas as esferas da sociedade. E devem não apenas fazer isso votando nos melhores candidatos possíveis, mas também cobrando deles depois de eleitos. Os profetas bíblicos anunciavam as verdades divinas, mas também denunciavam corajosamente os desmandos das autoridades, especialmente quando elas falhavam com os pobres e menos favorecidos. Isso deixava Deus triste, irado e inconformado, e deve nos entristecer e inconformar também.

Deixar de participar das decisões políticas não seria uma espécie de omissão ou conformismo?

Sem dúvida. E é bom lembrar que podemos pecar por ação e omissão. Como disse Edmund Burke: “Para que o mal triunfe basta que os bons fiquem de braços cruzados.” O temor que muitos cristãos têm de se envolver com questões políticas possivelmente seja herança dos anabatistas, que dividiam a realidade em “coisas sagradas” e “coisas profanas”. Tudo que dizia respeito à política se encaixava no segundo caso. 

Como explicar o poder que a política teve, através da igreja, para implantar movimentos tanto para o bem, como para o mal? Alguns exemplos: Inquisição, nazismo, fascismo, ditadura militar, etc.

Foi bom você ter dito “igreja” em lugar de “cristianismo”. Muita gente confunde as duas coisas. O verdadeiro cristianismo nunca assassinou ninguém. Nunca utilizou a violência e nunca fez concessões a poderes políticos para se favorecer disso. Pelo contrário, os verdadeiros cristãos sempre foram perseguidos e incompreendidos, pois entendem que o reino que almejam não é deste mundo e que devem prestar obediência e submissão, sobretudo a Deus. Igrejas sedentas de poder humano é que firmaram alianças espúrias que acabaram trazendo perseguição e morte a muitas pessoas. Com o poder estatal nas mãos, a igreja medieval condenou muitas pessoas à fogueira. E, quando se aliou a regimes como o fascismo, ela fez vistas grossas à crueldade e à injustiça. Claro que não devemos nos esquecer de que regimes ateus, como o da ex-União Soviética, levaram à morte muito mais pessoas do que a Inquisição e as Cruzadas juntas. Isso é mais uma prova de que o Estado deve ser laico (nem religioso, nem ateu); e que deve manter as liberdades de culto e de expressão, para que a democracia seja garantida.



Fonte: Criacionismo.com

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O Que Estão Fazendo Com a Igreja?


Augustus Nicodemus Lopes avalia a situação da Igreja hoje: “Infelizmente, estão fazendo muita coisa ruim com ela”.

“Não me acho xiita”, vai logo dizendo o professor, pastor e pesquisador presbiteriano Augustus Nicodemus Lopes em seu mais novo livro, O que estão fazendo com a Igreja (Mundo Cristão). “Mas muitos me chamam de fundamentalista”, acrescenta. “Não fico envergonhado quando me rotulam dessa forma, embora prefira o termo calvinista ou reformado”, explica. A quantidade de adjetivos expressa bem o universo desse intelectual protestante, nascido na Paraíba e que fez carreira no segmento acadêmico religioso. Graduado em teologia, mestre em Novo Testamento e doutor em Interpretação Bíblica – este último título, pelo Instituto Teológico de Westminster (EUA) –, Nicodemus já dirigiu diversos seminários ligados à sua denominação e hoje exerce o cargo de chanceler da respeitada Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Na mesma cidade, pastoreia a Igreja Presbiteriana de Santo Amaro.
O conjunto de sua obra já dá uma idéia de suas posições teológicas. Títulos como O que você precisa saber sobre batalha espiritualFé cristã e misticismo e Ordenação de mulheres: O que diz o Novo Testamento, todos publicados pela Cultura Cristã, entre diversos outros livros, são baseados na mesma teologia conservadora que ele não apenas abraça, como defende com unhas e dentes. O que não impede, é claro, que esteja aberto a outros pensamentos. “Desde que sejam comprometidos com as Escrituras”, ressalva. Nesta conversa com CRISTIANISMO HOJE, Augustus Nicodemus fala do livro recém-lançado na Bienal de São Paulo e avalia a situação da Igreja Evangélica hoje. “Infelizmente, estão fazendo muita coisa ruim com ela”, aponta.
CRISTIANISMO HOJE – É inevitável começar esta entrevista com a pergunta que dá titulo ao seu livro: o que estão fazendo com a Igreja? 
AUGUSTUS NICODEMUS LOPES – Infelizmente, muita coisa ruim – desde desfigurá-la, passando uma imagem ao público de que todos os evangélicos e seus pastores são mercenários que vivem para fazer barganhas com Deus em troca de bênçãos, até destruí-la internamente, trocando o Evangelho de Cristo por um outro evangelho. Um evangelho despido de poder, realidade histórica e eficácia salvadora, que é ensinado pelos liberais. Aqui entram também os hiperconservadores, às vezes chamados de neopuritanos, com sua visão radical de culto.
Quais os efeitos da pós-modernidade sobre a Igreja?
A pós-modernidade facilitou e aumentou a influência do liberalismo, do relativismo e do pragmatismo na Igreja brasileira, ainda que esses movimentos e tendências sejam tão antigos quanto a própria Igreja. A presente época, marcada pela pós-modernidade, facilita a penetração desses elementos na vida, liturgia e missão das igrejas evangélicas, como de fato temos presenciado. E por outro lado, existem líderes evangélicos que conscientemente constroem ministérios, igrejas e movimentos que se apóiam em métodos e ideologias liberais, relativistas e pragmáticas. O que essas coisas têm em comum é que sempre representam uma tentação para corromper o Evangelho bíblico, quer pelo apelo à soberba humana, quer por um tipo de Cristianismo descompromissado, ou ainda pela oferta enganosa de resultados extraordinários em curto espaço de tempo.