quarta-feira, 23 de maio de 2018

A luta de uma cristã norte-coreana




   

  


       
          Uma equipe da Portas Abertas está entrevistando refugiados norte-coreanos. Entre eles, Hea-Woo*, uma cristã que passou vários anos em prisões e em campos de trabalhos forçados. Ela perdeu a filha de 26 anos, que morreu de fome, e o marido, que foi martirizado na prisão por causa da sua fé cristã.

       Apesar de toda dor que carrega, Hea-Woo parece uma querida avó. Ela trouxe presentes para todos, que iam de brinquedos a meias ou doces. Ela cantou a primeira estrofe da música Amazing Grace (Maravilhosa Graça) em coreano. Quando perguntamos o que essa canção significa para ela, a cristã respondeu: “Em muitos momentos na minha vida, eu quase morri. Mas estou viva, graças à maravilhosa graça de Deus”.

       Ore pela Igreja Perseguida da Coreia do Norte, país número 1 da Lista Mundial da Perseguição 2018, onde há cerca de 300 mil cristãos secretos, muitos deles presos em campos de trabalhos forçados. Interceda para que os cristãos sejam fortalecidos no Senhor, mantendo a esperança firme nele. Clame para que a igreja secrreta continue crescendo, apesar de toda perseguição.

       Hea-Woo esteve no Brasil em 2015, visitando igrejas em São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia. Seu testemunho como fugitiva de um campo de trabalhos forçados e prisões, e hoje como refugiada, impactou milhares de cristãos.

*Nome alterado por segurança.
Fonte: Portas Abertas



segunda-feira, 14 de maio de 2018

Crise espiritual













          Conheço alguns cristãos que lutam com sua espiritualidade, esforçando-se para alcançar um padrão inalcançável. Não sei bem de onde vem essa nossa tendência de achar que temos que ser mais do que podemos. Mas uma coisa eu sei: não vem da Bíblia. Cada vez que termino de lê-la, tenho a nítida impressão de que Deus nos trata da única maneira que realmente vai fazer diferença: não como um espectador ou torcedor que quer que cheguemos à linha final a qualquer custo; mas como um amigo que corre conosco, gritando palavras de estímulo e jogando um copo de água quando estamos com sede.
“Corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta” 5, apela o autor de Hebreus. Chegar ao final da corrida espiritual é o sonho de qualquer cristão. Mas por que muitos param de correr?


5 Hebreus 12:1.



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sexta-feira, 4 de maio de 2018

Lágrimas de uma viúva








Quando o Senhor a viu, ficou com muita pena dela e disse: – Não chore. Lucas 7:13.

       Naim era uma pequena vila, que ficava a dez quilômetros de Nazaré, a cidade onde Jesus cresceu. Um dia, passando por lá com Seus discípulos, eles avistaram um agrupamento de pessoas saindo da cidade. Era um funeral.

       Você já deve ter percebido que em um funeral não há risos, somente lágrimas. E não poderia ser diferente. Afinal, a morte de uma pessoa sempre é dolorosa, principalmente para os familiares e amigos mais próximos.

Mesmo sem ser parente ou amigo da pessoa falecida, Jesus Se aproximou do cortejo fúnebre. Ele Se dirigiu a uma pessoa em particular, uma mulher. Ao chegar perto dela, Ele disse: “Não chores.”

       Ao ouvir as palavras de Jesus, alguns dos presentes se assustaram. Afinal de contas, chorar é a única coisa que nos resta diante da morte de alguém. A própria mulher deve ter ficado perplexa diante das palavras daquele estranho.

       Contudo, Jesus já sabia de tudo o que havia acontecido. Sabia que aquela mulher era mãe do jovem rapaz deitado no esquife. Sabia também que ela tinha perdido o esposo fazia pouco tempo, e o filho era tudo o que lhe restara.

       Quando Jesus disse: “Não chore”, provavelmente Ele queria dizer: “Não continue chorando de tristeza”, pois o que iria acontecer em seguida iria mudar a vida daquela mulher. Jesus tocou o caixão, falou algumas palavras e o jovem filho ressuscitou.

        Não é bom saber que Jesus conhece nossas lágrimas? Que Ele Se compadece de nós? Não só isso, Jesus também sabe que sabor tem as lágrimas humanas, pois, quando esteve aqui, sofreu e chorou muitas vezes. Por isso, Ele permanece ao nosso lado quando choramos, como fez com a viúva de Naim. Não podemos esquecer também que a Bíblia enfatiza que, na Nova Terra, Deus “enxugará dos olhos toda lágrima” (Apocalipse 21:4).

          Será um momento maravilhoso, não é mesmo?




sexta-feira, 20 de abril de 2018

Perseguição aos cristãos na China

      







       Após o anúncio, neste mês, de que Bíblias não poderiam mais ser comercializadas on-line, o site de notícias UCAN informou que “livros sobre o cristianismo também foram bloqueados e as licenças comerciais de algumas lojas canceladas” e, de acordo com usuários de mídias sociais, as vendas acabaram em 30 de março.

       Livros importantes para outras grandes religiões, como o Alcorão e livros do Budismo, no entanto, não foram retirados de circulação, informou o New York Times. A proibição não surpreende um dos analistas de perseguição da Portas Abertas: “Essa proibição existe há anos, mas simplesmente não havia sido implementada e agora as autoridades parecem ter intensificado os esforços. Ainda não está claro, no entanto, que porcentagem de Bíblias já foi vendida on-line ou via aplicativos”. A geração mais jovem será a mais atingida, “mas os chineses são criativos”, disse uma fonte local, que não pôde ser nomeada por segurança.

       A Bíblia ainda está disponível gratuitamente em livrarias anexas a igrejas pertencentes ao Estado, o Movimento Patriótico das Três Autonomias, que é controlado pelo governo e tem câmeras instaladas para fins de vigilância.

        Uma fonte local no país disse que “algumas igrejas não registradas armazenaram algumas Bíblias impressas em versões diferentes, como Bíblias de estudo, e até agora as autoridades não pediram a remoção delas, embora os pastores sejam convidados ocasionalmente para "tomar chá" com as autoridades. Tomar chá é uma maneira educada de dizer que o governo “os convida” para uma reunião.
Fonte: Portas Abertas


sexta-feira, 13 de abril de 2018

"De mãos postas"








Quem tiver duas túnicas dê uma a quem não tem nenhuma, e quem tiver comida reparta com quem não tem. Lucas 3:11.

       Tempos antes de Jesus pregar o Sermão da Montanha, João Batista já ensinava sobre a importância da compaixão. As palavras do verso de hoje foram ditas por ele às multidões à beira do rio Jordão.

       Alberto Dürer conhecia o valor da compaixão e do amor desinteressado. Depois de sair de casa ainda jovem para estudar numa escola de Artes, conheceu ali um outro rapaz, mais velho, mas com o mesmo sonho de ser um artista. Um dia, o amigo de Dürer lhe disse:

       – Nenhum de nós irá muito longe se continuarmos estudando e tentando ganhar a vida ao mesmo tempo. Que tal um de nós trabalhar, enquanto o outro estuda? Depois inverteremos a situação.

       – Boa idéia! – concordou Dürer. – Como você é mais velho, deve estudar primeiro.

       – Não – respondeu o amigo. – Eu estou mais acostumado com o trabalho. E você também tem mais talento do que eu.

       Apesar do protesto de Dürer, o amigo começou a trabalhar em tempo integral a fim de cobrir todas as despesas. Dürer formou-se e começou a vender suas pinturas. Uma noite, ele disse para o amigo:

       – Agora é a sua vez de estudar.

       O rapaz largou o trabalho e procurou pintar. Mas os anos de labor incansável cobraram um triste preço – suas mãos estavam endurecidas, e suas articulações tão grossas, que ele não conseguia manejar os pincéis. Tentou inúmeras vezes, mas sua habilidade desaparecera. Ele chorou amargamente. Dürer só entendeu a profundidade de sua dor quando viu seu amigo em oração. As mãos calejadas estavam juntas reverentemente, enquanto as lágrimas escorriam pelo seu rosto.

       Alberto Dürer tomou uma decisão: “Vou pintar suas mãos.” Assim, todos saberiam do sacrifício do amigo por ele. Seu quadro, que contava a história da vida de um bom homem, ficou conhecido como “Mãos Postas”.

       Espero que a compaixão pelo semelhante seja uma virtude presente em sua vida.





sexta-feira, 6 de abril de 2018

Perdoando e Sendo Perdoado







E, quando estiverem orando, perdoem os que os ofenderam, para que o Pai de vocês, que está no Céu, perdoe as ofensas de vocês. Marcos 11:25.

       Perdoar aqueles que nos prejudicam nem sempre é fácil. Na esmagadora maioria das vezes é muito difícil perdoar. Contudo, Jesus nos ensina que, para recebermos o perdão de Deus, precisamos primeiro saber perdoar aqueles que nos ofendem.

Anos atrás, uma velhinha cristã descia vagarosamente a rua de sua casa, carregando uma pequena cesta de compras, quando um menino inconseqüente se aproximou com seu skate. De maneira rude, o garoto empurrou a velha senhora, derrubou-lhe a cesta, e depois parou em sua frente, dando altas gargalhadas. A velhinha humildemente recolheu as compras espalhadas pelo chão, sem dizer uma só palavra. Então, voltou-se para o garoto e disse com compaixão:

         – Tudo bem, filho, eu o perdôo.

         As palavras daquela senhora fizeram com que o remorso atingisse o coração do moço. Uma voz branda lhe dizia em seu íntimo: “Você não devia ter feito isso!” A voz ainda lhe disse: “Você deve pedir desculpas. E faça-o agora!” Lutando contra a consciência, ele pensou em ir embora. “Peça desculpas!”, insistiu a voz. Finalmente, ele resolveu falar:

         – Desculpe-me pelo que fiz. Jamais cometerei esse erro novamente – e beijou-lhe a mão envelhecida.

         – Tudo bem – disse a velhinha –, seremos bons amigos.

         – Posso ajudá-la a levar as compras?

         – É claro.

         Sem dúvida, o perdão permite que nossos relacionamentos tenham um final feliz. Mesmo que perdoar e pedir perdão pareça ir contra nossa natureza, esse é o único caminho apontado por Deus para anular as inimizades. Como definiu Henry Nouwen, o perdão é o “amor praticado entre pessoas que amam defeituosamente”.

         Que tal colocar em seu coração a disposição para perdoar sempre?



sexta-feira, 30 de março de 2018

Amor maior














"Ninguém tem amor maior do que este: de dar alguém a própria vida em favor de seus amigos" (João 15:13)



quarta-feira, 28 de março de 2018

O valor da oração







De manhã bem cedo, quando ainda estava escuro, Jesus Se levantou, saiu da cidade, foi para um lugar deserto e ficou ali orando. Marcos 1:35.

       Dr. Aléxis Carrel, Prêmio Nobel de Fisiologia, disse certa vez: “A oração é uma força tão real como a gravidade terrestre. Um constante e discreto milagre se opera, todas as horas, no coração dos homens e mulheres.”

       Jesus sabia da importância da oração. O verso de hoje é um dos que falam acerca do Seu hábito de orar. Ele mesmo falou muitas vezes sobre o valor da oração: “Vigiem e orem”; “Orem, para que não entrem em tentação”; “Orem pelos que lhes maltratam”.
       Para aqueles que acreditam no poder da oração, a maior tentação é negligenciar tamanha oportunidade. Na correria de cada dia, podemos perder de vista nossa necessidade de elevar nossos pensamentos a Deus. Hoje temos o privilégio de seguir o exemplo de Cristo - bem cedo, orar ao Criador.



quarta-feira, 14 de março de 2018

Crise espiritual?













"Houve um momento, depois de minha conversão, que eu criei uma imagem na minha mente de como deveria ser o cristão perfeito. O cristão ideal, eu pensava, sorria o tempo todo, não cedia as tentações, conhecia a Bíblia muito bem e sempre influenciava alguém para o evangelho. O problema é que quanto mais eu imaginava ser o cristão ideal, mais eu ficava frustrado. O cristão perfeito de minha cabeça sempre era melhor do que eu. A princípio, eu dizia para mim mesmo que o problema era minha falta de experiência nas coisas com Deus. Como o tempo foi passando e eu não atingi o estado de perfeição, me perguntava: o que está faltando? Sem respostas, fiquei com raiva do supercristão de minha mente. Foi uma crise espiritual profunda para mim. O que mais me intriga quando me lembro disso é que, em nenhum momento, orei contando o problema para Deus.
"A essa altura, alguém poderia dizer que eu não passo de um esquizofrênico espiritual.  Porém, veja o que aconteceu algumas semanas depois: estudando com mais cuidado a Bíblia (falaremos do fator “Bíblia” mais adiante), eu percebi que não tinha de ser um supercristão. Deus não espera de mim uma perfeição que como pecador nunca poderei alcançar. Ele não me pede para voar a uma altura que não posso atingir. Isso me tranquilizou bastante e a crise espiritual que me perseguia há tanto tempo se desfez.

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segunda-feira, 5 de março de 2018

Igrejas cristãs são incendiadas no Chile







       O ano começou com uma série de ataques a igrejas em várias regiões do Chile. Três igrejas foram incendiadas nos municípios de Peñalolén, Recoleta e Santiago. A plataforma de notícias Clarín informou que duas igrejas na cidade de Cunco e uma em Puente Alto também enfrentaram ataques parecidos. Outra igreja em Lo Espejo também foi queimada, e uma em Calafquén foi atacada. No total foram oito ataques a igrejas somente no mês de janeiro.

       Não se sabe qual grupo é responsável pelos ataques, mas de acordo com a BBC, foi encontrado um panfleto com referências ao ativismo do grupo indígena mapuche. Uma analista de perseguição da Portas Abertas, também confirmou que os principais suspeitos do ataque são realmente os ativistas do grupo. “Esses ataques também podem ser vistos como uma reação à visita do papa ao Chile entre 15 e 18 de janeiro”, explica.

       Ela ainda disse que parece que incêndios a igrejas já se tornaram comuns no Chile. “Sem nenhuma resposta do governo, o vandalismo e a violência continuam colocando em perigo a já limitada liberdade de religião de cristãos que querem praticar a fé sem medo”, conclui a analista. Ore pela Igreja Perseguida no Chile, para que tenha paz e segurança.

Fonte: Portas Abertas

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Confiando no Criador










“Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente”. Hebreus 3.1


      O cosmonauta Yuri Gagarin teve uma experiência fantástica: foi o primeiro homem que viajou na órbita da terra. Ele estava a bordo da nave russa Vostok 1, em abril de 1961. De lá de cima ele disse: “A terra é azul”. Depois de voltar a terra, todos queriam ouvir dele mais alguma coisa sobre a experiência no espaço. Uma das coisas que ele disse deixou muita gente triste: “Eu estive no céu e não vi Deus lá!”
      Gagarin, que era fruto de um regime anti-religioso em seu país, estava claramente provocando os religiosos. Todavia, o que Gagarin realmente viu lá no espaço? Não muito, pois seus olhos nunca poderiam abarcar a grandiosidade do universo.
      Mas, quão grande é o universo?
      Eis uma pergunta que, por enquanto, não há possibilidade de resposta. Contudo, baseado nas descobertas mais recentes da astronomia, podemos afirmar que o universo é grande, muito grande.
       O nosso sol, por exemplo, está a 150 milhões de quilômetros. Para se ter uma idéia do que isso significa, se você estivesse dentro de um avião comercial, indo rumo ao sol, levaria 19 anos para chegar lá. Se usarmos o mesmo cálculo para o planeta mais distante, Plutão, a viagem duraria longos 741 anos.
      O sol está tão distante, mas mesmo assim nos parece tão grande. E de fato ele é imenso. A nível de comparação, se o sol tivesse o tamanho de um quarto de 3 metros quadrados, nosso planeta teria o tamanho de um limão. Na verdade, nosso sol é apenas uma estrela das muitas de nosso sistema solar, que segundo os especialistas, é relativamente pequeno. Mesmo assim, para atravessar a Via Láctea de ponta a ponta seriam necessários 100 mil anos viajando a velocidade da luz. E os astrônomos afirmam que existem pelo menos 200 bilhões de galáxias. Diante da grandeza acachapante do universo, nos assola o sentimento de que não somos mais que poeira cósmica!
      A Bíblia afirma que Deus é o Criador do Universo. Até aí, tudo bem. Mas, se Deus é o Criador do Cosmo Infinito, como nós, terráqueos mortais, podemos conhecer algo acerca dEle? Fazendo um paralelo bastante grosseiro, seria como uma ameba microscópica tentar conhecer e entender uma imensa baleia azul, o maior animal do planeta, com seus mais de 100 toneladas.
      Por isso a palavra “fé” aparece nessas horas como uma luz em meio a escuridão. Quando o assunto é Deus e o universo conhecido, a razão humana não consegue explicar tudo. O problema funciona mais ou menos assim: quando um ateu pergunta onde está Deus, ele deseja ouvir uma resposta que possa ser englobada pela sua razão. Ele está propondo, muitas vezes sem se dar conta, que só aceitará aquilo que pode ser colocado na palma da mão para ser analisado, dessecado.
      Mas se Deus é o Criador de um universo tão imenso e em constante expansão, como isso seria possível?
      Usando um outro paralelo, agora fantasioso: seria como um relógio que dissesse para o relojoeiro: “Vem, entra aqui no relógio para que eu posso te ver e te conhecer.” Isso é muito mais difícil do que crer que o relojoeiro criou o relógio!
      Minha filha mais velha costumava me perguntar porque eu tinha de trabalhar. Por mais que eu explicasse, ela não entendia. Na verdade, não havia como sua mente infantil entender os motivos de eu sair de casa todos os dias. Chegou o momento em que eu tive de dizer: “Filha, você não vai entender mesmo que eu tente te explicar. Apenas acredite no papai quando digo que faço tudo por que te amo. Ok?
      O olhar inicial dela era de incredulidade, mas depois ela sorria e ficava satisfeita. Então eu tinha a certeza de sua confiança em mim. Portanto, se a razão humana não consegue abarcar toda a grandiosidade de um Deus criador, a fé é mais do que apenas desejável, ela é indispensável. Mas como confiar em quem não conhecemos?
      O relato da criação é apontado pelos céticos como a primeira de muitas fantasias da Bíblia. Porém, em vez de ser uma barreira intelectual e racional, os primeiros capítulos de Gênesis podem oferecer preciosas pistas sobre Deus e seu caráter. Curiosamente, a pista mais importante que podemos encontrar sobre Deus está diretamente ligada a nós. Os adeptos do darwinismo pregam que o mundo natural foi evoluindo por milhões de anos, até a chegada dos primeiros humanoides. A Bíblia deixa claro que Deus criou a natureza em seis dias, adaptando-a para a chegada da obra-prima da criação – o ser humano. Quão nobre é o pensamento que tudo foi criado por Deus para nossa felicidade. Isto revela um Deus de amor.
       A Bíblia pede o olhar da fé, onde você pode visualizar a criação como um ato de Deus para a felicidade de suas criaturas. Afinal, Ele é um artista diferente de qualquer outro. Não criou uma linda obra apenas para seu deleite egoísta, muito menos para abandonar tudo em seguida, deixando-nos como presas de um animal mais apto. Deus nos criou para poder compartilhar Seu amor conosco. Por isso você é importante para Ele. Por isso a Bíblia diz que Ele nunca te abandonará. Você tem valor inigualável. Mesmo que alguém diga que você não vale muita coisa, mesmo que se sinta apequenado diante das crises da vida, lembre-se que diante de Deus você é muito especial.        
      A criação também revela feições inesperadas sobre o caráter de Deus. Há momentos em que a natureza nos deixa assustados e perplexos. Sentimo-nos impotentes diante de seu poder. Basta lembrar dos terremotos, tornados e vulcões. Em outras ocasiões, sentimos a natureza nos dar vida e alegria. Refiro-me ao calor do sol, o frescor da chuva e os frutos da terra. Com Deus também funciona assim. Há momentos em que não compreendemos seus atos, e há momentos em que louvamos seus desígnios.
      Na criação, percebemos que Deus se preocupou até mesmo em reservar um tempo para se relacionar conosco mais profundamente. Separou um dia para tal propósito. Por isso dizemos que o sábado é um memorial da criação. Mais do que isso – é um memorial do amor de um Criador. Amor que se provou sem limites mesmo quando o homem se rebelou, preferindo o caminho do pecado. Deus ainda permanece ao nosso lado, mesmo quando erramos. Isto nos revela que Ele está ligado a raça humana por um elo que nunca se quebrará. Podemos não vê-lo, nem ouvi-lo e nem tocá-lo. Contudo, exercitando a fé, é possível conhecê-lo mais a cada dia.
      Você não deseja entrar num relacionamento mais profundo com o grande Criador?



sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Cumprindo a ordem do Mestre








Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam Meus seguidores. Mateus 28:19.

       A grande comissão dada por Jesus a Seus discípulos parece ter atingido o coração de um homem com uma força poderosa. Estou falando de Dwight Moody, um dos mais destacados pregadores de sua geração. Esse dedicado servo de Deus se revelou como evangelista itinerante, viajando de cidade em cidade, e até mesmo de país em país. Foi fundador de escolas e seminários, entre eles o famoso Instituto Bíblico de Chicago. Segundo alguns biógrafos, ele pregou suas poderosas mensagens a mais de cem milhões de pessoas.

       O assunto sobre o qual Moody mais gostava de pregar era o amor de Deus. Ele costumava ilustrar esse tema com a história do noivo que foi chamado para servir durante a Guerra Civil de seu país. Sendo obrigados a separar-se, ele e sua noiva decidiram que se casariam quando ele voltasse. Eles prometeram que escreveriam um ao outro todos os dias. Assim, mesmo em batalha, ele sempre escrevia para sua noiva. Mas, um dia, ele foi ferido gravemente e as cartas não chegaram mais. Quando finalmente chegou uma carta, estava escrita por outro soldado. Dizia que o noivo estava aleijado para sempre, e que, mesmo amando-a muito, a desobrigava de casar-se com ele. Sem perder tempo, ela foi até o hospital militar e pediu permissão para encontrar-se com o noivo ferido. Ela percebeu que ele havia perdido os dois braços. Ela o abraçou e o beijou, e disse: “Eu nunca o abandonarei! Minhas mãos nunca deixarão de cuidar de você.” Assim é o amor de Deus por nós, dizia Moody.

       Em uma de suas viagens, Moody ouviu as palavras de um outro grande pregador, Henrique Varley: “O mundo ainda não viu o que Deus fará com um homem inteiramente entregue a Ele.” Moody tomou uma decisão: “Vou fazer todo o possível para ser esse homem.” E, ao que tudo indica, ele chegou bem perto do seu ideal.

       Deus usou Moody para pregar o evangelho aos perdidos, e hoje Ele quer usar você também.




sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Cristãos mantêm a fé em segredo para sobreviver








Muitos se perguntam como a igreja na Coreia do Norte sobrevive em um sistema tão fechado. Um dos pontos é que um cristão normalmente desconfia dos outros cristãos, pois há espias do governo entre eles. Os espias são treinados pela Agência de Segurança Nacional.

Um espia deve ter um bom conhecimento bíblico, para convencer os cristãos de que é confiável e um verdadeiro seguidor de Jesus. Além disso, ele é treinado a prestar maior atenção em pessoas que fecham os olhos e parecem estar meditando. Ou pessoas que eram fumantes e usavam bebidas alcoólicas e pararam repentinamente. Esses são sinais de que elas sejam cristãs e devem ser vigiadas de perto. “Nosso maior medo é de que haja um ‘Judas’ dentro da igreja”, contou um líder cristão secreto à Portas Abertas.

Nem os filhos podem saber sobre a fé dos pais


A maioria dos pais cristãos não contam para seus filhos sobre a fé até que eles cresçam. Eles temem que as crianças deixem alguma coisa escapar. Desde pequenas, elas são doutrinadas a amar os líderes da Coreia do Norte. As primeiras palavras que os pais devem ensinar a seus filhos são: “Obrigado, Pai Kim II-sung” (fundador e líder eterno da Coreia do Norte).

No entanto, muitas crianças descobrem sobre Jesus, geralmente por acidente. Kim Sang-Hwa*, filha de um líder da igreja, diz: “Meus pais nunca contaram que eram cristãos para mim e meus irmãos. Quando eu tinha 12 anos, achei a Bíblia da família. Eu poderia tê-los denunciado, mas sabia que se o fizesse, jamais os veria novamente. Então eu conversei com o meu pai. Ele ficou chocado, mas me explicou o plano de salvação e enfatizou que eu jamais deveria contar para ninguém”.

*Nome alterado por segurança.
Fonte: Portas Abertas

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

A loucura da Cruz

















“Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus”. I Coríntios 1:18




       Foi o mais louco suicídio dos últimos tempos. O reverendo Jim Jones, de 47 anos, fundador da exótica seita “O Templo do Povo”, exaltava diante dos fiéis os “encantos” da morte. Conclamava uma congregação que, sob sua liderança carismática, havia emigrado dos Estados Unidos para estabelecer uma colônia em uma pequena comunidade agrícola de nome Jonestown, em meio a seva tropical da Guiana.

       O que ninguém podia imaginar era como tudo aquilo acabaria. Após a ingestão coletiva de uma mistura de suco de fruta, analgésico e cianureto, preparada por um médico da comunidade, os fiéis iniciaram uma dança macabra, acompanhados de gritos angustiosos e gemidos alucinantes. Poucos minutos depois, o silêncio tomou conta do local.

       Quando as autoridades chegaram, encontraram uma terrível cena: 775 pessoas mortas, entre elas muitas crianças. Jim Jones também estava morto, com uma bala no crânio.

       Como explicar a loucura que tomou conta dessas pessoas a ponto de agirem de tal maneira?

       E o que dizer de outras loucuras no nosso mundo? Como explicar a loucura de pessoas que matam seus semelhantes em nome da religião? Como explicar a loucura dos que fumam inúmeros cigarros durante anos, queimando seu dinheiro e sua saúde? Como entender a loucura daqueles que diluem sua vida em anos de alcoolismo? E o jovem que é capaz de roubar e até matar para ter um pouco mais daquela droga?

       Muitos afirmam que vivemos num mundo enlouquecido. Um mundo onde se vende a honra em troca de poder e status. Um mundo onde se gastam milhões de dólares em armamentos de guerra enquanto milhões morrem de fome diariamente. Um mundo desigual, onde 90% da riqueza total está nas mãos de apenas 10% da população. Um mundo onde o essencial é trocado pelo passageiro. Um mundo onde a dor e a morte parecem ser o resultado natural das coisas.

       No início da história humana, o homem nunca poderia imaginar o que séculos de pecado fariam nesse miserável planeta. Adão e seus descendentes não podiam prever o caos que se tornaria este planeta. O único que descortinava o futuro era Deus. O que se passou então em Sua mente quando percebeu que, para salvar a raça humana caída e miserável, teria de se tornar um homem comum em mundo de loucura e morte? Ele ficou com medo? Com raiva? Pensou em desistir?

       Obviamente que são questões da limitada mente humana, e nunca vamos compreender todos os desígnios de Deus. Porém, olhando friamente, não deixa de parecer loucura a ideia que o Deus imortal, criador do Cosmo infinito, se preocupou tanto com um pequenino planeta azul perdido num canto do universo. Por que não passar uma borracha divina e apagar nosso mundo da história? Por que não estalar os dedos e desintegrar nosso planeta?

       Parece mais difícil ainda entender quando percebemos o que aconteceu a dois mil anos atrás. Deus se dispôs a ser envolto por uma placenta e ficar nove meses na barriga de uma mulher. Por favor, tente captar o tamanho dessa realidade. Se alguém no universo durante essa época perguntasse por Deus, lhe diriam: “Ele está no planeta terra, dentro de uma de suas frágeis criaturas”. E lembre-se, Ele passou por todos os estágios da gravidez – de um pequeno embrião até o desenvolvimento total dos tecidos, ossos e músculos. Correu todo o perigo desse período, tais como o aborto ou o nascimento prematuro.

       Perto de nascer, não havia um plano de saúde que garantisse um bom hospital. Na verdade, nem sequer havia um local para nascer. A única alternativa foi uma estrebaria, junto com os animais, onde uma infecção qualquer seria fatal. Ali, tendo como berço uma manjedoura, Deus chorou pela primeira vez como homem.

       Poucas pessoas estavam ali para ver tal cena arrebatadora. Talvez na mente de cada uma delas estivesse o seguinte pensamento: “Ou o amor de Deus é maior do que podemos imaginar, ou tudo isto não passa de loucura!”.

       Uma loucura de Deus? Pode até parecer isso para a mente moderna. Mas lembre-se que o nascimento é só o início da história. O Deus-homem passou por todas as fases de crescimento até se tornar adulto. (Eu me pergunto constantemente como terá sido a adolescência de Jesus?). Loucura mesmo foi o que aconteceu depois disso. Com 30 anos, deixou seu lar, sua mãe e seus irmãos para uma estranha missão. Missão que não visava o poder, a riqueza ou qualquer posição oferecida pelos homens. Uma missão de agruras e sofrimentos. E após pregar o amor e a paz, de curar e salvar milhares, de alimentar multidões, Ele é condenado à morte.

       Morte? “Mas espere, morte é algo que não existe para Deus. Ele é Criador, o autor da vida! Ele não pode morrer!”.

       Sim, Deus não pode morrer. Mas ele se tornou humano. E seres humanos morrem.

       Mas o pior de tudo foi à forma como ele morreu. Depois de ser traído por um beijo, açoitado rudemente, acabou por ter o corpo cravado na madeira e pendurado entre o céu e a terra. O sangue dele, que era uma mistura de sangue humano com o sangue de Deus, escorreu molhando a terra seca, numa mensagem não entendida pelas pessoas que ali se encontravam – o perdão a um coração seco pela culpa.

       A loucura daquele momento atingiu a todos. Tanto aqueles que contemplaram a cena como a nós que vivemos séculos depois. Alguns disseram naquele momento: “desce da cruz se és Deus!”. Outros afirmaram: “Verdadeiramente este era filho de Deus!”. A própria história foi dividida em dois. Ninguém pode ficar sem uma opinião definida sobre a história da cruz.

       O que significa a cruz para você? De todas as loucuras da vida nesse mundo, a cruz foi mais uma delas? Por que tantos fogem de sua sombra?

       Cada um de nós tem de responder a estas questões. Mas como cristão, posso afirmar, a exemplo do apóstolo - a cruz é loucura para os que se perdem. Mas para os que querem salvação é o poder de Deus. Como disse Martin Luther King Jr.: ”Devemos ver na cruz o símbolo do amor que conquista o ódio e da luz que vence a escuridão”.

       Nas Índias Ocidentais, existe uma curiosa mansão. Fora edificado por um milionário, e agora está em ruínas. Visitantes de muitos países vêm ver esta construção que se chama “A casa da Loucura”.

       Tudo começou em 1903, quando um americano decidiu edificar a sua mansão a beira-mar ao estilo romano. A fim de obter uma construção de primeira qualidade, o milionário escolheu o mais fino material. Então contratou uma companhia americana de construção para supervisionar os operários que haviam de trabalhar na obra. Empregaram-se homens vindos de todos os lados da ilha, e o trabalho teve início. O fundamento foi colocado com cuidado, seguindo as diretrizes da planta.

       Mas no tempo de preparar o concreto, os operários começaram a queixar-se. Muita água fresca era diariamente exigida para ser misturada com o cimento e areia, e esta tinha que vir carregada pelos operários, de uma fonte distante dois quilômetros. Isto exigia esforço e tempo. Eles decidiram facilitar a tarefa, usando água do mar. “Água é água!”, raciocinavam eles.

       Resolvido o problema, a obra continuou e a estrutura começou a ter forma. Quando finalmente terminaram, a mansão parecia uma obra de arte. Ninguém duvidava que duraria gerações.

       Durante alguns anos, o milionário e sua família gozaram das belezas da vida junto ao mar. Mas um dia, começaram a aparecer rachaduras nas paredes e no forro. O concreto começou a cair. Toda a estrutura estava ruindo.

       Estupefato, o milionário ordenou uma investigação. O resultado foi triste, mas real. O sal da água do mar tinha corroído a armação de ferro da construção. Em um esforço desesperado, removeram o andar superior. Mesmo assim as paredes continuaram rachando e ruindo. Finalmente a estrutura foi abandonada.

       O nome “Casa da Loucura” foi dado pelo próprio dono, ao compreender que o edifício estava condenado.

       Condenado também está aquele que coloca outro fundamento que não seja o Deus da cruz. Mesmo que a cruz seja loucura para muitos, o sacrifício de Jesus lá feito é a garantia que nossa vida não será uma ruína.