sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Cumprindo a ordem do Mestre








Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam Meus seguidores. Mateus 28:19.

       A grande comissão dada por Jesus a Seus discípulos parece ter atingido o coração de um homem com uma força poderosa. Estou falando de Dwight Moody, um dos mais destacados pregadores de sua geração. Esse dedicado servo de Deus se revelou como evangelista itinerante, viajando de cidade em cidade, e até mesmo de país em país. Foi fundador de escolas e seminários, entre eles o famoso Instituto Bíblico de Chicago. Segundo alguns biógrafos, ele pregou suas poderosas mensagens a mais de cem milhões de pessoas.

       O assunto sobre o qual Moody mais gostava de pregar era o amor de Deus. Ele costumava ilustrar esse tema com a história do noivo que foi chamado para servir durante a Guerra Civil de seu país. Sendo obrigados a separar-se, ele e sua noiva decidiram que se casariam quando ele voltasse. Eles prometeram que escreveriam um ao outro todos os dias. Assim, mesmo em batalha, ele sempre escrevia para sua noiva. Mas, um dia, ele foi ferido gravemente e as cartas não chegaram mais. Quando finalmente chegou uma carta, estava escrita por outro soldado. Dizia que o noivo estava aleijado para sempre, e que, mesmo amando-a muito, a desobrigava de casar-se com ele. Sem perder tempo, ela foi até o hospital militar e pediu permissão para encontrar-se com o noivo ferido. Ela percebeu que ele havia perdido os dois braços. Ela o abraçou e o beijou, e disse: “Eu nunca o abandonarei! Minhas mãos nunca deixarão de cuidar de você.” Assim é o amor de Deus por nós, dizia Moody.

       Em uma de suas viagens, Moody ouviu as palavras de um outro grande pregador, Henrique Varley: “O mundo ainda não viu o que Deus fará com um homem inteiramente entregue a Ele.” Moody tomou uma decisão: “Vou fazer todo o possível para ser esse homem.” E, ao que tudo indica, ele chegou bem perto do seu ideal.

       Deus usou Moody para pregar o evangelho aos perdidos, e hoje Ele quer usar você também.




sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Cristãos mantêm a fé em segredo para sobreviver








Muitos se perguntam como a igreja na Coreia do Norte sobrevive em um sistema tão fechado. Um dos pontos é que um cristão normalmente desconfia dos outros cristãos, pois há espias do governo entre eles. Os espias são treinados pela Agência de Segurança Nacional.

Um espia deve ter um bom conhecimento bíblico, para convencer os cristãos de que é confiável e um verdadeiro seguidor de Jesus. Além disso, ele é treinado a prestar maior atenção em pessoas que fecham os olhos e parecem estar meditando. Ou pessoas que eram fumantes e usavam bebidas alcoólicas e pararam repentinamente. Esses são sinais de que elas sejam cristãs e devem ser vigiadas de perto. “Nosso maior medo é de que haja um ‘Judas’ dentro da igreja”, contou um líder cristão secreto à Portas Abertas.

Nem os filhos podem saber sobre a fé dos pais


A maioria dos pais cristãos não contam para seus filhos sobre a fé até que eles cresçam. Eles temem que as crianças deixem alguma coisa escapar. Desde pequenas, elas são doutrinadas a amar os líderes da Coreia do Norte. As primeiras palavras que os pais devem ensinar a seus filhos são: “Obrigado, Pai Kim II-sung” (fundador e líder eterno da Coreia do Norte).

No entanto, muitas crianças descobrem sobre Jesus, geralmente por acidente. Kim Sang-Hwa*, filha de um líder da igreja, diz: “Meus pais nunca contaram que eram cristãos para mim e meus irmãos. Quando eu tinha 12 anos, achei a Bíblia da família. Eu poderia tê-los denunciado, mas sabia que se o fizesse, jamais os veria novamente. Então eu conversei com o meu pai. Ele ficou chocado, mas me explicou o plano de salvação e enfatizou que eu jamais deveria contar para ninguém”.

*Nome alterado por segurança.
Fonte: Portas Abertas

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

A loucura da Cruz

















“Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus”. I Coríntios 1:18




       Foi o mais louco suicídio dos últimos tempos. O reverendo Jim Jones, de 47 anos, fundador da exótica seita “O Templo do Povo”, exaltava diante dos fiéis os “encantos” da morte. Conclamava uma congregação que, sob sua liderança carismática, havia emigrado dos Estados Unidos para estabelecer uma colônia em uma pequena comunidade agrícola de nome Jonestown, em meio a seva tropical da Guiana.

       O que ninguém podia imaginar era como tudo aquilo acabaria. Após a ingestão coletiva de uma mistura de suco de fruta, analgésico e cianureto, preparada por um médico da comunidade, os fiéis iniciaram uma dança macabra, acompanhados de gritos angustiosos e gemidos alucinantes. Poucos minutos depois, o silêncio tomou conta do local.

       Quando as autoridades chegaram, encontraram uma terrível cena: 775 pessoas mortas, entre elas muitas crianças. Jim Jones também estava morto, com uma bala no crânio.

       Como explicar a loucura que tomou conta dessas pessoas a ponto de agirem de tal maneira?

       E o que dizer de outras loucuras no nosso mundo? Como explicar a loucura de pessoas que matam seus semelhantes em nome da religião? Como explicar a loucura dos que fumam inúmeros cigarros durante anos, queimando seu dinheiro e sua saúde? Como entender a loucura daqueles que diluem sua vida em anos de alcoolismo? E o jovem que é capaz de roubar e até matar para ter um pouco mais daquela droga?

       Muitos afirmam que vivemos num mundo enlouquecido. Um mundo onde se vende a honra em troca de poder e status. Um mundo onde se gastam milhões de dólares em armamentos de guerra enquanto milhões morrem de fome diariamente. Um mundo desigual, onde 90% da riqueza total está nas mãos de apenas 10% da população. Um mundo onde o essencial é trocado pelo passageiro. Um mundo onde a dor e a morte parecem ser o resultado natural das coisas.

       No início da história humana, o homem nunca poderia imaginar o que séculos de pecado fariam nesse miserável planeta. Adão e seus descendentes não podiam prever o caos que se tornaria este planeta. O único que descortinava o futuro era Deus. O que se passou então em Sua mente quando percebeu que, para salvar a raça humana caída e miserável, teria de se tornar um homem comum em mundo de loucura e morte? Ele ficou com medo? Com raiva? Pensou em desistir?

       Obviamente que são questões da limitada mente humana, e nunca vamos compreender todos os desígnios de Deus. Porém, olhando friamente, não deixa de parecer loucura a ideia que o Deus imortal, criador do Cosmo infinito, se preocupou tanto com um pequenino planeta azul perdido num canto do universo. Por que não passar uma borracha divina e apagar nosso mundo da história? Por que não estalar os dedos e desintegrar nosso planeta?

       Parece mais difícil ainda entender quando percebemos o que aconteceu a dois mil anos atrás. Deus se dispôs a ser envolto por uma placenta e ficar nove meses na barriga de uma mulher. Por favor, tente captar o tamanho dessa realidade. Se alguém no universo durante essa época perguntasse por Deus, lhe diriam: “Ele está no planeta terra, dentro de uma de suas frágeis criaturas”. E lembre-se, Ele passou por todos os estágios da gravidez – de um pequeno embrião até o desenvolvimento total dos tecidos, ossos e músculos. Correu todo o perigo desse período, tais como o aborto ou o nascimento prematuro.

       Perto de nascer, não havia um plano de saúde que garantisse um bom hospital. Na verdade, nem sequer havia um local para nascer. A única alternativa foi uma estrebaria, junto com os animais, onde uma infecção qualquer seria fatal. Ali, tendo como berço uma manjedoura, Deus chorou pela primeira vez como homem.

       Poucas pessoas estavam ali para ver tal cena arrebatadora. Talvez na mente de cada uma delas estivesse o seguinte pensamento: “Ou o amor de Deus é maior do que podemos imaginar, ou tudo isto não passa de loucura!”.

       Uma loucura de Deus? Pode até parecer isso para a mente moderna. Mas lembre-se que o nascimento é só o início da história. O Deus-homem passou por todas as fases de crescimento até se tornar adulto. (Eu me pergunto constantemente como terá sido a adolescência de Jesus?). Loucura mesmo foi o que aconteceu depois disso. Com 30 anos, deixou seu lar, sua mãe e seus irmãos para uma estranha missão. Missão que não visava o poder, a riqueza ou qualquer posição oferecida pelos homens. Uma missão de agruras e sofrimentos. E após pregar o amor e a paz, de curar e salvar milhares, de alimentar multidões, Ele é condenado à morte.

       Morte? “Mas espere, morte é algo que não existe para Deus. Ele é Criador, o autor da vida! Ele não pode morrer!”.

       Sim, Deus não pode morrer. Mas ele se tornou humano. E seres humanos morrem.

       Mas o pior de tudo foi à forma como ele morreu. Depois de ser traído por um beijo, açoitado rudemente, acabou por ter o corpo cravado na madeira e pendurado entre o céu e a terra. O sangue dele, que era uma mistura de sangue humano com o sangue de Deus, escorreu molhando a terra seca, numa mensagem não entendida pelas pessoas que ali se encontravam – o perdão a um coração seco pela culpa.

       A loucura daquele momento atingiu a todos. Tanto aqueles que contemplaram a cena como a nós que vivemos séculos depois. Alguns disseram naquele momento: “desce da cruz se és Deus!”. Outros afirmaram: “Verdadeiramente este era filho de Deus!”. A própria história foi dividida em dois. Ninguém pode ficar sem uma opinião definida sobre a história da cruz.

       O que significa a cruz para você? De todas as loucuras da vida nesse mundo, a cruz foi mais uma delas? Por que tantos fogem de sua sombra?

       Cada um de nós tem de responder a estas questões. Mas como cristão, posso afirmar, a exemplo do apóstolo - a cruz é loucura para os que se perdem. Mas para os que querem salvação é o poder de Deus. Como disse Martin Luther King Jr.: ”Devemos ver na cruz o símbolo do amor que conquista o ódio e da luz que vence a escuridão”.

       Nas Índias Ocidentais, existe uma curiosa mansão. Fora edificado por um milionário, e agora está em ruínas. Visitantes de muitos países vêm ver esta construção que se chama “A casa da Loucura”.

       Tudo começou em 1903, quando um americano decidiu edificar a sua mansão a beira-mar ao estilo romano. A fim de obter uma construção de primeira qualidade, o milionário escolheu o mais fino material. Então contratou uma companhia americana de construção para supervisionar os operários que haviam de trabalhar na obra. Empregaram-se homens vindos de todos os lados da ilha, e o trabalho teve início. O fundamento foi colocado com cuidado, seguindo as diretrizes da planta.

       Mas no tempo de preparar o concreto, os operários começaram a queixar-se. Muita água fresca era diariamente exigida para ser misturada com o cimento e areia, e esta tinha que vir carregada pelos operários, de uma fonte distante dois quilômetros. Isto exigia esforço e tempo. Eles decidiram facilitar a tarefa, usando água do mar. “Água é água!”, raciocinavam eles.

       Resolvido o problema, a obra continuou e a estrutura começou a ter forma. Quando finalmente terminaram, a mansão parecia uma obra de arte. Ninguém duvidava que duraria gerações.

       Durante alguns anos, o milionário e sua família gozaram das belezas da vida junto ao mar. Mas um dia, começaram a aparecer rachaduras nas paredes e no forro. O concreto começou a cair. Toda a estrutura estava ruindo.

       Estupefato, o milionário ordenou uma investigação. O resultado foi triste, mas real. O sal da água do mar tinha corroído a armação de ferro da construção. Em um esforço desesperado, removeram o andar superior. Mesmo assim as paredes continuaram rachando e ruindo. Finalmente a estrutura foi abandonada.

       O nome “Casa da Loucura” foi dado pelo próprio dono, ao compreender que o edifício estava condenado.

       Condenado também está aquele que coloca outro fundamento que não seja o Deus da cruz. Mesmo que a cruz seja loucura para muitos, o sacrifício de Jesus lá feito é a garantia que nossa vida não será uma ruína.



quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

O lírio branco e a fé









Meu Deus, Meu Deus, por que Me abandonaste? Mateus 27:46.

       Muitas pessoas perguntam: Deus Se importa realmente com o meu sofrimento? A Bíblia apresenta uma resposta de Deus: “Sei o que estão sofrendo” (Êxodo 3:7). Se Deus sabe do nosso sofrimento, com certeza vai nos ajudar a suportá-lo.

       Durante a crise dos mísseis cubanos, em meio à Guerra Fria, um pastor chamado Noble Alexander foi preso por oficiais de Cuba, acusado de espionagem. Insistiram em que ele admitisse ser um agente dos Estados Unidos ou seria torturado. Alexander orou para que Deus lhe desse forças e suportasse o sofrimento. Ele foi jogado dentro do tanque de esgotos da prisão. Tinha de manter o queixo suficientemente erguido, ou a água contaminada entraria em sua boca e olhos, causando uma infecção e, conseqüentemente, a morte.

       Depois de algumas horas naquela posição, ele começou a se perguntar por quanto tempo ainda suportaria. Sentiu-se terrivelmente desamparado, sozinho e derrotado. De repente, ele viu algo em meio ao esgoto que o cercava. Era uma planta – um lírio branco – crescendo em meio ao lixo. Ficou cativado pelo milagre daquela plantinha teimosa e bela.        Aproximou-se e procurou aspirar o delicioso perfume da flor, limpo e puro.

A flagrância do lírio tornou-se imediatamente a força de Alexander. Ele visualizou ali a promessa de que Deus não desampara Seus filhos. Alexander não teve dúvidas de que Deus estava com ele. Quando os oficiais o removeram dali, Alexander percebeu que sua fé estava mais forte do que nunca. Através do pequeno lírio, Deus lembrou Alexander de que ele estava seguro sob Seus cuidados.

       Deus nunca fica impassível diante do nosso sofrimento. Na verdade, Jesus sofreu neste mundo mais do que qualquer um de nós. Ele sabe o que sentimos, pois sentiu na pele as conseqüências do pecado. Ele está disposto a nos ajudar a suportar as provas da vida, permitindo que saiamos delas mais fortalecidos.

       Pense em como você vai reagir da próxima vez que enfrentar uma grande dificuldade, e lembre-se de que Deus está sempre ao seu lado.





terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Vitória em meio as vaias







Mas quem ficar firme até o fim será salvo. Mateus 24:13.

          Em 1972, durante as Olimpíadas de Munique, na Alemanha, algo inusitado aconteceu com Frank Shorter, um corredor alemão naturalizado americano. Ele iria correr a maratona e seu objetivo era somente um – ganhar a medalha de ouro a qualquer custo. Depois da largada, ele conseguiu manter um bom ritmo durante os primeiros quinze quilômetros. Então, resolveu acelerar o passo para dar mais vigor e emoção à corrida. Distanciou-se dos demais competidores, e não voltou a ser desafiado por ninguém.

          Quando, finalmente, chegou ao estádio, onde ocorre costumeiramente o fim da maratona olímpica, Shorter imaginava que seria recebido com aplausos e gritos emocionados da platéia nas arquibancadas. Contudo, a única coisa que ouviu foi um coro de vaias e assobios. Não compreendeu o que havia de errado. Mesmo assim, continuou correndo em direção à linha de chegada.

         O que Shorter não sabia é que alguns instantes antes de ele entrar no estádio, um dos espectadores pulou a cerca da arquibancada e correu por toda a extensão da pista interna, antes que fosse capturado pelos seguranças dos jogos. As vaias e gritos de censura haviam sido desferidos contra o espectador irresponsável, e não contra Shorter. Ele, sim, completou a maratona e ganhou a medalha de ouro.

          Shorter não sabia que as vaias da platéia não eram para ele; afinal, ele era o único corredor presente na pista. Porém, mesmo com uma recepção nada calorosa, ele não desistiu.

          Muitas vezes, em nosso dia-a-dia, somos tentados a desistir diante das provas da vida. A perspectiva de um fracasso pode nos abalar. Podemos ser tentados a desistir do ano escolar, de aprender a tocar um instrumento musical ou de ir à igreja. Nessas horas, devemos nos lembrar de que o verdadeiro vencedor nunca desiste. O que persevera até o fim, alcança seus objetivos. Portanto, peça a Deus que lhe dê perseverança em tudo aquilo que você fizer. Você verá o quanto é agradável o sabor da vitória!



quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Oração e Farinha









Se crerem, receberão tudo o que pedirem em oração. Mateus 21:22.

       Quando você pede algo a Deus em oração, e a resposta às vezes parece demorar, qual a sua reação?

       A missionária Ana estava terminando seu período de trabalho em um país do Sudoeste Asiático, preparando-se para voltar para seu país de origem. Foi quando ela começou a sentir fortes dores no estômago. Além disso, o cheque de pagamento vindo da missão além-mar também não havia chegado.

       Todo dia, Ana acordava bem cedo e, depois de sua devoção pessoal, se dirigia até o correio, aguardando o dinheiro que tanto lhe fazia falta. Contudo, sempre ela voltava de mãos vazias. A dor no estômago aumentou e o estoque de alimentos diminuiu, até que sobrou apenas um barril com farinha de aveia. O pior é que ela detestava farinha de aveia. O que fazer? Ela resolveu orar e pedir a intervenção divina.

       Passaram-se mais três semanas e nada do dinheiro chegar. Três vezes ao dia Ana tinha que ingerir a odiosa farinha de aveia. Mas, ao contrário do que ela imaginava, sua saúde foi melhorando. Em parte, sua oração foi respondida. Então, finalmente, chegaram os novos missionários, trazendo consigo o pagamento de Ana.

       A primeira coisa que Ana fez foi procurar um bom restaurante e comer uma bela refeição. Tinha a esperança de que nunca mais precisaria comer farinha de aveia novamente! Depois, tratou de comprar a passagem que a levaria de volta a seu país.

       Quando desembarcou, procurou um médico para fazer alguns exames. Contou de sua enfermidade e da dieta prolongada usando farinha de aveia. Então, foram feitos exames laboratoriais. Quando o resultado saiu, o médico arregalou os olhos, assustado. Ana havia se recuperado de um caso grave de colite. Com toda certeza, afirmou o médico, a dieta de farinha de aveia havia sido a responsável por sua recuperação. Ana percebeu que Deus havia respondido à sua oração, mesmo sendo de um modo totalmente inesperado.

       Precisamos confiar sempre que Deus vai responder às nossas orações. E, muitas vezes, Ele o fará da maneira que não imaginamos. Mas sempre será para o nosso bem.



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Vale a pena perdoar?






“Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão que peca contra mim?” Mateus 18:21.

       Em 1992, um homem chamado Larry Trapp, membro da Ku Klux Klan, apareceu nos noticiários americanos rasgando suas bandeiras nazistas e jogando fora as literaturas voltadas para o ódio. Ele decidiu parar de odiar os judeus e outros grupos de pessoas. Essa mudança na vida de Trapp aconteceu depois que a família de um cantor judeu o convenceu pelo perdão.

       No começo, Trapp lhes enviava folhetos falando contra os judeus e negando o Holocausto. Depois, começou a telefonar para a família judia, ameaçando-os. Disse que explodiria a sinagoga deles na primeira oportunidade que tivesse.

       Apesar dos atos absurdos de Trapp, a família do cantor nunca reagiu com raiva ou indignação. Pelo contrário, demonstravam compaixão e empatia por ele.

       Acontece que Trapp era diabético e a doença acabou atingindo suas pernas, deixando-o definitivamente numa cadeira de rodas. Sua visão também estava sendo afetada. Então, a família do cantor judeu fez algo inusitado. Eles foram até a casa de Trapp, bateram à porta e lhe fizeram um convite – que ele permitisse que eles cuidassem de sua saúde, indo morar com eles.

       Algum tempo depois, Trapp disse para os canais de televisão: “Eles me demonstraram tal amor que eu não pude deixar de amá-los em retribuição.”

Durante seus últimos dias de vida, Larry Trapp buscou o perdão das pessoas por quem ele havia demonstrado seu ódio.

       Quando Pedro perguntou a Jesus quantas vezes ele devia perdoar seu próximo, o Mestre lhe respondeu: “Você não deve perdoar sete vezes, mas setenta vezes sete”.

O que Jesus queria realmente dizer é que devemos perdoar sempre. Pode parecer difícil, às vezes. Nossa tendência natural é guardar rancor. Contudo, como afirmou William Shakespeare, “guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra”.

Perdoar é fácil? "A única coisa mais difícil que perdoar é exatamente não perdoar", escreveu Philip Yancey. Se houver qualquer dificuldade, podemos pedir a ajuda de Deus. Ele pode verdadeiramente transformar nossos sentimentos.




quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Sua cruz é pesada demais?








Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-Me. (Mateus 16:24, ARA).

       Alguma vez você foi tentado a achar que sua cruz é pesada demais? Seus problemas parecem não ter solução?

       Uma lenda germânica conta de um homem que andava pelos caminhos da vida tendo sobre os ombros uma pesada cruz de ferro. Uma noite, depois de um dia cansativo, ele orou para que sua cruz de ferro fosse substituída por uma cruz de rosas. Estava certo de que seria mais fácil carregá-la. Sabia também que tinha de carregar uma cruz, afinal de contas, quem não tem que levar a sua?

       Ao acordar, na manhã seguinte, lá estava a sua cruz de rosas. Com grande alegria, colocou-a nos ombros e continuou a jornada. Mas logo ele percebeu que, juntamente com as rosas, também vieram os espinhos. Estes logo começaram a lhe ferir a carne e, antes do dia terminar, o sangue manchava-lhe o corpo e a roupa. Impossibilitado de prosseguir, ele orou de novo. Pediu perdão por ter escolhido uma cruz de rosas. Rogou então uma cruz de ouro. Estava certo de que seria melhor carregar uma cruz de ouro.

       No dia seguinte, ao despertar, percebeu que sua oração fora respondida. Saiu feliz da vida por ter uma reluzente cruz de ouro. Seu brilho era belíssimo e dava gosto de olhar. Contudo, não havia caminhado muito longe, quando foi abordado por ladrões. Os homens bateram nele e levaram sua cruz de ouro. Ele ficou inconsciente durante horas, à beira da estrada. Quando acordou e percebeu o que havia acontecido, colocou-se de joelhos e orou: “Misericordioso Pai, perdoa agora minha ignorância. Dá-me de volta a cruz de ferro. Agora compreendo que ela é a única que posso levar.”

       Muitas vezes, em meio às dificuldades da vida, pensamos que tudo seria melhor se nossa situação fosse mudada. Mas Deus é muito sábio para errar. Ele sabe muito bem que a cruz que carregamos é a única que podemos levar.

       Portanto, quando os problemas aparecerem, tenha fé e confiança nEle. Deus é forte o bastante para ajudá-lo a carregar qualquer cruz que surgir em sua vida.




sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Crise espiritual?















       Agostinho costumava pedir a Deus que examinasse suas fraquezas com olhar de compaixão. Encontro-me constantemente pedindo a mesma coisa. Durante alguns anos, eu acreditei que tinha de me aperfeiçoar, de me tornar melhor. Depois de muito correr sem sair do lugar, eu percebi que sou um rebelde que precisa desesperadamente de redenção. Quando as coisas não vão bem, minha real necessidade é me entregar novamente a Cristo e dEle receber perdão e poder.

       Na verdade, a luta maior reside exatamente em render-se, submeter-se. Nossa natureza não é voltada para essas coisas. Quando sinto necessidade de Deus, torna-se difícil não notar como sou egoísta e orgulhoso. É como se, ao me aproximar da luz, a mancha do pecado se revelasse em sua totalidade. Isso, muitas vezes, leva-me a Jesus em busca de purificação. Porém, há momentos em que simplesmente deixo a situação como está, e o dia seguinte será um incômodo maior do que o anterior. Saber o caminho certo e não andar por ele, é um drama da natureza humana.

       “O caminho dos seguidores é apertado”, afirmou Bonhoeffer. “Facilmente fica despercebido, é fácil não atinar com ele; facilmente o perdemos mesmo já estando nele. É difícil encontrá-lo.” 3 Demorou um tempo, depois da minha conversão, para que eu aceitasse que a vida da fé pode vicejar num dia e esmorecer no outro. Embora vivesse o problema, na minha mente eu não podia crer que o cristão enfrentasse o tédio e a frustração. Era como se o simples pensamento sobre o assunto fosse pecado. Então, de forma insistente, uma pergunta martelou minha cabeça durante meses: esses sentimentos são normais na vida do cristão?



3 BONHOEFFER, Dietrich. Discipulado, São Leopoldo, RS: Sinodal, 2004, p. 119.


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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Uma capa partida ao meio







Quem ama o seu irmão vive na luz. 1 João 2:10.

       Era uma manhã fria na cidade de Amiens, na França. As pessoas circulavam de um lado para o outro, cuidando da vida. Poucos notaram um mendigo esfarrapado, tremente de frio, junto a um muro da cidade. Quando o pobre homem estendia a mão, ignoravam-no, num misto de piedade e repugnância.

       Um grupo de soldados do imperador se aproximou do local. Eles conversavam alegremente, recebendo a admiração de todo o povo pelas ruas. Suas espadas e lanças brilhavam ao sol.

       Um jovem soldado puxou as rédeas, ao cruzar a muralha onde o mendigo permanecia. Percebeu que se tratava de apenas um desafortunado maltrapilho. Nenhum dos seus amigos lhe estendeu um único olhar de misericórdia. Concluiu que talvez ele mesmo tivesse sido enviado para ajudar o homem.

       Contudo, não havia dinheiro em sua bolsa. Tudo fora gasto com caridades e os últimos presentes a familiares. Mesmo assim, ele sentiu que precisa fazer alguma coisa.

       Então, de repente, ele teve uma idéia. Retirou dos ombros a capa militar, puxou a espada e a cortou ao meio. Chegou perto do mendigo, disse uma palavra de conforto e colocou a capa sobre seus ombros trementes. Devolveu a espada à bainha, colocou a outra metade da capa de volta sobre os ombros e partiu velozmente para alcançar os companheiros.

       Alguns dos soldados que observaram a cena deram gargalhadas; outros pareceram tocados pelo gesto.

       Naquela noite, Martinho, como era chamado o soldado da boa ação, teve um sonho. Viu Jesus cercado de anjos e vestido com metade de uma capa. Jesus Se dirigiu aos anjos e disse:

       – Vejam o agasalho que Martinho me deu.

Diz a tradição que Martinho converteu-se ao cristianismo pouco depois desse episódio, tornando-se bispo de Tours e fundando a Abadia de Marmoutier.

       Amar as pessoas é um sinal que estamos andando na Luz de Deus.



terça-feira, 31 de outubro de 2017

500 anos da Reforma Protestante



          Hoje é uma data importantíssima para os cristãos de todo o mundo. Há 500 anos, Martinho Lutero divulgava sua lista de 95 teses contra as indulgências. Abriu-se então a porta para que o evangelho de Jesus Cristo ultrapassasse fronteiras antes impossíveis, alcançando milhões de pessoas ao redor do planeta.
          Resta aos cristãos contemporâneos não apenas comemorar, mas decidir honrar o legado que nos foi deixado.



sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Glória na cruz


    



  













       O que significa "se gloriar"? O dicionário Aurélio diz: "fazer consistir sua glória em alguém ou algo". No caso de Alarico, o célebre rei dos godos, sua glória consistia em sua imensa riqueza. Ele tanto se apegou a isso, que mesmo depois de morrer, ele não se separou de sua imensa fortuna.

       Por ocasião de seu funeral, um grande número de escravos foi recrutado para trabalhar no desvio do curso de um rio. Em seguida, colocaram o corpo do tirano num grande túmulo, adornados com ouro e jóias, ganhos nas conquistas sobre outros povos. Sepultaram-no no leito do rio e, depois, fizeram o rio voltar ao seu curso normal. Todos os escravos que participaram da operação foram mortos a espada, para que no futuro ninguém pudesse identificar a sepultura do rei e saquear os tesouros ali depositados.

       O apóstolo Paulo afirmou que seu único motivo de glória era a cruz. Por que? Por que não podemos nos gloriar da ressurreição ou na segunda vinda de Jesus? Por que a glória tem a ver com um símbolo de morte?

       Primeiro, a cruz significa submissão. Quando um criminoso era condenado a morte de cruz, ele lutaria até o final para não morrer daquela terrível maneira. Ser pregado na madeira era uma forma de garantir que ele não escaparia; e de faze-lo sofrer. Jesus não tentou escapar ou fugir da cruz.

       Submissão não é abandonar algo, é renunciar a nós próprios. E é o que nós devemos fazer também. Jesus foi submisso para nos salvar, e nós devemos ser submissos para continuarmos salvos. Significa renunciar a você mesmo, para que Deus possa controlar seu viver.

       Se Jesus não houvesse sido submisso, estaríamos perdidos para sempre. Satanás sabia disso, e por isso tentou dissuadi-lo tantas vezes.

       Segundo, a cruz significa perdão. Convido você a fazer o seguinte teste: Pegue uma caneta e um papel, vá até uma rua movimentada, e faça a seguinte pergunta as pessoas: O que lhe vem à  cabeça quando você vê uma cruz? É bem provável que você ouvirá respostas do tipo: “Cruz lembra a igreja” ou “Cruz é onde Jesus foi pregado”, ou até mesmo “Cruz é para colocar no túmulo”. Talvez um ou outro se lembre de dizer: “Cruz significa perdão!”.
       A morte de Cristo foi necessária a fim de sermos perdoados. Apesar de milhares de pessoas acharam que a morte de Jesus foi resultado da inveja dos líderes, ou que sua morte aconteceu por causa de seu discurso “radical”, a Bíblia aponta para o fato que “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo”. Jesus morreu como sacrifício pelo homem porque a raça caída nada pôde fazer para se recomendar a Deus. Sem a cruz do Calvário, Jesus não poderia dizer: “Pai, perdoa-lhes”, e nós não poderíamos pedir: “Pai, perdoe-me”.

       Terceiro, a cruz significa justiça. Depois que Satanás se rebelou contra Deus e foi expulso do céu, ele tomou uma decisão: iria fazer a raça humana pecar. Se eles pecassem, isto provaria que a lei de Deus é injusta, que não podia ser obedecida. Mas se Deus oferecesse algum plano para restaurar a humanidade ao favor do céu, então Satanás também poderia ter a chance de ser reincorporado lá.

       Deus, entretanto, já tinha pensado em tudo. Desde a eternidade, havia um plano de emergência que permitiria que Deus restaurasse o homem caído. Ao mesmo tempo, desmascararia Satanás. A vida sem pecado de Jesus, e conseqüentemente sua morte na cruz, permitiram que Deus fosse “justo e justificador daquele que tem fé em Jesus”. (Romanos 3:26).

       Em resumo, a cruz do Calvário é o único motivo de glória para o cristão, pois sem ela não haveria importância para o passado, nem esperança para o futuro. Sem a cruz não haveria a certeza da ressurreição e da volta de Jesus. Sem a cruz, a humanidade estaria condenada para sempre.




terça-feira, 17 de outubro de 2017

Preseguição religiosa na Ásia















          Confrontos entre o Exército da Independência de Kachin e as tropas do exército birmanês continuam a eclodir em todo o estado de Kachin, que é predominantemente cristão. Mais conflitos foram registrados nas regiões oeste e sudeste do país. Devido aos conflitos étnicos que se estendem há muito tempo, milhares de pessoas já foram deslocadas, e muitas foram abusadas e mortas. 
Mianmar era conhecido como um dos países mais fechados do mundo. Uma esperança de mudança veio em 8 de novembro de 2015, quando a Prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, subiu ao poder.          O governo forçou a assinatura de um acordo de cessar-fogo, mas somente oito dos quinze maiores grupos étnicos assinaram. 
         Em agosto, dois membros de uma reconhecida igreja foram abordados por soldados do exército birmanês, que levaram quase mil dólares da igreja e também alguns itens pessoais dos irmãos. Ore pela unidade desta nação, marcada por conflitos étnico-religiosos. Peça também por conforto para os que foram abusados e consolo para as famílias e indivíduos afligidos.

Fonte: Portas abertas


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

A loucura da Cruz?


     
 

      











         



         Muitos afirmam que vivemos num mundo enlouquecido. Um mundo onde se vende a honra em troca de poder e status. Um mundo onde se gastam milhões de dólares em armamentos de guerra enquanto milhões morrem de fome diariamente. Um mundo desigual, onde boa parte da riqueza total está nas mãos de apenas uma minoria da população. Um mundo onde o essencial é trocado pelo passageiro. Onde a dor e a morte parecem ser o resultado natural das coisas.

       No início da história humana, o homem nunca poderia imaginar o que séculos de pecado fariam nesse miserável planeta. Adão e seus descendentes não podiam prever o caos que se tornaria nosso mundo. O único que descortinava o futuro era Deus. O que se passou então em Sua mente quando percebeu que, para salvar a raça humana caída e miserável, teria de se tornar um homem comum em mundo de loucura e morte? Ele ficou com medo? Com raiva? Pensou em desistir?

       Obviamente que são questões da limitada mente humana e nunca vamos compreender todos os desígnios de Deus. Porém, olhando friamente, não deixa de parecer loucura a ideia de um Deus imortal, Criador do Cosmo infinito, se preocupar tanto com um pequenino planeta azul perdido num canto do universo. Por que não passar uma borracha divina e apagar nosso mundo da história? Por que não estalar os dedos e eliminar o câncer?

       Parece mais difícil ainda entender tal questão quando percebemos o que aconteceu a dois mil anos atrás. Deus se dispôs a ser envolto por uma placenta e ficar nove meses na barriga de uma mulher. Por favor, tente captar o tamanho dessa realidade. Se alguém no universo durante essa época perguntasse por Deus, lhe diriam: “Ele está no planeta terra, dentro de uma de suas frágeis criaturas”. E lembre-se, Ele passou por todos os estágios da gravidez – de um pequeno embrião até o desenvolvimento total dos tecidos, ossos e músculos. Correu todo o perigo desse período, tais como o aborto ou o nascimento prematuro.

       Perto de nascer, não havia um plano de saúde que garantisse um bom hospital. Na verdade, nem sequer havia um local para nascer. A única alternativa foi uma estrebaria, junto com os animais, onde uma infecção qualquer seria fatal. Ali, tendo como berço uma manjedoura, Deus chorou pela primeira vez como homem.

       Poucas pessoas estavam ali para ver tal cena arrebatadora. Talvez na mente de cada uma delas estivesse o seguinte pensamento: “Ou o amor de Deus é maior do que podemos imaginar, ou tudo isto não passa de loucura!”.

       Uma loucura de Deus? Pode até parecer isso para a mente moderna. Mas lembre-se que o nascimento é só o início da história. O Deus-homem passou por todas as fases de crescimento até se tornar adulto. (Eu me pergunto constantemente como terá sido a adolescência de Jesus?). Loucura mesmo foi o que aconteceu depois disso. Com 30 anos, deixou seu lar, sua mãe e seus irmãos para uma estranha missão. Missão que não visava o poder, a riqueza ou qualquer posição oferecida pelos homens. Uma missão de agruras e sofrimentos. E após pregar o amor e a paz, de curar e salvar milhares, de alimentar multidões, Ele é condenado à morte.

       Morte? “Mas espere, morte é algo que não existe para Deus. Ele é Criador, o autor da vida! Ele não pode morrer!”.

       É verdade. Deus não pode morrer. Mas ele se tornou humano, lembra-se. E seres humanos morrem.

       Mas o pior de tudo foi à forma como ele morreu. Depois de ser traído por um beijo, açoitado rudemente, acabou por ter o corpo cravado na madeira e pendurado entre o céu e a terra. O sangue dele, que era uma mistura de sangue humano com o sangue de Deus, escorreu molhando a terra seca, numa mensagem não entendida pelas pessoas que ali se encontravam – o perdão a um coração seco pela culpa.

       A loucura daquele momento atingiu a todos. Tanto aqueles que contemplaram a cena como a nós que vivemos séculos depois. Alguns disseram naquele momento: “Desce da cruz se és Deus!”. Outros afirmaram: “Verdadeiramente este era filho de Deus!”. A própria história foi dividida em dois. Ninguém pôde ficar sem uma opinião definida sobre a história da cruz.

       O que significa a cruz para você? De todas as loucuras da vida nesse mundo, a cruz foi mais uma delas? Por que tantos fogem de sua sombra?

       Cada um de nós tem de responder a estas questões. Mas como cristão posso afirmar a exemplo do apóstolo: a cruz é loucura para os que se perdem. Mas para os que querem salvação é o poder de Deus. Como disse Martin Luther King Jr., ”Devemos ver na cruz o símbolo do amor que conquista o ódio e da luz que vence a escuridão”.
        A cruz não é loucura. A cruz representa a liberdade conquistada pelo amor.


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

O verdadeiro Rei


      



        












         Ao ser pregado e erguido na cruz, não foi somente a humilhação e a dor física que Jesus teve de enfrentar. Algumas pessoas presentes ali trataram de lembrá-lo de certas coisas: Olha lá, o grande Messias. Desce daí! Você não é o filho de Deus? Você não disse que era um profeta? Então, faça algo.

Ei, capitão, temos um rei aqui. Por que não ajoelhamos diante de Sua Majestade? Olha que linda coroa ele tem!

       Difícil é tentar descobrir o que de fato mais doía em Jesus: se a dor física causada pelo martírio, ou a dor de ser rejeitado por aqueles que tanto amou.

       Em cima de sua cabeça estava a placa escrita por Pilatos: REI DOS JUDEUS. Também fica a dúvida: Pilatos colocou a placa por simples zombaria, ou pelo fato de não ter entendido a explicação de Jesus sobre o “Reino”?

       Contudo, havia algo naquela placa que transcendia o momento da crucificação -- a palavra “Rei”. O que nem Pilatos ou os líderes judaicos imaginavam era que o homem pendurado na cruz sempre fora um Rei.

       Antes que nossa galáxia fosse criada, e conseqüentemente nosso planeta, Jesus sempre foi o Rei do universo. As mãos que foram pregadas naquela sexta-feira foram as mãos do supremo Rei. Mãos que se ergueram pela eternidade ordenando que os mundos viessem à existência. Mãos que criaram a matéria e o cosmo. Mãos que moldaram o barro artisticamente para criar o ser humano. Mãos que escreveram os Dez mandamentos na pedra e no coração de seu povo. Mãos que se formaram novamente no útero de Maria. Mãos que ajudaram José na carpintaria. Mãos que curaram os doentes e aflitos da Palestina. Mãos que lavaram os pés dos discípulos. Mãos que terminaram sendo atravessadas por rudes pregos. Que rei seria capaz de chegar a esse ponto?